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 Na verdade, depois dos cinquenta, a gente não aguenta contar mais nada.

No caso da Rádio Nacional, o cartaz parou nos 50, mas hoje está nos 74 anos.

Vale o registro porque, noutras vidas, ela já foi tão grande quanto o é, hoje, a TV Globo.

E por mais um detalhe contradizente:

Em 1936, a Rádio Nacional era graaaaannnnnddddeeeee.

Hoje, não.

Em 1936, a Unidos da Tijuca foi campeã do Carnaval do Rio.

Pela primeira vez.

Hoje, ela volta a se-lo (?).

A outra, não.

Por isso, o cartaz tipo memory:

 Pano rápido para este carnaval de 2010.

Diálogo entre dois editores:

Segundo:

  • Acho melhor mudar a chamada desta gravação.

Primeiro: 

  • Qual?

Segundo: 

  • Você escreveu “Detran do DF multa 239 motoristas dirigindo embriagados”.

Primeiro:

        – ???

Segundo:

  • Vou liberar assim, ó:  Detran multa 239 dirigindo alcoolizados”.

Moral:

A mesma manchete na Globo foi assim, ó, mané: DETRAN PEGA 239 DIRIGINDO BÊBADOS.


Campanha da Fraternidade de 2010

 

Ouça tudo trocado em miúdo em Rádio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618


Prometi-me deixar @s bicinh@as em paz, agora que estão tão desiludid@s com o jornalismo estatal e tal.

Então, diante da chegada do BUZZ e da revigorada do ORKUT, vão aí alguns cartões de visita:

1)      Uhull… Vamos dominar a Radiobras meu povo heuaheuhauh…. Estagiários unidos…. kkkk

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=2440566796035566811&kw=estagiarias+radiobras

2)       Comunidade dedicada aos jornalistas, estagiários, técnicos, burocratas, e a todos que convivem ou que já conviveram em meio ao caos dessa empresa …“tão eclética, tão cheia de riquezas e misérias pessoais, tão repleta de histórias e destino. Tão brasileira, enfim”.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13766051

3)      Para toda a galera que passou pelo Clipping ou (Banco de Notícias) da Radiobrás e para os que continuam trabalhando por lá. Esse é o nosso ponto de encontro! Aliás, soube que  a moda das tias corocas hoje em dia  é a de ficar futucando, no aparelho estatal, no horário do trabalho, o twiter d@s pobres estagiári@s.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=368753

4)      Onde vc trabalha?

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=1735857&kw=estagiarias+radiobras&na=3&nst=11&nid=368753-1735857-13913585

5)      Alguém de 2001/2007?

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=368753&tid=3370793&kw=estagiarias+radiobras

6)      krkrkkppvcbjabkkkkk…

TÁ?


                               Samba do Crioulo Doido na Esplanada dos Mistérios.

                             Quatro milhões de reais foram retirados do nosso bolso candango direto pro bicheiro de Nilópolis molhar o bico da Beija Flor prá mulata mostrar a riqueza do sertão, no caso, aqui de Brasília, pródiga, multipartidária, uma bela dona cinquentona  assediada por um bando de goianos roceiros vindos da Bahia, Pernambuco, São Paulo e tanto ditos rincões.

                            Na  assumida maior roubada, sambaram   os comprados sambistas do Rio, enquanto os coronéis de araque do cerrado que compraram a bela escola de samba carioca dançam nestes  dias de festa “momesca” na cadeia da PF-Papuda, espécie de    Bangu-Carandiru aqui do DF.

                          O governador, no galho de Arruda, que largou a artista bonita e pegou a ninfa, está licenciado, porque no xilindró, enquanto o vice, Paulo Otávio, genro do JK, finge que é mas está, de fato, de olho naquilo que ainda não é, ou seja, o próximo personagem de um video X-9 qualquer.

                          No mais, resta o temor do PT do mensalão aloprado da cueca ganhar no colo a intervenção. Pode até ser tipo ministro da Defesa.

