Radio



                        Pois Zé… estava eu cá, sob o céu de Brasília, na múltipla escolha de ser governado por um preso ou vendedor de picolé ou cabo da PM do PT ou interventor, na manhã deste domingo, sol de calango, e só mexendo nos meus “ cebolões ” .

                        Pois Zé… daí peguei minha Vitrola (?), 45 rotações, na ponta da agulha, no sovaco o pano de feltro, bem limpo e começo logo a faina:

                       Entrei no Banquete dos Mendigos, do Macalé. Bebi a Gota d’água, da Simone. Babei no What a Wonderfull (naquele tempo) World, do Armstrong.

                      Pois Zé… daí escuto as primas ordens, sempre mui severas, de dona Florzinha.

                     – JOGUE FORA TUDO ISSO E AGORA !!!

                    Antes, na enrolação do meio de campo, estendi-me no coçar minhas melecas e melenas e associar meus cebolões aos meus velhos amigos e novas amigas… sem ofensa, mas sabe como é que é. Domingo de manhã, Brasília, solzinho de calango, caipirinha, carne de sol ao forno, dessalgada no leite ao coentro…

                     Pois Zé … daí, mexi num 33 rotações… tá certo, não é do seu tempo. Que nem a fita da máquina de escrever. Muito menos o papel carbono. Estêncil? Mimeógrafo? Mama’s and Papa’s?

                   Pois Zé … e dona Florzinha, sempre mui digna:

                  – JÁ FALEI PRÁ JOGAR FORA ESSES SEUS “CEBOLÕES”  E AGORA !!!

                   E eu, mui firme, como sempre, só no enrolando (?) :

                  – Não largo meus velhos amigos e minhas novas amigas de jeito nenhum.

                  Pois Zé …  daí,  ouça se  tenho razão que a própria razão desconhece:

                 Jimi, os Pretenders, os Comodores, os Five Jack, os Pigs on the Wing – qué isso, Zé – coisas do Pink. Quem? O Floyd.

                 Mexi ainda no Simon, abraçadinho ao Garfunkel. E com o Pelvis in the Ghetto. E cantei na surdina, enquanto coçava meus “ cebolões” :

                – It’s now ,or never, kiss me, my darling, tomorrow não vou tá a fim…

                 Pois Zé .. daí, pulei pros Titãs ( Jesus não tem dentes no País dos Banguelas). Porra, que porrada. O Arnaldo Antunes ainda era um nem- neim. 

                 Peloamôdideus, genti… Escreva prá dona Florzinha prá ela não me obrigar a uma mau-dade dessa. Eu ter que me livrar dos meus Bolachões é o mesmo que me livrar deste mundo. Enterrar The dark side of the moon, do Pink, nem que fróid. Rita Pavone cantando, em alemão, komm doch wieder mal nach rom (???)

                E o Cat.

                 – Qual?

                 – O Stevens. Cantando The Wind.

                   – JOGA LOGO FORA TUDO ISSO E AGORA !!!

                  E a Tina, Let’s stay together, aí é briga, na certa, São dois prá lá, um prá cá, dona Pimentinha Regina.

                 E o Neil Young? quando conheci a Florzinha, naquela cama de viúva, altos drinks e, na vitrola rolava  o California Sunset…

                 – Pois Zé …

                 – É o que?

                 – Nada, não …

                 Parti pro diálogo, grupo de trabalho, coisa e tal, que nem na rádio petista-ongueira-estatal e tal.

                 Joguei fora o Crosby, o Stills, o Nash, e até o Young. Sem contar o Deep Purple,o New Order, o Zeppelin, os Street Rats, James Brown, The Animals, The Who, Nina Simone, Barry White, Colosseun, Jack Bruce, Billy Paul, Ginger Baker, Stevie Wonder, John and Vangelis,a trilha sonoroa do Sunshine, Frank Zappa, Otis Redding, Carole King, James Taylor…

                Abri mão da Dionne Warwick – menos da faixa A-4, Hey Jude, de jeito nenhum.

