Literatura



                        Domingão sereno em Brasília, deixo meu irmão no aeroporto, depois de uma semana de hóspede dependente, e volto pra minha doce caipirinha.

                         De chegada, a notícia da morte da mãe de uma amiga  ex- Rádio Nacional que hoje vive no Canadá e veio correndo para a passagem.

                         Fui até o Campo da Esperança, procurei por uma das capelas, dei um abraço forte na amiga e, na saída, capela ao lado, eis que um amigo antigo, Ariosto Teixeira, gaúcho dos tempos em que o último sinal de vida, na Asa Norte, era o Bar do Poeta, na 408, e a gente morava na 416…

                        Pois então.

                        O Ariosto Teixeira, 56 anos, estava deitado eternamente no caixão exposto ao centro.

                        Poeta conjunto, dos ditos tempos da Poesia Marginal, permanece dele, de físico mesmo, o poema criado nas estranhas entranhas:

 

” Às vezes você se pergunta

Olhando o rosto no espelho

Se o reflexo é verdadeiro

Ou se a verdade é o corpo

Parado no meio do banheiro

 

Você acha que sabe bem o que é

Você acha que sabe bem o que quer

Você acha que sabe quem você é

 

Mas você sente medo

Medo de não ser você no espelho

Medo de ser mero reflexo

Do outro que consigo parece

 

Você não tem medo de sexo

Você gosta de sexo

Você sonha com sexo

Você procura fazer muito sexo

 

Sexo à distância

Sem beijo sem fluido

Higiênico e sem lirismo

Seguro como sexo com prostituta

Você de frente ela de costas

Ela por cima de costas

Você por baixo de costas deitado

 

É que você tem medo

Do ataque de um vírus complexo

Medo de gravidez

Medo de se apaixonar irremediavelmente

Medo de perder o controle

Medo de assumir o controle

Medo de que tudo enfim faça nexo

 

Você acende e apaga o cigarro

Com medo de pegar câncer de pulmão

Medo de apagar a luz

Medo de acender a luz

Medo de desligar o alarme

Medo de abrir o portão

Medo de ladrão policial pivete

Medo de colisão

De atropelamento

De ataque do coração

 

Medo de padre

Da certeza cristã absoluta

Da democracia liberal

Da esquerda latina

Medo da nova direita francesa

Medo do presidente americano

Medo da falta de medo do terrorista muçulmano

Medo de ser fragmentado por um raio da Al Qaeda

 

Medo da China capitalista

De milho transgênico

De buraco negro

De carne vermelha

Medo da falta de limite da física quântica

Do aquecimento global

Da inteligência artificial

De velocidade acima do permitido

De remédio de quinta geração

Da globalização

Do fim da globalização

Da falta de sentido

 

Medo de que Deus provavelmente não exista

De não haver outra vida

Você tem medo de ficar sozinho

Sem ninguém nem final feliz

 

Ah mas você confia no amor

O terno e doce amor

Do homem pela mulher

Do homem por outro homem

Da mulher por outra mulher

Do homem pelos animais

Da humanidade pela natureza

Você confia no amor das criancinhas

 

Você pensa nessas coisas

E por um instante

Acha que nada está perdido

Que o amor salvará o mundo

O amor romântico como no cinema

Como em um soneto de Shakespeare

Apesar da podridão no reino terrestre

 

Mas quanto tempo dura o amor

Antes de se dissolver em tédio

15 minutos uma tarde inteira uma noitada?

 

Você odeia sentir isso assim tão sentimentalmente

Mas é impossível ser de outro modo

É preciso agarrar-se a algo

Não ter medo de que o vazio

Tenha se espalhado em todos os quadrantes

 

O fato indiscutível é que você tem medo

Medo muito medo

De ficar vivo durante o inverno nuclear

 

Você principalmente tem medo

Do que um dia vai fazer

Quando ao anoitecer

O seu rosto tiver desaparecido do espelho do banheiro. “

                                   Buenas, tchê!!!


                                      Estou aqui na Rádio Nacional na escuta de um estagiário que, por sua vez, finge prestar atenção na fala de uma tia pretensa jornalista que lhe arremata o seguinte torpedo, depois de uma porção de abobrinhas amazônidas:

  • Se você fosse filho da minha mãe já tinha levado umas palmadas 

                                   Diante do silêncio constrangido do estagiário, e dos poucos lúcidos em volta, matutei aqui comigo, achei que ele não deve ser tão passivo assim e, pouco depois, em espaço neutro, lhe perguntei do porque da paradice diante da babaquice da mocréia.

