Turismo



Arco do Triunfo 3 - photo by MamcaszPara não dizer que eu não falei de flores, quer dizer, de Paris, aí vão algumas fotos em torno do Arco do Triunfo, no começo da Avenida Champs Elisees. Por sinal, uma delas foi publicada hoje no jornal de Paris, o Le Figaro, pensando o que? Duvida? Clique aqui, ó:

http://www.lachainemeteo.com/votre-meteo/photo/communaute/l-arc-avant-la-tempete_paris-08_13520.php

Tem outras. Onde? Aqui, ó:

Arco do Triunfo 2 - photo by MamcaszArco do Triunfo em Paris 1 - photo by Mamcasz


A cada ano, na França, quinze mil pessoas cometem suicídio, sendo 24 delas, neste ano, só na France Telecom, por causa da instabilidade das condições de trabalho, muitas delas se jogando dos prédios. Por isso, foi realizada hoje a jornada européia contra todas as formas de depressão. Como foi dito, ela pode ser provocada por discriminação, crise financeira, desemprego, desamor ou desafeto. O ponto final da jornada foi na Igreja da Madalena, na verdade, um palácio, construída apenas para coroar um daqueles reis chamados de Luís da França. E saiu ganhando quem apareceu, na verdade, a igreja encheu de gente, para ouvir os dois espetáculos, corais de gospel, uma verdadeira bênção e, o melhor, sem gastar um centavo. Programaço que empresa nenhuma de turismo iria colocar num desses pacotes fajutos. Veja as fotos abaixo e saiba o que você perdeu e eu ganhei. Se quiser saber mais sobre os suicídios, dê um pulo no site deles:

http://www.france-depression.org

 

Faixa na frente da igreja da Maria Madalena, em Paris, para a jornada européia contra todas as formas de depressão
Faixa na frente da igreja da Maria Madalena, em Paris, para a jornada européia contra todas as formas de depressão
Maestro Aimé Nsossani e o Archance Coral na Eglise de Madelaine em Paris, quando cantava Khumbaya
Maestro Aimé Nsossani e o Archance Coral na Eglise de Madelaine em Paris, quando cantava Khumbaya

 Para ouvir este coral dê um pulo no site deles:

Coral Archange Gospel quando cantava We Sall Overcome na Eglise de Madelaine em Paris
Coral Archange Gospel quando cantava We Sall Overcome na Eglise de Madelaine em Paris   Segundo coral da noite na Eglise de Madeleine em Paris contra a depressão. É o Emmanuel Gospel Chor, dos Estados Unidos, cantando Deep River

 

Gaither Vocal Band, de Louisiana, USA, cantando o spiritual Great Getting'up Morning, na Eglise de Madeleine, em Paris
Gaither Vocal Band, de Louisiana, USA, cantando o spiritual Great Getting’up Morning, na Eglise de Madeleine, em Paris

Para ouvir estes gajos, que são do Emmanuel Gospel Choir, em Paris, dê um pulo no site deles:

http://www.emmagospel.fr


Pois é, gente. No cemitério Pière Lachaise eu fui hoje à procura do eterno Jim Morrison, do The Doors, sobrinho André cadê o vídeo dele no You Tube, e também atrás da minha fêmea, pois foi perto de lá que eu a perdi, ontem, e até hoje não tive notícias dela ainda, mas resolvi esperar mais alguns dias.

Sobre o cemitério, tem osso desde 1804 e carcaça de gente muito ilustre, uns putas fantasmas de respeito, ainda que depois de comidos pelos vermes fiquem tudo igual: Balzac, Oscar Wilde, Cyrano de Bergerac, Edith Piaf, Ives Montand, Chopin, Allan Kardec e muitos outros.

Acontece que os franceses são uns merdas mesmo em duas coisas, ou seja, indicar a direção, sinalizar, ajudar no roteiro, e em fornecer local adequado para a gente mijar, cagar, ir ao toilete, não tem nem nos bares, lojas de magazine, estações, nada.

Então, enquanto me batia para achar o túmulo do grande Jim Morrison e a figura viva da minha florzinha amada, e olha que tinha gente se batendo com o mapa na mão e o GPS na outra, e nada.

De repente, num super acesso da minha mente e mais de mil caminhadas zonzas, dou de cara com um túmulo encardido, de 1835 e, voilà, atrás dele, algumas flores, uma tumba mixuê, e o local mais visitado do cemitério Père Lachaise, em Paris, pois o segundo é do mestre Allan Kardec.

