Brasilia



The piss and blood from the beggar in Brasilia, Brazil

O mijo e o sangue do mendigo de Brasília

Olha que obra mais linda, que cheia de arte.

Passo por ela, por cima; recrio-a por baixo.

Tudo ao meu alcance,   aqui no trabalho.

De volta à Pátria Amada e Idolatrada.

Capital do Império Latrino.

Brasília City. 

Capital: Brazil !!!

As fotos de hoje fazem parte do que restou, nesta madrugada, do mendigo sem eira nem beira.

Ele   sempre dormia sob a  marquize ao lado de onde trabalho.

Durante o dia, ele enchia o nosso saco, no fumódromo em frente ao prédio.

A gente se livrava do pedido dele – me dá um cigarro aí –  com um rapidissimo chega para lá.

Até porque ele sempre fedia pra burro, coitado, lavar as coisas adonde?

 Mijar?

 

 No chão, jaz o mijo misturado ao sangue do mendigo.

O pior é que não ganhou uma nota na imprensa.

A perita polícia do sequestro de ontem, onde?

Junto com a imprensa nos gabinetes de Brasília.

Poliça: vamos ter mais quatro mil meganhas.

Imprensa: poliça diz que vamos ter mais.

E o mendigo que apanhou a noite toda?

Alguém pelo menos sabe o nome dele?

Moral do lero.

Estou cá a ouvir a seguinte frase no meu penico:

– Hum! mas que cheiro bom de bife acebolado.

Vem do lado oposto, da birosca da grelhada.

O cheiro, não do sangue do mendigo; do bife.

– Descanse em Paz!

  Amém!

Agora me dá licença que vou vomitar no saco.

Está na entrada da produtora onde trabalho:

2 – Este post saiu no jornal de Portugal. Blogs do Sapo.

Se puder não volte

http://noticias.sapo.pt/local/mafra/

Aproveite, veja e oiça também

Setenta por cento dos mendigos são negros

http://podcast1.com.br/programas.phpcodigo_canal=1618&numero_programa=49

BRASÍLIA, CAPITAL DA ESPERANÇA.


Tô de volta na Amada Pátria Idolatrada.

Capital do Império Latrino.

Primeiro Ato.

Trato da volta da sogra, 87 anos, mora sozinha e tal.

Da volta dela para a mesma quadra em Brasília.

Justo onde hoje acontece o sequestro nacional.

Re-volte, sogra!

 

Mais um ato.

Este cara aí, o coronel Roriz, continua solto.

E acabo de saber dele o seguinte.

Foi um dos fundadores do PT em Luziânia.

Aqui perto, na Baixada de Goyaz.

Vou ver isto de perto.


 

Fico na dívida com relação ao Delta Blues, no Vale do Mississipi, Crossroads, casa do B.B.King e tais.

Daqui a alguns dias eu posto.

É que embarco de noite, em Atlanta, Geórgia, chego de manhã em Brasília.

Logo em seguida estou no plantão na Rádio.

De chegada, a tropa na rua.

Pronto, estão de volta, penso, enquanto procuro, rápido, pelo Plano B.

Mas era a tropa do bem.

Filmando, no estúdio da Rádio Nacional de Brasília.

Nome do filme:

SOMOS TÃO JOVENS.

Direção e Produção: cineasta Antônio Carlos Da Fontoura.

Que então arrasto, manu suave, para o estúdio ao lado da Radio Nacional FM, onde estavam as cenas do filme, o ator tal qual  o próprio Renato Russo, no começo, sem barba, bancário, classe média.

E sobre isso conversamos.

Pergunta ainda não respondida:

QUE PAÍS É ESSE, PORRA!

 Para ouvir a conversa, é só clicar. De graça, que nem injeção. Coisa Pública: 

http://snd.sc/j9MMpx



1 – INSS sem fila. Mentira.  Entro no site, tento no 135, apenas para mudar a senha. Tamos  gravando, diga se aceita, abaixe as calças. Ok. Demora. Resposta. Só para o dia 03 de junho (hoje é dia 19 de abril). Assim mesmo, só na Ceilândia, outro país, longe aqui da ilha. Se eu ainda tivesse a proteção da CUFA. Mandei à merda!

2  –  Compra pela Internet. Colombo. Geladeira e fogão para a velha sogra. Pago à vista. Vem confirmação pelo email. Com esta pérola: você merece ser atendido por nós com a máxima presteza. E a data provável de entrega: dentro de 32 dias. Não mandei à merda por causa da velha.