                           Entonces, duas coisas me chamam a  atenção neste miserável sábado de carnaval aqui na ilha:

                           1 – A letra fatídica do samba enredo da Beija Flor deste ano, a maior roubada, digna de vaia:

                          No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã.  Revolta, insurreições, coroas e brasões.  Batismo num clamor de liberdade! Segue a missão, a caravana em jornada.  Enfim,  a natureza em sua essência revelada, firmando o desejo de realizar. A flor desabrochou nas mãos de JK.                    

                               2 – Aliás, o samba enredo da roubada da Beija Flor começa justamente com os primeiros acordes do Guarani que são usados desde os tempos do popularesco bolivariano ditadorzinho Getúlio Vargas, que adorava nomear  interventor. São os  acordes que fazem a entrada de A VOZ DO BRAZIL, carro-chefe da estatal Agência Nacional-EBN-Radiobrás-EBC-Rádio Nacional.

                        E por que coloco a Rádio Nacional no meio?

                       Porque sempre no meio de qualquer coisa … tem coisa, né? Entáo, lá vai.

                      No tempo de Getúlio, tempos de ouro do rádio no Brasil , a Rádio Nacional usou, no dia 29 de janeiro de 1936, no primeiro programa A VOZ DO BRASIL, tu sabes o que? Uma edição especial com as escolas de samba do Rio. E tem mais, mané sambeiro:

                    O samba enredo da    Estação Primeira da Mangueira, naquela época, tal qual  a Beija Flor de Nilópolis, hoje em dia, mamou uma grana do Estado, bicheiro ou treteiro. Em troca, o especial foi divulgado, na íntegra, pela nossa co-irmã, a Rádio Nacional do Terceiro Reich, dos nazistões-fascistas-hitlerianos, aliás, naquela época, também aliados dos comunistas de Stalin.

                   Moral:

                   Tais vendo como o mundo rola sem ser uma bola?

                   Dica:

                   Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch


                        O diplomático Sindicato dos Jornalistas do DF do Arruda e da PF está com o surpreendente texto neste último boletim, o NR:
 ” A Comissão de Ética da EBC, encarregada de apurar as denúncias de assédio moral na empresa, anda muito devagar, quase parando. A funcionária Deogracia Lopes Pinto Diniz, por exemplo, fez uma denúncia de assédio moral há mais de um ano e seis meses e até hoje a presidente da Comissão, Mariangela dos Reis Costa, não apresentou parecer conclusivo. Se depender dessa Comissão, a ética vai morrer paralítica. Alô Cruvinel! “
                       Mas justiça seja feita. Nas páginas centrais, as amarelinhas, pagas, no espaço publicitário, tem uma longa entrevista com a presidente da EBC ( a Rádio Nacional, embora não pareça, dela faz parte).  Abaixo, o trecho que aborda (não é aborta) o assédio:
  NR – A segunda comissão cuida do problema do assédio moral.
Tereza – É claro que eu jamais compactuarei com o assédio. Mas é preciso ter cuidado de não confundir cobrança de desempenho, por exemplo, com assédio.
 NR – Espera-se que a comissão tenha bom senso, mas ela já foi constituída?
 Tereza – Trata-se de uma comissão de ética para apurar denúncias. É presidida pela advogada Mariângela dos Reis Costa e tem em sua composição Wania Lúcia da Silva, da Secretaria Executiva, e Mario Marcio Simões, do RH. A tarefa da comissão não é fácil, se há denúncia é preciso apresentar os nomes dos que praticam o assédio e cobrar resultados.
                       Moral:
                       Cipas e Comissão de Funcionários continuam emudecidos.

                       Para saber como o assunto esteve na CIPA anterior, ide até:

                       http://cipa-ebc.blogspot.com/


–  Funciona 24 horas por dia;

–  Em língua estrangeira, inclusive árabe, e, em especial, na região do Mercosul, com o Llamando America;

– Recebe 145 mil cartas por mês, mandadas por ouvintes do Brasil e do mundo;

– É a emissora líder de audiência;

– A primeira a usar manchete no começo do assunto, em texto ligeiro, preciso, curto e de fácil assimilação, principalmente pelo povo analfabeto;

– Em Copa do Mundo, a Rádio Nacional lidera o ranking das emissoras.

CORTE RÁPIDO!!!

Ingênua criatura.

