Sindicatos



Estou limpando minha caixa de email aqui na Rádio Brazil, depois das férias, e cruzo a seguinte informação oficial, que aqui registro:

07 maio 2010

Nota de Falecimento

” Cumprimos o doloroso dever de comunicar o falecimento do nosso colega Fernando Freire. Com passagens pela TV Globo e TV Band, o jornalista, de apenas 35 anos, estava integrado à equipe da TV Brasil há cerca de dois anos, onde atuava como editor de texto do Repórter Brasil. Fernando era muito querido e respeitado pelos colegas por sua dedicação profissional e companheirismo no dia a dia.”

                                                                             Comunicação Social – EBC – BSB

E por que coloco esta lamentada nota aqui?

Porque na caixa restante, de arquivo, encontro um email mandado pelo próprio Fernando Freire (descanse…) quando do falecimento do José Vilmar Ferreira (é, a massa humana falida aos poucos é alijada e isto se repete tanto…):

12 abril  2010

” Na minha primeira pela Radiobrás, há 14 anos, tive o privilégio de, como estagiário, aprender com o Vilmar. Em 2008, retornei à EBC e, em algumas viagens de cobertura que fiz, Vilmar sempre se pautou com serenidade, tranquilidade, simplicidade e ensinou muito a todos nós. Ele sempre se empenhou em buscar todas as soluções, ainda que em momentos adversos e difíceis nas coberturas especiais. Estendo meu abraço fraterno à família dele. Um abraço muito especial nesse amigo que vai em paz.”

Fernando Freire

E por que do título lembrando o pó?

Pelo seguinte:

Nos tempos de noviciado, nos capuchinhos do Paraná, quando ainda acreditava nessas coisas ditas divinas, a gente, nas sextas-feiras, usava o silício pontudo nas costas desnudas no escuro da cela (quarto) e rezava o seguinte, aqui trasladado do latim então usado, soturnamente:

Lembra-te, homem, que és pó e ao pó hás de voltar.

Cruz credo!

 


Primeiro, as boas. No caso, os prêmios recebidos pelos colegas da Rádio Brasil.

1- A colega mineira que recebe a cidadania candanga. Clique abaixo:

http://www.miltonbarbosa.com.br/noticias.php?idmat=463

2- O mais recente, de ontem à noite, melhor programa de Brasília, Clique abaixo:

http://www.engenhocriatividade.com.br/paginas/noticias_01.php?news_code=443

Parabéns a todos.


 

Autor: Eduardo Mamcasz

Vinheta Abertura Trocando em Miúdo

BSB BG 1

Brasília, 21 de abril de 2010. 50 anos de idade. Mas quem é esta senhora?

Patrimônio mundial. Capital de todos nós, brasileiras e brasileiros.

BSB BG 2

(Música: primeira terra virgem desbravada, a mais esplendorosa alvorada).

Que mais?

Brasília tem a maior renda por cabeça do Brasil. Média de 37 mil reais por mês. Palavra do novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso:

BG ROSSO 2

(Bastante superior à média nacional pelo perfil do seu morador, pelo perfil do servidor público, pelo perfil do profissional liberal que aqui vive).

Brasília tem ainda o maior IDH do país. Calculado pela ONU, vai de zero a um. Quanto maior, melhor a qualidade de vida. O nosso é zero virgula 87.

 BG ROSSO 3

(Em função de tudo o que foi construído desde a época de Juscelino, transformando Brasília realmente numa referência nacional).

Não é a toa que na pequena Brasília, mais de mil barcos passeiam pelo Lago do Paranoá e as pessoas têm 19 mil lojas onde gastar. Brasília é uma ilha, uma maravilha, certo? Mais ou menos.

 BG 5

(Música Alceu Valença:qual é o seu nome, me chamo Brasília …)

Contra o bom IDH, Brasília tem o mau Índice de Gini, que mede a distância que existe entre pobres e ricos. Distância que, nos últimos dez anos, só fez expulsar muita gente aqui de Brasília.

