Sindicatos



                      É um negócio doido como o zé povinho gosta de chorar com a dor dos outros.

                      Com todo respeito, já acharam até a miss tragédia da Ilha Grande, que não é Angra dos Reis.

                      E, de repente, ninguém mais lembra que tem pobre morrendo nas enchentes dos subúrbios do Rio e da Baixada Fluminense.

                    Pois foi isto que eu disse pras mocréias que, nesta manhã, aqui na Rádio Nacional, interromperam o nada que estavam não-fazendo pelo som aumentado da TV (na Globo, lógico), no repeteco (já vi umas dez vezes) da entrevista com os pais, amigos, colegas e vizinhos da menina.

                   Só não vi ninguém procurando pautar ou ir à luta para o rescaldo da tragédia em Angra-Pavuna, até porque não ouvi, nem na rádio e nem na mídia, nada sobre a prisão dos responsáveis por liberar construção em área de risco, como fica se a usina nuclear der xabú (?) e tal.

                    Em cima disso me lembrei de mais um capítulo da nossa Rádio Nacional.

                    Eu disse que o fim dela começou com a ação dos X-9 no Golpe Militar de 64.

                   Daí, fui corrigido.

                   Me alertaram que, de fato, a queda começou com a praga largada pelo presidente Getúlio Vargas pouco antes de dar um tiro no peito (dele). Deu maior manchete e o zé povinho, que estava contra, ficou a favor e saiu quebrando rádios e jornais.

                      A famosa carta do Getúlio Vargas, dizem que foi lida na Rádio Nacional com umas certas mudanças, feitas pelo diretor que estava de plantão no Palácio do Catete (Planalto-Alvorada da época), para garantir o emprego, e  que anotou num pedaço de papel e mandou entregar direto para ser lida no Repórter Esso (Jornal Nacional daquele tempo), provocando então a mudança de lado do zé povinho tupiniquim.

                    Aliás, numa crônica atual, o poeta Ferreira Gular, nos conta: 

                 “ Às 8h20 da manhã, pelo rádio do bar, o Repórter Esso, que se dizia testemunha ocular da história, noticiou : “o presidente Getúlio Vargas acaba de se suicidar-se com um tiro no coração.” Fez-se silêncio até que um sujeito gritou: “MATARAM O VELHINHO!”. Subitamente revoltados, todos passaram a bradar contra o golpista Lacerda”.

               Então, para terminar esta conversa sobre as mocréias de hoje sofrendo com a dor da família da menina morta na Ilha Grande, clique abaixo para ouvir o Repórter Esso com a manchete do dia: 

 MATARAM O VELHINHO!!!

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MORTE_GETULIO.mp3


 

POST BLOKIADO PELA PF DO PT

PT SAUDAÇÕES


                        Estava eu conversando um assunto rotineiro de falação do óbvio que está acontecendo  aqui na Rádio Nacional quando o colega me faz um sinal discreto e muda de assunto ao se aproximar de uma pessoa que faz de tudo para se parecer querida.
                     – Cuidado que ela é uma X-9.
                    X-9? Pois fui à pesquisa. No fato, trata-se do  Secret Agent X-9, um personagem de histórias em quadrinhos criado em 1934 por Dashiell Hammett (autor de The Maltese Falcon) e pelo desenhista Alex Raymond (famoso autor de Flash Gordon) e que chegou ao Brasil na década de 40 e viveu até 96.
                        Só com isso fiquei nas nuvens sobre o motivo da colega citada em questão ser uma X-9 e do porque diante da aproximação dela se deva mudar de assunto sem que ela perceba.
                      Pois perguntei diretamente (não a ela porque contesto mas não sou burro e sim ao dito colega de mútua confiança):

                    – O que é X-9?
                       Resposta presente no dicionário:
                       X9 é uma pessoa colega cagueta, dedo-duro, traira …

 

                     Daí que pesquei na hora a letra do rap do Cidinho e Doca chamada Fogo no X-9:

“ Por isso
Fogo no X-9
Da cabeça aos pés
Pega o álcool e o isqueiro
(Quero ouvir geral)
Fogo no X-9
Bonde da Vintém
É paz, amor e muita fé. “

                        E pensar que o fim da nossa Rádio Nacional começou em 1964 quando, no Rio, uns colegas X-9 entregaram pros milicos da ditadura então neném uma porção de funcionários gente-fina, do faxineiro até o artista-mor, o Mário Lago. Isto não aparece na Comissão da Verdade.