Estou falando da Rádio Nacional em 1945. Repórter Esso, Heron Domingues…

Hoje, um belo fantasma amargurado à espera da já ultrapassada fase digital.

Todos cantando pelos porões, de madrugada:

Esta é uma transmissão experimental da sua nova RÁDIO BRASILLLLLLLLL !!!!!!!


A estagiária com olhos de camelo aqui do meu lado na rádio também é editora de um baita zine envolvido com as questões esqueitistas do Distrito Federal e cercanias.

No número três, que saiu agora, tem os roqueiros da banda Body in Flames, da Ceilândia.

Tem o Caos e a Palavra de Ordem.

Tem o tio do skate do DF, que é o Fubá.

Tem o Olho de Águia, em Taguá. Coisa do Ivaldo Cavancanti, fotógrafo de Brasília, com direito a Led Zepelin, Bukowsky, Kerouak , on the road e tudo.

 Então, ide lá, tá, e lê:

 http://doistempomag.com

 Ah… e o blog da parede da estagiária é este:

http://alemdasparedes.blogspot.com/

 


                             Estou neste domingo chuvoso (té que enfim)   limpando meus trecos libertários e dou de cara com um livro que ganhei da amiga Ana Landi quando a gente fez junto, em Sampa, na Bolsa de Valores, o MBA de Derivativos (?). Este livro  não tem nada a ver com economia financeira mas  tem  a ver com tudo noves fora, nada:

 

                            Cássia Eller, a gente se cruzava porque ela é cria de Brasília, Fundação Cultural, Paiolzinho, Escola Parque, e a minha turma era do Nuvem Cigana, Clube do Ócio, POrrETAS, Projeto Cabeças.  Inclusive, este livro, escrito pela Ana Landi, ouviu muita gente que ainda se espalha vivinha por aí (Irlam, Reco, Cristininha,etc).

                            Mas o que me pulou agora nos olhos, folheando rapidinho, foi a página 84, e por isso a Cássia Eller, eu a entrono na  galera dos Fantasmas da Rádio Nacional.

                          Em 1982, conta o livro,  Cássia Eller ganha o concurso de calouros da Rádio Nacional de Brasília, com troféu e tudo, ele está na casa do pai dela, em Fortaleza, quebrado.

                          Daí que o locutor da Rádio Nacional,  mais pro brega,  nada preparado no script, e sem conhecer a garotinha nem o pedaço lítero-marginal-candango,  começa a encher linguiça:

LOC: Você é aqui de Brasília?

CASSIA: Não, eu moro aqui.

LOC: Onde?

ELLER: Em casa. Com meu marido e meus três filhos. Meu marido é caminhoneiro. Beijo prá você, amorzão.

Clique e ouça:

http://www.youtube.com/watch?v=7-jqTN55UZQ

 


                             De volta ao meu recente aniversário.

                           Teve um presente que eu já estava indo trocar, dentro do prazo de validade, que nem a gente faz com pessoas, mas daí resolvi dar um olhar assim distraído que me levou a ser atraído de vez, que nem acontece com gente.

                           Na página 62, da minha idade, leio sobre a “abreviação da possibilidade” de certas pessoas que passam a vida “desossando palavras”e que são responsáveis pelas calçadas entupidas de letras que “caem das meias palavras  que empregam”.

                         O livro presenteado é o seguinte,  chegou logo depois do Bolanos do Arrais, quer dizer, soube que a Rosa e ele compraram, casualmente, na mesma hora e na mesma livraria que promove achados santos.

 

                             Na página 145, eu estanco num parágrafo que me leva direto para  algumas reuniões obrigatórias, aqui na Brazil,  quando existe uma espécie de tácito e mudo acordo entre a companheirada para a gente se comportar exatamente assim, ó:

                           “É bom se manter calado quando se está sob pressão, quando o nada que se diz se enrosca saindo da boca e se enrola como uma cobra em torno do pescoço e sibila como se fosse dar o bote. A gente sabe que a chefia detesta isto, o nada”.


                      Este post estou blogando no maior cuidado, até porque, este sim, fala de um espaço que deveria ter sido tombado, aqui em frente do prédio sede da EBC, em Brasília, na 712 Norte.

