Radio



 Minha última passagem pelo Egito foi a camelo.

 

Até porque eu  sempre fui muito vigiado de perto.

 Afinal, foi uma semana depois do atentado terrorista.

 Tinha matado uma porção de gringos na sombra das pirâmides.

Mas deu para escapar, junto com uns primos,  numa visita paralela.

 Fui então conhecer a maior favela do Oriente Médio.

Fica  num enorme cemitério num subúrbio do Cairo.

Isto mesmo. Um cemitério milenar. Aqueles túmulos suntuosos.

 E o povão miserável passou a morar lá, tipo sem teto e sem terra.

Lógico que isto a imprensa capitalista não vê. Nem a sionista.

Muito menos a nossa tupiniquim. Não vê nem aqui …

Moral:

É justo esta turma da Rocinha do Cairo que ninguém está vendo nesta briga.

Fica parecendo que só tem  os  dois lados brigando.

 Falta é o povo de verdade sair deste cemitério onde ele se esconde à noite.

 

 

وتذكرتي في مصر للسياحة.
كما يجري عن كثب. بعد كل ما كان بعد اسبوع من التفجير الذي قتل عددا من الاجانب في الأهرامات. وبالمثل، لم أستطع الهروب إلى زيارة موازية لأكبر الأحياء الفقيرة في منطقة الشرق الأوسط، في مقبرة ضخمة في احدى ضواحي القاهرة. هذا صحيح.

 

 

My ticket to Egypt was for tourism. Being watched so closely all the time.

After all it was a week after a bombing that had killed several foreigners in the pyramids.

Likewise, I could escape into a parallel visit to the Middle East’s largest slum, in a huge cemetery in a suburb of Cairo.

That’s right. A cemetery. The people becamed miserable go to live there, like homeless and landless.

 Of course it does not see in the capitalist press. Neither in  the zionist. Much less in the tupiniquim.

Your attention, please.

Just this class of poor people of the Rocinha  Favela Egyptian.

This people I am not seeing in the fight from two sides by changing the dictator of the desert.

 

 

(Esta foto foi tirada ontem da janela do Hotel Hilton, no Cairo, Egito,

de onde a imprensa capitalista está sendo expulsa

 pela malta de funcionários pagos do ditador apoiado por Israel e Estados Unidos) 

* * *

Mas como eu comecei dizendo, fui ao Egito a camelo.

Pirâmides. Luxor. Navio pelo Rio Nilo, de Sul a Norte.

Aquela tempestade de areia, 44 graus e eu no déqui.

Deserto de verdade. Oásis de tâmaras. Mesquitas.

Viagem de trem. De camelo. A pé pelo Souk.

* * *

Bem diferente de quando fui a Bagdá, Iraque.

Primeiro, pela lide poética.

Festival Internacional de Poesia de Mirbad.

Fiz meus contatos.

* * *

Depois, a serviço jornalístico.

No meio da besta guerra contra o Irã.

O Iraque financiado pelos Estados Unidos da Morte.

Avião noturno com as janelas fechadas e pouca luz interna.

Os contatos preliminares com os primos.

Das embaixadas daqui e de lá.

A Irmandade (brasileira) árabe.

A conversa do câmbio paralelo.

Os presentinhos e tal.

As fotos escondidas dos canhões em cima dos prédios.

Enfim. Todos os cuidados ainda são poucos.

Não sei quais foram tomados no caso do meu amigo Corban Costa.

Foi apanhado entre o aeroporto de chegada e o hotel.

No táxi do primo policial na primeira barreira.

Ainda bem que a foto dele pode aparecer aqui sorridente.

Merece. Gente Boa. Diria ingênuo. Sem ofensa, tá.

 Axé de volta,mano.

Mais ligado!!!

 

 

Repórteres da EBC são detidos e vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=53FCEDFFE94D573CF389AFEC24B52CBD?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3180792


 

Vendo minha alma

Pede-se preço bom

Até porque o corpo

Não é + promoção


                         Hoje, Dia dos Finados (02-11-2010), mato este blog  para felicidade de uma porrada de cagüete,  delatora, denunciante,   alcagüete,  dedo-duro, hard-finger, dona  ruela,  fofoqueira,  maria bocona.