                Ray Charles, tudo bem, menos o I can’t stop of loving you… mas não tem diálogo no caso do disco do Dancin’days, lado B, faixa 1 – Macho, Macho Man, Village People, não tô certo, seu Zé?

                  Digo o mesmo com o disco do Santana, 1971, Disco é Cultura, Columbia, lado 1- a Batuka.

                  Tem ainda o lado 2-A – Richie Havens, A Little Help from my friends, se for com o Joe Cooker, então, é briga mesmo.

                  Com o cebolão Let It Be, os quatro beats na capa, acabo sozinho, se for preciso…

                Pretenders, Only You, não abro a mão mesmo!!!

                 El condor Pasa, com Paul Simon, de jeito maneira.

              O discão do Pink Floyd , aquele com a vaca na capa, nem que ela tussa.

                O Queen, A Nifht at the Opera, faixa B-2, Love of my Live, má nem pensá… O Queen, alive, God Save the Queen, ou ele ou ela.

                Tô certo, seu Zé?

              No mesmo lado, Live Magic, Friends Will Be Friends, não tem, mesmo, conversa.

             O Richard Clayderman, tudo bem, só a faixa A-4, Tema de Lara, aí é um assunto muito do pessoal. Primeira namorada da vida lá no interiorrrr…

            Agora, o Calix Bento, do Tavinho, com o old Milton, nem pensar, né seu Zé?

            – E da flor , nasceu Maria, e de Maria, o Salvador, oiá, meu Deus…

           Fé cega – nem, nem, nem :

          –Agora, não pergunto mais prá onde vai a estrada…

        Quase que fui. Só uma coisinha final:

       Onde estiver escrito “ CEBOLÃO ” . . . leia-se “ BOLACHÃO ” , VINIL…

         E me mande logo esta corrente pra frente, Brasil, Brasil, salve a seleção de corruptos incompetentes.

        – Help!!!

        – I need somebody.

          – Qué isso, seu Zé?

           – Nada,nada, nada. Você não soube me amar!

           Moral da  prosa:

           Enquanto isto, eu   continuo por aqui, só  enrolando(?) a minha própria vida.

         – Então, tá.

          – Inté e axé.


                      De Mauro Santayana a respeito dos políticos de Brasília:

 “ Para usar os adjetivos certos, não se trata apenas de corruptos, corruptores e corrompidos – como os acusados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público -, mas de pessoas com escasso conhecimento de seus limites constitucionais e do que seja o estado republicano. Chegamos ao paradoxo constrangedor: a mais incompetente e, provavelmente, mais indesejada “classe política” do Brasil se encontra na direção da mais importante cidade brasileira, Brasília, a capital da República. ”

                        Moral:

                        Retire-se do hino oficial a parte em que se canta:

           BRASÍLIA, A CAPITAL DA ESPERANÇA !!!!!

” Em meio à terra virgem desbravada
na mais esplendorosa alvorada
feliz como um sorriso de criança
um sonho transformou-se em realidade
surgiu a mais fantástica cidade
“Brasília, capital da esperança
“. “


                              Por que sumiu?

                              Porque….

                              Então, escute aqui o porque da coisa:

http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MIUDO_MAMCASZ_RECEITA_3.mp3


 Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.


 Na verdade, depois dos cinquenta, a gente não aguenta contar mais nada.

No caso da Rádio Nacional, o cartaz parou nos 50, mas hoje está nos 74 anos.

Vale o registro porque, noutras vidas, ela já foi tão grande quanto o é, hoje, a TV Globo.

E por mais um detalhe contradizente:

Em 1936, a Rádio Nacional era graaaaannnnnddddeeeee.

Hoje, não.

Em 1936, a Unidos da Tijuca foi campeã do Carnaval do Rio.

Pela primeira vez.

