outubro 2009
Monthly Archive
16/10/2009
Tem cidades que me lembram o dia, o sol. O Rio. Fica feio de noite. Outras, nada. São Paulo. Algumas, o abstrato. Minha Brasília. Ela é etérea. Cada cidade me reflete um símbolo anexado a ela. Sol é o Rio. Lua é Paris, a noite, a luz que reflete sombras nos invasores que repassam seu corpo, não desnudo de todo, e sua mente desbragada por completo. Então, Paris é a dama da noite. Não tem outra meretriz tão linda quanto ela. Com certeza. Testada e vexada. Tanto que resolvi ficar mais uns tempos por aqui, mesmo que tentado a voltar a meus fantasmas, que ainda são muitos, que nem os amigos e os inimigos, soltos por toda parte de minha mente insana:
A ópera opéra uma sinfonia de luzes tais que nem os sons das buzinas – todos, falsos. Assim é agora a Opera de Paris. Ela transmuda do vermelho para o verde para o amarelo para o azul até chegar ao amanhecer, quando ela dorme invadida por todas as não-luzes.
O que mais me assombra num arco não é o que lhe volteia mas o que por debaixo dele passa por igual, vencido ou vencedor, todos domados pelo Arco do Triunfo. Este, no final, é dele. Nem de Napoleão. Nem de Hitler.
Disque M para Matar. M de Mar. Maresia. M de Montanha. M de menos. Que Mais? De Metropolitain? 
15/10/2009
Graceland Dream show, com direito a Monsieur Elvis e tudo, no bairro distante de Paris, na Porte de Vincennes, no domingo de despedida da velha garagem de ônibus que vai se tornar centro comunitário com 72 mil metros quadrados de área. Seguindo a moda atual de Paris, tudo na moda dos anos cinquenta, inclusive o brocante de coisas usadas, ainda que pouco, mas antigas. Depois, dona Marlise e um cara todo artistão que não funcionou direito, mais uma puta cantora do interior do sul dos Estados Unidos. Daí, um passeio pelo brocante onde depositei três euros em troca de um par de tênis no ponto, tipo camurça. Gastei ainda num belo chope da Bélgica, E, por fim, dá-lhe Elvís neste domingo bem barato em Paris. O transporte ainda estava por conta do cartão Navigo Decouverte. Só não achei ainda a minha mulher no meio da festa. Quem sabe ela está em outro lado da Cidade Luz .


12/10/2009
Estava eu hoje de manhã, 12 de outubro de 2009, a flanar por Paris, à procura, mas nem tanto, de minha mulher, que ainda não apareceu, quando eis que, de repente, a saudade bateu forte.Foi no lado de fora do Jardim de Luxemburgo, onde está o Senado, no lado de dentro.
A saudade não foi da florzinha sumida em Paris mas de Hanoi, Vietnam, onde estivemos há quatro anos, e tudo por conta de uma exposição de fotos, na grade trabalhada do Jardin du Luxemburg, sobre a vida na Indochine (Viet Nam, Laos, Cambodja, sul da China e Birmânia, atual Yanmar).
E a foto que bateu fundo foi esta abaixo, do pai dormindo ao lado de um filho, numa jangada lá do Mekong.
Junto, a poesia de arrepiar:

“Se um dia eu me transformar em lua nascente
Que tu sejas um arrozal, meu filho…
Se um dia eu me transformar numa planície
Que tu sejas um pequeno animal, minha criança…
Se um dia eu me dissolver nas águas do rio
Que tu sejas a minha luz, meu querido…
Mas se um dia eu me transformar numa borboleta
Então, meu rebento, que tu te transformes em vento.”


Isto me fez lembrar da minha florzinha, será que ela passou por aqui nesta rua de Paris?
Foi de quando ela estava dormindo e eu disse para ela:
Flor, quando tu dormes, me dá, sei lá, saudadades …
E mesmo que, no sonho, tu saias, agora, voando
Eu te acompanharei, no olhar,
Até teu chegar , feito criança, no depois das águas do nosso Infinito:

12/10/2009
Olha só o email trés simpatique que recebi de resposta do pessoal do Archange Gospel Coral que cantou na Eglise de la Madeleine, na jornada contra a Depressão na France, e a quem eu tinha mandado as fotos que eu tirei, e algumas estão postadas mais abaixo:
“Monsieur Mamcasz
Obrigado vossé !
Merci pour votre témoignage et la gentillesse de votre message.
Toute la chorale Archange Gospel vous remercie pour vos superbes photos !!
On espère que vous aimez Paris ! Bonne fin de vacances et dites bonjour au Brésil pour nous !!
Peut-être un concert à Rio de Janeiro ? Pourquoi pas ?
Muito beijos !”

