Liga Tripa, Cabeças, Néio Lúcio, Udigrudi, Renato Matos, Garagem, Legião Urbana, Dulcina, Cassia Eller, Grande Circular, Ney Matogrosso, Osvaldo Montenegro.

                            Tudo isto, e muito mais, tem a ver com a Rádio Nacional e os 50 anos com Brasília. Tanto a AM mas, principalmente a Nacional FM que, em épocas passadas, era o reduto de tudo quanto maluco beleza que tinha a melhor da produção musical do pedaço.

                             Tem mais:

                            Renato Vasconcelos, Beirão e Banda Cordel, Mel da Terra, Clube do Choro, Paulo Tovar, Jaime e Beth Ernest Dias, Ministéricas (Claudinha, Mercedes, Leninha), Aloísio Batata, Izaltina, Haroldinho, Gera, Trio Siridó, Tony Botelho, Trem das Cores, Clodo-Climério-Clésio (não era um trio não), Primas e Bordões, etc, etc,etc … e tal.

                           Aliás, no começo da década de 60, o must era mesmo a Orquestra da Rádio Nacional, disputada tanto nos bailes das autoridades no Brasília Palace Hotel quanto nos melhores puteiros da Cidade Livre.

                      Sem contar os programas de auditório, sábados à tarde, no auditório da TV Rádio Nacional, na 701 sul, quando, bem antes do Chacrinha, o então apresentador Meira Filho já dava as buzinadas em cima dos calouros pau-de-arara doidos para virarem candangos.

                     Para ouvir um pouco desta história, clique abaixo no trabalho da “norafilhada” Akemi Nitahara, que nem tinha nascido nos tempos da Rádio Bilg ou Rádio Cabeças:

http://www.radiobras.gov.br/radioagencia/admin/cadastramateria.php?editar=1&ID=107559&tipo=radioagencia

 


                         EBC INFORMA (8 de abril de 2010)

                       ”  Mudança na Diretoria de Jornalismo

                        A jornalista Helena Chagas está deixando a Diretoria de Jornalismo da EBC para assumir outros desafios profissionais. Com sua experiência e capacidade realizadora, Helena deu inestimável contribuição à implantação do jornalismo dos canais públicos da EBC, especialmente na TV Brasil, onde em curtíssimo espaço de tempo estruturou e implantou o telejornal Repórter Brasil, hoje uma vitória da TV pública. Sob a direção de Helena, foram também implantados os programas jornalísticos De Lá para Cá, Caminhos da Reportagem, Três a Um, Paratodos, Nova África e Papo de Mãe. O Observatório da Imprensa, que já existia, foi aprimorado após a criação da TV Pública. Em breve, a Dijor estreará mais um programa, o Cara e Coroa.                  

                     Por tudo isso, em nome da Diretoria-Executiva da EBC, expresso nosso agradecimento à Helena Chagas pela contribuição que deu à implantação do Sistema Público de Comunicação, com votos de mais sucesso e realização em seu caminho profissional. De sua gestão, a EBC recebe ainda como legado uma equipe dedicada e movida pelo espírito público, que dará prosseguimento a tudo o que foi realizado.

                  Responderei, interinamente, pela Diretoria de Jornalismo até que seja escolhido o novo titular.

                  Tereza Cruvinel Diretora-presidente.”

Acréscimo pessoal:

Com isto, está dada a largada. A ninguém poderá ser negada a licença, sem vencimentos, por isonomia, para que funcionári@ da EBC participe de campanha eleitoral, seja de que Partido ou Candidat@ for.

Mais detalhes sobre a saída da ex-diretora, clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/04/07/diretora-da-ebc-sai-para-cuidar-de-dilma/


                    Escrito por mim em 2002, no começo da ex-era Lula, num encontro promovido pelos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas de Brasília:

Acho que temos agora uma Grande Chance de se estabelecer um novo sistema de comunicação Poder-Povo a partir de visões quase que adormecidas.

Ponto Primeiro:

Na produção de programas de Rádio por Jornalistas é preciso esquecer os somente Noticiários, aqueles editados em um minuto e meio e pronto.