O texto abaixo é do GOG, um rapeiro aqui de Brasília que já gravou com Maria Rita e tudo. Vale a pena ler. Depois eu coloco o link com um áudio dele. Se quiser pesquisar, vá até o blog da estagiária com olhos de camelo. Além das Paredes. Não é a estagiária com penas de colibri na cabeça.  Esta é do blog O Céu do Mundo. Vale ler a letra abaixo do GOG. Até pelo assunto. Corruptos tarados e hediondos! (Atenção, continuo sem falar palavrão. Tá difícil, mano). Lógico que o GOG eu não escuto na Rádio Nacional. Nem o menino do MEP. Solta o lero:

 Pediu perdão pelo painel, povo perdoou! Pego pela PF-Pandora pegando propina, protelou! Perseguição? Podridão propagou, pipocou pelos poros, proporções profundas: Prece pós paulada, parlamentares pouco prudentes, participando povoando paletó, processados.. Pega! Pega! Pega! Panorama, prova porque precisamos pensar, pensar, pra por pessoas possuindo poder. Principal periódico provoca: proclama… Psiu! Para! Proibido Proibir! Posso Prosseguir? Pode! Posso Prosseguir? Pode! Plano Piloto, Planaltina, Paranoá, Pedregal, professoras, pedagogos, psicólogos, passadeiras, porteiros, palmarinos, pais, pedestres,pioneiros, população perplexa Pergunta! Porque panetone? Poderiam pedir pernil, peru, passas, pisca-pisca. Proporcionar passagem prazerosa, pro povo preto, pobre, periférico. Pavimentação pública, paradas, pontes, pistas, postes, passam! Posso prosseguir?! – Pode! Posso Prosseguir?! – Pode! Paparicado, patrocinado por peculato, porcentagens, pagamentos, picadeiro prosperou, pandemia, Promulgaram PDL’s, PDOT. Protegidos por patolas, pactos, padrinhos, padroeiras, pistolões, petições, protocolos, procurações, plantel Possui palácios pomposos, pratarias, parabólicas, passaportes, pingentes preciosos, pisos parquê! Promovem passeios paisagísticos, progamas, pares perfeitos, Patrocinam pileques, pescarias picantes, prefeitos Posso prosseguir?! – Pode! Posso Prosseguir?! – Pode! Professor Pastinha! Patativa, Poeta prosador: Pelas Palafitas, palhoças, persiste penúria, pindaíba, penumbra, precariedade. Pernilongos, percevejos, perambulando pelas paredes picam pessoas. Pediatras presenciam pupilos, pimpolhos, pirralhos, prematuros, perdendo peso! Pálpebras pálidas, pulsos palpitantes, pupilas piscando… Pobreza polui? Posso prosseguir?! – Pode! Posso prosseguir?! – Pode! Possuo palpite, particular, pessoal polêmico. Punição pros patifes! Pena pArruda? Pega Palmatória, pega palmatória!


ATENÇÃO! ESTE BLOG ESTÁ LIVRE DE PALAVRÃO (quer dizer…) 

Hoje, 9 de dezembro, é Dia Mundial da Corrupção.

Então, que venha a nós o vosso reino.

Roubemos noutro céu ou nesta terra.

Que seja feita só a nossa vontade.

Assim no DEM como no PT.

Na meia ou na cueca.

Amém.

Ouça a seguir um Trocando em Miúdo do Graúdo:

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MIUDO_MAMCASZ_CORRUPCAO.mp3 

E conheça agora o mais novo museu de Brasília.

Visite o MUCO. Museu da Corrupção:

 http://www.muco.com.br

 E aprenda de novo a Oração da Propina (Brunelli, Prudente e Durval):

 http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/flvplayer.swf?click=http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/images/flvplaybutton.jpg&file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&showfsbutton=true?file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&autoStart=true&fs=true&click=false

 

 

 


 Foi rezada, em voz alta, na porta da Granja das Águas Turvas, Brasília, residência oficial do governador Arruda-Paulo Otávio, hoje de manhã, a seguinte anti-prece dos homens públicos que têm preço.

Orai, mano:

 “ Financiador nosso que estás na terra

Santificado seja o teu negócio.

Venha a nós o teu dinheiro,

Seja feita a tua vontade,

Assim no público como no privado.

A propina nossa de cada dia nos daí hoje.

Perdoai nossos desfalques

Assim como nós perdoamos os que malversaram antes de nós.