Hoje, ela volta a se-lo (?).

A outra, não.

Por isso, o cartaz tipo memory:

 Pano rápido para este carnaval de 2010.

Diálogo entre dois editores:

Segundo:

  • Acho melhor mudar a chamada desta gravação.

Primeiro: 

  • Qual?

Segundo: 

  • Você escreveu “Detran do DF multa 239 motoristas dirigindo embriagados”.

Primeiro:

        – ???

Segundo:

  • Vou liberar assim, ó:  Detran multa 239 dirigindo alcoolizados”.

Moral:

A mesma manchete na Globo foi assim, ó, mané: DETRAN PEGA 239 DIRIGINDO BÊBADOS.


Campanha da Fraternidade de 2010

 

Ouça tudo trocado em miúdo em Rádio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618


Prometi-me deixar @s bicinh@as em paz, agora que estão tão desiludid@s com o jornalismo estatal e tal.

Então, diante da chegada do BUZZ e da revigorada do ORKUT, vão aí alguns cartões de visita:

1)      Uhull… Vamos dominar a Radiobras meu povo heuaheuhauh…. Estagiários unidos…. kkkk

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=2440566796035566811&kw=estagiarias+radiobras

2)       Comunidade dedicada aos jornalistas, estagiários, técnicos, burocratas, e a todos que convivem ou que já conviveram em meio ao caos dessa empresa …“tão eclética, tão cheia de riquezas e misérias pessoais, tão repleta de histórias e destino. Tão brasileira, enfim”.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13766051

3)      Para toda a galera que passou pelo Clipping ou (Banco de Notícias) da Radiobrás e para os que continuam trabalhando por lá. Esse é o nosso ponto de encontro! Aliás, soube que  a moda das tias corocas hoje em dia  é a de ficar futucando, no aparelho estatal, no horário do trabalho, o twiter d@s pobres estagiári@s.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=368753

4)      Onde vc trabalha?

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=1735857&kw=estagiarias+radiobras&na=3&nst=11&nid=368753-1735857-13913585

5)      Alguém de 2001/2007?

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=3370793&kw=estagiarias+radiobras

6)      krkrkkppvcbjabkkkkk…

TÁ?


                               Samba do Crioulo Doido na Esplanada dos Mistérios.

                             Quatro milhões de reais foram retirados do nosso bolso candango direto pro bicheiro de Nilópolis molhar o bico da Beija Flor prá mulata mostrar a riqueza do sertão, no caso, aqui de Brasília, pródiga, multipartidária, uma bela dona cinquentona  assediada por um bando de goianos roceiros vindos da Bahia, Pernambuco, São Paulo e tanto ditos rincões.

                            Na  assumida maior roubada, sambaram   os comprados sambistas do Rio, enquanto os coronéis de araque do cerrado que compraram a bela escola de samba carioca dançam nestes  dias de festa “momesca” na cadeia da PF-Papuda, espécie de    Bangu-Carandiru aqui do DF.

                          O governador, no galho de Arruda, que largou a artista bonita e pegou a ninfa, está licenciado, porque no xilindró, enquanto o vice, Paulo Otávio, genro do JK, finge que é mas está, de fato, de olho naquilo que ainda não é, ou seja, o próximo personagem de um video X-9 qualquer.

                          No mais, resta o temor do PT do mensalão aloprado da cueca ganhar no colo a intervenção. Pode até ser tipo ministro da Defesa.

                           Entonces, duas coisas me chamam a  atenção neste miserável sábado de carnaval aqui na ilha:

                           1 – A letra fatídica do samba enredo da Beija Flor deste ano, a maior roubada, digna de vaia:

                          No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã.  Revolta, insurreições, coroas e brasões.  Batismo num clamor de liberdade! Segue a missão, a caravana em jornada.  Enfim,  a natureza em sua essência revelada, firmando o desejo de realizar. A flor desabrochou nas mãos de JK.                    