O alcance radiofônico, 24 horas por dia, precisa ser melhor entendido, e usado, pela nossa classe de Jornalistas. É só começar pensando uma Rádio como se fosse um Jornal . Tem Internacional. Nacional, Regional, Local , até chegar no Vizinho.

Tem o Segundo Caderno, o entretenimento, com acréscimo do Musical. Tem a Parte de Serviços e, em sendo uma rede Oficial-Nacional, escuta só que campo imenso:Saúde-Educação-Aposentadoria-Cidadania-Campanhas-O povo pergunta(na voz gravada) .O Poder responde. (ao vivo ou não) …”

Extratos do PT

Na ocasião, em 2002, pedi destaque ao que o Progama de Governo colocava na parte destinada à Comunicação:

 “É a formação de uma Rede de Comunicação Alternativo-Comunitária onde será feita a interação Orelhão-Alto Falante-Rádio Comunitária-Rádios do Interior-Internet Banda Larga-Rádio Nacional (Radiobrás).

 Aliás, seria uma coisa totalmente nova, desconhecida no nosso meio. Mas neste ponto, uma ressalva aos “Extratos do PT”:“Utilizar a … Radiobrás … possuidora de uma rede nacional de Tvs e Rádio”.

 A Nacional na UTI  

” Não existe esta “REDE” de Rádio. Melhor seria o escrito algo assim : “Reestruturar o Sistema Nacional de Rádio, a partir da Radiobrás, com a volta dos Escritórios Regionais, com a redescoberta da Rádio Nacional da Amazônia, com a transformação da Rádio Nacional de Brasília em Rádio Nacional do Brasil, com a devida utilização da Internet, fazendo com que ela, em Banda Larga, seja o Elo entre as Rádios Comunitárias que, a partir deste novo momento, serviriam de Repetidoras-Retransmissoras-Interlaçadoras daquilo que acontece nos Grotões esquecidos do nosso Brasil.”

Aproveitei ainda, em 2002, e está no livreto feito em cima do Encontro Sindical:

Alerto apenas para que procurem por uma noção exata da importância da Rádio Nacional – Radiobrás dentro desta nova Rede Pública de Comunicação, sem cair na armadilha da Transição, tipo formamos uma rede imensa, temos a RádioSAT, estamos em tempo real na Internet, etc e tal.

É preciso conhecer a real situação, o potencial abandonado da Nacional da Amazônia, a UTI em que se encontra a Nacional do Rio, a falta de interação Agência Brasil – Radiojornalismo e Radioprodução , a venda-doação sistemática das Retransmissoras, o fechamento da Rádio Brasil ao Exterior, a inexistência de Programação Cultural, a desmotivação dos funcionários…”

 O sumiço do O8OO

 “ A partir desta real constatação, aí sim será possível ressurgirmos para uma Rádio Nacional de verdade, atrelada aos aspectos técnicos modernos da Internet Banda Larga mas sem nunca esquecer a interatividade do Povo-Ouvinte (melhor que seja Povo Falador) que continua dependente do Orelhão, do 0800, da velha carta , da voz dele aparecendo no rádio.

Um grande abraço , embora eu tenha certeza que vocês sabem de muita coisa que acabei de escrever aqui. Acontece que há outros que precisam saber disso tudo também.”

Moral final:

Lendo isto hoje, 2010, parece fantasma, porque continua tudo a lesma lerda. Ou, quiçá, pior ainda.


                        O Plano de Trabalho da EBC para 2010, aprovado pelo Conselho Curador, no sistema de rádio, com oito emissoras, pautou (?) ações estruturantes (?) e de ampliação da oferta de conteúdos, na verdade, serão 18, tais como:

                     “ Deflagração do processo de articulação da Rede Nacional Pública de Rádios entre as oito emissoras da EBC e as demais do campo público; continuação dos investimentos já programados ou ampliados em infraestrutura e equipamento, e criação de três núcleos centrais de produção e gestão de conteúdo através de contratações ou parcerias (Esportes, Radiodramaturgia e Programas Infanto-Juvenis).”


                       A atual diretora de Jornalismo da estatal EBC (Tv Brasil, TV NBR, Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC, etc), Helena Chagas, entra na equipe de jornalistas petistas no comitê de campanha da pré-candidata (?) Dilma Roussef.

