Nature Goddess!

Give me the time to party – summer –

And to stand – just saw it.

Give me the time for falling leaves

Crooked branches, nine-out

And so, to start the almost-nothing.

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me o tempo de festa – verão –

E do repouso – viram?

Dai-me o tempo das folhas secas,

Galhos tortos, noves-fora,

Recomeçar do quase-nada. 

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Listen Me Escute:

https://soundcloud.com/mamcasz/minha-prece-pascoalina

Deusa Natureza!

Dai-me o poder  de  remover torres,

Mares e bobos sonhos :

Ser viril na ternura de um Chico de Assis

No sermão desolado da montanha

De entulhos e bagulhos.

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me o milagre da multiplicação das  palavras.

Que elas instiguem nas crianças

O distante reino dos céus,

Reafirmem a decisão de malhar o Judas,

E justifiquem a intenção de crucificar  de novo o velho  Cristo.

ovo de pascoa by mamcasz

Deusa Natureza!

Dai-me o entendimento desta minha dupla convivência:

– Qual dos dois – Cristo ou Judas – ocupa

Uma cadeira vazia no bar,

Um vazio na gente?

Nesta idade, pessoa,

Às vezes,  sou um mini homem dileto,

Noutras muitas, um super rato discreto.

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me  um tempo

Para continuar sendo aquilo ou isto

Judas ou Cristo –

Insisto –

Mesmo que eu durma com o Diabo

E com  o Deus,  na mesma lama,

Ou que amanheça por entre as Madalenas,

Caifás, Pilatos, Herodes, Marias,

Ou mesmo Dimas, o bom –

Qual era mesmo o nome do mau ladrão?

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Naturaleza Diosa!

Dame la voluntad de en el robo

Yo sea bueno,

De principio a fin.

Y luego me resucita el santo de mí

Decantado de las cenizas al viento,

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me a vontade de mesmo no roubo

Na força eu ser  bom,

Do começo ao fim.

E depois, ressuscite o santo, de mim

Decantado das cinzas ao vento,

Desde que  eu  continue, no fundo,

Sendo sempre aquilo ou isto,

Judas ou Cristo.

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me a certeza do retorno,

Na forma de pássaro no arco-íris plantado

Para que eu possa cantar para alguém,

Mesmo que somente para mim,

Um retumbante Hallelluya. 

* * * * *

Deusa Natureza!

Dai-me um Ovo de Páscoa

Que na duvidosa placenta de vida

Da gema renasça, por encanto,

Isto ou aquilo.

É o que mais desejo.

Sinceramente, deste  teu

Cristo, mesmo que Judas.

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Eduardo Mamcasz, 

Poeta Quase-Zen.

 Boa Páscoa.

Amém.

Clique e me ouça, tá?

https://soundcloud.com/mamcasz/minha-prece-pascoalina

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Today, Saturday Halelluya, is the day of vengeance, hatred overflowed, the lynching of a man called Judas, one of the twelve apostles of Christ beloved, who betrayed him. Judas, in fact, is not the devil, but an angel. Not the sinner but a saint. There is a traitor, then he, the treasurer of the group of fishermen judios subversivs of Nazareth. Happy Easter, St. Jude.

Hoje, Sábado de Hallelluya, é dia da vingança, do ódio extravasado, do linchamento de um cara chamado Judas, um dos doze amados apóstolos do Cristo, a quem traiu. Judas, na verdade, não é o diabo, mas um anjo. Não é o pecador, mas um santo. Não é o traidor, logo ele, o tesoureiro do grupo de pescadores judios subversivos de Nazaré. Boa Páscoa, Santo Judas.

 Heute, Samstag Hallelluya, ist der Tag der Rache, Hass übergelaufen, das Lynchen von einem Mann namens Judas, einer der zwölf Apostel von Christus geliebt, der ihn verriet. Judas in der Tat, ist nicht der Teufel, sondern ein Engel. Nicht der Sünder aber ein Heiliger. Es ist ein Verräter, dann ist er, der Schatzmeister der Gruppe von Fischern Judios subversivs von Nazareth. Frohe Ostern, St. Jude.

 Pintura de Debret, Malhação de Judas,  no Rio Colônia, anos 1800.

 Vestibulum dignissim Hallelluya, dies ultionis, odio inundaverunt et viri lynching vocabatur Iudas unus de duodecim apostolos Christi dilecti, qui et tradidit illum. Iudas enim non diaboli est angelus. Sed non peccat, sanctus. Est proditor ille, arcarius globo piscatores judios subversivi Nazareth. Beatus Pascha, sanctus Jude.