E não nos deixeis cair na tentação da honestidade

Mas livrai-nos do flagrante e da verdade.”

Vista assim do alto a gente nem consegue cheirar a podridão dos panetones de Brasília.

 Amém, mano, digo eu.

E quem tiver ouvidos para ver e olhos para ouvir, clique a seguir na prece original da prece da propina:

http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/flvplayer.swf?click=http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/images/flvplaybutton.jpg&file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&showfsbutton=true?file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&autoStart=true&fs=true&click=false


A Rádio Nacional estréia hoje um novo programa. Patrocínio da Coca-Cola. E a novidade: Foi criada, especialmente para este programa, a Orquestra Brasileira da Rádio Nacional. Diretor: Radames Gnatalli. No mais: Perrone, Chiquinho do Acordeão, Vidal, Garoto, José Menezes, Heitor dos Prazeres, Lamartine Babo (trio do Osso),etc e tal. Produção: Paulo Tapajós e Almirante. Narrador: Paulo Gracindo. Um milhão de melodias promete ficar treze anos no ar e ser o maior sucesso da Rádio Nacional. Ah, estulto mané: Isto foi no ano de 1942. Cinzas no Paraíso.

Esta foto é uma reprodução da capa de cinco Cds (veio depois dos cinco Lps) e estão preparando os cinco DVDs do trabalho A História do Rádio no Brasil, preparado pela BBC. Confesso que estou roubando a foto e alguns áudios porque eles na verdade pertencem à Rádio Nacional e foram levados para Londres. Tudo bem que o trabalho todo estava jogado no lixo,  mofando num banheiro fedido no vigésimo primeiro andar do Edifício A Noite, sede da Rádio Nacional, na Praça Mauá, no Rio. Os quatro hoje continuam na maior decadência.

Na verdade, a esculhambação da Rádio Nacional começou em 1964. Os que deduraram, ficaram. Os outros, foram … pra cadeia. Outros dizem que, na verdade, tudo começou com a maldição do Getúlio Vargas que teve sua carta-testamento modificada quando foi lida no Repórter Esso, quase que ao vivo depois do morto. A partir daí, virou aquela história toda. Só dá artista. Ganha pouco mas com o nome faz show em qualquer birosca de prefeitinho e ganha os trocados a mais e às vezes até uma eleição pra deputado. Vale até no sentido de ganhar uns trocos a mais direto das ONGs, que não existiam antes de 1992. Por aí, mano …


Aos treze minutos depois da nota dez começou outro apagão brasileiro. Tomara que um raio caia na cabeça de quem estiver mentindo.  É que hoje, sexta-feira, 13, é dia de jogar praga.  Dia da gente lembrar do Judas. E por que? Primeiro, porque todo mundo tem um Judas sentado a seu lado: no trabalho, na escola, no ônibus, na vida. E o Judas com isso? Foi assim: Doze deuses (apóstolos) foram escolhidos para um banquete. Daí, aparece um penetra, o décimo terceiro, que vai ficando. O nome dele é Lorki (Judas). Morrendo de ciúme, ele puxa briga e mata Balder (Thiago), o bonitinho preferido dos deuses, que na foto aparece de rostinho colado.

Santa Ceia - photo by Da VinciTem gente que não acredita nesta história de azar na sexta-feira, 13. Por exemplo. Os Estados Unidos. Eram treze os estados que começaram o Big Brother da Morte. O resto, foi tudo comprado. O lema da bandeira tinha treze letras: e pluribus unun – de muitos se faz o um – e foda-se o resto. Tem mais. O símbolo-maior dos USA é a águia (Deus). Se prestar atenção, ela está revestida de treze penas em cada asa. Mas deu no que deu:

Torres Gemeas - detalhe WRC-NYQuando veio o cristianismo, a deusa da beleza Friga, que deu origem à palavra friadagr – sexta-feira, foi transformada em bruxa e mandada para a fogueira. Daí, toda sexta-feira, 13, ela e mais onze bruxas convidam o número 13, que é o Deus do Mal (Judas-Lórki) e ficam rogando pragas nos humanos. Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem sim. Judas, por exemplo, pode estar sentado aí ao seu lado, no trabalho, na escola, no ônibus, na vida.

Então, escute mais em Radio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

 

O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto.  Mas com Pinto ou sem Pinto, eu não tiro nada do que disse aqui.