                      Ela é filha do velho e renomado jornalista Carlos Chagas, ex-assessor de imprensa do general-presidente Costa e Silva.

                        Antes de vir para a EBC, ela trabalhava no Jornal de Brasília, depois de ter saído da sucursal de O Globo, que ela dirigia, até aquele escândalo do Palocci, aquele caseiro, aquela casa suspeita, enfim, tudo aquilo fez-se passado.

                       O anúncio da saída da Helena Chagas ainda não foi feito oficialmente através do EBC Informa, mas pode ser lido clicando abaixo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/diretora-da-tv-brasil-reforca-equipe-de-comunicacao-de-dilma/

 Ah… hoje, dia 7 de abril, é dia do Jornalista.

– Quais?

– Sei lá…

– Por que?

– Muito menos…


                        Radios libres y comunitarias (?)  de Europa y America Latina (?) unidas en el Foro de Radios Madrid 2010 articulan una cobertura local (?) e internacional durante la Cumbre de los Pueblos Enlazando Alternativas (dando nós?).

                       Para este efecto si tienes planeado estar presente en Madrid durante la cumbre, deseas colaborar, compartir material, retransmitir, etc, etc e tal, envía un correo  a pablo@noticias.nl para subscribirte a la lista decoordinación. 

http://www.enlazandoalternativas.org/spip.php?article534

 

Invita a otros colegas y radios a participar!!

Entonces, já mandei pra eles este blog dos Fantasmas da Rádio Nacional. Desunidos pero nem tanto.


                      A Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB) tira hoje do papel, no auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na Praia Mauá, o Prêmio Roquette Pinto – I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos.

                     Traduzindo:

                  É para apoiar a produção independente de obras radiofônicas e estimular a diversidade regional na produção de programas de rádio.

                 Portanto:

                Numa espécie de cotas, projetos que forem mandados de fora do eixo Rio -São Paulo- Brasília- já entram em vantagem na contagem dos pontos. Os escolhidos receberão os recursos financeiros.

                 Na verdade, as inscrições já podiam ser feitas desde o dia primeiro de abril. De verdade.

                Serão selecionados 40 projetos, contendo cada um deles seis horas de conteúdo, distribuídos por todas as regiões brasileiras, nas categorias: rádio-documentário, dramaturgia, programas infanto-juvenis; rádio-arte ou experimentações sonoras.

                    A madrinha do concurso é Carmen Lúcia Roquette Pinto, da família do Pai do Rádio no Brasil.


 

“Fazem tanta falta cavalos brancos soltos em Brasília.

 De noite eles seriam  verdes ao luar”.

 

 

Foto tirada no Eixo Monumental de Brasília, em 2010.

Texto de Clarice Lispector, em 1962:

                     

                        “Só Deus sabe o que acontecerá em Brasília. É que aqui o acaso é abrupto

                       – Brasília é mal-assombrada. É o perfil imóvel de uma coisa.

                       – De minha insônia olho pela janela do hotel às três horas da madrugada. Brasília é a paisagem da insônia. Nunca adormece.

                       – Aqui o ser orgânico não se deteriora. Petrifica-se.

                      – Eu queria ver espalhadas por Brasília quinhentas mil águias do mais negro ônix.

                     – Brasília assexuada.

                   – O Primeiro instante de ver é como certo instante da embriaguez: os pés não tocam a terra.

                  – Como a gente respira fundo em Brasília. Quem respira começa a querer. E querer é que não pode. Não tem. Será que vai ter? É que não estou vendo onde.

                   – Não me espantaria cruzar com árabes na rua. Árabes antigos e mortos.

                    – Aqui morre minha paixão. E ganho uma lucidez que me deixa grandiosa à toa. Sou fabulosa e inútil, sou de ouro puro. E quase mediúnica.

                   – Se há algum crime que a humanidade ainda não cometeu, esse crime novo será aqui inaugurado. E tão pouco secreto, tão bem adequado ao planalto, que ninguém jamais saberá.

                     – Aqui é o lugar certo onde o espaço mais se parece com o tempo.”