 Leo, Jumamosi Hallelluya, ni siku za adhabu, chuki ukifurika, lynching ya mtu aliyeitwa Yuda, mmoja wa wale kumi na wawili wa Kristo mpendwa, ambaye alimsaliti Yesu. Yuda, kwa kweli, si shetani, lakini malaika. Si mwenye dhambi lakini saint. Kuna msaliti, basi, mweka hazina wa kikundi cha wavuvi judios subversivs wa Nazareti. Furaha ya Pasaka, St Jude.

Judas beijando Cristo na boca para identificar o “elemento” aos meganhas judio-romanos, maior balela. O “cara”, dito Jesus, filho de Maria, casado com outra, a Madalena, cheio de irmãos de vários pais, era conhecido por demais no pedaço, não precisava de beijo coisa nenhuma.

E por que então esta fama de Judeu Maldito na costas só do Judas Iscariotes?

Simples. Quer dizer, agnóstico. Ops. GNÓSTICO. ‘It`s so different, babe. Ou seja, complicado para mentes primárias. Judas é o escolhido por Jesus para que, mesmo às custas da salvação eterna, as profecias sejam cumpridas, ele se desfaça do corpo carregado e voltasse à divindade, depois de passar pela prisão, tortura e morte que nem bandido comum, na cruz.

Portanto, Judas é o escolhido de Cristo. No livro, depois filme, a Última Tentação de Cristo, ouve-se a “conversa”entre criado e criador, tirado, aliás, do Evangelho de Judas, descoberto no deserto:

– A mim coube a parte mais fácil, Judas – diz Cristo – que é a de ser crucificado, mas a ti coube a mais difícil, que é ser o traidor, por isso te confio esta missão, pois és um cara iluminado.

Aliás, o mago Paulo Coelho, antes de trair o Raul Seixas, com ele fez a letra na boca do Judas:

– Se eu não tivesse traído/ morreria cercado de luz/ e o mundo não teria/ a marca da cruz/ e para provar que me amava/ pediu outro gesto de amor/ pediu que o traísse com um beijo / que minha boca então marcou.

Tem mais ainda. O mestre Chico Xavier, no espírito de Humberto de Campos, confirma o fato e completa com o ato reprimendatório:

– Há muitos séculos Cristo está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços e em todos os padrões de ouro amoedado, com a única diferença de que os novos negociadores cristãos não se enforcam depois de vendê-lo.

Pois terminemos então com a malhação do Santo Judas Iscariotes. Costume trazido pelos portugas e seguidos por aborígenes e negros escravos.

 Na verdade, a malhação de Judas vem da Santa Inquisição, da Santa Madre Igreja. Na Idade Média, a maior fonte de pecado, na forma de torturas  inimagináveis. Sem contar os genocídios cometidos pelos Santos Cruzados.

E por que a malhação do boneco de palha que acaba queimado na fogueira?

Simples, meu Santo Mané.

Na Santa Inquisição, quando acontecia de um Santo Herege dar no pé, escapulir, o Santo Padre o Papa, em nome do Santo Cristo, mandava queimar, no lugar do verdadeiro, um boneco de infiel na fogueira. Só para o povo pensar, quer dizer, Zé Povinho não pensa coisa nenhuma, mas, terminando, só para o povinho pensar que Judas na verdade é uma traidor e merece morrer na Santa Fogueira.

Pintura anônima do século XII 

E antes de sair malhando hoje  um desafeto qualquer por aí, veja e ouça a Elegia ao Santos Judas, com Paulo Coelho e Raul Seixas:

http://www.youtube.com/watch?v=zL51SCxMvYQ

Boa Páscoa.


                         Hoje, Dia dos Finados (02-11-2010), mato este blog  para felicidade de uma porrada de cagüete,  delatora, denunciante,   alcagüete,  dedo-duro, hard-finger, dona  ruela,  fofoqueira,  maria bocona.

                       Mais as  traíra,  X-9, vira-casaca, linguaruda, dedo-de-seta, Judas, soplona, soffiatore, moucharde, moutona, sneak, dobber, supergrass,  boca mole, língua solta, fedepê e   língua de tamanduá.                            

                       Mas antes de enterrar este finado, desejo do fundo da minha mente-coração o seguinte para estas todas fedepês que me atasanam a vida em troca de uns centavos quaisquer na casa delas desalmadas.