Archange Gospel
Merci digo eu e agora deixa eu sair pelas ruas e jardins e brasseries e boulangeries e patisseries de Paris para ver se encontro minha mulher que continua sumida. Está chegando a hora de voltar e, sei não, sem ela apelo até pro Monsieur Nicô, le president, e prometo até fazer uma campanha pro Brasil comprar os aviõezinhos deles.
Quem quiser ouvir algumas músicas desse coral lindo dê um pulo no seguinte site:
http://archangegospel.fr/accueil.htm
Au revoir.
10/10/2009


Bons tempos aqueles em que eu mandava cartão postal das minhas viagens quando @s amig@s só recebiam minhas novidades uns dez dias depois de eu ter chegado de volta.
Agora, sou informado quase ao vivo, pela internet:
O amigo Marçal, de Porto Alegre, chorou pela morte de Mercedes Soza.
O amigo Laet, do Rio, tem um casal de amigos também aqui em Paris.
O amigo Roberto, do Rio, lamentou minha dura vida de polaco.

O amigo Eduardo, de Curitiba, marcou de bebermos o mesmo vinho Beaujaulais, na mesma hora, ele com a Lu lá e eu com a Cleide cá.
O sobrinho André, de Ponta Grossa, filho do meu irmão João, pediu muitas fotos de Paris para vermos juntos em Brasília.
O amigo Rodrigo, do Arizona, está em Hong Kong e a Rô em Brasília.
A Glória, amiga gaúcha de Brasília, me disse que o irmão dela está vindo passar o aniversário dele aqui em Paris.
O amigo Flavinho me falou do Festival de Jazz de Ouro Preto, onde ele foi com a namorada Carina, de Barcelona, e eu respondi que aqui em Paris tem uma rádio que só toca jazz, dia e noite.

Enfim, vamos então para festa desta noite, sábado, aqui em Paris. Foi um lindo show, une brocante insolite, festa comunitária no centre de bus de Lagny, na Porte de Vincennes, lado branco de Paris, classe média, nada de negro, turista, latino, argelino ou imigrante.
O local: uma garagem de ônibus com mais de cem anos de existência e que vai ser transformada num véritable lieu a la vie. Tudo de graça. Das nove da manhã às onze da noite. O melhor começou às nove da noite. E se estendeu até quase à meia-noite. Foi uma verdadeira jam-jazz-session.

Mas tudo isso para falar que encontrei nesta festa, num subúrbio limpo de Paris, neste sábado, uma grande amiga, a Marlise, gaúcha de Brasília mas que mora em Buenos Aires. Ela era a animadora da festa, ici em Paris, um atriz, cantora, fingindo ser dos anos 50, mas a cara escarrada da mocréia. Na hora, me lembrei da minha mulher, que continua sumida aqui em Paris. E olha que, por causa da festa, tinha até meio esquecido dela. Mas com a chegada da Marlise, o mesmo jeito, a mesma cara, o mesmo deboche, o mesmo riso, fui falar com ela e perguntei se tinha visto a minha Cleide por Paris. Ela olhou para mim e apenas perguntou: Mamcasz, você ainda tem feito aquelas poesias concretas malucas? vai ver que foi por isso que a Cleide sumiu em Paris. Então, para vocês, algumas fotos da Marlize, ici em Paris.

10/10/2009
Rapidinho que hoje é samedi, tô tirando da máquina, editando e postando tudo aqui da Place des Vosges, a praça mais chique do mundo, ao lado das casas do Balzac e do Victor Hugo, tem wi-fi e tudo.
Primeiro, a visão que tive agora há pouco perto da estação de Simplon, indo para a Porte de Clignancourt, para o Mercadão de Ouen. Fica depois da Gare du Nord. Quanto mais para a parte norte de Paris, mais escurece, mais preto fica, e mais pobre.
Estava havendo esta manifestação dos africanos que fogem de seus países e ditadores tribais para escapar da morte, por facão ou por fome, e se escondem nas cloacas ici de Paris. Eles estão pedindo a regularização dos papéis deles como refugiados. Mas como são pobres, e além disso, pretos, tudo fica mais difícil.