                        Hoje, sábado de Hallelluya, o dia é só de Judas, certo ?

                        Por isso, durante a semana, nós, fantasmas unidos na confiança (Rio, Brasília, São Paulo, Tabatinga, São Luís) corremos um abaixo-asinado eletrônico através do qual afixamos nossos Judas (Xis 9) para serem devidamente  malhados na manhã deste sábado (03-abril-2010).

                        A nossa malhação particular, embora de caráter coletivo, tanto está sendo física quanto mentalmente, desde que em uníssono e a partir das dez horas desta manhã, antes, pois,  da  dita ressurreição a que todos nós teremos direito em data ainda que futura do presente.

                       Decidimos também, nesta mesma assembléia, secreta aos alheios e porventura escolhidos para serem sempre malhados, que  todos desonraríamos os eleitos mesmo que não houvesse algo pessoal que  justificasse a malhação, levando-se o prioritário do coletivo de nós.

                       

                       Mas quem é mesmo este  traidor  que, infelizmente, pode ser qualquer um de nós?

                      Estou falando do Cristo: traído, dedurado, vendido, torturado,   pregado vivo numa cruz, ao lado de dois ladrões, sendo um dele mau e o outro, bom… o Dimas permanece no inconsciente latino.

                       Pois Judas, o Iscariotes, é o mesmo que na Santa Ceia está quase junto dele, o Chefão, de quem ganhou um beijo no rosto, a la siciliana, e por um motivo muito do pragmático:

                        Judas é simplesmente o tesoureiro de campanha da turma do Zé da Galiléia. Tanto entendia de multiplicação do dinheiro (alem de peixes e pães), que vendeu o Cristo, por debaixo dos panos (cueca,  sutiã, meia ou túnica) por trinta dinheiros da época (teria sido delação premiada?).  Afinal, Cristo era o maior subversivo caçado pelos ianques romanos invasores da Palestina.

                         Tesoureiro de campanha – pode? –   independente de partido ou inteiro, aloprado ou inzoneiro, panetônico ou cachaceiro, mesmo que na falta de um Cristo, neste caso trocado por qualquer mau ladrão – acontece … –  pois ele te lembra quem,  nos perdidos dias atuais?

                           Por isso, a minha parte estou fazendo, neste momento, na mente uníssona a de um monte de colegas, ou seja, estou desejando, firmemente, do fundo do meu id,  o mal a quem nos faz o mal. Está lá na Bíblia:

                           ” Quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

                       Só tem uma coisinha que me deixa com a cabeça perturbada neste negócio de hoje malhar o Judas,  antes que eu me purifique através da ressurreição, ou quiçá sumiço, para passar meus tempos de exílio na Índia, antes de seguir depois,  sempre escondido,  para a Capadócia a fim de me reunir ao mano João, à mãe Maria e à minha amada Madalena, até porque meu pai Zé já tinha ido de verdade.

                       E que coisa é esta?

                      Preste bem atenção neste sermão proibido a garotinhos que o papa alemão diz serem frutos de lorotas. Aliás, por que a malhação hoje é só do Judas? E por que não de Pedro, que traiu Cristo por três vezes e depois saiu dando uma de galo, tanto que virou o primeiro Papa-Chefão, mesmo depois de ter cantado pros meganhas romanos:

                      – Este cara? Nunca vi mais pelado que nem agora, aqui no Getsemani. Faz o que quiser com Ele (Jota Cristo) que não tô nem aí. E aí, Judas, tudo bem contigo? Tem dois paus pra eu aí?

                     Moral do sermão de hoje:

                      Em glorificando, pela malhação, a pessoa que me feriu, durante o ano,  estou mais é endeusando quem, hoje, na falta do outro, retirado da cruz e enterrado (vivo?), está sendo lembrado como um verdadeiro Deus-Rei, representante do Belo Anjo Lucifer (aquele que transporta a luz), que tentou dar um golpe no Paraíso, de onde foi expulso fisicamente mas continuou aprontando através de Eva (a desobediente), Caim (o pistoleiro), Judas (o tesoureiro) e tantos outros defensores do Reino do Mal (o vizinho). A malhação, portanto, é uma homenagem.