                       Mais as  traíra,  X-9, vira-casaca, linguaruda, dedo-de-seta, Judas, soplona, soffiatore, moucharde, moutona, sneak, dobber, supergrass,  boca mole, língua solta, fedepê e   língua de tamanduá.                            

                       Mas antes de enterrar este finado, desejo do fundo da minha mente-coração o seguinte para estas todas fedepês que me atasanam a vida em troca de uns centavos quaisquer na casa delas desalmadas.

                       Que todas apodreçam nas Virgem de Ferro, Roda de Despedaçamento, Máscara de Escárnio, Berço de Judas, Garras de Gato, Bota Espanhola, Cadeira de Bruxa, Esmaga Cabeça, e Quebrador de Joelho.

 

                  Minha quenga ruela, língua solta, traíra, xisnove, sente só o que eu te preparei  neste último post deste finado blog.

                 É tua a escolha entre a manjedoura, onde terás deslocadas as juntas do corpo, ou a ter chumbo derretido jogado nesta tua boca suja.

                Terás ainda que  comer partes de teu corpo  misturados a merda, urina, suor, lágrimas, catarro, pus e sangue desovulado.

                 Portando, minha cara alcagüete, te reservo os seguintes instrumentos:

Roda de despedaçamento    

            Serás amarrada na parte externa porque abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficam as brasas e à medida que a roda se movimenta em torno do próprio eixo, tu serás queimada. Se preferires, troco as brasas   por agulhas metálicas.

Dama de Ferro    

        Serás ferida  grave mas não mortalmente com espinhos metálicos dispostos na face interna das portas desta espécie de urna funerária testada desde o dia 13 de agosto de 1515.

Berço de Judas    

       Serás sustentada por correntes e colocada “sentada” sobre a ponta da pirâmide  que serão afrouxadas   gradualmente, fazendo com que este teu   pressione e fira  os teus ânus,  vagina e cóccix.  

Garfo     

      Serás presa numa haste metálica, com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo,    por uma tira de couro ao teu pescoço  que, ao ser   pressionada, vai   perfurar tua região abaixo do maxilar e acima do tórax.

  Pêra

      Serás introduzida, pelas tuas boca ou vagina, a um instrumento metálico em formato semelhante à fruta pêra que tanto gostas e ele aos será expandindo aos poucos dentro de ti.  

Máscaras    

          Serás obrigada a vir trabalhar com uma máscara de metal que te incomodará mais pela exposição pública do que pelo sofrimento.

Cadeira    

                    Serás sentada pelada numa cadeira coberta por pregos sentindo ainda o calor das brasas colocadas na bandeja na parte inferior.   

Cavalete    

                   Serás   posicionada de modo que tuas costas se apóiem sobre o fio cortante e os braços fiquem presos aos furos da parte superior e os pés  às correntes da outra extremidade.                 Além disto,   através de um funil ou chifre oco introduzido em tua boca de tamanduá, terás que beber   água, com o nariz tampado para impedir o fluxo do ar,   provocando teu sufocamento até quase perto da morte, mas não chegando a tanto porque sou contra a violência.

Esmaga cabeça

                  Serás pressionada pela cabeça neste capacete, através de uma rosca, de encontro a uma base na qual terás teu maxilar encaixado até teres este teu crânio esmagado, deixando fluir tua massa cerebral.

Quebrador de joelhos    

                 Serás pressionada pelos joelhos, progressivamente, até teres esmagadas a carne, músculos e ossos, por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas que se encontram a  cones metálicos pontiagudos.

Mesa de evisceração    

                Serás presa sobre a mesa de modo que as tuas mãos e pés fiquem imobilizados, enquanto receberás,  manualmente,  um corte sobre teu abdômen onde  era inserido um pequeno gancho, parecido com um anzol, preso a uma corrente no eixo, para serem extraídos, aos poucos, os teus  órgãos internos.  

Pêndulo    

            Serás amarrada pelos pulsos, com os braços para traz,  por uma corda que se estende até uma roldana e um eixo e que será  puxada violentamente para deslocar teus ombros e provocar diversos ferimentos nas tuas costas e braços.

Potro    

              Serás deitada sobre uma mesa e teus membros serão presos por cordas que serão giradas com uma manivela, por sete vezes, produzindo efeito  torniquete até sentires teus ossos todos esmagados.

 

Atenção!