Atenção, que este momento é sagrado:

Jim Morrison and Me - photo by Mamcasz

Jim Morrison 2 - photo by Mamcasz

Jim Morrison 3 - photo by Mamcasz

Jim Morrison 4 - photo by Mamcasz

Apertado, agora de verdade, emocionado pela visita ao grande Morrison, vou ficando meio esverdeado porque, realmente, não é nada fácil você querer mijar, de verdade, e não ter onde. Quer dizer, num momento, me esqueci da falta que a madame está me fazendo, procurei um lugar mais sossegado do cemitério, em cima do muro, tirei o pau pra fora e não tive dúvida. Mijei em mim mesmo. Os flashs dos japoneses começaram a espoucar. Fodam-se.

Cemiterio Père Lachaise - photo by Mamcasz

Eis que me dou conta que mijei num lugar sagrado para os franceses, também, quem mandou eles esconderem o caminho para chegar ao maioral Jim Morrison? Você sabe o que era o muro onde dei a maior mijada da minha vida. Pois foi ali mesmo que foram fuzilados 147 dirigentes da Comuna de Paris. Fazer o que. Vamos a luta para ver se acho a minha mulher perdida em Paris. Se alguém souber dela, me avisa ta? Que agora to indo fazer duas visitas especiais, depois da do Morrison. Uma é para o polaco conterrâneo, o Chopin, e outro para o Kardec. Fui.

 


Daqui a pouco eu falo desta tarde em que me perdi num cemitério aqui em Paris mas agora deixa eu contar do meu desespero deste momento e me desculpe qualquer erro. É que depois de uma discussão muito da boba, parecendo coisa de pós adolescente na primeira viagem ao exterior, minha florzinha, fêmea minha há 29 anos, foi para um lado e eu, polaco birrento, para o outro. Então, se alguém souber do paradeiro dela, pelo amour de Dieu, me mande um email, certo?

Mas, sumiço dado, deixa a polícia francesa fora disso, sei das histórias dela entregando judeus pros alemães na Segunda Guerra ou matando árabes na Argélia só porque eles  queriam ficar independentem,  mas, se alguém souber da minha florzinha, me liga, tá?

Sumiço feito, entrei na igreja em frente do Père Lachaise, da minha protetora Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pedi para ela acompanhar a florzinha por Paris, e peguei o primeiro ônibus que de repente estava na barra pesada da Gare du Nord.

Sozinho, largado em Paris, desci, e logo na calçada vejo cinco meganhas franceses na porta minúscula do bar do nego turco. Parei, olhei e vi o que você passa a ver comigo nesta foto:

preto em paris 1 - photo by Mamcasz Passado o fato, os tiras franceses apenas tiraram fotos, acharam tudo exotique, voltar para seus camburòes tirando sarro um do outro,  fui eu conversar com a negona. Ela se chama Gilberto, nasceu em Goyas, oui, bien sûr, Goyaz, Brésil. Mas pode me chamar Gilbert, mon amour, etes-vous bresilien aussi? eu, hein, fui saindo que nem os tiras, alguém sabe onde anda minha mulher aqui em Paris?

E fui eu ceci-lá em frente. No ônibus lotado, o 38,  na minha frente, a um palmo de distância, uma loirinha francesa falava assim, o rabo de cabelo no meio do quépi, é, parecia militar, inclusive no porte, mas  aquela petite bouche de Brigite Bardot,meu, virada  pro sócio dela, falando assim, ó, cada vez que ele provocava, e eu, calado, na minha mente me concentrei assoprando na orelha dela pra ver se ela sentia alguma chose de louco, meu:

– Oui, monsieur, non, monsieur – e molhava os lábios trazidos na ponta da lingüinha, oui, monsieur, que tal?