3 – Eleição para representante dos empregados no cemitério onde trabalho como coveiro. Sindicatos entram no meio que forçando a barra. Resultado: pouca participação da plebe. Maior silêncio tenebroso, fúnebre, falso e desconfiado. Sem direito de mandar a patrulha à merda. Tá feio o encosto. Descola deu, manezinha!

4 – Fui no Banco do Brasil. O Banco da Fulana. Cartão da sogrona na mão. 87 anos. Senha especial. Carreguei a velha escada acima. Esperamos 15 minutos pela chamada. Daí, noto que o Painel Eletrônico continuava, desde o começo, PIFADO no 102. Estavam chamando no olho. Reclamo. Atendido. Demorado. Um gerente para dez filhos do Lula recém-empregados. Ineptos. Resultado. Para fazer isso tem que ir no caixa. Carrego a velha escada abaixo. Daí, bem brasileiro, pego duas senhas. Uma de velho. Outra de moço. Adivinha qual foi chamada antes. EU SOU É JOVEM!!! Por isso, mando todo mundo à merda, e saio de férias. Antes, mando o dinheiro para outra conta, claro. NÃO SOU BURRO. Idiota é a minha sogra que tem conta em banco do governo.

*

Que mais?

Vou-me embora pra Passárgada.

Lá sou amigo do nego rei.

Vou nadar no Mississipi.

Mergulhar no tornado.

Então, inté e axé, tá?


Before me lies a building in this noble part of  this brazilian capital, called Brasilia, nicknamed the Island.

Inside, survivors only cooing.

Sometimes, they scold and roll, loose in the sewer drain.

In the end, they fail to sing saint soprano : crying.

 (From the book: Pigenhole of Unfinished People)

Diante de mim mora um prédio na parte dita nobre desta capital brasileira chamada de Brasília, apelidada de A Ilha.

Dentro dele, sobreviventes, apenas arrulham.

Às vezes,  ralham e rolam, soltos  no ralo do esgoto.

No final, falham no canto santo soprano:  o pranto

 (Do livro Pombal de Gente Inacabada)



 https://mamcasz.wordpress.com/2010/03/30/os-radionautas-do-passado-no-pais-sem-futuro/


” The white clothes of fellow goes to show, without any hurry, each piece of meat on the overshoot. Then she refix a  long look in the mirror, memory spattered with white toothpaste. Lonely Lady, my cordial good day. Remembrances to the cream on your past face. Good job. “

( From the book Pigenhole of Unfinished People)

*

“ A alva roupa da colega passa a revelar, sem pressa alguma, cada pedaço de carne no passar do ponto.

Então, ela refixa o olhar demorado na memória do espelho, respingado de branco da pasta dental.

Sozinha Senhora, meu cordial bom dia.

Lembranças ao creme presente no teu rosto passado.

 Bom trabalho. ”

( Do livro: Pombal de Gente Inacabada )


                        Abatido por forte gripe, pior do que levar surra de mulher de malandro, aproveito hoje para, em defesa da democracia arábica, colocar posições antagônicas de dois compadres queridos, presentes em meus links preferenciais.

                         Do compadre Lessa, tem a observação de que o blog dele é pago, ou seja, ele paga 191,40  réis, plural de real,  por ano, de hospedagem, ao contrário do blog da ex-mana Bethânea, que é comprado, ou vendido, entendo pouco deste papo do mercado de valores acima do milhão.

                        Da outra parte, o compadre Turiba, ex-assessor do ministro Gil,  posteia: poeta defende blog de poesia de Maria Bethânia, com a conversa que está havendo um linchamento na internet e coisa e tal.

                      Da minha parte, no meio dos dois compadres, arremato num post na fase pré-Obama: – Carcará, pega, mata e come a Maria Bethânea. Ah… já que sou o mais pobre, porque este blog é de graça, ou seja, não é pago e nem é comprado, uso o famoso contra C contra V do Lessa para esta pérola:

 

 

Ainda em cima desta conversa de amigos, a assessora do deputado Tiririca é outra amiga de casa, a Edith, curitibana que nem eu, ou de alguma terra roxa  lá por perto.

Os três são convidados para minhas doces e disputadas caipirinhas, aqui em casa, sempre dentro do espírito do mestre Mevlana, o santo muçulmano parecido com o meu predileto Chico de Assis, os dois chegados a um transe místico.