                     No findamento definitivo deste blog, agradeço piamente os ensinamentos que recebi do padre católico dominicano, Frei Bernardo Guy, sem os quais não estaria apto a aplicar estas torturas em todas as minhas indigestas denunciantes X-9.

Comercial!

                  Se tu tiveres algum desafeto e quiseres aplicar estes instrumentos, podes comprar o “Livro das Sentenças da Inquisição”. É o melhor tratado de torturas de todos os tempos. Melhor ainda se for no original guardado secreto no Vaticano:

 

LIBER SENTENTIARUM INQUISITIONIS

Bernardus Guidonis – 1261 – 1331.

 

Portanto, eis a minha derradeira mensagem neste blog:

  

–  V Ã O     À     M E R D A  !!!


Oldies on SKY.fm.


 – O Vargas Llosa acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.

– Quem?

– Ele é do Peru, da Amazônia peruana.

– Ahn… a Amazônia não é mais nossa?

É por essas umas e outras que dá vontade de ficar calado, tampar os ouvidos e entupir a entrada de minhas narinas.

Jorge Mario Pedro Vargas Llosa. Nascido em 1936. Portanto, longe da Jovem Guarda atual que não consegue explicar porque o Brasil até hoje não tem qualquer santo e muito menos Prêmio Nobel?

– É, mas somos penta!

– Cala a boca patriota!

Vargas Llosa começa a vida como revisor (de lápides em cemitérios).

Pela experiência, passa direto para a Rádio Panamericana.

E depois escreve contos, livros, textos, palavras.

Procure-as, Mané, se é que sabes ler.

Condenados a uma existência que nunca está à altura de seus sonhos, os seres humanos tiveram que inventar um subterfúgio para escapar de seu confinamento dentro dos limites do possível: a ficção. Ela lhes permite viver mais e melhor, ser outros sem deixar de ser o que já são, deslocar-se no espaço e no tempo sem sair de seu lugar nem de sua hora e viver as mais ousadas aventuras do corpo, da mente e das paixões, sem perder o juízo ou trair o coração.”

Mario Vargas Llosa

Prêmio Nobel de Literatua – 2010

 Ah…

No livro do Vargas Llosa que está chegando ao Brasil, tem umas críticas ao nosso líder 77 por cento de aceitação. Para ler o capítulo A PESTE DO AUTORITARISMO clique abaixo:

http://www.objetiva.com.br/arquivos/capas/898.pdf

Clipping atualizado:

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/para-vargas-llosa-lula-tem-conduta-esquizofrenica-no-governo.html


1)- No ataque:

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/801363-planalto-manda-tv-estatal-filmar-comicios-de-dilma.shtml

 2) – Na defesa:

 http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D56912%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D129356754244%26fnt%3Dfntnl

3) – Tréplica:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/802250-psdb-pede-informacoes-sobre-uso-de-tv-estatal-na-campanha-de-dilma.shtml

 4) – Quádrupla:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100922/not_imp613385,0.php

 5) – Quina:

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                         No final da Ditadura Militar, no limiar da Nova República, aqui em Brasília reinava um movimento de rua, dito cultural, chamado Projeto Cabeças.

                         Era fruto de música (do Liga Tripa a Cássia Eller), de poesia (de Chico Alvim a Porretas), de circo (Ari Parraraios), de artes plásticas (de Hermuche a Paulinho).

                         Tinha Grande Circular ( ônibus e revista), Porretas (coletânea de poetas), Ministéricas e muito mais.

                        Trinta anos depois, as meninas estão avós, os tios se foram, e um telefone continua muito pouco para o Renato Matos.

                      Pois hoje,   no Parque da Cidade, onde ele findou, acontece uma ressurreição, inda que passageira, do Projeto Cabeças.

                         Logo abaixo, pode-se ouvir o programa ET NA ATLÂNTIDA FM, 1986, com a participação do Liga Tripa, conjunto mambembe,  com Ita Catapreta e Toninho.

                        Edição (a la Glauber Rocha) e apresentação minha (Eduardo MAMCASZ).

                        Participação de dois sobrinhos então com nove anos de idade: Thiago Turiba (professor de Física) e Felipe de Oliveira (fotógraf0).

                        São 30 minutos de maluquice pura de uma época (1986) em que a gente acreditava que a democracia tinha voltado para valer.