Desci. Entrei na Rue des Mules, perto da Praça Bastilhe, Rue de Rivoli, e, por causa do passo de mula só podia dar esta foto abaixo. Aliás, o que a gente ouve de voz brasileira ici em Paris, não só de bacana babaca mas também de gente se fodendo, ilegal, e não falo das ex-bichas brasileiras do Bois de Boulongne, que se mandaram pra Barcelona. Mas deu esta foto aí.

preto em paris 2 - photo by Mamcasz

Daí, você vai me escrever, com certeza, o Mamcasz tá puto assim porque perdeu a Cleide dele celá em Paris. Ele nunca falou mal de nego. É, mané? E por que então, hoje, nas duas vezes em que encontrei  os meganhas da gendarme francesa foi em Beleville, onde estão todos os negos escondidos ici em Paris (africanos, asiáticos, latinos, do leste europeu, indianos…) e a outra vez na Gare du Nord, uns quatro ou cinco camburões amontoados em cima da bichona negona brasileira.

Tudo bem. Então, vou falar mal dos branquelos franceses, europeus, raça pura e tal. Pois veja a foto abaixo. É  de um legítimo cidadão da Comunidade Comum  Européia. Não tô vendo nada de nego nele.  E você, nesta foto abaixo, tirada na Rue General Leclerc, sei lá quem foi este porra.

preto em paris 3 - photo by Mamcasz

Ah… se na foto acima você olhou apenas para a mulher, ula-lá, quer dizer que você também não gosta de nego, certo?

E se alguém souber da minha florzinha ici em Paris, me liga, tá? Pelo amour du Dieu.


  
 Metrô Hotel de Ville, saída Rue de Rivoli, peguei a Rue Lobau, primeira à esquerda, dobrei na Rue des Arquives, stopei  no número 24, entrei na Eglise des Billets e, voilà, meus amig@as. Nous sommes au Marais, Paris, France. Concerto de graça. No lado de dentro, tiro esta foto, tinha criança de mamadeira, dançando ao som de, primeiro, Amazing Grace, depois, Wonderfull World, daí, porra, viajei junto com o nego e a branca, os dois com voz de cantores de ópera, mas com ginga, mais o neguinho no piano, demais. Free Paris

 A viagem foi tão longe, não sei se você sabia, hoje choveu pacas em Paris, pelo menos aqui no velho Marais e eu, aqui no quentinho da igreja, com este som divino, me lembrei do molhado de quando entrei e, não sei porque, comecei a cantar por dentro de mim mesmo, ao me lembrar que havia dobrado na Rue de Lobau, aquela música do Lobão que diz assim, ó: Chove lá fora e aqui, em Paris, está tão frio…

Dia de Chuva em Paris, no Marais velho de guerra, onde os judeus foram agora expulsos pelos bobos 
Dia de Chuva em Paris, no Marais velho de guerra, onde os judeus foram agora expulsos pelos bobos   
 Melhor mesmo foi quando cheguei aqui em casa, na Rue Daguerre, número 19, apartamento 203, depois de passear a tarde toda, de ônibus, só apresentando o cartão Navigo Decouverte, 17 euros por semana, depois eu falo disso mas agora deixa eu falar aqui em casa, um bom vinho tinto, francês, e por que não, mais um queijo, baguete, champinhon na manteiga, ligo o rádio, enquanto posto aqui esta mensagem e eis que de repente começa esta música, assim ó, fala meu bem, fazer neném, baila comigo, fica de quatro, lança perfume, peraí Rita que tô indo pra cama contigo, quer dizer, pera aí você que está me lendo aqui, depois eu volto. Au revoir, meu…. FUI!!!!

 

 

Pois foi deste Palácio Real, em Paris, perto do Louvre e do Jardim das Tulherias, que a rainha dita Maria Antonieta saiu escorraçada pelo povaréu que a conduziu primeiro à prisão, na beira do Rio Sena, e depois, numa velha carroça, até a praça da Bastilha, onde teve a cabeça cortada e jogada pros cachorros.

 Tempos depois, a nobreza se vinga do Zé Povinho e manda o falso imperador, dito Napoleão, apodrecer numa ilha distante. Tudo bem que o Napoleão hoje dorme tranquilo num puta palácio, o dos Invalides, olhando para a Torre Eifel e a casa do pensador Rodin, que tinha um caso com o  Balzac, o que deixou a Camile Claudel tão doidinha quanto a Maria Antonieta na foto abaixo, com a lua cheia em riba.

 Palais Royal

 Au revoir que vou dormir com a Brigite Bardot – na quinta começa a exposição dela e dos anos 60.