 Tem mais:

Incrível o que ouvi hoje, de novo, aqui na rádio, de jornalista formada mas nada informada. Para ela, a guria do vestido curto da Uniban teve o que mereceu, ou seja, a expulsão. Deseducadamente eu lhe avisei, de novo, que babacas foram os energúmenos (dos quatro sexos) que partiram para o estupro.

 E continuei:

– Guria. Se esta tua moral cristã de merda fosse válida, na próxima vez em que eu te pegar experimentando sutiãs e calcinhas aqui na redação (isto ainda existe aqui na repartição pública), eu parto com tudo pra cima de você.

E terminei:

Sem contar umas e outras pessoas que foram promovidas depois que transaram com as chefias porque, para mim, isto para mim também é sexo em troca de dinheiro que chega no contra-cheque todo fim do mês. Teriam que ser expulsas ou estupradas coletivamente?

Moral:

Os microfones vocais da distinta foram momentaneamente desligados.


 If I need to list The Ghosts of  National Radio, from the thirties of the last century, you’ll could build a building just for them. Good. Today is All Souls (Finados) and I never went to visit the tomb of my father, mother, grandmother, uncle, brother, colleague, acquaintance, friend and enemy. And in my case, everything is already set. On the appointed day for the uncertain, I do not want cry or sailing, or wake, or shit. Send me imediately to incinerator and goes by with the ashes.

Se a gente fosse enumerar Os Fantasmas da Rádio Nacional, desde a década de trinta,  no século passado,  dava para construir um prédio só para eles.

Bom.

Hoje é Finados, nunca fui desta história de visitar túmulo de pai, mãe, avó, tio, irmão, colega, conhecido, amigo e inimigo.

E no meu caso, já está tudo acertado.

No dia aprazado pelo incerto, não quero choro nem vela, nem velório, nem porra nenhuma. Manda logo pro incinerador e some com as cinzas.

Mesmo assim, fica aqui a homenagem especial a todos os funcionários da Rádio Nacional que se foram para outras bandas.

A lista seria enorme.

Então, que continuem o que estão fazendo, mesmo que nada.

Ressurecturis - photo by Mamcasz

Aos que hão de ressuscitar ...

Ressurecturis.

Era assim que estava escrito na porta do cemitério no seminário dos capuchinhos onde estudei, no interior do Paraná.

Aos que hão de ressuscitar.

Pelo sim, pelo não, abaixo os que se foram mas ficaram as placas:

finados faustofinados gilvanfinados octavio bonfimfinados chicao

Quer dizer.

Agora, meus amigos, pode tudo.

Até fumar.

Abss para:

Jonas,Chicão, Jardim, Heleninha, Nonato, Fausto, Bonfim, Nonato, Gaierski, Osman, William, Silva Diniz… 

É só o começo da lista.

Para mais informações, visite o Ofertório deste blog:

https://mamcasz.wordpress.com/fim


Lógico que o episódio da loira estuprada coletivamente na Uniban de São Bernardo do Campo, São Paulo, por filhos e filhas da puta de velhos sindicalistas que fizeram história na metalurgia socialista brasileira, foi tratado de maneira machista aqui na Rádio Nacional (Rio, Brasília e Tabatinga).

Óbvio que o assunto nem entrou na modorrenta pauta da Dilma, chupada dos emails mandados em forma de release e trespassados inúmeras vezes. Eu falo é dos comentários partidos de homens e mulheres que se dizem formados, ligados a movimentos sociais, católicas praticantes de amarrar o terço no bico do peito e tudo.

Por justiça, só ouvi uma reação, partida da morena fuqueira. FUCA.  Por isso, a razão do título de hoje:

A puta loira da Uniban. E se fosse negra?

 

Inquisição na Uniban - reprodução do YouTubeOlhando a foto-reprodução acima, eu espero que você não tenha olhado  para a loira mas sim para a cara de cu sujo dos e das que, celular em punho, tentam estuprar a menina do vestido curto que estuda numa casa caça níquel que é esta porção de Uni – diversidade que existe por aí com a finalidade de reforçar a imbecilidade.

Por fim, embora pareça pequeno, o linchamento aconteceu numa cidade do ABC paulista, berço do movimento sindical brasileiro moderno.

Infelizmente, se a gente pesquisar na história da pátria que nos pariu, o nome Universidade Bandeirante de São Paulo, nos leva às entranhas destes heróis paulistas, os bandeirantes, que saíram do Tietê e foram para o interior matando, estuprando, cortando ao meio, tentando escravizar tudo que é figura índia que via pela frente, só porque estava, em princípio, pelada.