                       Neste programa, aparecem palavras típicas daquela época, hoje morta:

                     Pacotão, Tancredo Neves, Liga Tripa S.A, João Figueiredo, Granja do Torto, Tancredo Neves, Trem da Alegria, Sucuruji no Lago do Paranoá, Viva Maria de Godard, A gata da Brigite Bardot, Clementina de Jesus-85 anos, Ortega, Alfonsin, Sanguinetti, Grande Circular, Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Batata, Nova República, Clube do Ócio, Greve no Vaticano, Tango do Tancredo.

                    Para ouvir  clique abaixo:

http://podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

Comente abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/18/brasilia-30-anos-depois-%e2%80%93-cade-voce-hein/#respond

 


Replica01 a

Image via Wikipedia

1895, Brazil.
With the word, the priest gaucho Landell de Moura:
“My inventions can ensure communication with any point on earth, however distant they are from each other. Eventually, my appliances are used even for interplanetary communications. “
Priest Landell de Moura, 115 years ago, tries to register some inventions. Among them:
1 – what he calls CALEÓFANO. Imagine. Wireless Phone
2 – what he calls EDÍFONO. Through him, the voice can be reproduced.
And best, I mean, worse for him. This voice, recorded, can be transmitted from one point to another without wires, using electrical currents.
Results:
The inventor of the Radio in Brazil, Priest Landell de Moura, has just admitted to a hospice, labeled a completely mad, bad head, lelé of the brain.

1895, Brazil.

Com a palavra, o padre gaúcho Landell de Moura:

Minhas invenções podem garantir a comunicação com qualquer ponto da Terra, por mais afastados que eles estejam um do outro. Futuramente, meus aparelhos servem até mesmo para as comunicações interplanetárias.”

O padre Landell de Moura, há 115 anos, tenta registrar alguns inventos. Entre eles:

1 – que ele chama de CALEÓFANO. Imagine só. Telefone Sem Fio.

2 – que ele apelida de EDÍFONO.  Através dele, a voz pode ser reproduzida.

E o melhor, quer dizer, pior para ele. Esta voz, gravada, pode ser transmitida de um ponto a outro, sem fio, através de correntes elétricas.

Resultado:

O inventor do Rádio no Brazil, padre Landell de Moura,  acaba internado num hospício,  taxado de completamente maluco, ruim da cabeça, lelé da cuca.

This post goes to:

– First voice transmission in Brazil, the September 7, 1922, by President Pessoa ;
– Inauguration of the first Radio in Brazil, the April 20, 1923, the Society of Rio de Janeiro, by Roquette Pinto and Henry Morize;
– Birth, on September 12, 1936, the Company’s National Radio, the PRE-8, by the newspaper A Noite, Beach Maua,  in Rio de Janeiro.

Este post vai para:

– Primeira transmissão de voz no Brazil, a 7 de setembro de 1922, pelo então presidente Epitácio Pessoa (tenho este áudio);

– Inauguração da primeira Rádio no Brazil, a 20 de abril de 1923, a Sociedade do Rio de Janeiro, do Roquete Pinto e do Henry Morize;

– Nascimento, a 12 de setembro de 1936, da Sociedade Rádio Nacional, a PRE-8, do jornal A Noite, na Praia Mauá, no Rio.

 Alô, alô ouvintes…

“Wenn Sie Radio hören, denken über die Bedeutung von Menschen mit einer wunderbaren Dokumentation Werkzeug, das es möglich macht für wahre Demokratie zu töten menschlichen Denkens für alle zugänglich und erwecken die nations aus ihrer Lethargie.”

 

 

Albert Einstein, 1930, auf der IFA (Funkausstellung  Internationale).

 

 

 

Fünf Jahre nach Deutschland floh er dominiert von onkel Hitler (Adolf), die das Autoradio verwendet in seiner schlimmsten form von staatlicher Propaganda.

*

“Quando você ouvir rádio pense no significado das pessoas possuírem um instrumento de documentação tão maravilhoso que torna possível a verdadeira democracia, ao colocar o pensamento humano ao alcance de todos e por despertar as nações de sua letargia”. 

Albert Einstein, 1930, na IFA (Exposição Internacional de Rádio). 