                             Então?

                             Já malhaste o teu Judas particular hoje?

                             Cuidado para não ferir a ti mesmo!

                           P.S. Este sermão de hoje foi escrito por uma pessoa que um dia foi chamado de Frei Hélio Maria Ofmcap, ou seja, eu mesmo. Duvidas? Na foto, sou o primeiro da direita:


Para ouvir minha mensagem de Boa Páscoa, clique abaixo:

http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=36

*

Deusa Natureza!

Dai-me o tempo de festa – verão –

E do repouso – viram?

Dai-me o tempo das folhas secas,

Galhos tortos, noves-fora,

Recomeçar do quase-nada. 

*

Deusa Natureza!

Dai-me o poder  de  remover torres,

Mares e bobos sonhos :

Ser viril na ternura de um Chico de Assis

No sermão desolado da montanha

De entulhos e bagulhos.

*

Deusa Natureza!

Dai-me o milagre da multiplicação das  palavras.

Que elas instiguem nas crianças

O distante reino dos céus,

Reafirmem a decisão de malhar o Judas,

E justifiquem a intenção de crucificar  de novo o velho  Cristo.

*

Deusa Natureza!

Dai-me o entendimento desta minha dupla convivência:

– Qual dos dois – Cristo ou Judas – ocupa

Uma cadeira vazia no bar,

Um vazio na gente?

Nesta idade, pessoa,

Às vezes,  sou um mini homem dileto,

Noutras muitas, um super rato discreto.

*

Deusa Natureza!

Dai-me  um tempo

Para continuar sendo aquilo ou isto

Judas ou Cristo –

Insisto –

Mesmo que eu durma com o Diabo

E com  o Deus,  na mesma lama,

Ou que amanheça por entre as Madalenas,

Caifás, Pilatos, Herodes, Marias,

Ou mesmo Dimas, o bom –

Qual era mesmo o nome do mau ladrão?

*  

Deusa Natureza!

Dai-me a vontade de mesmo no roubo

Na força eu ser  bom,

Do começo ao fim.

E depois, ressuscite o santo, de mim

Decantado das cinzas ao vento,

Desde que  eu  continue, no fundo,

Sendo sempre aquilo ou isto,

Judas ou Cristo.

*

Deusa Natureza!

Dai-me a certeza do retorno,

Na forma de pássaro no arco-íris plantado

Para que eu possa cantar para alguém,

Mesmo que somente para mim,

Um retumbante Hallelluya. 

*

Deusa Natureza!

Dai-me um Ovo de Páscoa

Que na duvidosa placenta de vida

Da gema renasça, por encanto,

Isto ou aquilo.

É o que mais desejo.

Sinceramente, deste  teu

Cristo, mesmo que Judas.

Amém!

Eduardo Mamcasz, Poeta Quase-Zen.

 

Boa Páscoa – 2010.


                       Uns anos, poucos, já passados, quando ainda existia o programa Revista Brasil, estive com ele, do qual participava, na Expansão da Samambaia, onde é só esticar o passo que se sai do Distrito Federal (Satélite) e se entra no Goyaz (Entorno).

                        E por que esta prosa?

                      Porque uma senhora chegou, naquela manhã, durante o programa Os Radionautas, passado ao vivo, numa pracinha, ainda pela Rádio Nacional de Brasília, tendo ao lado a filha e perguntou para a gente:

                     – Por que vocês têm este programa só aqui na Expansão e não espalham por todas as Satélites, porque tem muita criança precisando deste tipo de coisa?

                       Eu sempre acompanhei, desde 2004, todo domingo, das 10 ao meio-dia, aquele grupo de crianças e pré-adolescentes que chegavam apertadas numa Kombi para apresentar o programa Os Radionautas,  na Rádio Nacional de Brasília.

                       O trabalho, com dinheiro nem para o lanche das crianças, domingo de manhã, a Rádio oficialmente nunca participou destes detalhes, era uma iniciativa do Edvaldo Ferreira, da Sociedade dos Moradores e Amigos da Expansão de Samambaia/DF, uma espécie de ONG bem pobre, sem a grana de outras primas ricas que freqüentam os salões da Esplanada ou, pior, sem botar a mão em meia ou cueca cheia de lama milionária.

