Radio




                        Antes de postar neste blog, lembro que a imagem acima é de um anúncio antigo, de pasta de dente, para o programa feito pelo Mário Lago na Rádio Nacional.

                        Com isso, penso que me livro das mocréias de todos os tempos, desde as Dalvas até as Marlenes.

                       Então, começo:

                       Para entrar na Rádio Nacional, a pessoa universitária de jornalismo tem que fazer uma prova, ainda que fajuta, organizada por um falso Departamento de Recursos Humanos.

                       Daí, passa a ser estagiário mas antes tem que passar por uma entrevista com a gerente que vai definir qual o perfil do futuro jornalista e onde ele poderia aprender mais, em princípio, meio e aí começa o fim.

                       Acontece que depois o pobre do estagiário cai na mão de um editor que não é formado em jornalismo, não tem a menor noção do que seja notícia, mesmo que desviada para o dito público ou que, pior ainda, vem com aquele papo de jornalismo adbuzido e coisa e tal.

                      Para produzir abobrinha, melhor seria que se convocasse universitário de agrononomia, nunca de jornalismo, para a Rádio Nacional onde, aliás, a pseudo ajuda de custo é inferior.

                     Não é a toa que quando, como agora, acontece uma tentativa de revoada de estagiárias, no que apelidei, candidamente, de estresse pós-adolescência, as coordenadoras tremem.

                    Digo isto em homenagem ao ex-estagiário Guilherme Fontes (veja o post dele nos comentários ao lado), que simplesmente não voltou da semana de folga do Ano Novo, Vida Nova.

                    Senti saudades dos meus tempos de faculdade quando, estagiário, brigava para aumentar o “massmedia”(?) que a cada ano eu só vejo ir pro brejo de uma vez por todas. Até que um dia não aguentei e fui ser hippie na Bahia. Infelizmente, tive uma recaída e voltei prá vida.

                  Prá terminar.

                 E quando uma estagiária resolve falar da exposição de Clarice Lispector, que está no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sugerindo uma impossível pauta? Recomendo porque a vi no Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, durante meu MBA.

                  Moral:

                  – Por que você não vai ali no ponto de ônibus com este velho gravador-cassete (?) e grava uns personagens para esta matéria sobre menstruação canina antecipada?

                 Falta apenas uma coisinha:  permitir que a  estagiária possa também definir  o perfil da coordenadora antes de aceitar os seis meses de sufoco na Rádio Nacional onde a pauta principal do dia pode ser até a importância da meleca (?) ou a repimboca da parafuseta (?).

                 Para incentivar a revoada das estagiárias eu ligo agora este ventilador ultíssimo modelo ainda em uso cotidiano e tomara que ele espante as tias mocréias e os recém-concursados já passados de velhos.

                 Axé!

                 Respire, expire e, caso continues por aqui, não aspires nada na vida, tá?


                        Esta vale para o blog abaixo.  Por isso, é depois do escrito. É o seguinte:

                        O nome do diretorzão da Rádio Nacional que passou a noite no Palácio do Catete e soube do tiro no peito do presidente Vargas atráves do Benjamin que desceu a escada gritando que nem um louco era o Victor Costa.

                      Ele telefonou pro Heron Domingues (Repórter Esso) e acertou a divulgação de alguns “pormenores” que seriam lidos no ar, às oito e meia da manhã, quinze minutos depois de ouvido o tiro.

                      Às 09h15m, era lida a primeira versão da carta deixada por Getúlio antes de se matar. Foi levada por um “estafeta” (?), do Catete à Praça Mauá. Esta carta terminava assim:

                    “ Este povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.”

                   Daí pra frente, a Rádio Nacional, que sempre foi governista, puxou a corrente do povo contra a imprensa que vinha atacando Getúlio. E foi um tal de quebrar jornal, rádio, TV não, porque a Tupi ainda não tinha passado a coroa para a Globo.

                   O primeiro jornal a ser quebrado pelo povinho insuflado pela Rádio Nacional foi a Tribuna da Imprensa que, por azar, tinha amanhecido nas bancas com a seguinte manchete:

SOMOS  UM  POVO  HONESTO  GOVERNADO  POR  LADRÕES.