Domingo de graça, aqui em Paris, sem chuva, uns 15 graus, café tomado com baguete e queijo básicos, e hora de seguir o recomendado pelo Pariscope nos programas sem pagar nada. Tinha um ao meio dia mas estava muito cedo. Então, deixamos para o das cinco da tarde. Outra vez, no subúrbio, Parque Buttes-Chaumont. Eglise Luthérienne Saint-Pierre, 55, rue Manin, na 19, Ao lado da praça onde estivemos de noite e vimos o hip-hop. Agora, o programa é mais santo. Chorale du Delta. Obras de Bach, Vivaldi, Mozart, o Hallelluia de Haendel e até um gospel animado. No meio, uma surpresa. No meio do canto do Agnus Dei, acompanhado ao piano, me aparece um nego dançando ao som da partitura, como se fosse um mímico. De emocionar. A surpresa final fica para agora. E não é que era o mesmo nego dançando hip-hop na praça na madrugada? Valeu, mano. Au revoir. Nego da fé - photo by Mamcasznego do hip hop - photo by Mamcasz


 
Domingo, onze da manhã, aqui em Paris. Acordo com uma música ao vivo, flauta dos Andes, no mercado aqui da Rue Daguerre.Isto, depois de uma maratona de Nuit Blanche de Paris. Às três da madrugada tava aí, do lado de fora da Catedral de Notre Dame:

 

 

Notre Dame de Paris - photo by MamcaszNa Notre Dame, madrugada, dentro dela, telão com imagens santas ao som de um coral mais santo ainda, aquela procissão, parecendo via-sacra, para passar diante das capelas e túmulos onde estavam os cristais multicoloridos da artista suíça da Silvye Fleury. 

Um dos cristais artísticos instalados por entre os túmulos e as capelinhas dentro da Notre Dame de Paris.

Um dos cristais artísticos instalados por entre os túmulos e as capelinhas dentro da Notre Dame de Paris.

 

Jardin de Luxemburg-Paris- quatro horas da madrugada, fila para entrar para ver as estrelas...

Jardin de Luxemburg-Paris- quatro horas da madrugada, fila para entrar para ver as estrelas...

 De rua mesmo, na frente da prefeitura do Buttes-Chaumont, bem afastado do centrão turisticão, tinham os negros com seus hip-hops e pixação chamada de arte, enquanto, para entrar e sair do parque era a maior danação, para ver sombrinhas no gramado e barquinhos coloridos no lago.A Arte em Paris - photo by Mamcasz

De rua mesmo, na frente da prefeitura do Buttes-Chaumont, bem afastado do centrão turisticão, tinham os negros com seus hip-hops e pixação chamada de arte, enquanto, para entrar e sair do parque era a maior danação, para ver sombrinhas no gramado e barquinhos coloridos no lago.

O povão da periferia de Paris - photo by MamcaszMinha Noite em Paris - photo by MamcaszTeve de tudo neste ano cujo tema foi a Arte Contemporânea. Valeu beijo de dez minutos de duração, hiphop, arte-pixação, cristais entre os túmulos da Catedral de Notre Dame (foi o melhor), telão  na frente da prefeitura (Hotel de Ville), multidão nas ruas (outra parte boa),e uma instalação na Grande Mesquita de Paris, com direito a lua cheia e tudo.

A Grande Mesquita na Nuit Blanche de Paris - photo by Mamcasz

 Enfim, isto é Paris. E agora, manhã de domingo, saí para pegar a baguete na padaria aqui em frente, rua de pedestre, e já ganhei o meu Bonjour, Monsieur, todo sorridente, do mendigo que instalou a sua banquinha, apenas com uma rosa vermelha num pequeno vaso, ao lado de outro, à espera das moedas.               Paris Outubro 2009 - photo by MamcaszEntão, bonjour pra você também que eu tenho mais o que fazer em Paris. Au revoir. 

 


                       Bom, gente.