                               2 – Aliás, o samba enredo da roubada da Beija Flor começa justamente com os primeiros acordes do Guarani que são usados desde os tempos do popularesco bolivariano ditadorzinho Getúlio Vargas, que adorava nomear  interventor. São os  acordes que fazem a entrada de A VOZ DO BRAZIL, carro-chefe da estatal Agência Nacional-EBN-Radiobrás-EBC-Rádio Nacional.

                        E por que coloco a Rádio Nacional no meio?

                       Porque sempre no meio de qualquer coisa … tem coisa, né? Entáo, lá vai.

                      No tempo de Getúlio, tempos de ouro do rádio no Brasil , a Rádio Nacional usou, no dia 29 de janeiro de 1936, no primeiro programa A VOZ DO BRASIL, tu sabes o que? Uma edição especial com as escolas de samba do Rio. E tem mais, mané sambeiro:

                    O samba enredo da    Estação Primeira da Mangueira, naquela época, tal qual  a Beija Flor de Nilópolis, hoje em dia, mamou uma grana do Estado, bicheiro ou treteiro. Em troca, o especial foi divulgado, na íntegra, pela nossa co-irmã, a Rádio Nacional do Terceiro Reich, dos nazistões-fascistas-hitlerianos, aliás, naquela época, também aliados dos comunistas de Stalin.

                   Moral:

                   Tais vendo como o mundo rola sem ser uma bola?

                   Dica:

                   Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch


                        O diplomático Sindicato dos Jornalistas do DF do Arruda e da PF está com o surpreendente texto neste último boletim, o NR:
 ” A Comissão de Ética da EBC, encarregada de apurar as denúncias de assédio moral na empresa, anda muito devagar, quase parando. A funcionária Deogracia Lopes Pinto Diniz, por exemplo, fez uma denúncia de assédio moral há mais de um ano e seis meses e até hoje a presidente da Comissão, Mariangela dos Reis Costa, não apresentou parecer conclusivo. Se depender dessa Comissão, a ética vai morrer paralítica. Alô Cruvinel! “
                       Mas justiça seja feita. Nas páginas centrais, as amarelinhas, pagas, no espaço publicitário, tem uma longa entrevista com a presidente da EBC ( a Rádio Nacional, embora não pareça, dela faz parte).  Abaixo, o trecho que aborda (não é aborta) o assédio:
  NR – A segunda comissão cuida do problema do assédio moral.
Tereza – É claro que eu jamais compactuarei com o assédio. Mas é preciso ter cuidado de não confundir cobrança de desempenho, por exemplo, com assédio.
 NR – Espera-se que a comissão tenha bom senso, mas ela já foi constituída?
 Tereza – Trata-se de uma comissão de ética para apurar denúncias. É presidida pela advogada Mariângela dos Reis Costa e tem em sua composição Wania Lúcia da Silva, da Secretaria Executiva, e Mario Marcio Simões, do RH. A tarefa da comissão não é fácil, se há denúncia é preciso apresentar os nomes dos que praticam o assédio e cobrar resultados.
                       Moral:
                       Cipas e Comissão de Funcionários continuam emudecidos.

                       Para saber como o assunto esteve na CIPA anterior, ide até:

                       http://cipa-ebc.blogspot.com/


–  Funciona 24 horas por dia;

–  Em língua estrangeira, inclusive árabe, e, em especial, na região do Mercosul, com o Llamando America;

– Recebe 145 mil cartas por mês, mandadas por ouvintes do Brasil e do mundo;

– É a emissora líder de audiência;

– A primeira a usar manchete no começo do assunto, em texto ligeiro, preciso, curto e de fácil assimilação, principalmente pelo povo analfabeto;

– Em Copa do Mundo, a Rádio Nacional lidera o ranking das emissoras.

CORTE RÁPIDO!!!

Ingênua criatura.