Clique abaixo para ouvir

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                      É um negócio doido como o zé povinho gosta de chorar com a dor dos outros.

                      Com todo respeito, já acharam até a miss tragédia da Ilha Grande, que não é Angra dos Reis.

                      E, de repente, ninguém mais lembra que tem pobre morrendo nas enchentes dos subúrbios do Rio e da Baixada Fluminense.

                    Pois foi isto que eu disse pras mocréias que, nesta manhã, aqui na Rádio Nacional, interromperam o nada que estavam não-fazendo pelo som aumentado da TV (na Globo, lógico), no repeteco (já vi umas dez vezes) da entrevista com os pais, amigos, colegas e vizinhos da menina.

                   Só não vi ninguém procurando pautar ou ir à luta para o rescaldo da tragédia em Angra-Pavuna, até porque não ouvi, nem na rádio e nem na mídia, nada sobre a prisão dos responsáveis por liberar construção em área de risco, como fica se a usina nuclear der xabú (?) e tal.

                    Em cima disso me lembrei de mais um capítulo da nossa Rádio Nacional.

                    Eu disse que o fim dela começou com a ação dos X-9 no Golpe Militar de 64.

                   Daí, fui corrigido.

                   Me alertaram que, de fato, a queda começou com a praga largada pelo presidente Getúlio Vargas pouco antes de dar um tiro no peito (dele). Deu maior manchete e o zé povinho, que estava contra, ficou a favor e saiu quebrando rádios e jornais.

                      A famosa carta do Getúlio Vargas, dizem que foi lida na Rádio Nacional com umas certas mudanças, feitas pelo diretor que estava de plantão no Palácio do Catete (Planalto-Alvorada da época), para garantir o emprego, e  que anotou num pedaço de papel e mandou entregar direto para ser lida no Repórter Esso (Jornal Nacional daquele tempo), provocando então a mudança de lado do zé povinho tupiniquim.

                    Aliás, numa crônica atual, o poeta Ferreira Gular, nos conta: 

                 “ Às 8h20 da manhã, pelo rádio do bar, o Repórter Esso, que se dizia testemunha ocular da história, noticiou : “o presidente Getúlio Vargas acaba de se suicidar-se com um tiro no coração.” Fez-se silêncio até que um sujeito gritou: “MATARAM O VELHINHO!”. Subitamente revoltados, todos passaram a bradar contra o golpista Lacerda”.

               Então, para terminar esta conversa sobre as mocréias de hoje sofrendo com a dor da família da menina morta na Ilha Grande, clique abaixo para ouvir o Repórter Esso com a manchete do dia: 

 MATARAM O VELHINHO!!!

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MORTE_GETULIO.mp3


 

POST BLOKIADO PELA PF DO PT

PT SAUDAÇÕES


                        Estava eu conversando um assunto rotineiro de falação do óbvio que está acontecendo  aqui na Rádio Nacional quando o colega me faz um sinal discreto e muda de assunto ao se aproximar de uma pessoa que faz de tudo para se parecer querida.
                     – Cuidado que ela é uma X-9.
                    X-9? Pois fui à pesquisa. No fato, trata-se do  Secret Agent X-9, um personagem de histórias em quadrinhos criado em 1934 por Dashiell Hammett (autor de The Maltese Falcon) e pelo desenhista Alex Raymond (famoso autor de Flash Gordon) e que chegou ao Brasil na década de 40 e viveu até 96.
                        Só com isso fiquei nas nuvens sobre o motivo da colega citada em questão ser uma X-9 e do porque diante da aproximação dela se deva mudar de assunto sem que ela perceba.
                      Pois perguntei diretamente (não a ela porque contesto mas não sou burro e sim ao dito colega de mútua confiança):

                    – O que é X-9?
                       Resposta presente no dicionário:
                       X9 é uma pessoa colega cagueta, dedo-duro, traira …

 

                     Daí que pesquei na hora a letra do rap do Cidinho e Doca chamada Fogo no X-9:

“ Por isso
Fogo no X-9
Da cabeça aos pés
Pega o álcool e o isqueiro
(Quero ouvir geral)
Fogo no X-9
Bonde da Vintém
É paz, amor e muita fé. “

                        E pensar que o fim da nossa Rádio Nacional começou em 1964 quando, no Rio, uns colegas X-9 entregaram pros milicos da ditadura então neném uma porção de funcionários gente-fina, do faxineiro até o artista-mor, o Mário Lago. Isto não aparece na Comissão da Verdade.