                   Aqui aconteceram fatos marcantes antes que as chefias tomassem conta, embora que no voto, democraticamente, dos espaços da Cipa, Comissão dos Funcionários e Conselho Curador da EBC.

                   Primeiro, um close do que era antes, palco de greve com partipação de fato,  e preste atenção na placa “deficiente” porque tem tudo a ver no que vai vir depois: 

 

                     Pois vejas bem como deveria ser este espaço destinado aos ditos deficientes de fato, físicos, de acordo com as leis de trânsito, ética, ongueira, cristã, macumbista ou seja lá de quem tiver o mínimo de bom senso. Deveria ser assim, livre, leve e solto para quem dele se faça solicitado. Preste atenção no vazio à disposição:

                         Pois mal.

                         Estou eu no cigarrinho matinal quando vejo um carro estacionado na vaga dos ditos deficientes. Resolvemos, eu e mais uns dependentes, esperar pela dona do carro.

                         E olha que quando existia CIPA, Comissão dos Funcionários e representante de verdade no Conselho Curador, a gente ficava de ollho nos ministros e ministras que vinham para o programa Bom Dia Ministro e estacionavam na vaga proibida e a gente ia lé e cutucava pra valer. (Temos fotos, inclusive de candidata).

                         E não é que eis que se achega  uma das minha chefes, carola, cristã, mãe de filhas, dita ética e ongueira, defensora de árvores e cadelas,  e se apossa do carro porcamente estacionado.

                         – Qué isso, F…, logo você que se diz tão ética, cristã, estacionando aí …

                         – Não, Mamcasz, eu avisei pro guarda. É que estou saindo pro curso de Gestão e Planejamento, no Hotel Nacional, com todos os demais gerentes da Rádio Nacional.

                         Moral:

                         Tô fudido na avaliação 300 Graus que tá vindo aí. E se me permites o segundo palavrão, pensei:

                         – Foda-se!

                         E daí me lembrei que estas vagas foram criadas para pessoas deficientes ótimas que nem a Larrise Jansen, competente por demais e que era explorada pela então gerente Márcia Detoni, vinda cheia de pose da fase de free-lanceer da BBC em Londres, colocando como sua assessora adjunta a empregada doméstica dela.

                       Mas a minha amiga Larisse Jansen, a quem não pedi permissão para blogar estas fotos, agora está numa boa, tanto profissionalmente, até mesmo porque as ongueiras de plantão quiseram atraí-la pra EBC, quanto fisicamente,  depois do transplante ósseo a que se submeteu.

                       Seguem abaixo as fotos da Larrissa, a quem as vagas de “deficiente”da EBC foram criadas e espero que a minha chefe ongueira-cristã-ecológica me entenda e crie vergonhe na cara (dela):

 


                              Criada no final de 2007, para dar lugar à Empresa Brasileira de Radiodifusão – Radiobrás, que deu lugar à Empresa Brasileira de Comunicação – EBN, que deu lugar à Agência Nacional, a sede da Empresa Brasil de Comunicação -EBC- finalmente apareceu hoje com a placa de identificação, ainda que a antiga, qual fantasma, continue no lusco-fusco da lembrança.

                             A EBC abriga várias empresas, inclusive a mais jovem, que é a TV Brasil, e a mais antiga, que é a Rádio Nacional:

                         Nítidas na parede encardida, continuam as letras, quais fantasmas, indicando a posse anterior que, no cotidiano, toma formas das mais estranhas nas entranhas da vida da comunicação oficial, estatal, governista, partidária do país chamado Brazil:

                        Na parte superior desta foto vê-se o antigo heliporto da Rádio Nacional. Ou seria mais um fantasma atacado pela menopausa histórica?


  

                            Extraído de um estudo válido quando a gente tinha  Comissão de Empregados e CIPA atuantes.

                           O assediador moral-sexual é uma pessoa “insegura, autoritária e narcisista”, que tem propensão à perversidade e facilidade para manipular quem abaixa a cabeça.

                          A pior forma do assédio moral, ou psicoterrorismo no trabalho, é  o sexual, que se configura quando a “liberdade sexual de outra pessoa é invadida” , com agravante se  a companheira for “molestada, constrangida ou humilhada” por alguém que use do poder hierárquico.