                                 Ele respondeu: 

  • Mamcasz, meu caro, você sabe que lhe prezo.
  • ???
  • É que eu não sou tão óbvio assim como pareço. Por isso, lhe recomendo o seguinte blog, que reúne os apreciadores de nuvens (???):

http://obviousmag.org/archives/2009/02/fotografias_de_nuvens.html

                                    Moral: não é a toa que eu falo aqui que estagiário que se preze continua à procura de um novo vôo em nuvens nem tão óbvias assim.

                                     Então, inté e axé, tá?


                  Coloquei o post aí abaixo, agora há pouco, falando dos militares e dos ongueiros brasileiros, uns mortos, outros feridos, lá no Haiti.

                  Agora, chega a notícia confirmada.

                  Dona Zilda Arns, tão amada e conhecida pelo trabalho na PASTORAL DA CRIANÇA, foi pega de surpresa pelo terremoto no Haiti. Ela estava na base militar brasileira naquele país. Tentava oferecer, além da espada, o pão, ainda que bento pela cruz, mas, neste caso, para matar a fome do povo.

                  Uma vez entrevistei Dona Zilda Arns, aqui na Rádio Nacional, quando ela passava o arquivo completo da Pastoral da Criança e do Idoso, para o falecido programa FOME ZERO. Noutra vez, em Salvador, no Congresso de Turismo Sustentável, onde ela acusou, outra das muitas vezes, a exploração sexual das crianças brasileiras. Muitas delas, mortas ao nascer, por conta da pobreza, com certeza dona Zilda está   reencontrando, agora mesmo, noutros páramos.

                     


                       Filha mais velha da Rádio Nacional, gerida pelo Getúlio Vargas, ainda na época em que ele amarrava cavalo chucro no obelisco em frente ao prédio do Senado, o programa A VOZ DO BRASIL é a mais mal falada de todas, inclusive as mães daquelas outras mais velhas ainda.

                       Pois apesar de bem velhinha, A VOZ DO BRASIL agora tem até twiter.

  Hey there! avozdobrasil is using Twitter.

http://twitter.com/avozdobrasil

                        E para não ficar apenas na chapa branca, oficial, nacional, visão tapada, acesse o seguinte you tube que aqui coloco sem pedir licença mas que está inserido na prosa. Como diz o profeta: tem tudo a ver com a nossa história. É a cara descarada. Clique!

  http://www.youtube.com/watch?v=VhyoJiPdFhE

 

                       



Hoje, estou fazendo 62 anos.

Então, vou fazer que nem o Mário Quintana.

Vou seguir em frente …

“jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”


                        Antes de postar neste blog, lembro que a imagem acima é de um anúncio antigo, de pasta de dente, para o programa feito pelo Mário Lago na Rádio Nacional.

                        Com isso, penso que me livro das mocréias de todos os tempos, desde as Dalvas até as Marlenes.

                       Então, começo:

                       Para entrar na Rádio Nacional, a pessoa universitária de jornalismo tem que fazer uma prova, ainda que fajuta, organizada por um falso Departamento de Recursos Humanos.

                       Daí, passa a ser estagiário mas antes tem que passar por uma entrevista com a gerente que vai definir qual o perfil do futuro jornalista e onde ele poderia aprender mais, em princípio, meio e aí começa o fim.

                       Acontece que depois o pobre do estagiário cai na mão de um editor que não é formado em jornalismo, não tem a menor noção do que seja notícia, mesmo que desviada para o dito público ou que, pior ainda, vem com aquele papo de jornalismo adbuzido e coisa e tal.

                      Para produzir abobrinha, melhor seria que se convocasse universitário de agrononomia, nunca de jornalismo, para a Rádio Nacional onde, aliás, a pseudo ajuda de custo é inferior.

                     Não é a toa que quando, como agora, acontece uma tentativa de revoada de estagiárias, no que apelidei, candidamente, de estresse pós-adolescência, as coordenadoras tremem.

                    Digo isto em homenagem ao ex-estagiário Guilherme Fontes (veja o post dele nos comentários ao lado), que simplesmente não voltou da semana de folga do Ano Novo, Vida Nova.

                    Senti saudades dos meus tempos de faculdade quando, estagiário, brigava para aumentar o “massmedia”(?) que a cada ano eu só vejo ir pro brejo de uma vez por todas. Até que um dia não aguentei e fui ser hippie na Bahia. Infelizmente, tive uma recaída e voltei prá vida.

                  Prá terminar.

                 E quando uma estagiária resolve falar da exposição de Clarice Lispector, que está no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sugerindo uma impossível pauta? Recomendo porque a vi no Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, durante meu MBA.

                  Moral:

                  – Por que você não vai ali no ponto de ônibus com este velho gravador-cassete (?) e grava uns personagens para esta matéria sobre menstruação canina antecipada?