 BG ROSSO 4

(Mais de 40 por cento da população que aqui vivia estão morando aonde? Exatamente nesses municípios do entorno do Distrito Federal, tanto do estado de Goiás quanto do estado de Minas Gerais)

 BSB BG 6

 (Música: se teu amor foi de hipocrisia, adeus Brasília vou morrer de saudades).

 Então, para completar esta festa dos 50 anos de Brasília, está faltando o que? Simples. Dividir melhor a renda, que chega aos 40 salários por mês, no Lago Sul, com a massa que trabalha aqui, durante o dia, e que de noite pega o caminho de volta para casa.

 BSB BG 1

Ainda assim, que viva Brasília. 50 anos de idade.

Uma senhora cidade.

 BSB BG FINAL

 (Música-Hino: Brasília capital da esperança).

 VINHETA ENCERRAMENTO (É da sua conta!)

Para ouvir bunitinho clique abaixo:

 http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618


                         Hoje, é o Dia Mundial da Voz.

                        E voz é uma coisa que fica guardada para sempre, mesmo que entalada na garganta. Ou libertada no ar que nem a do negro Luther King clamando que teve um sonho. Ou a do astronauta chegando à lua. Ou a do Getúlio Vargas pensando em se matar.

                     Não importa se a voz foi solta em 1908 ou em 2036. Mesmo que de fantasma, voz  é voz. Posso ouvir, por exemplo,  bem clara, até hoje, a voz do presidente bossa-nova, o Juscelino Kubitschek de Oliveira, o nosso JK, inaugurando Brasília no dia 21 de abril de 1960.

                     Duvidas?

                     Clique abaixo no esquete preparado pela turma do Radiojornalismo da EBC, Lucio Haeser à frente, (sonoplastia de Messias Melo e locução de José Carlos Andrade) no História Hoje, e escute as vozes do além e do aquém:

<iframe style=”margin: 0px;” src=”http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/16-04-10_-_Historia_Hoje_-_Dia_Mundial_da_Voz.mp3” frameborder=”0″ width=”450px” height=”60px” scrolling=”no”></iframe>

 

 


                      

Programação à altura dos 50 anos de Brasília está na  TV Brasil-EBC:

http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/noticia_489.asp


A Rádio Nacional e os 50 anos com Brasília (15)

CONVITE:

A Rádio Nacional convida a todos para mais uma comemoração pelos 50 anos de Brasília, ainda que neste clima fúnebre.

Neste domingo, das 10  às 12 horas, no Jardim Zoológico, será apresentado ao vivo o programa:

OS RADIONAUTAS – RADIALISTAS DO FUTURO.

O programa é uma parceira da EBC com uma humilde ONG de Samambaia (cidade-satélite do Distrito Federal na divisa com o  Goiás).

O Zoológico e a Rádio Nacional já fizeram várias apresentações conjuntas, noutras fases, em datas festivas mais animadas.

Os dois acima, na foto de estúdio, são os apresentadores originais de Os Radionautas, onde estão desde o começo até o fim.

Isto mesmo, porque, infelizmente, ao contrário da outra ONG, mais potente nos contatos, este vai ser o último programa Os Radionautas na Rádio Nacional.

Isto embora, nos planos da EBN, determinados pelo Conselho Curador, esteja a abertura de programas de rádio na área juvenil desprotegida.

De qualquer forma, fica o registro dos dois vencedores acima:

Naiana Martins, à direita, está no terceiro semestre de Jornalismo na Faculdade JK.

Lennon Noleto, à esquerda,  foi um dos 19 estudantes que passaram no vestibular de Filosofia na UNB.

Mesmo assim, eles estão fazendo, aqui na Rádio Nacional, o mesmo que o JK, na foto,  ou seja, dando adeus e se mudando de Brasília.

