USA 2011



Incrível como os gringos, e não parlo de Hollywood, presersam os cenários dos fimes.

Fico assim pensando se a gente tivesse guardado os cenários do Glauber Rocha.

Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Não falo de Brasília.

Isto posto, estou passando, pela segunda vez, num lugarejo entre Atlanta e Macon, na Georgia on My Mind, USA.

Lugar da filmagem de Tomates Verdes Fritos.

Pois Juliette é o nome do lugarejo onde foi filmado

TOMATES VERDES FRITOS.

O cenário está tal e qual.

Aliás, isto me lembra que está na hora de voltar para Brasília a tempo, ou seria há tempo, de ver

A MARCHA DAS VADIAS.

Vai ser no dia 18 de junho, tem a ver com o Canadá.

Meio que parecido com a

MARCHA DAS MARGARIDAS.

Tem a ver com Maria da Penha.


Pois é justamente neste Twistle Stop Cafe que acontece tudo no filme

TOMATES VERDES FRITOS.

Tem o maluco, o xerife local apaixonado pela menina forte que tem como amiga a falsa fraca, que ali chega cansada de apanhar do marido que acaba seguindo-a até lá e aí acontece o melhor do filme.

O machão é justamente morto, não fica claro por quem, a menina forte assume, mas não foi ela, tanto que até o pastor local jura sobre a Bíblia, ainda que tipo santo do pau oco, isto é de Minas, uai.

Resumindo.

Neste local, foi no filme, mas parece real, tanto que fiquei cismando fazer o mesmo com uma pessoa inimiga.

Brincadeirinha…

O negão acaba servindo o famoso B.B.Q. (churrasco) justo pro xerife da cidade do machão.

Mas os dois babacas nem imaginam que um está comendo o outro.

Pois o machão morto foi cortado em pedaços.

Com isso, some-se a prova da evidência.

Até porque o poliça o come.

E até elogia o churrasco, ops, a tenra carne do amigo.

Triste fim de todo machão.

T H E    E N D


Estou cá no Mississipi, USA, e para matar a saudade de Caetés, Brazil, invado um
canavial onde, no meio, descubro um alambique.

Sorvo uns baitas goles e ainda levo um galão no gibão de couro.

Me lembra, e chego a jurar que se trata da velha 51.

Pois chega a trote o resultado:

1 – Eu que bebo

e são os outros que soltam um terrorista condenado na Itália por crimes de sangue.

2 – Eu que bebo

e me vem o ex-Lula e me diz que, realmente, ao contrário do que havia lido na imprensa oficial, o

PALOCCI FOI DEMITIDO.

Uai.

 É o que dá beber.

Só falta me aparecer a polícia companheira e me expulsar daqui.

Mulher é que não me falta.

Por isso, vou dar no pé, rapidinho.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/927312-lula-diz-que-palocci-foi-demitido-no-momento-http://www1.folha.uol.com.br/poder/927312-lula-diz-que-palocci-foi-demitido-no-momento-certo.shtmlcerto.shtml


Estive nos túmulos de Mahatma Gandhi, em Nova Delhi, e no de Martin Luther King, em Atlanta, Georgia.

Os dois são enormes na teoria do derrubar pelo não-agir, pela não-violência e tal.

Os dois lugares são cheios de magia amortecida.

Mas sentimento mesmo sinto agora em Birmigham, Alabama.

Na mesma praça onde começou a famosa March Route.

Os negros a pé, do Alabama até Washington.

Contra a segregação racial nos ônibus, bares e bebedouros.

A polícia branca começou matando negros logo ali, na praça.

Em frente à Sixteenth Street Baptist Church.

Justo onde pulpitava um jovem pastor.

Martin Luther King.

Que depois acabou sendo morto.

As fotos falam:

   




Bom Memorial Day.  Maior holliday nos USA. Última segunda de maio. Enforcada com a sexta. Maior farra em memória dos que morreram na defesa da Patria que os pariu. Vale tudo que lado: indios, pretos, cubanos, vietcongs, coreanos, alemanos, chicanos no Alamo e japas.

Tanto que o juramento que cada presidente, prestando ou não, faz na posse, mão na Biblia e tudo, tem a ver com a promessa de acabar com todos os inimigos, internos ou externos. Tipo Cavalo do Apocalipse. A foto abaixo foi tirada diante do Capitóio de Jackson, capital do paupérrimo, pelo menos na pele dos ainda
negros, Mississipi:

O Memorial Day se trata do segundo maior mandamento norte-americano,  vem depois do Te Deum, dia de agradecer pelo leite derramado, coisa que nosotros latrinos nos esquecemos, por pensarmos apenas no pedir, mendigar, solicitar e chorar. Mas o Memorial Day Ianque lembra das lambadas e lambancas,  tipo derrotas no Vietnam, ou, pior, pegos de surpresa pelos japas, em Pearl Harbor, ou pelos talibanos, em Nova Iorque. 

Lógico que neste Memorial Day nunca se lembram dos negros mortos na epoca da KuKluxKan, ou dos indios que pelo menos reagiam antes de morrer. Por isso a foto da bandeira americana, abaixo, em foto tirada em Atlanta, Georgia, e alhures, mesta viagem  on the road again, USA:

 

Vai entao que num cemiterio perdido na poeira, pobreza e abafados  40  graus centigrados de calor, entre Mississipi e
Alabama, presto minha memoria a uma figura cujo nome consta no Monumento aos Pracinhas da Segunda Guerra, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, ninguem sabe disso, mas ele lutou na Italia contra os alemaes, ao lado dos norte-americanos e outros ditos mui amigos.

Acontece que meu homenageado especial neste Memorial Day,  acabou os dias esquecido, sem uma perna,
alcoolatra violento, neurotico de guerra, abandonado pela mulher, cansada de apanhar dele, ficaram os filhos, ou seja, meus irmaos.

Mesmo assim, o meu Memorial Day de 2011 vai para meu pai, cabo Bernardo Mamcasz, na foto ainda sonhado noivo de minha future mae, dona Lola, os dois sumidos neste 
Memorial Day:


Se em San Francisco tem a Columbus, em Menphis a Billie Street, em Chicago a North Halstet, em New Orleans o Frech Quarter,  tudo de musica e agito noturno, o papo em Austin, Texas, gira ao redor da 6th St, considerada monumento nacional,devidamente tombado, inclusive as pernas das mulheronas texanas.  

O blues de Austin, Texas, tem renome nacional e inclusive uma
batida diferente, com destaque para a guitarra, mais parecendo roqui mesmo, ainda mais se a prosa for num dos bares da Rua Guadalupe, nada turistica e dentro do bairro dos bichos grilos e universitarias pessoas.

 

Agora, para terminar a passagem por Austin, Texas, a cidade do pecado gostoso, texanas grandonas de shortes pequenos, mas nao arrebitados que nem as das brasileiras, na sexta avenida me aparece uma dupla de pastores pentecostais e tais, tipo TEA PARTY, pregando simplesmente  seguinte:

Nao a toa que ao lado dos pastores alemaes e suas crias
espalhadas pelas ruas distribuindo panfletos em defesa da vida depois da morte funciona uma cantina com o interessante nome de CHUPACABRA, ou seja, BELZEBU, EXU, LUCIFER.

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