Estou falando da Rádio Nacional em 1945. Repórter Esso, Heron Domingues…

Hoje, um belo fantasma amargurado à espera da já ultrapassada fase digital.

Todos cantando pelos porões, de madrugada:

Esta é uma transmissão experimental da sua nova RÁDIO BRASILLLLLLLLL !!!!!!!


A estagiária com olhos de camelo aqui do meu lado na rádio também é editora de um baita zine envolvido com as questões esqueitistas do Distrito Federal e cercanias.

No número três, que saiu agora, tem os roqueiros da banda Body in Flames, da Ceilândia.

Tem o Caos e a Palavra de Ordem.

Tem o tio do skate do DF, que é o Fubá.

Tem o Olho de Águia, em Taguá. Coisa do Ivaldo Cavancanti, fotógrafo de Brasília, com direito a Led Zepelin, Bukowsky, Kerouak , on the road e tudo.

 Então, ide lá, tá, e lê:

 http://doistempomag.com

 Ah… e o blog da parede da estagiária é este:

http://alemdasparedes.blogspot.com/

 


                             Estou neste domingo chuvoso (té que enfim)   limpando meus trecos libertários e dou de cara com um livro que ganhei da amiga Ana Landi quando a gente fez junto, em Sampa, na Bolsa de Valores, o MBA de Derivativos (?). Este livro  não tem nada a ver com economia financeira mas  tem  a ver com tudo noves fora, nada:

 

                            Cássia Eller, a gente se cruzava porque ela é cria de Brasília, Fundação Cultural, Paiolzinho, Escola Parque, e a minha turma era do Nuvem Cigana, Clube do Ócio, POrrETAS, Projeto Cabeças.  Inclusive, este livro, escrito pela Ana Landi, ouviu muita gente que ainda se espalha vivinha por aí (Irlam, Reco, Cristininha,etc).

                            Mas o que me pulou agora nos olhos, folheando rapidinho, foi a página 84, e por isso a Cássia Eller, eu a entrono na  galera dos Fantasmas da Rádio Nacional.

                          Em 1982, conta o livro,  Cássia Eller ganha o concurso de calouros da Rádio Nacional de Brasília, com troféu e tudo, ele está na casa do pai dela, em Fortaleza, quebrado.

                          Daí que o locutor da Rádio Nacional,  mais pro brega,  nada preparado no script, e sem conhecer a garotinha nem o pedaço lítero-marginal-candango,  começa a encher linguiça:

LOC: Você é aqui de Brasília?

CASSIA: Não, eu moro aqui.

LOC: Onde?

ELLER: Em casa. Com meu marido e meus três filhos. Meu marido é caminhoneiro. Beijo prá você, amorzão.

Clique e ouça:

http://www.youtube.com/watch?v=7-jqTN55UZQ

 


                      Este post estou blogando no maior cuidado, até porque, este sim, fala de um espaço que deveria ter sido tombado, aqui em frente do prédio sede da EBC, em Brasília, na 712 Norte.

                   Aqui aconteceram fatos marcantes antes que as chefias tomassem conta, embora que no voto, democraticamente, dos espaços da Cipa, Comissão dos Funcionários e Conselho Curador da EBC.

                   Primeiro, um close do que era antes, palco de greve com partipação de fato,  e preste atenção na placa “deficiente” porque tem tudo a ver no que vai vir depois: 

 

                     Pois vejas bem como deveria ser este espaço destinado aos ditos deficientes de fato, físicos, de acordo com as leis de trânsito, ética, ongueira, cristã, macumbista ou seja lá de quem tiver o mínimo de bom senso. Deveria ser assim, livre, leve e solto para quem dele se faça solicitado. Preste atenção no vazio à disposição:

                         Pois mal.

                         Estou eu no cigarrinho matinal quando vejo um carro estacionado na vaga dos ditos deficientes. Resolvemos, eu e mais uns dependentes, esperar pela dona do carro.