                 Falta apenas uma coisinha:  permitir que a  estagiária possa também definir  o perfil da coordenadora antes de aceitar os seis meses de sufoco na Rádio Nacional onde a pauta principal do dia pode ser até a importância da meleca (?) ou a repimboca da parafuseta (?).

                 Para incentivar a revoada das estagiárias eu ligo agora este ventilador ultíssimo modelo ainda em uso cotidiano e tomara que ele espante as tias mocréias e os recém-concursados já passados de velhos.

                 Axé!

                 Respire, expire e, caso continues por aqui, não aspires nada na vida, tá?


                        Esta vale para o blog abaixo.  Por isso, é depois do escrito. É o seguinte:

                        O nome do diretorzão da Rádio Nacional que passou a noite no Palácio do Catete e soube do tiro no peito do presidente Vargas atráves do Benjamin que desceu a escada gritando que nem um louco era o Victor Costa.

                      Ele telefonou pro Heron Domingues (Repórter Esso) e acertou a divulgação de alguns “pormenores” que seriam lidos no ar, às oito e meia da manhã, quinze minutos depois de ouvido o tiro.

                      Às 09h15m, era lida a primeira versão da carta deixada por Getúlio antes de se matar. Foi levada por um “estafeta” (?), do Catete à Praça Mauá. Esta carta terminava assim:

                    “ Este povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.”

                   Daí pra frente, a Rádio Nacional, que sempre foi governista, puxou a corrente do povo contra a imprensa que vinha atacando Getúlio. E foi um tal de quebrar jornal, rádio, TV não, porque a Tupi ainda não tinha passado a coroa para a Globo.

                   O primeiro jornal a ser quebrado pelo povinho insuflado pela Rádio Nacional foi a Tribuna da Imprensa que, por azar, tinha amanhecido nas bancas com a seguinte manchete:

SOMOS  UM  POVO  HONESTO  GOVERNADO  POR  LADRÕES.

Clique abaixo para ouvir

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                      É um negócio doido como o zé povinho gosta de chorar com a dor dos outros.

                      Com todo respeito, já acharam até a miss tragédia da Ilha Grande, que não é Angra dos Reis.

                      E, de repente, ninguém mais lembra que tem pobre morrendo nas enchentes dos subúrbios do Rio e da Baixada Fluminense.

                    Pois foi isto que eu disse pras mocréias que, nesta manhã, aqui na Rádio Nacional, interromperam o nada que estavam não-fazendo pelo som aumentado da TV (na Globo, lógico), no repeteco (já vi umas dez vezes) da entrevista com os pais, amigos, colegas e vizinhos da menina.

                   Só não vi ninguém procurando pautar ou ir à luta para o rescaldo da tragédia em Angra-Pavuna, até porque não ouvi, nem na rádio e nem na mídia, nada sobre a prisão dos responsáveis por liberar construção em área de risco, como fica se a usina nuclear der xabú (?) e tal.

                    Em cima disso me lembrei de mais um capítulo da nossa Rádio Nacional.

                    Eu disse que o fim dela começou com a ação dos X-9 no Golpe Militar de 64.

                   Daí, fui corrigido.

                   Me alertaram que, de fato, a queda começou com a praga largada pelo presidente Getúlio Vargas pouco antes de dar um tiro no peito (dele). Deu maior manchete e o zé povinho, que estava contra, ficou a favor e saiu quebrando rádios e jornais.

                      A famosa carta do Getúlio Vargas, dizem que foi lida na Rádio Nacional com umas certas mudanças, feitas pelo diretor que estava de plantão no Palácio do Catete (Planalto-Alvorada da época), para garantir o emprego, e  que anotou num pedaço de papel e mandou entregar direto para ser lida no Repórter Esso (Jornal Nacional daquele tempo), provocando então a mudança de lado do zé povinho tupiniquim.

                    Aliás, numa crônica atual, o poeta Ferreira Gular, nos conta: 

                 “ Às 8h20 da manhã, pelo rádio do bar, o Repórter Esso, que se dizia testemunha ocular da história, noticiou : “o presidente Getúlio Vargas acaba de se suicidar-se com um tiro no coração.” Fez-se silêncio até que um sujeito gritou: “MATARAM O VELHINHO!”. Subitamente revoltados, todos passaram a bradar contra o golpista Lacerda”.

               Então, para terminar esta conversa sobre as mocréias de hoje sofrendo com a dor da família da menina morta na Ilha Grande, clique abaixo para ouvir o Repórter Esso com a manchete do dia: 

 MATARAM O VELHINHO!!!