Bons tempos os meus quando, na universidade, a gente brigava era mesmo para fumar unzinhos, paquerar à vontade, até surubar, mas sem ficar vidrado, tomar banho de rio todo mundo pelado, topar topless na praia e, de vez quando, até se meter na política, discutir Sartre, Levi-Strauss e os escambaus.

Então, vamos aos fatos:

Primeiro, o relato da moça:

“Eu fiquei 40 minutos no ônibus antes de chegar lá e ninguém fez absolutamente nada. As pessoas olham, é normal, mas ninguém vai sair xingando. Foi eu entrar na faculdade que começou a balbúrdia.”

Agora, veja a puta da Uniban no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=ejmxrXMyiLc

Finalmente, o instante marqueteiro. Mande sua filhinha para a Uniban. Aproveite que a mensalidade dos cursos agora baixou para até 199 reais ao mês. Vale já a partir do jardim de infância. Lá, o Joãozinho, cinco anos de idade, vai aprender a meter o pau na Joaninha, tua filha,  loira, de quatro.

http://www.uniban.br/

 

 

 

 


Ghost in Berlin - Photo by Mamcasz

Ouvido numa Assembléia de Funcionários Públicos Federais aqui em Brasília onde já tô de volta, mano:

Tem rato que vira dono de um pedaço de queijo  e só por isso acha logo que é  gata.

Pois continuo.

Nunca vi de um gato falar que vira rata, mesmo que o seja, no pior sentido da palavra.

Aliás, tem bicha que, antes de ser comido pela gente, sofre todo tipo de discriminacão: rata, porca, galinha, vaca, cadela, pata choca, barata zonza….é tudo xingamento.

Daí, na dita assembléia dos ratos, um gato aliado toma o microfone dos pelegos e começa um lero-lero:

Companheir@as.

Nosso inimigo é a gata e não o rato do ano passado, certo? Por isso eu proponho o seguinte:

Para a gente ficar sabendo quando a gata estiver chegando perto para pular em cima do pobre rato que não consegue mais do que oitenta centavos de aumento no tíquete alimentação, ou seja, nós, proponho a gente colocar um pequeno sino no pescoço da dita gata presidente.

  • Apoiado!!!
  • Apoiado!!!

Daí, um rato velho, rato mesmo, daquele rabujento, mais para macaco velho em galho verde, pede a palavra, o sindicato tenta vetar, porque ele é um rato que destoa o coro dos contentes, mas diante do “ deixa ele falar, porra ”, bom, deixam este velho rato perguntar o seguinte: 

  • Eu quero saber quem vai colocar o sino no pescoço da gata.

O silêncio-votação é tão grande que dá para ouvir até agora o miado-riso vindo dos andares superiores onde acontece o ensaio do coro dos gatos tentando cantar o seguinte:

  •   Au. Au. Au…
  •   Au. Au. Au…

 Pinta o maior  ” ??? ” na Assembléia dos Ratos.

Então, este  velho rato rabubento encerra a fábula cheio de moral: 

  • Seus ratos de merda. Este latido é para vocês pensarem que os gatos estão com medo porque os cachorros apareceram no pedaço. Então, só por isso, pergunto outra vez:

  • Quem de vocês vai colocar o sino no pescoço da gata presidente, hein?