Charles Bukowsky.

 Conheço este cara desde que eu era libelu na Eco do Rio, atrás do Pinel, na Praia Vermelha.

É da beat generation.

Da geração norte-americana doidona on the road.

Quando eu apresentava a Barka Kultural, na Tv Nacional, na década de oitenta , que na seguinte virou Café Cultural, na Rádio Nacional, bem, tinha um poema do Bukowsky que eu sempre usava.

Agora, saiu uma versão nova, na L&PM Editora, mas eu prefiro a minha, antiga, que sorveu muito do suor do meu sovaco contestador, ainda que marginal.

Por isso, repasso aqui, hoje, neste primeiro dia de uma nova década.

Que ela seja diferente.

Pelo menos . . .

E não mais uma década que chega na lesma lerda de sempre.

Aliás, neste reveillon, levei uma discussão com amigos, sobre o:

VOTO NULO VEM AÍ.

Pá! Pá! Isto é qui é . . .

Ah… estou assim meio zonzo assim porque estou aqui num plantão remelento, na Rádio Nacional, por entre os fantasmas que ainda insistem rondar este prédio encardido.

Por exemplo.

Luís, o grande jornalista que virou mendigo e dormia na calçada aqui em frente, ao lado da esposa, a Inácia (gozado, juntando os dois dá Luís Inácio).

Augusto, o nobre símbolo de outro grande repórter, não aguentou o tranco da vida e virou mendigo em Natal.

Juro!

Tem outros mais.

Dos antigos e dos novos.

Todos eles estão aqui, ao meu lado, agora, dia primeiro de 2010, na Rádio Nacional, lendo junto este poema do velho Bukowsky, que repasso na maior calma deste mundo.

Neste 2010, tem um pássaro azul querendo sair do meu peito

 

 “  Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu sou duro demais com ele

e digo:

fica quieto aí que eu não deixo ninguém saber …
 

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu jogo uísque em cima dele

e vomito a fumaça do meu cigarro

para que as putas e os rapazes dos bares

jamais fiquem sabendo que ele

está aqui dentro . . .

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas sou duro demais com ele,

eu digo:

fica quieto aí

você quer acabar comigo ?

 

Eu tenho um pássaro azul em meu peito

querendo sair

mas eu sou bastante esperto,

sinto a pressão e deixo que ele saia

em algumas noites somente

quando todos estão dormindo

depois o coloco de volta em seu lugar

mas ele ainda canta um pouquinho

lá dentro

por isso eu não deixo que ele morra

completamente

o pássaro azul em meu peito

e nós dormimos juntos

neste nosso pacto secreto

e isto é bom o suficiente para

fazer um homem

chorar,

mas eu não choro,

e você ? ”

 


 

ا كنت أحد الذين يعتقد Krysto تتبلور في شكل الحيوان صبي اسمه يسوع ، تركت رحم الله الإنسان من مادونا ، حتى ولو ليغسل خطايا العالم الذين ولدوا بعد القمامة كان لا بد من خيانة ، واعتقل وعذب و شنق العيش عبر يشعلها vindantes قرون ، إلى جانب اثنين من اللصوص ، ولكن جيدة واحدة واحدة ، حسنا ، فاسدة جدا ، حتى في هذه الحالة ، أريد أكثر هو أنه يمكن أن يكون جيدا لعيد الميلاد سائر أيام حياتك.
لذلك ، ونحن كذلك ، أليس كذلك؟
على الاعتبار الواجب هو المتبادلة.
حسن عيدا ، اليوم وإلى الأبد.
هذا مانو Mamcasz.
الأسواق العالمية ضغطها وaxé جيدة ومعبر :



                      Se tu és daquele que acredita que Krysto se materializou na forma de um bicho menino chamado Jesus, saído divino do ventre humano da Madona, mesmo sabendo que para limpar os pecados do mundo depois de nascido no lixo teria que ser traído, preso, torturado e dependurado vivo numa cruz iluminada pelos séculos vindantes, ao lado de dois ladrões, embora um bom e outro, bem, deveras corrupto, então, neste caso, eu quero mais é que tu tenhas uns Bons Natais  em todos os outros dias de tua vida.