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MORTE_GETULIO.mp3


 

POST BLOKIADO PELA PF DO PT

PT SAUDAÇÕES


                        Estava eu conversando um assunto rotineiro de falação do óbvio que está acontecendo  aqui na Rádio Nacional quando o colega me faz um sinal discreto e muda de assunto ao se aproximar de uma pessoa que faz de tudo para se parecer querida.
                     – Cuidado que ela é uma X-9.
                    X-9? Pois fui à pesquisa. No fato, trata-se do  Secret Agent X-9, um personagem de histórias em quadrinhos criado em 1934 por Dashiell Hammett (autor de The Maltese Falcon) e pelo desenhista Alex Raymond (famoso autor de Flash Gordon) e que chegou ao Brasil na década de 40 e viveu até 96.
                        Só com isso fiquei nas nuvens sobre o motivo da colega citada em questão ser uma X-9 e do porque diante da aproximação dela se deva mudar de assunto sem que ela perceba.
                      Pois perguntei diretamente (não a ela porque contesto mas não sou burro e sim ao dito colega de mútua confiança):

                    – O que é X-9?
                       Resposta presente no dicionário:
                       X9 é uma pessoa colega cagueta, dedo-duro, traira …

 

                     Daí que pesquei na hora a letra do rap do Cidinho e Doca chamada Fogo no X-9:

“ Por isso
Fogo no X-9
Da cabeça aos pés
Pega o álcool e o isqueiro
(Quero ouvir geral)
Fogo no X-9
Bonde da Vintém
É paz, amor e muita fé. “

                        E pensar que o fim da nossa Rádio Nacional começou em 1964 quando, no Rio, uns colegas X-9 entregaram pros milicos da ditadura então neném uma porção de funcionários gente-fina, do faxineiro até o artista-mor, o Mário Lago. Isto não aparece na Comissão da Verdade.


Charles Bukowsky.

 Conheço este cara desde que eu era libelu na Eco do Rio, atrás do Pinel, na Praia Vermelha.

É da beat generation.

Da geração norte-americana doidona on the road.

Quando eu apresentava a Barka Kultural, na Tv Nacional, na década de oitenta , que na seguinte virou Café Cultural, na Rádio Nacional, bem, tinha um poema do Bukowsky que eu sempre usava.

Agora, saiu uma versão nova, na L&PM Editora, mas eu prefiro a minha, antiga, que sorveu muito do suor do meu sovaco contestador, ainda que marginal.

Por isso, repasso aqui, hoje, neste primeiro dia de uma nova década.

Que ela seja diferente.

Pelo menos . . .

E não mais uma década que chega na lesma lerda de sempre.

Aliás, neste reveillon, levei uma discussão com amigos, sobre o:

VOTO NULO VEM AÍ.

Pá! Pá! Isto é qui é . . .

Ah… estou assim meio zonzo assim porque estou aqui num plantão remelento, na Rádio Nacional, por entre os fantasmas que ainda insistem rondar este prédio encardido.

Por exemplo.

Luís, o grande jornalista que virou mendigo e dormia na calçada aqui em frente, ao lado da esposa, a Inácia (gozado, juntando os dois dá Luís Inácio).

Augusto, o nobre símbolo de outro grande repórter, não aguentou o tranco da vida e virou mendigo em Natal.

Juro!

Tem outros mais.

Dos antigos e dos novos.

Todos eles estão aqui, ao meu lado, agora, dia primeiro de 2010, na Rádio Nacional, lendo junto este poema do velho Bukowsky, que repasso na maior calma deste mundo.

Neste 2010, tem um pássaro azul querendo sair do meu peito

 

 “  Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu sou duro demais com ele

e digo:

fica quieto aí que eu não deixo ninguém saber …
 

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu jogo uísque em cima dele

e vomito a fumaça do meu cigarro

para que as putas e os rapazes dos bares

jamais fiquem sabendo que ele

está aqui dentro . . .

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas sou duro demais com ele,

eu digo:

fica quieto aí

você quer acabar comigo ?

 

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu sou bastante esperto,

sinto a pressão e deixo que ele saia

em algumas noites somente

quando todos estão dormindo

depois o coloco de volta em seu lugar

mas ele ainda canta um pouquinho

lá dentro

por isso eu não deixo que ele morra

completamente

o pássaro azul em meu peito

e nós dormimos juntos

neste nosso pacto secreto

e isto é bom o suficiente para

fazer um homem

chorar,

mas eu não choro,

e você ? ”

 


Clique abaixo para ver a mensagem do Obama:

http://holiday.barackobama.com/Holiday-2009.aspx?uid=7f494b6c-eed2-42d7-ba91-53add73c80e9&g=0&s=xx&s=MAMCASZ&g=0

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