Para saber mais dos “saídos” Radionautas do Futuro, clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/03/30/os-radionautas-do-passado-no-pais-sem-futuro/


                      Antes de postar sobre o porquê da CUFA-DF, que tem sede num endereço chique no   Plano Piloto, e um bom convênio com a EBC, estar comemorando agora, junto com a Rádio Nacional, os 50 anos de Brasília na distante Cidade Satélite da Ceilândia …

                       Permita-me repassar a carta de demissão da EBC de uma pessoa por quem sempre tive um xodó, apesar dela ser daquelas concursadas há coisa de uns cinco anos mas que não agia como se cá estivessem há cinqüenta anos …

                         Bom. A Danielle Pereira criou coragem, alçou vôo, botou no áudio o CD de   Janis Joplin (apesar da tenra idade, não falei?) e foi à luta para não  virar mais um dos muitos fantasmas que por cá vicejam:

Prezados chefes,

Venho por meio desta solicitar o meu desligamento da empresa.

Tal pedido não é fácil para mim.  Acreditava em sua missão e em seu ideal de jornalismo público e cidadão. Queria e consegui, por algum tempo e a duras penas, desempenhar minha função social, primando pela democratização da informação de forma ética, consciente e plena.

Com muito pesar, vi todo este potencial de jornalismo público e cidadão (que sempre permeou a empresa) ser gradativamente menosprezado pelas gestões das quais fiz parte, ainda que de maneira maquiada.”

A íntegra:

http://danielleapereira.wordpress.com/2010/03/23/bye-bye-baby-e-os-motivos-pelos-quais-pedi-demissao-da-ebc/


                        

  Há exatos 50 anos passados, neste mesmo local, foi inaugurada a TV Rádio Nacional de Brasilia, pelo presidente JK, o Bossa-Nova, ao lado de ministros, madames, Orquestra Sinfônica e tal. Pois agora, para a festa dos 50 anos com Brasilia, o terreno está  assim, nesta foto tirada neste domingo (11-04-2010). Portanto, a festa da Rádio Nacional e os 50 anos com Brasilia promete …

                        Aliás, falando em passado, noutro dia eu dava conselhos para uma pessoa da turma dos “amarelinhos” da EBC (que estão mudando de cor). O Vilmar queria saber uns detalhes de como se aposentar pelo INSS, eu expliquei e disse que era melhor ele dar um tempo para ver se o Lula liberava o tal projeto extinguindo a “expectativa de vida” que come uma parte da aposentadoria. Ele disse que ia ver. Mas não teve tempo. Morreu neste final de semana, que nem a placa acima.

Reproduzo  algumas mensagem dos amigos do Vilmar:  

” Que nossa empresa possa se unir à dor da Equipe de Operações, mais conhecidos como a equipe de externa, ou ainda os Amarelinhos da Presidência, que neste momento sofrem com a saúde de José Vilmar Ferreira. Um Pai Nosso que cada um de nós rezarmos, pode não ser nada, mas para Deus será o suficiente para montar essa corrente de energia, capaz de fazer milagres e mover montanhas. Como ele mesmo diz, onde dois ou mais estiverem em meu nome ali habitarei, possamos tornar essa passagem viva em nossas vidas. ”

EBC Informa:

Falecimento de José Vilmar Ferreira

 Perdemos hoje o convívio de nosso amigo de todas as horas, o Vilmar. Todos, indistintamente, o admiravam. Foi sempre uma pessoa correta e muito feliz. Em todos esses 30 e poucos anos de convivência, nenhum de seus colegas de trabalho, com certeza, ouviram dele um gesto sequer que pudesse, ainda que de leve, mostrar um comportamento que não fosse de compreensão, alegria e muita paz.

Que Deus na sua infinita misericórdia o acolha neste momento e dê a sua família e amigos o conforto necessário.

Convidamos todos que o conheceram para a despedida de nosso amigo que está marcada para hoje às 16h00, na capela 02, do Cemitério de Taguatinga. O corpo estará sendo velado a partir das 11h00.