                        A idéia de criar um programa de rádio com as crianças carentes da Expansão da Samambaia surgiu depois de uma reportagem, no Correio Braziliense, comparando o local à violência da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

                      Edvaldo Ferreira hoje está concluindo o Curso de Jornalismo e ainda se lembra de quando viu um grupo de crianças em situação de risco brincando com uma bola de papel de jornal e teve a idéia que, aliás, nunca teve o apoio que merecia ter tido.

                         E por que o rumo desta prosa aqui e hoje?

                         Sei lá, estou velho, esquecido, mas quando me lembrar volto aqui e conto.

                        Mais detalhes sobre Os Radionautas,  (alô, Valter Lima!) clique abaixo:

                        http://casteloforte.com.br/sociedade8.htm

                        Post-scriptum (!?):

                       Ah! Acabo de me lembrar de uma das duas coisas que esqueci. É que Os Radionautas ganharam, entre quase dois mil inscritos, o sétimo Prêmio Itaú-Unicef, em 2008. Não é nada, não é tudo, mas é muito a ser ainda reconhecido. Mais detalhes no site da própria Unicef:

                       http://www.unicef.org/brazil/pt/rpi_abril2009.pdf


                       Episódio de hoje da série  “A Rádio Nacional e os 50 anos com Brasília (19)”:

                      A Rádio Nacional de Brasília só faz 50 anos em 17 de junho de 2010.

                      Bem sei que esta prosa é muito da provocativa mas, mesmo assim, eu te transporto aos fatos que colocam em dúvida as já realizadas festas pelos 50 e 51 anos  da Rádio Nacional de Brasília porque ela só deveria comemorar o meio século de vida no dia 17 de junho de 2010 e nunca em 31 de maio de 2008.

                     As datas existentes nos arquivos são diversas, a começar pelo histórico cartaz, guardado no Arquivo Nacional (alguém tem que salvaguardar a memória radiofônica) e se refere, embora não pareça, ao então enorme terreno baldio no começo da W3 Sul, não o pequeno espaço ora tombado, em todos os sentidos:

                       Neste sábado de manhã, dei um pulo nos 50 anos da Escola Parque, onde os então desconhecidos Cássia Eller, Renato Russo e Ney Matogrosso eram arroz de festa, e tirei algumas fotos do espaço ao lado,  que   abrigou a primeira sede da Rádio Nacional de Brasília, sendo usado depois pelo  sumido Cine Cultura:

                       Pois aqui começo este meu arrazoado sobre os 50 anos incompletos  da  Rádio Nacional  de Brasília que começou, de fato, num barraco na 507 Sul, com um reles show, num palco improvisado, aí sim, no dia 31 de maio de 1958, porque  não tinha ainda sua orquestra que, depois da inauguração,  tocava nos bailes do Brasília Palace Hotel, para as autoridades e, nas horas de folga, nas quatro boates da Cidade Livre: Night and Day, Tirolesa, Bossa Nova e Chez Willy.

                           Para reforçar este meu arrazoado,  conclamo o testemunho do maestro Isaac Koolman, do Pedroca no piston, do Xandoca na bateria, todos moradores na quadra 39 da 712 Sul, mais o  Fernando Lopes,  Jesiel Mota e o cego João Tomé, este vindo de Uberaba, Minas Gerais, para fundar a Escola de Música de Brasília, todos, por sinal, nas asas da Real Aerovias  que o JK tentou mudar para Real Brasília Airways, mas acabou sendo tragado pela vassoura do Jânio Quadros, justo em 1960: ” Varre, varre, vassourinha … que o povo já está cansado … de aguentar … tanta roubalheira”.

                     Acabo de me lembrar do seu Joaquim, que também tinha sido da Orquestra da Rádio Nacional de Brasília e que eu conheci quando  comia capim, como contínuo na portaria da 701 Sul, como acontece com uma porção de velhos, desde os tempos do Palmeiras, na EBN, até o seu Severino, atualmente na EBC, que são testemunhas do tanto que, bom, deixa para lá, amanhã  você pode ser a próxima  pessoa velha a ser colocada no sexto cesto codinominado  “resquícios” ou  “restos a pagar”,  este usado no balanço da EBC com relação à Radiobrás.