Mas como Paris, dizem, tem uma manifestação pública para cada dia do ano, e uma vez a cada século o povo se revolta e corta a cabeça dos reis e rainhas, esta outra foi dos branquelos classe média, que trabalham nos Correios, que é estatal, e que o governo quer privatizar, então eles acham que não podem perder esta boquinha pública. Abaixo, um dos cartazes, na rua de Moufetard,mais antigo, mais branco,mais central. Lógico que isto foi coisa do Partido Gauche, de esquerda, que nem o pessoal metalúrgico.

10/10/2009
Saída básica de sexta à noite ici a Paris.
Primeiro, na região dos Halles, com uma porção de bares da moçada.
Fomos ao Le Vieux Leon, para o show de um alemão maluco, que só toca banjo do sul dos Estados Unidos.
Dad Horse Experiences.
Gratuit. Fora as bebidas, claro. Chop, 3,50 euros, Caipirinha, 7 euros. E por aí vai.
Depois, umas caminhadas, cheio de gente até depois da meia noite, passando pelo Beaubourg, Centro George Pompidou, com uma exposição dos 60 anos de RATP, rede de transportes de Paris.
Au bientot, a las fotôs:


09/10/2009
08/10/2009
Para não dizer que eu não falei de flores, quer dizer, de Paris, aí vão algumas fotos em torno do Arco do Triunfo, no começo da Avenida Champs Elisees. Por sinal, uma delas foi publicada hoje no jornal de Paris, o Le Figaro, pensando o que? Duvida? Clique aqui, ó:
http://www.lachainemeteo.com/votre-meteo/photo/communaute/l-arc-avant-la-tempete_paris-08_13520.php
Tem outras. Onde? Aqui, ó:


08/10/2009
A cada ano, na França, quinze mil pessoas cometem suicídio, sendo 24 delas, neste ano, só na France Telecom, por causa da instabilidade das condições de trabalho, muitas delas se jogando dos prédios. Por isso, foi realizada hoje a jornada européia contra todas as formas de depressão. Como foi dito, ela pode ser provocada por discriminação, crise financeira, desemprego, desamor ou desafeto. O ponto final da jornada foi na Igreja da Madalena, na verdade, um palácio, construída apenas para coroar um daqueles reis chamados de Luís da França. E saiu ganhando quem apareceu, na verdade, a igreja encheu de gente, para ouvir os dois espetáculos, corais de gospel, uma verdadeira bênção e, o melhor, sem gastar um centavo. Programaço que empresa nenhuma de turismo iria colocar num desses pacotes fajutos. Veja as fotos abaixo e saiba o que você perdeu e eu ganhei. Se quiser saber mais sobre os suicídios, dê um pulo no site deles:
http://www.france-depression.org

- Faixa na frente da igreja da Maria Madalena, em Paris, para a jornada européia contra todas as formas de depressão

- Maestro Aimé Nsossani e o Archance Coral na Eglise de Madelaine em Paris, quando cantava Khumbaya
Para ouvir este coral dê um pulo no site deles:

- Coral Archange Gospel quando cantava We Sall Overcome na Eglise de Madelaine em Paris Segundo coral da noite na Eglise de Madeleine em Paris contra a depressão. É o Emmanuel Gospel Chor, dos Estados Unidos, cantando Deep River

- Gaither Vocal Band, de Louisiana, USA, cantando o spiritual Great Getting’up Morning, na Eglise de Madeleine, em Paris
Para ouvir estes gajos, que são do Emmanuel Gospel Choir, em Paris, dê um pulo no site deles:
http://www.emmagospel.fr
08/10/2009


Estou ficando doido enquanto minha florzinha não reaparece. Em todo lugar, vejo uma mulher, penso nela. Nesta uma, dormindo placidamente na Praça de Voges, a mais linda do mundo, deu vontade de ir até ela e perguntar se, por acaso, ela tinha visto a Cleide. 
Até mesmo nesta mulher abaixo deu vontade de chegar e perguntar e só não o fiz porque ela dormia tão tranquilamente, no Jardim Atlantique, perto do Museu da Resistência francesa na Segunda Guerra, e repare só como ela deixou os sapatos tão bem colocados.Chique…