                  Então, ficamos assim, tá?

                 Na tua devida consideração – que ela seja mútua.

                  Bons Natais, hoje e sempre. 

                 Deste mano Mamcasz.

                Inté e axé e boa travessia:

 Desta ponte, chamada de vida, que se trespassa no dia a dia:

Curaçao, Caribe, Antilhas Holandesas, Natal de 2009, ao vivo.


                      Uma semana antes de ir a Curaçao, estive em Salvador da Bahia, a serviço pela Rádio Nacional. Já a conheço de há muito.

                 Desde quando larguei o Globo, no Rio, onde era repórter, para ser simplesmente um hippie em Cacha Pregos, na ilha de Itaparica.

               E nesta última semana em Salvador vi tudo igual, ou pior, inclusive a cena que aqui relatei como o Menino Jesus nasceu na Bahia, no real do quase gente, vestido na placenta, jogado no lixo, o que parece ser comum por lá.

                  Pois agora, passo uma semana no luxo na ilha de Curaçao, no Caribe, hotel Marriot, seis estrelas, marzão limpo, águas azuis claras (é … ainda existe praia sem esgoto nordestino-brasileiro neste mundo).

            Mas, para não perder o costume de cheirar o zé povinho, dei umas voltas pela capital e encontrei algumas verossimilhanças, ainda que sem o medo do assalto num beco apertado ou numa praia escondida e nem de encontrar criança no lixo, que nem no Nordeste.

                Então, aí está o relato do fato, na forma de imagens, que nunca serão que nem estas palavras em movimento.

            Boa olhada:


                        Neste primo encontro e no mote da foto, a estagiária da Rádio Nacional, que bem pode ser você, brinca comigo que meu negócio é o escrito, não o visto, ao que no ato retruco:

                       – Acontece, minha menina, que cada palavra é uma imagem em movimento.

                         Dito o que, assim começa o caminho deste magnífico encontro no remanso caribenho, à sombra do Marriot de Curaçao, na ante-sala do cada dia mais belo crepúsculo, prenúncio do leito bem feito.

                        Tanto que digerimos juntos, por sete dias em que refizemos um novo mundo, os 49 contos de Tennessee Williams, entre eles “Sabbatha e a solidão:

                      “  O melhor que eu tenho a fazer é esfriar minhas veias nas águas salgadas deste mar e depois voltar para você com o corpo fresco e úmido e pedir que me seque com uma das suas toalhas grandes e ásperas, e então tudo vai voltar a ser como era antes … mas como era mesmo antes?  ”

      ” Uma cadeira vazia na praia … um vazio na gente. “

https://mamcasz.wordpress.com/fim/

                     Vou logo adiantando aqui:

                     TIM LOPES, o autor da frase poética abaixo da foto ( no original é: uma cadeira bazia no bar … um vazio na gente ) é um velho amigo com quem iniciei as lides jornalísticas, no Rio de Janeiro, ambos escriturantes em O Globo e dividintes de uma casa num zigue-zague de Santa Teresa que descia direto para a piscina da ACM, ao lado da Sala Cecília Meireles, na boca da Cinelândia, perto da Rua do Riachuelo, onde foi nosso primeiro contato, num consultório urológico, no desenrolar do tratamento de uma precoce gonorréia.

                            `A noite, descíamos juntos até à Gafieira Elite, na Praça da República. Sol claro, ele repórter se fingia operário na construção do metrô, Estação Largo da Carioca. Sua pele escura ajudava. Então, eu repórter passava por ele, minha pele clara realçando o jornalista. Ele me olhava, segurando a marreta, no lugar da caneta, esta manobrava muito melhor. Fingíamos um não conhecer o outro. Neste item, de propósito, eu caprichava no falso desdém. Em casa, no dividir as frutas da feira, ele chiava: 

                         – Pô, polaco – era assim que me chamava .