Comunicamos que estarão disponíveis um ÔNIBUS na 701 Sul, uma VAN nos prédios da 502N e uma outra VAN na 702N, com saída para o Cemitério prevista às 14h00.

Diretoria de Suporte e Operações

Teresa Cruvinel:

 Junto-me a todos nesta manifestação de pesar pela perda de nosso companheiro Vilmar.

Ficará ele entre os que ajudaram a construir a comunicação pública neste pais.

Wahby Abdel Karim Khalil:

É com pesar que informamos que hoje por volta de 00h foram desligados os aparelhos do Amigo, chefe, companheiro e irmão José Vilmar Ferreira, chefe de operações da Equipe de externa da EBC em Brasilia.

Lincoln Macário:

O nome me soou muito familiar mas só quando soube que se tratava do “Índio” tive a real dimensão da perda. Tanto na minha primeira passagem pela antiga Radiobrás, há 12 anos, como na minha vinda para a EBC, os contatos que tive com o companheiro Vilmar foram marcados pela serenidade e competência. Que o momento de dor seja consolado pela lembrança do seu constante sorriso e tranquilidade.  

Aloisio Orrico:

Vilmar sempre será lembrado pela serenidade e pelo olhar de esperança. Quantas cervejadas, piadas e brincadeiras no final do expediente. Grande figura. Distante sempre estavámos por trabalhar em diretorias distintas, mais aqui acolá falávamos por telefone – Quantos ESCAVS e PRESCAVS da FAB – quando eu o indicava para as inúmeras viagens presidenciais nacionais. DEUS está mais feliz do que nós, porque ganhou uma grande companheiro, um grande sujeito, um grande homem.

Antonio Faya:

Que bom que tive a alegria de ter participado em vários eventos sob o comando do Vilmar, assim posso testemunhar quanto de verdade tem na homenagem tão simples, mas tão bonita e tão justa ao amigo que se foi. Com meus sentimentos sinceros à família e a todos os colegas que, nesta hora que estou escrevendo estas linhas, estão lhe dando o último ADEUS.Vá com Deus.

Roberto Moreira:

Não sei nem o que dizer nesta situação, perder um amigo e companheiro de trabalho de 31 anos de convivbencia é muito dificil, é doloroso demais. Mas Deus esta aqui para nos consolar, termos que seguir em frente, sempre lembrando dos exelentes momentos juntos, que Deus agora console esta familia e Amigos, traga a Paz para Todos.

Jo Almeida:

Meus sentimentos sinceros à família e a todos os colegas. O Vilmar sempre  passou a sua  tranquilidade interior, com muita sabedoria, para a funçao que exerceu como chefe e colega de trabalho. Grande perda para todos.

Maria Auxiliadora Gonçalves Leite:

 Adriana. Como essa grande esposa que sempre foi do Vilmar, quero te agradecer pelas infinitas  vezes que você se privou de sua presença e nos permitiu estar com ele, seja no trabalho, seja em viagens (muitas não é?), em festividades, em encontros só nossos, naquele churrasquinho da RANAC, e em muitas outras ocasiões. Que Deus, na sua infinita bondade, possa consolar os corações de todos vocês, em especial de seus filhinhos, tão pequeninos e tão dependentes do pai. Força querida! Quero que saiba, e que tenha o maior orgulho, é que seu marido foi o “maior e o melhor” chefe que já tive (e acho que muitos pensam isso), nesses 32 anos de Radiobrás/EBC.

  Enilson Neves:

Para quem pautou sua vida com virtudes como paciência, sabedoria, dignidade, honestidade, trabalho e serenidade como Vilmar, toda a milícia celeste o acolhe num único côro : Bem vindo, filho de Deus! Aqui é o seu lugar! Saudades do amigo e um abraço fraterno para a família na certeza de que seram consolados.
 
