maio 2012



Passeio e uma grande surpresa hoje em Berlim. Bem fora do circuito turístico. Friedrichshagen.  Em termos de Rio, só em termos de distância, corresponde a Quintino. em Sampa, a Itaquera, em Brasília, a Samambaia. Mas o trasporte, meu, nem comparação.

Fomos para uma Fest, trodelmark, mercado de pulgas, de rua, tudo misturado, Feira de Ipanema. Achamos seis copos de cristal para aperitivo por cinco euros. Dois tipo moedor de pimenta e sal, de cristal, grandes, um euro cada. E por aí.

 Mais um wurst da Turíngia. Uma cerveja von fass (chopão). Maior programa. Até música ao vivo. Na hora da nossa passada, uma banda com músicas americanas anos 50. E olha a surpresa. O maestro, ninguém menos do que o Andreas, justamente o nosso landlord, o que aluga o apartamento onde estamos.

 Foi tão de surpresa que ele parou de reger, e também tocar, porque é professor de música em Kopenick, para falar com a gente. Depois, apresentou a mãe, o pai, o vizinho, o cachorro. Muito do feliz. A gente também. Parecia até que a gente estava em casa.

Como diz a minha alemãzinha preferida, a Lili, não a Merkel:

SUPA! (superb, legal, demais).


A pedido de inúmeros amigos de madame Cleide de Oliveira,  minha companheira há trinta anos, volto ao tema sobre os gays de Berlim,  mas hoje de uma maneira séria.

 Pena que não possa colocar os nomes dos amigos porque o preconceito ainda existe e  leva mais de um ou uma colega de trabalho a não assumir  o que de fato é.

* * * * *

The gays from Berlin suffered at the hands of the Nazis and when sent to extermination camps they was chased by polish guards and by the jewish prisoners.

When the war ended, those who were alive were not released, but forced by the Allies to end the winning penalty to which they were condemned by the defeated Nazis.

When they returned to the community, still had to keep quiet because they had changed the reality that, in the 1900s, long before San Francisco and New York, Berlin was a city with free genus until now unseen altogether.

Os gays de Berlim sofreram nas mãos dos nazistas, foram mandados para os campos de extermínio, onde era perseguidos pelos guardas poloneses e pelos prisioneiros judeus.

Quando a guerra acabou, os que estavam vivos  não foram libertados, mas obrigados pelos aliados vencedores a terminar a pena a que foram condenados pelos derrotados nazistas.

 Quando voltaram para a comunidade, ainda tiveram que manter silêncio porque estava mudada a realidade que, nos anos 1900, muito antes de San Francisco e Nova Iorque, fazia de Berlim uma cidade com    liberdade  de gênero até hoje não vista por completo.

Die Homosexuell Berlin in den Händen der Nazis litten, wurden in Vernichtungslager geschickt, wo er von Wachen und von den polnischen jüdischen Gefangenen verfolgt wurde.

Als der Krieg endete, wurden diejenigen, die noch am Leben waren nicht freigegeben, sondern gezwungen durch die Alliierten, den entscheidenden Elfmeter, auf die sie von den besiegten Nazis verurteilt wurden zu beenden.

Als sie an die Gemeinde zurückgegeben, hatte immer noch den Mund zu halten, weil sie die Wirklichkeit, die, in den 1900er Jahren, lange vor San Francisco und New York, war Berlin eine Stadt mit freien Gattung bisher ungesehene völlig verändert hatte.

                             O histórico gay na capital da Germânia dos mil anos.

Já no começo do século passado, anos 1900, Berlim era uma cidade conhecida pela liberalidade quanto ao homossexualismo, muito mais adiantado do que as conquistas que só agora começam a conquistar de fato.

Estima-se que em 1928 existiam cerca de 1,2 milhões de homossexuais na Alemanha. Entre 1933 e 1945, mais de 100 mil homens foram registados pela polícia como homossexuais (as “Listas Rosa” pois eram obrigados a usar a mesma estrela dos judeus, mas cor de rosa).

Eles foram mandados para os campos de concentração, ou extermínio, junto com os judeus, mesmo sendo alemães, a partir dessa estação de trem de Nolendorf, que ainda existe, e uma simples placa triangular registra o fato, mais este símbolo fálico.