                      Atenção!

                      “O assédio sexual se torna evidente através de piadas jocosas relacionadas ao sexo, cantadas desmascaradas, insinuações vulgares e elogios a detalhes do corpo.”

                      O que fazer:

                    . Resista e anote com detalhes as humilhações sofridas.

                   . Dê visibilidade do fato a pessoas de confiança.

                  . Evite conversas isoladas, sem testemunhas.

                  . Crie coragem e denuncie  à chefia, Comissão de Empregados, Cipa, Sindicato, etc.

                 . Ou melhor ainda. Se não confiar nelas, vá direto à Delegacia da Mulher.


                      Acabo de ler o que aconteceu debaixo de minhas vistas cansadas, no ambiente da rádio. Respondi o seguinte, confesso que meio constrangido:

                     Preclara estagiária do cabelo de colibri. Perfeitas estas tuas observações e olha que compartilhamos o mesmo espaço laboral (?) e nossa abissal diferença de idade, o que não me impede de admirar a forma com que te exprimes por escrito, decretando o dito pelo dito mesmo.

                     Embora eu compreenda o teu pesadelo diante de babões enfadonhos, gostaria de, por causa deles, não ser preciso trocar eventuais elogios por atitude agressiva que permitam a gente levar começos de conversa inteligente, dentro do possível naquele ambiente deveras abaixo do mínimo.

                     De qualquer forma, quando estive na CIPA e na Comissão dos Funcionários, sempre lutei contra uma forma de insalubridade que considero a pior, que é o assédio moral, aí incluídos alguns dos teus corretos desabafos.

                    Deste teu colega que nem te nota (?) mas que te usarei agora no CtrlC + Ctrl V.

                   Mamcasz

                  Agora, vamos ao texto integral do justo desabafo. O endereço dela é o seguinte:

                  http://lunnadispersi.blogspot.com/2010/01/o-mal-pressagio-do-elogio.html#comment-form

                


                       Ministério Público, Polícia Civil e Conselho de Medicina investigam morte de jornalista em Brasília durante lipoescultura.

                      Perfeito.

                     Foi mudado o delegado.

                     O médico disse que está doente e não pode depor.

                     A imprensa deita e rola.

                    Acontece que, vindo da rádio para casa, na W3 Sul, altura da 11 ( só quem é aqui da ilha entende estes códigos ) vejo e revejo este big cartaz colado numa casa perto de onde funciona uma “sauna chique”.

                  Quer dizer.

                 Ou só eu estou vendo o rei nu ou então somos um bando de imbecis à procura do protótipo de beleza custe o que custar, mesmo que a vida.

                  É muito anúncio escarrado de lipo bioplástica, tumescente, comum, invasiva, escultura, fracionada, aspirativa, hidro, úmida, light e tantas outras.

                Então, faça que nem eu, veja e reveja os termos expressos no muro:

 


                       Peguei hoje o livro ” Taguatinga-duas décadas de cultura ” , com fotos do Ivaldo Cavalcanti.

                       Foi para escanear umas fotos para a estagiária com olhos de camelo e resmunguenta que nem tia velha.

                      Taguatinga, para quem é de fora, é uma cidade do DF. Sempre teve vida separada de Brasília. Enquanto aqui rolava Cabeças, Grande Circular, Minstéricas … lá acontecia a outra porção do caldeirão cultural.

                     Década de 80. A gente dizia, oi … tenta! (e né que rolava?).

                     E as fotos do Ivaldo mostram Luiz Melodia e Plinio Marcos no Teatro Rola Pedra, os punks na Praça do Relógio, boates London London, Paralelo 15 e Clube dos 200. Mais o Bar do Careca, Botequim Blues, Diretas Já (?), Faculta…

                     Então, pelo serviço, roubei da estagiária esta foto, feita pelo Ivaldo Cavalcanti, do eterno amigo Renato Matos. Ecumênico que só ele, atuava da Asa Sul à Samambaia, quando não estava gerando áureos filhos em Olhos D´Água. 

                        Em legenda à foto, relembro quando a gente cantava junto os versos ao telefone apaixonado:

                        Um telefone é muito pouco quando a gente ama como um louco e mora no Plano Piloto …

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