Cinco anos depois ele foge da Alemanha dominada pelo tio Hitler (Adolfo) que usa o veículo rádio na sua pior forma, de propaganda governamental. 

 


Nascido há 119 anos, falecido faz tempo, é enterrado de vez, hoje, o famoso Jornal do Brazil.

Muita  história.

No mesmo túmulo, gente do peso de um Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Carlos Drumond de Andrade, etc, etc e tal.

Jornal da Coluna do Castelinho (Carlos Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, nos tempos da dita-dura).

Do enfrentamento da censura com toques de humor, trocando o proibido por previsão de chuvas e trovoadas em Brasília.

Em  1892, é fechado durante um ano pelo marechal-presidente de plantão que quase prende o editor do JB, Rui Barbosa, acusados de incitar a Revolta da Armada.

Este velório me diz muito até porque em 1988, apareço na manchete de capa do JB, ao lado do ministro do EMFA, atual  Defesa, o brigadeiro Camarinha.

Causídico:

Acreditamos que a censura, existente ainda hoje no Brasil, tinha acabado com a saída dos generais-presidentes.

Fático:

Na época, sou o presidente, naquela semana, da EBN (Empresa Brasileira de Notícias), atual EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O ministro Camarinha, o mais velho do governo Sarney, esculhamba, durante 50 minutos, a bagunçada economia do país (naquele julho de 1988, só nas três primeiras semanas, a inflação chega aos 19,3 por cento).

A entrevista vai ar, sem prévio conhecimento superior do SNI, na agência de notícias (ainda era telex), na rede voluntária de rádio (ainda era via telefone, através das sucursais em todas as capitais), e também na oficial Voz do Brasil.

Veredito:

1 – Paredão de fuzilamento para a EBN;

2 – Paredão de fuzilamento  para este que voz fala (não é a primeira e nem a última condenação);

3 – Paredão de fuzilamento  para o ministro-chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Bem intencionado, mesmo caído, ele evita uma iniciada Revolta da Armada, enquanto o ministro do Exército, general Leonidas Gonçalves,  é trazido correndo, de volta, da China.

E tudo isto está aí, na primeira página do Jornal do Brazil que hoje também é oficialmente fuzilado, por questões financeiras.

Descansemos em paz.

Este post está inagurando minha participação, a partir de hoje,  no blog internacional  Os Cosmopolitas, divulgado a partir da Irlanda.

http://www.oscosmopolitas.com

Inté e Axé!


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia.

Daí que fico aqui matutando nos instantâneos felizes que este meio me presenteia quando menos espero.

Sebastião Salgado (série Serra Pelada), Cartier-Breson, Robert Capa, etc.

Daí que desço, aqui na Rádio Brazil, até a copa do primeiro andar, para um cafezinho que, na verdade, sempre acaba saindo mais é uma interessante sopa de palavras.

E, mais uma vez, está lá, sentado ao lado do garçom, uma pessoa que conheço desde os tempos da antiga Manchete,  no Rio.

Gervásio Batista. Mais de sessenta anos de profissão.

Lógico que benéficos trocadilhos e rapapés de sempre são distribuídos mutuamente, a cada re-vista.

Até parece que a gente não se esbarra  duas ou mais vezes por dia.

Daí então que bate o seguinte lá dentro da minha mente cabeça.

Putz!

Que Mané Salgado Breson coisa nenhuma.

Hoje, Dia Mundial da Fotografia, o cara mora aqui ao meu lado, a cada dia.

Salve, salve, grande conviva Gervásio Batista.

Gervásio Batista começa a tirar leite da fotografia ainda nos tempos daquele  presidente que vem logo antes do Pai da Pátria, o Getúlio Vargas.

Isto mesmo. Como é mesmo o nome dele?

Mas o nosso Gervásio continua vívido aqui ao meu lado qual Velha Guarda traquinas.

Por isso, digo e repito:

Como tem gente boa aqui na rádio, sô.

Uma das 100 mil fotos dele, esta a famosa pose do JK na inauguração de Brasília, há 50 anos. Meio século:

Qué mais?

http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=518

 


Eighty per cent  ( 80%) of Pernambuco’s people,  in northeastern Brazil, in search of Ibope, noticed today,  say they plan to vote to senator in blank, set aside or are undecided in this election in 2010.