                        – Que foi?

                        – Não precisava me esnobar  de verdade.

                   No dia 2 de  junho de 2002 , Tim Lopes  desapareceu durante uma reportagem sobre tráfico de drogas, sexo explícito e aliciamento de menores em  bailes funk na Vila Cruzeiro,  Penha. Dias depois,  o veredito :  Tim havia sido condenado pelo “juiz” Elias Maluco a morrer esquartejado a golpes de espada. Durante a sentença, meu amigo e fantasma-mor  levou tiros nos pés que tão bem usava na gafieira Elite, a nossa preferida.

                Amarrado e espancado pela quadrilha, os pedaços do corpo foram queimados dentro de um pneu sem câmara e enterrados no alto da Favela da Grota, em Ramos, dele restando de lembrança apenas alguns resistentes pedaços de ossos e poucos dentes, agora sem a alvez  caraterística que endossava o sorriso que  encantava  minhas meninas concubinas.

                Não à toa o antigo conselho:

                – Polaco, antes de tudo, a gentileza. É disto que elas precisam.

               Ao chegar de viagem pelo sul da África, onde me lembrara dele, por sintonia colorística, a primeira notícia que li, ao abrir, ainda no avião, a notícia tupiniquim, foi a dele, a última, sem direito aos textos que  tanto burilava até encher o saco de tanto pedir opinião para que  fala combinasse com cala e rimasse com vala sem perder o conteúdo da reportagem fina, concisa e elegante.

              Em sua memória, amigo Tim Lopes, vou dar linha à pipa e, porque o vento agora sopra a nosso favor,  faço uma greve nesta minha polaquiana imagem.

                         –  Um beijo no seu coração !

                          Post escrito ( de pós, depois):

              Em 2007, participei, na Rádio Nacional, de uma equipe que teve o projeto patrocinado pela Andi (Associação Nacional dos Direitos da Infância).

              Nome do projeto: PRÊMIO TIM LOPES.

             Depois de executado, acabou reconhecido no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e da Infância.

             Nome do nosso trabalho premiado na Rádio  Nacional:

             ROMPENDO O SILÊNCIO.

             A minha parte, como velho repórter-investigativo a la Tim Lopes, foi fazer, de caminhão, de Manaus-Boa Vista-Venezuela.

             É o caminho de exportação de menores brasileiras que ainda são usadas na prostituição, na Europa.

             E pensar que este post começou numa lua de mel tardia no Merriot de Curaçao.

            Entonces, ouça aqui:

             http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=22

 

 


O texto abaixo é do GOG, um rapeiro aqui de Brasília que já gravou com Maria Rita e tudo. Vale a pena ler. Depois eu coloco o link com um áudio dele. Se quiser pesquisar, vá até o blog da estagiária com olhos de camelo. Além das Paredes. Não é a estagiária com penas de colibri na cabeça.  Esta é do blog O Céu do Mundo. Vale ler a letra abaixo do GOG. Até pelo assunto. Corruptos tarados e hediondos! (Atenção, continuo sem falar palavrão. Tá difícil, mano). Lógico que o GOG eu não escuto na Rádio Nacional. Nem o menino do MEP. Solta o lero:

 Pediu perdão pelo painel, povo perdoou! Pego pela PF-Pandora pegando propina, protelou! Perseguição? Podridão propagou, pipocou pelos poros, proporções profundas: Prece pós paulada, parlamentares pouco prudentes, participando povoando paletó, processados.. Pega! Pega! Pega! Panorama, prova porque precisamos pensar, pensar, pra por pessoas possuindo poder. Principal periódico provoca: proclama… Psiu! Para! Proibido Proibir! Posso Prosseguir? Pode! Posso Prosseguir? Pode! Plano Piloto, Planaltina, Paranoá, Pedregal, professoras, pedagogos, psicólogos, passadeiras, porteiros, palmarinos, pais, pedestres,pioneiros, população perplexa Pergunta! Porque panetone? Poderiam pedir pernil, peru, passas, pisca-pisca. Proporcionar passagem prazerosa, pro povo preto, pobre, periférico. Pavimentação pública, paradas, pontes, pistas, postes, passam! Posso prosseguir?! – Pode! Posso Prosseguir?! – Pode! Paparicado, patrocinado por peculato, porcentagens, pagamentos, picadeiro prosperou, pandemia, Promulgaram PDL’s, PDOT. Protegidos por patolas, pactos, padrinhos, padroeiras, pistolões, petições, protocolos, procurações, plantel Possui palácios pomposos, pratarias, parabólicas, passaportes, pingentes preciosos, pisos parquê! Promovem passeios paisagísticos, progamas, pares perfeitos, Patrocinam pileques, pescarias picantes, prefeitos Posso prosseguir?! – Pode! Posso Prosseguir?! – Pode! Professor Pastinha! Patativa, Poeta prosador: Pelas Palafitas, palhoças, persiste penúria, pindaíba, penumbra, precariedade. Pernilongos, percevejos, perambulando pelas paredes picam pessoas. Pediatras presenciam pupilos, pimpolhos, pirralhos, prematuros, perdendo peso! Pálpebras pálidas, pulsos palpitantes, pupilas piscando… Pobreza polui? Posso prosseguir?! – Pode! Posso prosseguir?! – Pode! Possuo palpite, particular, pessoal polêmico. Punição pros patifes! Pena pArruda? Pega Palmatória, pega palmatória!


ATENÇÃO! ESTE BLOG ESTÁ LIVRE DE PALAVRÃO (quer dizer…) 

Hoje, 9 de dezembro, é Dia Mundial da Corrupção.

Então, que venha a nós o vosso reino.

Roubemos noutro céu ou nesta terra.

Que seja feita só a nossa vontade.

Assim no DEM como no PT.

Na meia ou na cueca.

Amém.

Ouça a seguir um Trocando em Miúdo do Graúdo:

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MIUDO_MAMCASZ_CORRUPCAO.mp3 

E conheça agora o mais novo museu de Brasília.

Visite o MUCO. Museu da Corrupção:

 http://www.muco.com.br

 E aprenda de novo a Oração da Propina (Brunelli, Prudente e Durval):

 http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/flvplayer.swf?click=http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/images/flvplaybutton.jpg&file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&showfsbutton=true?file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&autoStart=true&fs=true&click=false

 

 

 


1 – Rendo-me às implicâncias dos que atacam a minha mania de introduzir palavrão no meio de um texto que costuma fluir lindo, gostoso de se ver, até porque parece que a gente está vendo, e não lendo. Taí, amigo Ibiabina. Prometo não colocar mais nenhum palavrão no meio das minhas doces palavras.

2 – Tive que aguentar a seguinte observação da estagiária de olhos de camelo que trabalha ao meu lado aqui na Rádio Nacional. E o pior é que ela é flamenguista, 19 anos de idade e, portanto, este é o primeiro título da vida dela, embora tenha teimado na história do hexa. Mas vai daí que, ao ver as imagens dos energúmenos torcedores do Coritiba (Coxa), que em 2010 completa 100 anos de idade na segunda divisão, ela me triscou:

– Depois você ainda vive dizendo que o pessoal do Sul do Brasil é educado.

Pois vai então um pedaço do trecho escrito pelo Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, Benedito Felipe Rauen Filho, e me mandado pelo Eduardo Nunes, amigo coxa-roxo e aqui repassado por eu polaco de Ponta Grossa que quando piá não perdia um Ope-Guá, torcendo, lógico, pelo Operário:

Não me censurem por não fazer a ressalva de praxe: eram poucos, uma meia dúzia, etc. Não foi isso que a televisão mostrou e enquanto escrevo estas linhas ouço pelo rádio que a bagunça continua pelas ruas. Depois de acompanhar fielmente o Coritiba por mais de cinquenta anos, hoje está sendo o dia mais triste da minha vida. O mundo todo está vendo não a nossa glória, mas a nossa vergonha. Não há mais o que dizer, senão que estou sufocando um misto de indignação e até de lágrimas, ao mesmo tempo em que suporto uma vergonha indescritível.

Moral: até agora, Ibiapina, não saiu nem 1 palavrão.
Nem unzinho, tá?
Abbs Virtuais

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