                         E olha que quando existia CIPA, Comissão dos Funcionários e representante de verdade no Conselho Curador, a gente ficava de ollho nos ministros e ministras que vinham para o programa Bom Dia Ministro e estacionavam na vaga proibida e a gente ia lé e cutucava pra valer. (Temos fotos, inclusive de candidata).

                         E não é que eis que se achega  uma das minha chefes, carola, cristã, mãe de filhas, dita ética e ongueira, defensora de árvores e cadelas,  e se apossa do carro porcamente estacionado.

                         – Qué isso, F…, logo você que se diz tão ética, cristã, estacionando aí …

                         – Não, Mamcasz, eu avisei pro guarda. É que estou saindo pro curso de Gestão e Planejamento, no Hotel Nacional, com todos os demais gerentes da Rádio Nacional.

                         Moral:

                         Tô fudido na avaliação 300 Graus que tá vindo aí. E se me permites o segundo palavrão, pensei:

                         – Foda-se!

                         E daí me lembrei que estas vagas foram criadas para pessoas deficientes ótimas que nem a Larrise Jansen, competente por demais e que era explorada pela então gerente Márcia Detoni, vinda cheia de pose da fase de free-lanceer da BBC em Londres, colocando como sua assessora adjunta a empregada doméstica dela.

                       Mas a minha amiga Larisse Jansen, a quem não pedi permissão para blogar estas fotos, agora está numa boa, tanto profissionalmente, até mesmo porque as ongueiras de plantão quiseram atraí-la pra EBC, quanto fisicamente,  depois do transplante ósseo a que se submeteu.

                       Seguem abaixo as fotos da Larrissa, a quem as vagas de “deficiente”da EBC foram criadas e espero que a minha chefe ongueira-cristã-ecológica me entenda e crie vergonhe na cara (dela):

 


                              Criada no final de 2007, para dar lugar à Empresa Brasileira de Radiodifusão – Radiobrás, que deu lugar à Empresa Brasileira de Comunicação – EBN, que deu lugar à Agência Nacional, a sede da Empresa Brasil de Comunicação -EBC- finalmente apareceu hoje com a placa de identificação, ainda que a antiga, qual fantasma, continue no lusco-fusco da lembrança.

                             A EBC abriga várias empresas, inclusive a mais jovem, que é a TV Brasil, e a mais antiga, que é a Rádio Nacional:

                         Nítidas na parede encardida, continuam as letras, quais fantasmas, indicando a posse anterior que, no cotidiano, toma formas das mais estranhas nas entranhas da vida da comunicação oficial, estatal, governista, partidária do país chamado Brazil:

                        Na parte superior desta foto vê-se o antigo heliporto da Rádio Nacional. Ou seria mais um fantasma atacado pela menopausa histórica?


  

                            Extraído de um estudo válido quando a gente tinha  Comissão de Empregados e CIPA atuantes.

                           O assediador moral-sexual é uma pessoa “insegura, autoritária e narcisista”, que tem propensão à perversidade e facilidade para manipular quem abaixa a cabeça.

                          A pior forma do assédio moral, ou psicoterrorismo no trabalho, é  o sexual, que se configura quando a “liberdade sexual de outra pessoa é invadida” , com agravante se  a companheira for “molestada, constrangida ou humilhada” por alguém que use do poder hierárquico.

                      Atenção!

                      “O assédio sexual se torna evidente através de piadas jocosas relacionadas ao sexo, cantadas desmascaradas, insinuações vulgares e elogios a detalhes do corpo.”

                      O que fazer:

                    . Resista e anote com detalhes as humilhações sofridas.

                   . Dê visibilidade do fato a pessoas de confiança.

                  . Evite conversas isoladas, sem testemunhas.

                  . Crie coragem e denuncie  à chefia, Comissão de Empregados, Cipa, Sindicato, etc.

                 . Ou melhor ainda. Se não confiar nelas, vá direto à Delegacia da Mulher.

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