            Bãoces, madames e monsieurs, chegou a hora de voltar e ainda não encontrei minha amada fêmea porque ela continua escondida ici em Paris.
            Melhor para ela que se livre de uma terra cheia de mendigos, assaltantes, prostitutas, corruptos de marca maior e onde as índias andam peladas em Copacabana. 
            Ou não seria isso, porque,  o que se sabe, pelo menos aqui em Paris, é que já começaram os ensaios para as Olimpíadas de 2016, principalmente na modalidade de TIRO À DISTÂNCIA.
           Estás puto com este tipo de referência? E se eu falasse que entregam  presunto no carrinho do supermercado dos Macacos, estaria eu inventando tamanha barbárie?
            Aliás, não é assim que los hermanos latinoamericanos sempre chamaram a nosotros brasilenhos?
           –  Somos, ou não somos, os eternos “macaquitos”?
            Tô puto porque estou voltando e ainda por cima tenho que passar hoje à noite por Lisboa, a nossa mãe, por isso somos filhos da mãe lusa mixigenada ao pai africano, Jesus aos beijos com Judas.
           Deu no que deu.
           Ah …  nesta segunda, lundi, estarei na Assembléia dos Fantasmas da Rádio Nacional, em Brasília, na 702 Norte, quando a massa púbere decidirá se aceita, agora ou depois, a proposta patronal de aumento de apenas 4,2 por cento, por dois anos, e vai ser assim, quer queiramos ou não.
           Mas antes de fechar as portas do apartamento aqui na Rue Daguerre, Montparnasse, tenho mais é que mostrar  os cartazes da minha amada que espalhei por toda Paris na vã esperança de que ela volte, pelo menos para mim, não para esta puta pátria que nos pariu.
          Ao fundo, o amado dela, o Napoleão, qual Josefina ela posa, e mais perto, o Pensador do Rodin.
         Então, macaquit@, avisa lá que eu vô, bota água no feijão, avisa a mulata da empregada, coisas deste clichê, certo?
        Mas antes de descer em Brasília, eu falo mais uma vez, mas  de Lisboa, por onde vou passar logo mais.
        Agora, atenção, se alguém vislumbrar minha amada em Paris, diz pra ela que não volte, fico no sacrifício, porque as coisas no Brasil continuam um imenso Maranhão, certo?

Cleide em Paris - photo by Mamcasz

Namore moi qu’un jour je vais vous emmener à Paris. Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers les boulevards de la capitale.

Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture.

C’est alors seulement que j’aurais le courage de vous demander:

– Veux-tu m’épopuser?

“Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital, trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite

Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos , subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, vou te chamar a atenção para um detalhe -ainda é a mesma cama onde Monet sentia os amores e adormecia sonhando com os quadros que um dia haveria de pintar.

Só então eu teria a coragem de Te perguntar :


– Você quer casar comigo ?


Elvis a paris - photo by Mamcasz Graceland Dream show, com direito a Monsieur Elvis e tudo, no bairro distante de Paris, na Porte de Vincennes, no domingo de despedida da velha garagem de ônibus que vai se tornar centro comunitário com 72 mil metros quadrados de área. Seguindo a moda atual de Paris, tudo na moda dos anos cinquenta, inclusive o brocante de coisas usadas, ainda que pouco, mas antigas. Depois, dona Marlise e um cara todo artistão que não funcionou direito, mais uma puta cantora do interior do sul dos Estados Unidos. Daí, um passeio pelo brocante onde depositei três euros em troca de um par de tênis no ponto, tipo camurça. Gastei ainda num belo chope da Bélgica, E, por fim, dá-lhe Elvís neste domingo bem barato em Paris. O transporte ainda estava por conta do cartão Navigo Decouverte. Só não achei ainda a minha mulher no meio da festa. Quem sabe ela está em outro lado da Cidade Luz .Paris Gratuit 1 - photo by Mamcasz Paris Gratui 2 Photo by Mamcasz Paris Gratuit 3 Photo by Mamcasz

Elvis a paris ok- photo by Mamcasz


 Rapidinho que hoje é samedi, tô tirando da máquina, editando e postando tudo aqui da Place des Vosges, a praça mais chique do mundo, ao lado das casas do Balzac e do Victor Hugo, tem wi-fi e tudo.

Primeiro, a visão que tive agora há pouco perto da estação de Simplon, indo para a Porte de Clignancourt, para o Mercadão de Ouen. Fica depois da Gare du Nord. Quanto mais para a parte norte de Paris, mais escurece, mais preto fica, e mais pobre.

Estava havendo esta manifestação dos africanos que fogem de seus países e ditadores tribais para escapar da morte, por facão ou por fome, e se escondem nas cloacas ici de Paris. Eles estão pedindo a regularização dos papéis deles como refugiados. Mas como são pobres, e além disso, pretos, tudo fica mais difícil.

negros sans papier - photo by Mamcasz

Mas como Paris, dizem, tem uma manifestação pública para cada dia do ano, e uma vez a cada século o povo se revolta e corta a cabeça dos reis e rainhas, esta outra foi dos branquelos classe média, que trabalham nos Correios, que é estatal, e que o governo quer privatizar, então eles acham que não podem perder esta boquinha pública. Abaixo, um dos cartazes, na rua de Moufetard,mais antigo, mais branco,mais central. Lógico que isto foi coisa do Partido Gauche, de esquerda, que nem o pessoal metalúrgico.

negros san papier 2 - photo by Mamcasz

 

 

 

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