Aloisio Valério:

Saiba que a sua passagem em nossas vidas não foi em vão. Você deixou a marca da paciencia, da solidariedade, da simplicidade, da tolerancia e, principalmente, da amizade que nunca se acaba.
Peço ao altíssimo que o trate da mesma forma que você tratou seus semelhantes enquanto esteve conosco, perdoe-lhe as faltas e abra-lhe as portas do paraiso. Até breve, amigão.


                         EBC INFORMA (8 de abril de 2010)

                       ”  Mudança na Diretoria de Jornalismo

                        A jornalista Helena Chagas está deixando a Diretoria de Jornalismo da EBC para assumir outros desafios profissionais. Com sua experiência e capacidade realizadora, Helena deu inestimável contribuição à implantação do jornalismo dos canais públicos da EBC, especialmente na TV Brasil, onde em curtíssimo espaço de tempo estruturou e implantou o telejornal Repórter Brasil, hoje uma vitória da TV pública. Sob a direção de Helena, foram também implantados os programas jornalísticos De Lá para Cá, Caminhos da Reportagem, Três a Um, Paratodos, Nova África e Papo de Mãe. O Observatório da Imprensa, que já existia, foi aprimorado após a criação da TV Pública. Em breve, a Dijor estreará mais um programa, o Cara e Coroa.                  

                     Por tudo isso, em nome da Diretoria-Executiva da EBC, expresso nosso agradecimento à Helena Chagas pela contribuição que deu à implantação do Sistema Público de Comunicação, com votos de mais sucesso e realização em seu caminho profissional. De sua gestão, a EBC recebe ainda como legado uma equipe dedicada e movida pelo espírito público, que dará prosseguimento a tudo o que foi realizado.

                  Responderei, interinamente, pela Diretoria de Jornalismo até que seja escolhido o novo titular.

                  Tereza Cruvinel Diretora-presidente.”

Acréscimo pessoal:

Com isto, está dada a largada. A ninguém poderá ser negada a licença, sem vencimentos, por isonomia, para que funcionári@ da EBC participe de campanha eleitoral, seja de que Partido ou Candidat@ for.

Mais detalhes sobre a saída da ex-diretora, clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/04/07/diretora-da-ebc-sai-para-cuidar-de-dilma/


                    Escrito por mim em 2002, no começo da ex-era Lula, num encontro promovido pelos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas de Brasília:

Acho que temos agora uma Grande Chance de se estabelecer um novo sistema de comunicação Poder-Povo a partir de visões quase que adormecidas.

Ponto Primeiro:

Na produção de programas de Rádio por Jornalistas é preciso esquecer os somente Noticiários, aqueles editados em um minuto e meio e pronto.

O alcance radiofônico, 24 horas por dia, precisa ser melhor entendido, e usado, pela nossa classe de Jornalistas. É só começar pensando uma Rádio como se fosse um Jornal . Tem Internacional. Nacional, Regional, Local , até chegar no Vizinho.

Tem o Segundo Caderno, o entretenimento, com acréscimo do Musical. Tem a Parte de Serviços e, em sendo uma rede Oficial-Nacional, escuta só que campo imenso:Saúde-Educação-Aposentadoria-Cidadania-Campanhas-O povo pergunta(na voz gravada) .O Poder responde. (ao vivo ou não) …”

Extratos do PT

Na ocasião, em 2002, pedi destaque ao que o Progama de Governo colocava na parte destinada à Comunicação:

 “É a formação de uma Rede de Comunicação Alternativo-Comunitária onde será feita a interação Orelhão-Alto Falante-Rádio Comunitária-Rádios do Interior-Internet Banda Larga-Rádio Nacional (Radiobrás).

 Aliás, seria uma coisa totalmente nova, desconhecida no nosso meio. Mas neste ponto, uma ressalva aos “Extratos do PT”:“Utilizar a … Radiobrás … possuidora de uma rede nacional de Tvs e Rádio”.