                        Já estou instalado no apartamento, aqui em Paris, com internet e tudo. Dei uma saída rápida, comprei meu queijinho básico, o Camembet, mais o vinhozinho simples, o Beaujauolais, a baguete, que não passa de uma bisnaga, e umas moules para completar o jogo na varanda porque, depois do banho na banheira, vamos descansar que amanhã, de sábado 3 para domingo 4, a noite pega de vez, com a oitava Nuit Blanche de Paris, das sete da noite às sete da manhã, tudo de graça, linhas 14 e 11 do metrô funcionando sem parar, concertos em 75 igrejas, mesquitas e sinagogas. Aliás, é tanta coisa que vou tentar ficar só nisso, aguardo sugestões porque Paris está uma festa só, me desculpe o fantasma do Hemingway, que morou aqui perto, no 14 da Montparnasse, onde bebeu vinho até aprender a vomitar … palavras :

A festa de Paris - 2 - photo by Mamcasz                            1 – Mais cedo, lá  pelas oito da noite, vou até o mais longe, o Parque Butte Chaumont, na Beleville, reduto dos bobo’s, ex-yuppies, antigos hippies, porque vai ter uma porção de coisas, comomais de mil barcos de papel, com velas coloridas, no lago principal, mais um letreiro, na entrada, com poesias que vão mudando a noite toda.

                             2 – Depois, volto para a Grande Mesquita de Paris onde vai ter uma puta de uma instalação preparada por um cenógrafo, artista plástico e o músico John Cage, numa mistura visual, sonora e olfativa.

                              3 – Daí, passo na estação Arts e Metiers do Metrô onde vai ter música sur Le tapis roulant, a noite toda, a caminho da Catedral da Notre Dame, para ver e ouvir a instalação de mais de mil cristais coloridos e iluminados, ao som do órgão de 1.800 e lá vai porrada.

                             4 – Daí, de madrugada, indo para a manhã de domingo, vou voltar a pé para casa porque, no meio do caminho, tem o Jardim de Luxemburgo com outra porção de coisas, na frente do Senado.

                            5 – Ah. Não sei como vou arranjar tempo para passar no Colégio dos Bernardines, para ver e ouvir o espetáculo “Jerusalém, pierres de lumières, num mix de salmos cristãos, mandalas judias e preces muçulmanas.A festa de Paris - 1 - photo by Mamcasz                             E então? Tás vendo porque nesta semana eu não estou com tempo para ficar puto da vida com os Fantasmas da Rádio Nacional? Amanhã eu falo aqui da minha noitada em Paris. E me responda: se te mandassem para Paris, tu calarias a boca que nem eu?


 

         Bom. Gente. Dez dias de folga pras porradas aqui. Hoje, passei por Lisboa a caminho da Europa, Paris. Vim de Brasília direto para Lisboa. Primeira e última vez. No aeroporto lusitano, para embarcar para a minha Paris, esperei na sala 15A,  você está aqui (onde? ah…terminal 1) que estava com um forte cheiro de gáz, ou melhor dizendo, cheiro de esgoto, de merda, que esta conheço dos tempos do porão na Rádio Nacional.

         Depois, para embarcar no avião, um trecho enorme de ônibus lotado e outro a pé. Aliás, na chegada do Brasil, a mesma coisa. Parece que eles não sabem o que é sanfona.

        E na alfândega lusa, apenas de transfer, mais nada, me confiscaram meu uísque Cutty Sark, comprado no free shop de Brasília.

       – Tens líquido? Não. Tinha. Mas era uísque. Mãos pra cima. Revista.

       Aliás, este vôo Brasília-Lisboa, TP 170, é conhecido como o vôo das Putas Brasileiras (Goiás, Minas e Mato Grosso para a Europa). Pinta estresse. Na próxima, é Sampa direto para Paris. Caí na conversa dos amigos.

      Quando eu disse pro gajo pois pode ficar com o uísque (não falei o que estava pensando do gajo, com luva branca, para enfiar sei lá onde, só se for no da mãe dele) ele ainda disse para voltar, entrar no saguão, fazer checkin e colocar a garrafa no bagageiro.

     Ah, além do montão de frasquinhos fresquinhos com álcool gel para combater a gripe A, tem uns cartazes dizendo o seguinte: O aeroporto de Lisboa agora é mais aeroporto. Até comprei o mesmo uísque, 15 euros, no free shop lisboetano, aí fode…

      Bom, veja a foto porque estou me mandando pra Paris antes que mande esses gajos vascaínos aqui de Lisboa  pra puta que pariu. E depois, no posto que vai vir aí em cima, só vai dar Paris, não quero nem saber, foda-se o resto que tem muita coisa fora do circuito turístico bundão que este já conheci faz um tempão.

Afinal, como me atacou aqui aquele lambe bostinha, tenho mais de 60 anos.

 Então, veja a foto do embarque em Lisboa para Paris.

     Fui.

 

Portugal das Putas - photo by mamcasz

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