O investigador Ruediger Lautman acredita que a taxa de mortalidade de homossexuais presos em campos de concentração poderá ter atingido os 60%, pois os homossexuais presos nesses “campos da morte” para além de serem tratados de forma extraordinariamente cruel pelos guardas, eram também perseguidos pelos outros prisioneiros.

Outro símbolo do poder gay antes da chegada nazista a Berlim é o grande teatro na Praça de Nolemdorf, no bairro de Shonemberg, ainda hoje um reduto gay, e onde era a grande cena das peças de cabaret, de onde veio o filme e a peça, falando do nazismo, o judaísmo e o homossexualismo.

Pois para o público gay, acrescentado mais recentemente também do lado gay feminino, ou lésbico, o cenário preferido, embora se espalhe pela cidade toda, é justamente este histórico pedaço assim delimitado:

Duas paralelas (Motzstrasse e Nolendorfstrasse) entre a Martin-Luherstrasse e a Gleidistrasse, entre as estações de metrô de Nolendorf  de Viktoria-Luise, tudo na parte norte do bairro de Shonenberg, na antiga parte ocidental, não-comunista, portanto, fora do muro de Berlim.

Pois agora apresento minha eterna companheira que me predicou o respeito, entendimento e aceitação a todas as formas de gênero, sejam elas expostas ou reservadas, assumidas ou enrustidas,  masculinas ou femininas. Salve, salve, simpatia de minha vida. Amém.

Photo num café na calçada da Motzstrasse, Shonemberg, Berlim.

 (11-05-2012).

Serviço:

Blu Magazine – para homens gays:

http://www.pww.blu.fm

L-Mag – para mulheres lésbicas:

http://www.I.mag.de

Grande festa anual de gays e lésbicas, final de junho – Christopher Street Day :

http://www.csd-berlin.de

Hostel para gays – só aceita homens:

http://www.gay-hostel.de

Página na internet para encontros gays:

http://www.gayromeo.com


To change the false impression left yesterday, I`m going  today to the Isle of Nicholas, Meadle Age, to eat a einsbein with cachaça, very macho.

Halfway, I`m now stopped by a protest march against blacks screaming Mogadishu, they said, apartheid suffering here in Berlin.

Para mudar a falsa imagem deixada ontem, mudo o programa de hoje e vou até a Ilha de Nicolau, Idade Média, comer um einsbein com cachaça, bem macho.

 No meio do caminho, sou barrado por uma passeata de negros de Mogadício berrando contra, segundo eles, o apartheid que sofrem aqui em Berlim.

(Só para relembrar. Uns anos passados, nos tempos aqui da Alemanha Oriental, a dita comunista, esta Catedral ao fundo não podia ser vista porque tinha o Palácio da República, hoje um gramadão verde na beira do rio. Descobriram, na queda do muro, que o palácio socialista estava bichado, por causa do amianto usado na construção, material comprado do mesmo país africano dos atuais protestantes, então governado por ditadores comunistas corruptos.)

*******

Um den falschen Eindruck zu ändern, ist gestern, habe ich das Programm ändern und gehen heute auf die Isle of Nicholas, mittleres Alter, essen eine einsbein mit Rum, sehr Macho.

Auf halbem Weg dorthin, ich von einem Protestmarsch gegen Schwarze schreiend Mogadischu beendet, sagten sie, Apartheid leiden, hier in Berlin.

A polícia na frente, liberando as ruas, cercando pelos lados, acompanhando pelos fundos os vinte bicho- grilos ongueiros que davam suporte para os trinta neguinhos numa kombi emprestada, com alto falante, e eles na velha toada:

– Companheiros  (em alemão se ouve cológue).  Não aceitem a provocação da polícia. Companheiras, a vida continua!

Enquanto isto, eu fotografando tudo, numa boa, até que uma puliça me aponta a arma. Não tremo, velho companheiro macho que sou. A arma dela? Além da beleza, uma câmara de filmar. Faço pose, beicinho, coço o saco e tal. Daí só escuto um grito da poliçona:

– Polaquinho!!! Você por aqui? Mamzinho, mein querido. Que saudades…

Moral:

Difícil foi explicar a trama para a madame e também para os negos que me pensavam do lado deles, bom companheiro de jornada. E eu, na defesa:

– Gente. Repara no coque do cabelo da loira. E no jeito dela andar. De sorrir para mim. De  me chamar de polaquinho. Nein, neim, neim, mein fraulein. Juro que esta é a primeira vez que eu vejo esta poliça alemã chamada Lili.