                       Que todas apodreçam nas Virgem de Ferro, Roda de Despedaçamento, Máscara de Escárnio, Berço de Judas, Garras de Gato, Bota Espanhola, Cadeira de Bruxa, Esmaga Cabeça, e Quebrador de Joelho.

 

                  Minha quenga ruela, língua solta, traíra, xisnove, sente só o que eu te preparei  neste último post deste finado blog.

                 É tua a escolha entre a manjedoura, onde terás deslocadas as juntas do corpo, ou a ter chumbo derretido jogado nesta tua boca suja.

                Terás ainda que  comer partes de teu corpo  misturados a merda, urina, suor, lágrimas, catarro, pus e sangue desovulado.

                 Portando, minha cara alcagüete, te reservo os seguintes instrumentos:

Roda de despedaçamento    

            Serás amarrada na parte externa porque abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficam as brasas e à medida que a roda se movimenta em torno do próprio eixo, tu serás queimada. Se preferires, troco as brasas   por agulhas metálicas.

Dama de Ferro    

        Serás ferida  grave mas não mortalmente com espinhos metálicos dispostos na face interna das portas desta espécie de urna funerária testada desde o dia 13 de agosto de 1515.

Berço de Judas    

       Serás sustentada por correntes e colocada “sentada” sobre a ponta da pirâmide  que serão afrouxadas   gradualmente, fazendo com que este teu   pressione e fira  os teus ânus,  vagina e cóccix.  

Garfo     

      Serás presa numa haste metálica, com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo,    por uma tira de couro ao teu pescoço  que, ao ser   pressionada, vai   perfurar tua região abaixo do maxilar e acima do tórax.

  Pêra

      Serás introduzida, pelas tuas boca ou vagina, a um instrumento metálico em formato semelhante à fruta pêra que tanto gostas e ele aos será expandindo aos poucos dentro de ti.  

Máscaras    

          Serás obrigada a vir trabalhar com uma máscara de metal que te incomodará mais pela exposição pública do que pelo sofrimento.

Cadeira    

                    Serás sentada pelada numa cadeira coberta por pregos sentindo ainda o calor das brasas colocadas na bandeja na parte inferior.   

Cavalete    

                   Serás   posicionada de modo que tuas costas se apóiem sobre o fio cortante e os braços fiquem presos aos furos da parte superior e os pés  às correntes da outra extremidade.                 Além disto,   através de um funil ou chifre oco introduzido em tua boca de tamanduá, terás que beber   água, com o nariz tampado para impedir o fluxo do ar,   provocando teu sufocamento até quase perto da morte, mas não chegando a tanto porque sou contra a violência.

Esmaga cabeça

                  Serás pressionada pela cabeça neste capacete, através de uma rosca, de encontro a uma base na qual terás teu maxilar encaixado até teres este teu crânio esmagado, deixando fluir tua massa cerebral.

Quebrador de joelhos    

                 Serás pressionada pelos joelhos, progressivamente, até teres esmagadas a carne, músculos e ossos, por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas que se encontram a  cones metálicos pontiagudos.

Mesa de evisceração    

                Serás presa sobre a mesa de modo que as tuas mãos e pés fiquem imobilizados, enquanto receberás,  manualmente,  um corte sobre teu abdômen onde  era inserido um pequeno gancho, parecido com um anzol, preso a uma corrente no eixo, para serem extraídos, aos poucos, os teus  órgãos internos.  

Pêndulo    

            Serás amarrada pelos pulsos, com os braços para traz,  por uma corda que se estende até uma roldana e um eixo e que será  puxada violentamente para deslocar teus ombros e provocar diversos ferimentos nas tuas costas e braços.

Potro    

              Serás deitada sobre uma mesa e teus membros serão presos por cordas que serão giradas com uma manivela, por sete vezes, produzindo efeito  torniquete até sentires teus ossos todos esmagados.

 

Atenção!

                     No findamento definitivo deste blog, agradeço piamente os ensinamentos que recebi do padre católico dominicano, Frei Bernardo Guy, sem os quais não estaria apto a aplicar estas torturas em todas as minhas indigestas denunciantes X-9.

Comercial!

                  Se tu tiveres algum desafeto e quiseres aplicar estes instrumentos, podes comprar o “Livro das Sentenças da Inquisição”. É o melhor tratado de torturas de todos os tempos. Melhor ainda se for no original guardado secreto no Vaticano:

 

LIBER SENTENTIARUM INQUISITIONIS

Bernardus Guidonis – 1261 – 1331.