                      Mas eu estava falando mesmo do quê? Ah… este danado do Alze alemão  Haimer está me deixando cada noite mais livre, leve e solto. Ah, acabo de me lembrar. Do que mesmo? Espere só mais um pouco que  agora eu tenho  a certeza quase que inabsoluta que … o quê mesmo?  A provocação deste episódio diz respeito aos 50 anos que a Rádio Nacional  de Brasília já comemorou mas ainda não completou, estou certo? Depois, o velho sou eu…

                            Já estou de saco cheio desta conversa, por isso vou pegar  meu Karman Guia, que uso desde o dia em que ele foi desprezado pelo JK, que preferiu   os chiques Simca Chambord na exposição no gramado da 701 Sul, na inauguração da Rádio e da TV Nacional. Ah … acabo de me lembrar, a inauguração foi no dia 17 de junho de 1960, é só ler o discurso do Juscelino, que está no arquivo da Presidência da República, qual o link mesmo, está aqui, do meu lado, fugiu, deixa que daqui a pouco eu mesmo acho, tá?

                      A festa de inauguração aconteceu no gramado  onde foram colocados os primeiros cinco automóveis JK e mais um Simca-Chambord trazidos direto da fábrica. O presidente JK, o Bossa Nova,  compareceu junto com autoridades, mulheres,  ministros, e até o populacho de sempre, atraído pelos globetes da época (astros da Rádio Nacional do Rio): Nelson Gonçalves, Emilinha, Pixinguinha, Dóris Monteiro, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene com o sucesso “Isto é Lá com Santo Antônio”, de Lamartine Babo,  e muito mais, eu diria até o escambau.

                      Tem até uma placa que pode ser vista presa na parede de entrada da TV Nacional (NBR), no prédio da ex-Rádio Nacional, na 701 Sul, na W3, ainda que ela não esteja mais na entrada original, que ficava para o lado do Palácio do Rádio e não do Pátio Brasil. Aí tem mais confusão porque a placa diz que a inauguração foi no dia 4 de junho de 1960 (da Rádio e Televisão Nacional). Aliás, o terreno dado para o complexo de rádio e televisão estatal (Rádio e TV Nacional), ia da W3 Sul até o futuro Parque da Cidade. Aos poucos, cada diretor-presidente se desfez de um bocado, em troca de nada e hoje, só sobrou isso e assim mesmo porque está tombado:

                      Mas voltando à confusão de datas. A concessão do serviço estatal (hoje, diz-se público) para a criação das Rádio e TV Nacional foi assinado pelo JK no dia 23 de dezembro de 1959:

                 “O presidente da República outorga, outrossim, à Superintendência das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União concessão para estabelecer, a titulo precário,  estação de radio e televisão em Brasília, para operação com a Rádio Nacional.”

                      Lembro também que o primeiro programa levado ao ar na Rádio Nacional   de Brasília, direto da ex-poderosa Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o do então famosérrimo César de Alencar que, na contra-revolução de primeiro de abril de 1964, dedurou, a la Simonal, uma porção de colegas, tanto no Rio quanto aqui, em Brasília, todos  despedidos, presos e/ou torturados, mas em compensação ele acabou não levando nada em troca dos militares. Bem feito!

                       Aliás, no próximo episódio desta série Os 50 anos da Rádio Nacional com Brasília, tem uns trecos interessantes para contar como, por exemplo, das vezes em que a Rádio Nacional  de Brasília foi invadida:  na rebelião dos sargentos, em 63,   na truculência dos coronéis, em 64,  ou  na famosa noite do  badernaço, no governo Sarney, em 83,  promovida pelos … deixa para lá, mano, afinal, hoje eles são todos aliados neste governo e a Rádio Nacional não é tão pública assim como aparenta dizer ser.