– Ah é? E por que ela te chamou de polaquinho?

– Ora, ora. Para os negos eu disse que sou brasileiro. Para ela, que era polaco, bom de fama. Foi ontem, naquele café dos bibas, em Shönemberg.

Final do lero.

Para acabar a confusão, que entrou no microfone da kombi dos negos, foi preciso uma conferência entre polícia, ongueiros e neguinhos, até liberarem o polaquinho e a passeata seguir em frente, sem graça nenhuma. 

– Gigolô! Mein polaquinho!

– Psiu, fraulein. Continua filmando que depois a gente revela.

E assim recupero minha imagem de polaco macho aqui em Berlim.

 Só teve um negócio. Madame, como sempre, deu a última palavra:

– Lá em casa, florzinha, na Pariser Strasse,você não passa esta noite. Vá dormir com esta tua alemã da poliça.

Quem conhece a madame pode confirmar. Quando ela manda, o melhor é obedecer.

– Péra um cadinho só, Lili, que a gente já recomeça otra veiz, tá, mein lieben.

– Faz beicim, polaquim, prá mim…

Tchuss prá vocês.


My day, today, here in Berlin, was only to follow my   madame around the gay piece, since the days of Uncle Adolf, Hitler, at Shönemberg. And this post goes to the major of now Berlin, Klaus Wowereit, assumed gay. He says that this city is poor but very sexy. This is true. And very beautiful.

 O dia hoje cá em Berlim foi de apenas acompanhar madame no pedaço gay, desde os tempos do tio Adolfo, o Hitler, em Shönemberg. Este post é oferecido ao prefeito de Berlim de hoje, Klaus Wowereit, um gay assumido. Ele diz que esta cidade é pobre mas muito sexy. É verdade. E muito bonita.

 Mein Tag, heute, hier in Berlin, war nur zu meiner Frau um den Homosexuell Stück folgen, seit den Tagen von Onkel Adolf, Hitler, an Shönemberg. Und dieser Beitrag geht an den Bürgermeister von Berlin nun, Klaus Wowereit, angenommen Homosexuell. Er sagt, dass diese Stadt sehr arm, aber sexy ist. Dies ist wahr. Aber so schön.

Na condição de um mero simpatizante, segui dona Cleide, mudo, só olhando, primeiro o bar que o casal David-Igor frequentava nos anos 70, então bibas pobres (só tô repetindo). Quem? David Bowie e Iggy Pop, meu.

Depois, madame me conduz pela mão até a casa onde nasceu a diva deles todos deles e delas, porque o pedaço é de gays e lésbicas, muito bonitos por sinal (ih…). Ah. Falo da diva Marlene Dietrich. Que pernas … um anjo, inda que azul.

Marlene Dietrich está enterrrada aqui perto, túmulo florido, simples, mas a coisa mais liiinnnndaaaaa do Universo todo, neste pedaço dos gays em Berlim, quem já viu Cabaret? – coitados, foram quase exterminados, que nem os judeus e os ciganos, pelos nazistas. Sobreviveram. Os bandidos, não. Quer dizer, tem skinheads e neonazistas voltando lá das bandas de Pancow.

 Mas, continuando que acaba de passar por mim um casal germânico musculoso, madame que me aponta, e o que mais me chama atenção são, realmente, os bicipes da dupla, que, anoto, não combinam com a minúscula e chique bolsinha de presente comprado na butique ao lado. Mas, enfim, tudo bem, eles é que estão carregando. E o peso deve estar enoooooorme que resolvem parar para mais um cafezinho. E eu também…

Ah… só para fechar.