 A Nacional na UTI  

” Não existe esta “REDE” de Rádio. Melhor seria o escrito algo assim : “Reestruturar o Sistema Nacional de Rádio, a partir da Radiobrás, com a volta dos Escritórios Regionais, com a redescoberta da Rádio Nacional da Amazônia, com a transformação da Rádio Nacional de Brasília em Rádio Nacional do Brasil, com a devida utilização da Internet, fazendo com que ela, em Banda Larga, seja o Elo entre as Rádios Comunitárias que, a partir deste novo momento, serviriam de Repetidoras-Retransmissoras-Interlaçadoras daquilo que acontece nos Grotões esquecidos do nosso Brasil.”

Aproveitei ainda, em 2002, e está no livreto feito em cima do Encontro Sindical:

Alerto apenas para que procurem por uma noção exata da importância da Rádio Nacional – Radiobrás dentro desta nova Rede Pública de Comunicação, sem cair na armadilha da Transição, tipo formamos uma rede imensa, temos a RádioSAT, estamos em tempo real na Internet, etc e tal.

É preciso conhecer a real situação, o potencial abandonado da Nacional da Amazônia, a UTI em que se encontra a Nacional do Rio, a falta de interação Agência Brasil – Radiojornalismo e Radioprodução , a venda-doação sistemática das Retransmissoras, o fechamento da Rádio Brasil ao Exterior, a inexistência de Programação Cultural, a desmotivação dos funcionários…”

 O sumiço do O8OO

 “ A partir desta real constatação, aí sim será possível ressurgirmos para uma Rádio Nacional de verdade, atrelada aos aspectos técnicos modernos da Internet Banda Larga mas sem nunca esquecer a interatividade do Povo-Ouvinte (melhor que seja Povo Falador) que continua dependente do Orelhão, do 0800, da velha carta , da voz dele aparecendo no rádio.

Um grande abraço , embora eu tenha certeza que vocês sabem de muita coisa que acabei de escrever aqui. Acontece que há outros que precisam saber disso tudo também.”

Moral final:

Lendo isto hoje, 2010, parece fantasma, porque continua tudo a lesma lerda. Ou, quiçá, pior ainda.


                        O Plano de Trabalho da EBC para 2010, aprovado pelo Conselho Curador, no sistema de rádio, com oito emissoras, pautou (?) ações estruturantes (?) e de ampliação da oferta de conteúdos, na verdade, serão 18, tais como:

                     “ Deflagração do processo de articulação da Rede Nacional Pública de Rádios entre as oito emissoras da EBC e as demais do campo público; continuação dos investimentos já programados ou ampliados em infraestrutura e equipamento, e criação de três núcleos centrais de produção e gestão de conteúdo através de contratações ou parcerias (Esportes, Radiodramaturgia e Programas Infanto-Juvenis).”


                       A atual diretora de Jornalismo da estatal EBC (Tv Brasil, TV NBR, Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC, etc), Helena Chagas, entra na equipe de jornalistas petistas no comitê de campanha da pré-candidata (?) Dilma Roussef.

                      Ela é filha do velho e renomado jornalista Carlos Chagas, ex-assessor de imprensa do general-presidente Costa e Silva.

                        Antes de vir para a EBC, ela trabalhava no Jornal de Brasília, depois de ter saído da sucursal de O Globo, que ela dirigia, até aquele escândalo do Palocci, aquele caseiro, aquela casa suspeita, enfim, tudo aquilo fez-se passado.

                       O anúncio da saída da Helena Chagas ainda não foi feito oficialmente através do EBC Informa, mas pode ser lido clicando abaixo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/diretora-da-tv-brasil-reforca-equipe-de-comunicacao-de-dilma/

 Ah… hoje, dia 7 de abril, é dia do Jornalista.

– Quais?

– Sei lá…

– Por que?

– Muito menos…


                        Radios libres y comunitarias (?)  de Europa y America Latina (?) unidas en el Foro de Radios Madrid 2010 articulan una cobertura local (?) e internacional durante la Cumbre de los Pueblos Enlazando Alternativas (dando nós?).