Teve um reunião hoje, aqui na Rádio Brazil, sobre a cobertura dita pública destas  Eleições 2010.

Além do lero-lero de sempre, a recomendação.

Procurem traduzir, para o povão, o resultado da pesquisa.

Então, mandou, faço-o de pronto.

Pesquisa do Ibope divulgada hoje.

Outra vez, a minoria, que é maioria,  pode decidir.

Para presidente, 15 por cento dizem que pretendem votar em branco, nulo ou sei lá em quem.

Ou seja.

Hipoteticamente, se os 15 forem pro Serra, ele passa para 47 contra os 43 da Dilma.

Ou não?

Agora, para senador, que seria peça-chave, o negócio tá feio, meu.

Pernambuco.

Na frente tem um do DEM (ex-PFL-Arena) e um PT.

Quer dizer.

Na frente, mesmo, para traduzir do jeito que a chefia mandou, estão os brancos e nulos (26 por cento) e os indecisos (54 por cento).

Dois mais dois dá quanto?

Oitenta por cento dos pernambucanos não sabem  em quem votar para senador.

Tô errado?

Aqui em Brasília, são 74 por cento (17 mais 54).

Em Sampa, 60 por cento.

Em Minas, 50 por cento.

E aí, mano, se esta turma resolver arrepiar?

Já pensou?

Comente:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/16/brancos-nulos-e-indecisos-chegam-a-80-por-cento/#respond


No começo deste ano, para ver se funcionava, agreguei meu nome para receber o Happy New Year, Mamcasz, sendo assinado, parecendo que ao vivo, pelo próprio Barack Obama.

É a tão decantada rede social usada por ele para render votos e ganhar não só a eleição para presidente dos Estados Unidos como para arrecadar dinheiro para a campanha (de grão em grão…)

Pois as mensagens continuam. Hoje, recebo mais esta e aqui coloco para mostrar aos marqueteiros tupiniquins como se usa de fato uma rede social a favor da pessoa candidata.

“ Estudos têm demonstrado que quando existe a vontade de que as pessoas façam alguma coisa, elas estão muito mais propensas a seguir adiante. Este conceito simples mas poderoso nos ajudou a fazer história em 2008, quando os eleitores de primeira viagem  desempenharam um papel decisivo na eleição. Agora,  voluntários estão levando esta estratégia para comunidades em todo o país, mais uma vez.”

 

Comente:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/16/uso-de-rede-social-e-isto-o-resto-e-ball-shit/#respond


1 – Fenaj

Saiu o resultado da eleição da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas, com 41 profissionais eleitos na chapa Virar o Jogo. Apesar do nome, a maioria é da diretoria antiga. Interessante que não tem 1 aqui de Brasília. Boa imunidade sindical para todos.

Lista completa em:

http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3148

2- Jornalistas de Brasília

 Enquanto isto, o balanceante Sindicato dos Jornalistas de Brasília enfrenta uma dura divisão nestas eleições.

De um lado, a Velha Guarda. Do outro, a Jovem Guarda.

O ovo ou a galinha?

Mas ninguém, mesmo, da Nova Guarda.

E ninguém no meio para colocar ordem na zona.

Sem sede própria, vendida para uma construtora, em troca de futuras salas, funciona no eterno decrépito Clube da Imprensa.

Na verdade, há quase cinco mil jornalistas na capital, sem contar o bando de estagiários, e valendo os fotógrafos e e cinegrafistas.

Sindicalizados, menos da metade. Os que costumam votar não chegam a dez por cento do total.

 Interessante é que no caso do Clube da Imprensa há uma terceira chapa registrada com  o nome de Virando a Mesa.

Lista completa dos jovens (nem tanto) e dos velhos (com certeza) em:

http://www.sjpdf.org.br/Noticia,Abrir,3951,7804.aspx

Ah …

Amanhã eu posto aqui um arranca-rabo que tivemos eu, dito plínio, e um pseudo-jovem que está na Chapa 2-Acomodação,  quando estávamos  na saudosa Comissão de Funcionários da EBC, não a de agora.

Tudo devidamente registrado no STE (?).

Inté e Axé!

Boa imunidade sindical, cutianos.

São 41 na Fenaj e 28 no Sindicato.


Tô me preparando para uma nova viagem.

Tô sapeando na Internet.