Madame me leva de novo pela mão até um bar, vamos lá que é o máximo, diz ela, e se chama Sorgenfrei, tudo dos anos 50, mobília, som ambiente, mesas de fórmica, caixas de som…

Peço de cara  um pedaço de torta daquelas quadriculadas, chocolate e marzipan, ein stuck nugatmarzipan, e engato uma conversa com o musculoso atendente, simpático, sim, bonito, adianta madame, e pergunto para ele, em inglês, o que significa, em alemão, o nome do bar, Sorgen, porque frei eu sei que é de graça, livre, à vontade, só falta então o tal de Sorgen. E a biba, bem sério, me olhando nos olhos:

– Polaco, sorgen é a mesma coisa que salame, salsicha, tá sabendo?

– Num tô não, corto o papo, como a torta, mais gostosa do muuuunnnnddooooooo, numa mesa muito da chiquerrézima, saca só as fotos, mané, e sem qualquer  comentário, tá?

 

And now, minha  madame, a dita florzinha, que me levou pela mão por este pedaço gay chique de Berlim,  dizendo tchuss=beijinhos (mas fazendo beicinho, em alemão).

–  Eu não! Nein!

– Florzinha!!!

Mais detalhes deste incrível bar em:

http://www.sorgenfrei-in-berlin.de/

 

Mais detalhes deste incrível bar em:

http://www.sorgenfrei-in-berlin.de/


Friedrichshain, the Communist side, and Kreuzberg, the capitalist side, both dominated by the victors in Berlin, therefore, were free of judgment at Nuremberg (Siberia, Hiroshima, etc.). Both, however, remain together before and after. But are its days numbered. The invasion of artists gives rise to the bourgeoisie. Join them migrants, Slavs, Turks, Asians, Africans and Latinos. This is Berlin.

Friedrichshain, do lado comunista, e Krfeuzberg, do lado capitalista, os dois na Berlim dominada pelos vencedores que, por isso, ficaram livres do julgamento em Nuremberg (Sibéria, Hiroshima,etc). As duas, no entanto, continuam juntas, antes e depois. Mas estão com os dias contados. A invasão dos artistas dá lugar à burguesia. Juntam-se eles aos migrantes, eslavos, turcos, asiáticos, africanos e latinos. Das  ist Berlin.

Acontece que , em função da invasão burgueza que acontece em Berlin, expulsando os hippies e alienados, primeiro do Norte Kreuzberg, depois de Prezlauemberg, agora de Friedrichsain, amanhã ninguém mais sabe onde, porque nos subúrbios os doidos serão rechaçados, não pelos alemães, mas pelos eternos imigrantes. Mas voltemos às mudanças que acontecem, hoje, no ex-bairro operário pobre comunista, nem todo mundo era proletário:

Um exemplo forte da recuperação do bairro sempre largado para escanteio em Berlim, desde os tempos dos nazistas, depois comunistas, Friedrichshain, é a recuperação que está sendo feito ao redor da Knoorpromenada, uma pequena rua que hoje completa 100 anos, tinha até um mini-portão de Brandeburgo, prédios com fachadas trabalhadas e tudo e que agora, ressurge depois de décadas de cinzas. Ei-lo o que será:


No meio do Grosser Stern (Grande Estrela), cinco caminhos cruzam o Tiergarten de Berlim. No meio do meio, uma estátua chamada de  Goldeslse. Na verdade, é a Coluna da Deusa da Vitória (da Alemanha, então Prússia, no século XIX, contra Dinamarca, Áustria e França).

Ne verdade mesmo, a deusa Vitória foi retirada, em 1938, pelos nazistas do local original, em frente ao Reichstag, para dar espaço ao grande tombo da Germânia.

 Na verdade, verdade, mesmo, a estátual é conhecido em todo mundo como O Anjo. Depois da cena dele sair voando por sobre Berlim no começo do filme do Win Wenders, 1985, Asas do Desejo.

Mas que esta estátua da deusa Vitória, uma Anja Ariana, provoca desejos, lá isto provoca.


Mulheres alemãs querem maridos judeus.

The German people today did not get rid of non-trauma, they were others, but full of complexes, such as unconditional defeat in the last two world wars, Nazi-killing Jews, Communism and Fascism, which divides, even today, in either half of Germany, more capital Berlin. And the German Jews, because Judaism is religion, not citizenship.