                       Para este efecto si tienes planeado estar presente en Madrid durante la cumbre, deseas colaborar, compartir material, retransmitir, etc, etc e tal, envía un correo  a pablo@noticias.nl para subscribirte a la lista decoordinación. 

http://www.enlazandoalternativas.org/spip.php?article534

 

Invita a otros colegas y radios a participar!!

Entonces, já mandei pra eles este blog dos Fantasmas da Rádio Nacional. Desunidos pero nem tanto.


                      A Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB) tira hoje do papel, no auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na Praia Mauá, o Prêmio Roquette Pinto – I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos.

                     Traduzindo:

                  É para apoiar a produção independente de obras radiofônicas e estimular a diversidade regional na produção de programas de rádio.

                 Portanto:

                Numa espécie de cotas, projetos que forem mandados de fora do eixo Rio -São Paulo- Brasília- já entram em vantagem na contagem dos pontos. Os escolhidos receberão os recursos financeiros.

                 Na verdade, as inscrições já podiam ser feitas desde o dia primeiro de abril. De verdade.

                Serão selecionados 40 projetos, contendo cada um deles seis horas de conteúdo, distribuídos por todas as regiões brasileiras, nas categorias: rádio-documentário, dramaturgia, programas infanto-juvenis; rádio-arte ou experimentações sonoras.

                    A madrinha do concurso é Carmen Lúcia Roquette Pinto, da família do Pai do Rádio no Brasil.


                       Uns anos, poucos, já passados, quando ainda existia o programa Revista Brasil, estive com ele, do qual participava, na Expansão da Samambaia, onde é só esticar o passo que se sai do Distrito Federal (Satélite) e se entra no Goyaz (Entorno).

                        E por que esta prosa?

                      Porque uma senhora chegou, naquela manhã, durante o programa Os Radionautas, passado ao vivo, numa pracinha, ainda pela Rádio Nacional de Brasília, tendo ao lado a filha e perguntou para a gente:

                     – Por que vocês têm este programa só aqui na Expansão e não espalham por todas as Satélites, porque tem muita criança precisando deste tipo de coisa?

                       Eu sempre acompanhei, desde 2004, todo domingo, das 10 ao meio-dia, aquele grupo de crianças e pré-adolescentes que chegavam apertadas numa Kombi para apresentar o programa Os Radionautas,  na Rádio Nacional de Brasília.

                       O trabalho, com dinheiro nem para o lanche das crianças, domingo de manhã, a Rádio oficialmente nunca participou destes detalhes, era uma iniciativa do Edvaldo Ferreira, da Sociedade dos Moradores e Amigos da Expansão de Samambaia/DF, uma espécie de ONG bem pobre, sem a grana de outras primas ricas que freqüentam os salões da Esplanada ou, pior, sem botar a mão em meia ou cueca cheia de lama milionária.

                        A idéia de criar um programa de rádio com as crianças carentes da Expansão da Samambaia surgiu depois de uma reportagem, no Correio Braziliense, comparando o local à violência da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

                      Edvaldo Ferreira hoje está concluindo o Curso de Jornalismo e ainda se lembra de quando viu um grupo de crianças em situação de risco brincando com uma bola de papel de jornal e teve a idéia que, aliás, nunca teve o apoio que merecia ter tido.

                         E por que o rumo desta prosa aqui e hoje?

                         Sei lá, estou velho, esquecido, mas quando me lembrar volto aqui e conto.

                        Mais detalhes sobre Os Radionautas,  (alô, Valter Lima!) clique abaixo:

                        http://casteloforte.com.br/sociedade8.htm

                        Post-scriptum (!?):

                       Ah! Acabo de me lembrar de uma das duas coisas que esqueci. É que Os Radionautas ganharam, entre quase dois mil inscritos, o sétimo Prêmio Itaú-Unicef, em 2008. Não é nada, não é tudo, mas é muito a ser ainda reconhecido. Mais detalhes no site da própria Unicef:

                       http://www.unicef.org/brazil/pt/rpi_abril2009.pdf

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