E assim foi com todas as mulheres com quem eu fui cruzando em Paris. Em cada uma delas, parecia que era ela. Vou acabar ficando doido. Se alguém souber do paradeiro da minha fêmea me avise.
07/10/2009
Pois é, gente. No cemitério Pière Lachaise eu fui hoje à procura do eterno Jim Morrison, do The Doors, sobrinho André cadê o vídeo dele no You Tube, e também atrás da minha fêmea, pois foi perto de lá que eu a perdi, ontem, e até hoje não tive notícias dela ainda, mas resolvi esperar mais alguns dias.
Sobre o cemitério, tem osso desde 1804 e carcaça de gente muito ilustre, uns putas fantasmas de respeito, ainda que depois de comidos pelos vermes fiquem tudo igual: Balzac, Oscar Wilde, Cyrano de Bergerac, Edith Piaf, Ives Montand, Chopin, Allan Kardec e muitos outros.
Acontece que os franceses são uns merdas mesmo em duas coisas, ou seja, indicar a direção, sinalizar, ajudar no roteiro, e em fornecer local adequado para a gente mijar, cagar, ir ao toilete, não tem nem nos bares, lojas de magazine, estações, nada.
Então, enquanto me batia para achar o túmulo do grande Jim Morrison e a figura viva da minha florzinha amada, e olha que tinha gente se batendo com o mapa na mão e o GPS na outra, e nada.
De repente, num super acesso da minha mente e mais de mil caminhadas zonzas, dou de cara com um túmulo encardido, de 1835 e, voilà, atrás dele, algumas flores, uma tumba mixuê, e o local mais visitado do cemitério Père Lachaise, em Paris, pois o segundo é do mestre Allan Kardec.
Atenção, que este momento é sagrado:




Apertado, agora de verdade, emocionado pela visita ao grande Morrison, vou ficando meio esverdeado porque, realmente, não é nada fácil você querer mijar, de verdade, e não ter onde. Quer dizer, num momento, me esqueci da falta que a madame está me fazendo, procurei um lugar mais sossegado do cemitério, em cima do muro, tirei o pau pra fora e não tive dúvida. Mijei em mim mesmo. Os flashs dos japoneses começaram a espoucar. Fodam-se.

Eis que me dou conta que mijei num lugar sagrado para os franceses, também, quem mandou eles esconderem o caminho para chegar ao maioral Jim Morrison? Você sabe o que era o muro onde dei a maior mijada da minha vida. Pois foi ali mesmo que foram fuzilados 147 dirigentes da Comuna de Paris. Fazer o que. Vamos a luta para ver se acho a minha mulher perdida em Paris. Se alguém souber dela, me avisa ta? Que agora to indo fazer duas visitas especiais, depois da do Morrison. Uma é para o polaco conterrâneo, o Chopin, e outro para o Kardec. Fui.
06/10/2009
Daqui a pouco eu falo desta tarde em que me perdi num cemitério aqui em Paris mas agora deixa eu contar do meu desespero deste momento e me desculpe qualquer erro. É que depois de uma discussão muito da boba, parecendo coisa de pós adolescente na primeira viagem ao exterior, minha florzinha, fêmea minha há 29 anos, foi para um lado e eu, polaco birrento, para o outro. Então, se alguém souber do paradeiro dela, pelo amour de Dieu, me mande um email, certo?
Mas, sumiço dado, deixa a polícia francesa fora disso, sei das histórias dela entregando judeus pros alemães na Segunda Guerra ou matando árabes na Argélia só porque eles queriam ficar independentem, mas, se alguém souber da minha florzinha, me liga, tá?
Sumiço feito, entrei na igreja em frente do Père Lachaise, da minha protetora Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pedi para ela acompanhar a florzinha por Paris, e peguei o primeiro ônibus que de repente estava na barra pesada da Gare du Nord.
Sozinho, largado em Paris, desci, e logo na calçada vejo cinco meganhas franceses na porta minúscula do bar do nego turco. Parei, olhei e vi o que você passa a ver comigo nesta foto:
Passado o fato, os tiras franceses apenas tiraram fotos, acharam tudo exotique, voltar para seus camburòes tirando sarro um do outro, fui eu conversar com a negona. Ela se chama Gilberto, nasceu em Goyas, oui, bien sûr, Goyaz, Brésil. Mas pode me chamar Gilbert, mon amour, etes-vous bresilien aussi? eu, hein, fui saindo que nem os tiras, alguém sabe onde anda minha mulher aqui em Paris?
E fui eu ceci-lá em frente. No ônibus lotado, o 38, na minha frente, a um palmo de distância, uma loirinha francesa falava assim, o rabo de cabelo no meio do quépi, é, parecia militar, inclusive no porte, mas aquela petite bouche de Brigite Bardot,meu, virada pro sócio dela, falando assim, ó, cada vez que ele provocava, e eu, calado, na minha mente me concentrei assoprando na orelha dela pra ver se ela sentia alguma chose de louco, meu:
– Oui, monsieur, non, monsieur – e molhava os lábios trazidos na ponta da lingüinha, oui, monsieur, que tal?
Desci. Entrei na Rue des Mules, perto da Praça Bastilhe, Rue de Rivoli, e, por causa do passo de mula só podia dar esta foto abaixo. Aliás, o que a gente ouve de voz brasileira ici em Paris, não só de bacana babaca mas também de gente se fodendo, ilegal, e não falo das ex-bichas brasileiras do Bois de Boulongne, que se mandaram pra Barcelona. Mas deu esta foto aí.