Das deutsche Volk heute nicht loswerden Nicht-Trauma, sie waren andere, aber voller Komplexe, wie bedingungslose Niederlage in den letzten zwei Weltkriege, Nazi-Mord an den Juden, Kommunismus und Faschismus, das teilt sich auch heute noch, entweder in halb Deutschland, mehr Hauptstadt Berlin. Und die deutschen Juden, denn das Judentum ist die Religion, nicht Staatsbürgerschaft.

O povo alemão até hoje não se livrou não de traumas, que estes foram de outros, mas de completos complexos, tais como: derrota incondicional nas duas últimas grandes guerras, nazismo-massacre de judeus, e fascismo-comunismo que divide, ainda hoje, nos modos, metade da Alemanha, mais a capital Berlim. E os judeus alemães, porque judaísmo é religião, não cidadania.

Pois hoje vamos aos judeus. Já foram indenizados, não nas vidas, mas nos bens estão de volta. Aqui em Berlim, tem  a grande sinagoga, riquíssima, abóboda externa de ouro, tem os bancos, as universidades, o sistema financeiro, museu da história judáica nos últimos dois mil anos (Kreuzberg), mais a grande área repleta de blocos negros do tamanho da imensidão da tragédia.

Sem contar, ainda, os inúmeros pequenos monumentos, às vezes uma mesa e uma cadeira de aço, ao lado a fatídica mala de partida, ou então a Gleis 17, em Grunewald, apenas os trilhos de onde partiam os trens sem volta para o enorme campo de extermínio, não de concentração, na Polônia, o Auschvitz, embora nada haja a respeito dos ciganos, gays e dissidentes também exterminados.

Mas o que para mim mais me marca aqui em Berlin no doloroso êxodo judio é um monumento situado numa praça particular, na antiga parte comunista, que não é bem visto nem pelos alemães e muito menos pelos judeus e explico:

Block der Frauen, Bloco das Mulheres, Rosenstrasse, na frente de onde era a Gestapo-KGBCIA-SNI. Nos últimos meses da guerra já perdida, Hitler, via Goebbels, resolve terminar de vez com os judeus, porque ainda existiam uns quatro mil, preservados porque eram casados com mulheres alemãs e filhos idem.

Motivo deste monumento não aclamado mas que diz da importância dele para a preservação dos dois mil últimos judeus, cidadãos alemães, casados com mulheres arianas que foram à luta, povo unido, bradaram, greve de fome, e ficou a dúvida nazista: matar ou não matar mulheres alemãs. Diante do fato consumado, a guerra chegando ao fim, salvaram-se todos: as mulheres alemãs e seus maridos judeus.

As fotos do monumento Block der Frauen dizem tudo. Elas sim foram o futuro do presente da Alemanha. E não se fala mais em sionismo, comunismo, fascismo, nazismo, capitalismo e tal.

Sobre este monumento tem o filme da cineasta Maragerette von Trotta, de 2003, chamada As Mulheres de Rosenstrasse, e também o livro Resistante of Heart, de Nathan Stoltzfus. Deste, um trecho só:

“De repente, ouve-se um tiro. Quando o som se esvai, o único som que fica é o silêncio. Pois este foi o dia para mim ficou tão frio que congelou as lágrimas em minha face.”

The End. Or The Begining?


May Day in Berlin. The stick broke in Weding, working-class neighborhood. In Kreuzberg, migrants, the greater show. In Pankow, the neo-Nazis, all calm. The police ended up not having fun.

May Day in Berlin. Der Stock zerbrach in Weding, Arbeiterviertel. In Kreuzberg, Migranten, desto größer ist Show. In Pankow, die Neonazis, die alle ruhig. Die Polizei endete keinen Spaß.

Primeiro de Maio em Berlim.  O pau quebrou no Weding, bairro da classe operária. No Kreuzberg, dos migrantes, maior show. Em Pankow, dos neonazistas, tudo calmo. A polícia acabou não se divertindo.

 No Portão de Brandebourg, principal palco de Berlim, o PDG, tipo  CUT da Europa, fez um comício. Tinha de tudo. Até samba abraçado a saudosos comunistas. Em alemão e logo em seguida, em espanhol, tendo que ouvir:

– Companheiros e companheiras.

De bom que no lugar da cachaça 51, o chope espumoso, as companheiras mais gostosas, enfim, maior visual.

Viva o Primeiro de Maio em Berlim.

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