 

Portanto, eis a minha derradeira mensagem neste blog:

  

–  V Ã O     À     M E R D A  !!!


Para ouvir minha mensagem de Boa Páscoa, clique abaixo:

http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=36

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Deusa Natureza!

Dai-me o tempo de festa – verão –

E do repouso – viram?

Dai-me o tempo das folhas secas,

Galhos tortos, noves-fora,

Recomeçar do quase-nada. 

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Deusa Natureza!

Dai-me o poder  de  remover torres,

Mares e bobos sonhos :

Ser viril na ternura de um Chico de Assis

No sermão desolado da montanha

De entulhos e bagulhos.

*

Deusa Natureza!

Dai-me o milagre da multiplicação das  palavras.

Que elas instiguem nas crianças

O distante reino dos céus,

Reafirmem a decisão de malhar o Judas,

E justifiquem a intenção de crucificar  de novo o velho  Cristo.

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Deusa Natureza!

Dai-me o entendimento desta minha dupla convivência:

– Qual dos dois – Cristo ou Judas – ocupa

Uma cadeira vazia no bar,

Um vazio na gente?

Nesta idade, pessoa,

Às vezes,  sou um mini homem dileto,

Noutras muitas, um super rato discreto.

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Deusa Natureza!

Dai-me  um tempo

Para continuar sendo aquilo ou isto

Judas ou Cristo –

Insisto –

Mesmo que eu durma com o Diabo

E com  o Deus,  na mesma lama,

Ou que amanheça por entre as Madalenas,

Caifás, Pilatos, Herodes, Marias,

Ou mesmo Dimas, o bom –

Qual era mesmo o nome do mau ladrão?

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Deusa Natureza!

Dai-me a vontade de mesmo no roubo

Na força eu ser  bom,

Do começo ao fim.

E depois, ressuscite o santo, de mim

Decantado das cinzas ao vento,

Desde que  eu  continue, no fundo,

Sendo sempre aquilo ou isto,

Judas ou Cristo.

*

Deusa Natureza!

Dai-me a certeza do retorno,

Na forma de pássaro no arco-íris plantado

Para que eu possa cantar para alguém,

Mesmo que somente para mim,

Um retumbante Hallelluya. 

*

Deusa Natureza!

Dai-me um Ovo de Páscoa

Que na duvidosa placenta de vida

Da gema renasça, por encanto,

Isto ou aquilo.

É o que mais desejo.

Sinceramente, deste  teu

Cristo, mesmo que Judas.

Amém!

Eduardo Mamcasz, Poeta Quase-Zen.

 

Boa Páscoa – 2010.


Aos treze minutos depois da nota dez começou outro apagão brasileiro. Tomara que um raio caia na cabeça de quem estiver mentindo.  É que hoje, sexta-feira, 13, é dia de jogar praga.  Dia da gente lembrar do Judas. E por que? Primeiro, porque todo mundo tem um Judas sentado a seu lado: no trabalho, na escola, no ônibus, na vida. E o Judas com isso? Foi assim: Doze deuses (apóstolos) foram escolhidos para um banquete. Daí, aparece um penetra, o décimo terceiro, que vai ficando. O nome dele é Lorki (Judas). Morrendo de ciúme, ele puxa briga e mata Balder (Thiago), o bonitinho preferido dos deuses, que na foto aparece de rostinho colado.

Santa Ceia - photo by Da VinciTem gente que não acredita nesta história de azar na sexta-feira, 13. Por exemplo. Os Estados Unidos. Eram treze os estados que começaram o Big Brother da Morte. O resto, foi tudo comprado. O lema da bandeira tinha treze letras: e pluribus unun – de muitos se faz o um – e foda-se o resto. Tem mais. O símbolo-maior dos USA é a águia (Deus). Se prestar atenção, ela está revestida de treze penas em cada asa. Mas deu no que deu:

Torres Gemeas - detalhe WRC-NYQuando veio o cristianismo, a deusa da beleza Friga, que deu origem à palavra friadagr – sexta-feira, foi transformada em bruxa e mandada para a fogueira. Daí, toda sexta-feira, 13, ela e mais onze bruxas convidam o número 13, que é o Deus do Mal (Judas-Lórki) e ficam rogando pragas nos humanos. Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem sim. Judas, por exemplo, pode estar sentado aí ao seu lado, no trabalho, na escola, no ônibus, na vida.

Então, escute mais em Radio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618