Daí, você vai me escrever, com certeza, o Mamcasz tá puto assim porque perdeu a Cleide dele celá em Paris. Ele nunca falou mal de nego. É, mané? E por que então, hoje, nas duas vezes em que encontrei os meganhas da gendarme francesa foi em Beleville, onde estão todos os negos escondidos ici em Paris (africanos, asiáticos, latinos, do leste europeu, indianos…) e a outra vez na Gare du Nord, uns quatro ou cinco camburões amontoados em cima da bichona negona brasileira.
Tudo bem. Então, vou falar mal dos branquelos franceses, europeus, raça pura e tal. Pois veja a foto abaixo. É de um legítimo cidadão da Comunidade Comum Européia. Não tô vendo nada de nego nele. E você, nesta foto abaixo, tirada na Rue General Leclerc, sei lá quem foi este porra.

Ah… se na foto acima você olhou apenas para a mulher, ula-lá, quer dizer que você também não gosta de nego, certo?
E se alguém souber da minha florzinha ici em Paris, me liga, tá? Pelo amour du Dieu.
05/10/2009
Metrô Hotel de Ville, saída Rue de Rivoli, peguei a Rue Lobau, primeira à esquerda, dobrei na Rue des Arquives, stopei no número 24, entrei na Eglise des Billets e, voilà, meus
amig@as. Nous sommes au Marais, Paris, France. Concerto de graça. No lado de dentro, tiro esta foto, tinha criança de mamadeira, dançando ao som de, primeiro, Amazing Grace, depois, Wonderfull World, daí, porra, viajei junto com o nego e a branca, os dois com voz de cantores de ópera, mas com ginga, mais o neguinho no piano, demais.
A viagem foi tão longe, não sei se você sabia, hoje choveu pacas em Paris, pelo menos aqui no velho Marais e eu, aqui no quentinho da igreja, com este som divino, me lembrei do molhado de quando entrei e, não sei porque, comecei a cantar por dentro de mim mesmo, ao me lembrar que havia dobrado na Rue de Lobau, aquela música do Lobão que diz assim, ó: Chove lá fora e aqui, em Paris, está tão frio…
- Dia de Chuva em Paris, no Marais velho de guerra, onde os judeus foram agora expulsos pelos bobos
Melhor mesmo foi quando cheguei aqui em casa, na Rue Daguerre, número 19, apartamento 203, depois de passear a tarde toda, de ônibus, só apresentando o cartão Navigo Decouverte, 17 euros por semana, depois eu falo disso mas agora deixa eu falar aqui em casa, um bom vinho tinto, francês, e por que não, mais um queijo, baguete, champinhon na manteiga, ligo o rádio, enquanto posto aqui esta mensagem e eis que de repente começa esta música, assim ó, fala meu bem, fazer neném, baila comigo, fica de quatro, lança perfume, peraí Rita que tô indo pra cama contigo, quer dizer, pera aí você que está me lendo aqui, depois eu volto. Au revoir, meu…. FUI!!!!
04/10/2009
Pois foi deste Palácio Real, em Paris, perto do Louvre e do Jardim das Tulherias, que a rainha dita Maria Antonieta saiu escorraçada pelo povaréu que a conduziu primeiro à prisão, na beira do Rio Sena, e depois, numa velha carroça, até a praça da Bastilha, onde teve a cabeça cortada e jogada pros cachorros.
Tempos depois, a nobreza se vinga do Zé Povinho e manda o falso imperador, dito Napoleão, apodrecer numa ilha distante. Tudo bem que o Napoleão hoje dorme tranquilo num puta palácio, o dos Invalides, olhando para a Torre Eifel e a casa do pensador Rodin, que tinha um caso com o Balzac, o que deixou a Camile Claudel tão doidinha quanto a Maria Antonieta na foto abaixo, com a lua cheia em riba.

Au revoir que vou dormir com a Brigite Bardot – na quinta começa a exposição dela e dos anos 60.
« Página anterior — Próxima Página »