Quanto estive em Konya, Turquia, onde o mestre Mevlana está enterrado, era começo de noite, da rodovária peguei o hotel mais próximo, vindo de Istambul e a menina curda da portaria, lindíssima, me perguntou:

– Você veio para o festival dos Sufistas? até o presidente está chegando. É o maior do mundo.

  Fiquei mudo, arrepiado, e ela me conseguiu dois ingressos, eu e mais a gata na minha cola há mais de 30 anos. Outro dia, eu falo disto. Agora, dedico aos três amigos mosqueteiros o que trouxe de lá e, aliás, vive pregado na minha porta de entrada:

Seja bem-vindo

Sejá lá quem for você.

Ateu ou  terrorista, entre.

Esta casa não é dos desesperados.

Come, come, whoever you are.

Unbeliever, fire worshiper, come.

Our way is not one of desesperation.

Even if you break your vows a hundred times.

Mesmo que tenha me traído umas mil vezes.

Come. Come again, and again.

(Mevlana Jelaluddin Rumi)

4

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/um-video-satiriza-o-blog-da-bethania/ 

3

http://claudiolessa.com/2011/03/16/donana-de-hollanda-veja-a-fatura-abaixo/16/18/08/

2

http://blogdoturiba.blogspot.com/2011/03/poeta-defende-blog-de-poesia-de-maria.html

1

https://mamcasz.wordpress.com/2011/03/17/carcara-pega-mata-e-come-a-maria-bethania/

 


Abro meu gemaíl e olha só o que recebo:

Acontece que este meu grande e velho amigo, Antonio Arraes, morreu.

Em setembro de 2010.

Tem até um post especial para ele.

Saudades …

Ou será que não?

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/15/meu-amigo-sempre-foi-um-chato-morreu/


We are in the spree with the bribes, dirty and clowning.

Anything it’s ok, even a man with woman, girl, girl.

You can throw the baby into the stream of sewage.

You have to kill daughter´s six years old lover.

You can shoot the player’s mother Roger.

It´s all right if you run over cyclists.

You can even die in the flood.

But you have to get to dry.

Live in this Carnival.

Anything goes.

Give!

 

 

  

 

Já estamos na farra: propina, sacanagem, palhaçada.

Vale tudo, até homem com mulher, mocinha, menina.

Pode jogar o recém-nascido no córrego do esgoto.

Vale matar filha de seis anos do velho amante.

Pode atirar na mãe do jogador Roger.

Vale passar por cima dos ciclistas.

Pode até morrer na enchente.

Tem que chegar  na seca.

Vivo pro Carnaval.

Vale tudo.

Dê!


 Who gets the Oscar this year, Brazil or England?

Answer in the bush: the English, of course.

 Vick Muniz or Banksy?

 Neither competes.

The films are about them and not “theirs”.

* * *

Quem leva o Óscar deste ano, o brasileiro ou o inglês?

Respondo na bucha: o inglês, lógico.

Vick Muniz ou Banksy?

Nenhum dos dois concorre  a chongas.

O filme é sobre eles e não “deles”.

Primeiro,  o filme Through The Gift Shop, da Inglaterra.

Fala do grafiteiro anônimo, o  Banksy. Um artistão.

 

 

Do outro lado, tem o  brasileiro Vic Muniz.

O filme que fala dele,  e que concorre ao Oscar, é:

Waste Land, de Lucy Walker, da Inglaterra.

Faz sucesso em Nova Iorque e tal.

Saiu do lixão da baixada carioca.

Ainda bem que não parou no Presídio de Bangu. 

 

 

Última palavra:

Waste Land está sendo traduzido como Lixo Extraordinário.

Vá ser otimista assim no Reino do Carvalho.

Waste Land quer dizer

 TERRA   DESTRUÍDA.


  Congressista de plantão!

*

Vendo minha alma

Pede-se preço bom

 Até porque o corpo

 Não é + promoção

*

( Reajuste parlamentar:  62%

Reajuste dos mínimos: 6,2% )

*

“Cá entre nós, eu votei com o povo.  Afinal, quem foi que me colocou aqui?”

Deputado Tiririca ao justificar o voto no salário mínimo de 600  reais.

Então, fica a pergunta. O palhaço quem é?

É o ladrão? É a mulher?

Ih! Esqueci a letra.

 


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