De repente, levo esta porrada na boca do estômago.

Ana Carolina e Seu Jorge.

Ode aos aloprados mensaleiros de todo e sempre.

Primeiro a letra, depois a foto, depois a imagem-som, tá?

Pela ordem, cumpanheirada:

Neste Brasil corrupção
Pontapé bundão
Puto saco de mau cheiro
Do Acre ao Rio de Janeiro

Neste país de manda-chuvas
Cheio de mãos e luvas
Tem sempre alguém se dando bem
De São Paulo a Belém

Eu pego meu violão de guerra
Pra responder essa sujeira

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
 

Não tenho nada na cabeça
A não ser o céu
Não tenho nada por sapato
A não ser o passo

Neste país de pouca renda
Senhoras costurando
Pela injustiça vão rezando
Da Bahia ao Espírito Santo

Brasília tem suas estradas
Mas eu navego é noutras águas

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade

Para ver/ouvir/sentir/latir 

Clique abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=jH6grXm1MG4


 

Today is Friday 13th of August
I really want to kill  somebody
Give and take so much change 
No wonder that tack me crazy 

Colleague of stick in the hollow
I play well in a plague fontanel
Bullshit her panties on the back
Washed in salt and duck’s foot.

 

 

Hoje é sexta-feira e o dia 13 de Agosto

Estou a gosto para matar um alguém

De dar e levar o troco  que não é pouco

Não a toa que me tacha de louco tão bem

Aquela bruxa colega no posto do pau oco

Em quem jogo esta  praga bem na moleira

Besteira dela estar de calcinha no avesso

Lavada no sal grosso, pé de pato, bangalô.

 

É o seguinte, man@:

Apesar deste meu nome de gringo, alva pele, polaco de nascença, sou tão brasileiro quanto o mais negrinho, embora não tenha uma gota de sangue africano, até porque, no Sul Maravilha, de onde sou reposto, polaco é igual a negro, só não tem direito à quota, portando, é pior ainda.

Explico:

Sou batizado com galho de arruda, no interior do Paraná,  no olho d’água de Mãe Iara (Iemanjá, no distante mar) e sempre me cago de medo do Saci Pererê (Curupira das Amazônias,  Negrinho do Pastoreio dos Pampas, ou Boitatá das Caatingas) salve em credo por três vezes.

Então:

Hoje é sexta-feira, dia 13 e Agosto. Tudo juntado assim, tem mais é que cada um pagar e levar o troco, não tem branco que agüente o rojão porque a vida não é leve porra nenhuma, cheia de Judas que, aliás, é o número 13 na ceia dita santa e, por isso, a última dessa estória.

Mais:

A bença, dona Hécate, Senhora das Encruzilhadas, rainha da ruptura de tantos doze (12 dias, 12 meses, 12 horas), mãe de Anhanga, Boitatá, Caipora, Cuca, Curupira, Lobisomem,Matintaperera, Mbaê-Tata, Mulher-sem-cabeça, Negrinho do Pastoreio, Papa-figo e  Saci-Pererê.

 

Saravá e Axé, meu.

 

Listen me, brother:

Despite this my name gringo, white skin, Polish by birth, I am as much as Brazilian black boy, though not one drop of African blood, because in Southern Wonder, where I am reinstated, Polish equals black, only not entitled to share, carrying, is even worse.

Let me explain:

I am baptized with a sprig of rue, the interior of Parana, the water in the eye of Mother Iara (Iemanjá, in the distant sea) and I always shit scared of Saci Pererê (Curupira of the Amazons, Negrinho Grazing of the Pampas, or the Boitatá of Caatingas), save me o Lord.

 Then, so:

Today is Friday, 13th and August. And so, all people  has more to each pay and lead the change, has no white bore the brunt because life does not take shit, full of Judas who, acidentally, is number 13 in the so-called holy supper, and therefore, the last of this story.

More:

Bless me,  Hecate, Lady of the Crossroads, Queen of the rupture of many twelve (12 days, 12 months, 12 hours), Mother of Anhanga, Boitatá, Caipora, Cuca, Curupira, Werewolf, Matintaperêra, Mbaé-Tata, Woman without puzzle, Little Black Grazing,  Pope-Fig and Saci-Pererê.

 

Saravá and Axé, mein Saci!

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