                      Mas só para terminar a prosa deste episódio, espero que com este meu arrazoado sobre o incompleto meio centenário da Rádio Nacional de Brasília eu não tenha  estragado a festa do ano passado, que aconteceu em sessão solene  na Câmara Distrital, que ainda não tinha decaído tanto que nem hoje, e por isso mesmo,   atente bem, ó servo do aquém, para não embarcar em canoa furada porque o Lago do Paranoá é fundo e turvo, apesar de sua aparente placidez, e isto está escrito nos anais daquela casa:

                     “A sessão terminou com muita música, enquanto eram lidas moções de vários deputados, entre eles o presidente da Câmara, Leonardo Prudente, homenageando 45 funcionários da rádio, sete deles in memorian.” 

                       Na verdade, a história acaba mal porque,  no ano passado,  ninguém sabia (ou não) do dinheiro escondido nas meias do dito presidente-vereador,  então homenageando a nossa Rádio Nacional  de Brasília, numa iniciativa  da distrital Eliana Pedrosa, em sessão presidida pelo deputado Geraldo Naves, ora preso na Papuda em meio ao grupo do qual não fazem parte, inexplicavelmente, os outros mensaleiros e aloprados  mil, tanto do vale esporte quanto do bolsa lote, todos irmanados na família camorrenta.

                       Para confirmar que não estou nem pensando em mentir, muito menos omitir, ou denegrir, quiçá distrair a atenção com uma leve fumaça assoprada para o alcance de tuas narinas ditas puras, leia então o relato original no clique abaixo:

http://www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/musica-historia-e-emocao-marcam-homenagem-aos-51-anos-da-radio-nacional

                       Então, tá.

                       Em nome do Pai, do Filho e da Mãe.

                      Inté e Axé!

 


                        Novela que vem se arrastando desde o começo do ano passado, maio chegando está tudo se encaminhando para a inauguração da nova sede da EBC em Brasília, no subsolo do Venâncio 2000, um shopping decrépito e ultrapassado pelo vizinho Pátio Brasil. Pelo menos vai ser na Asa Sul, quem é de Brasília (Plano Piloto), sabe a diferença que é.

                      Mas apesar da ínfima audiência (leia nota abaixo), reunir num só subsolo a TV Brasil, TV NBR, Rádios EBC, Agência Brasil, Serviços, etc, com 1.473 funcionários lotados em Brasília,  vai custar a pequena bagatela, por ano, só de aluguel, de quase 10 milhões de reais. Na verdade, na verdade mesmo, serão exatos  R$798,5 mil por mês, correto?

                       No momento, os móveis novos estão licitados, comprados e à espera do recebimento, que vai ser direto no primeiro subsolo do decadente Venâncio 2.000, onde havia lojas de sapatos, sauna, livraria, lanchonete e tal.

                     Para seguir o traçado antigo, continuará a mesma “passarela do samba”  pelo meio das lojas. De diferente, o espaço externo-lateral, que estava com o visual meio livre, apesar de subsolo, agora está totalmente tomado por um prédio pronto para ocupar as vagas de estacionamento no terreno baldio em frente (aliás, um deles ainda pertence ao espólio da Radiobrás, agora codinominada de “resquício”, com tudo o que havia nela, principalmente o pessoal.

                             Notas Oficiais (passadas…)

                           Num dos derradeiros comunicados da atuante Comissão dos Empregados da EBC (a passada…), foi exigido uma mudança completa de todos os trabalhadores lotados em Brasília para a nova sede.

                          Ao mesmo tempo, foi publicado num dos EBC Informa a nota da atuante CIPA do prédio da 502 Norte (outra vez, a passada, gente…), exigindo que um representante seu acompanhasse todos os procedimentos na fase da pré-mudança.

                           A nota da Comissão dos Empregados (a passada, não a de agora…), já dizia, em outubro de 2009, o seguinte:

 “Nenhum setor poderá ser prejudicado estando fora das novas instalações que segundo a empresa serão definidas ainda durante este mês. A Comissão dos Empregados e Sindicatos irão protocolar ainda esta semana um documento para a presidência da empresa comunicando a posição dos trabalhadores solicitando que as entidades representantivas sejam comunicadas oficialmente sobre as mudanças, que deverão atender todos os setores da empresa, retirando todos os trabalhadores dos atuais espaços precários onde estão instalados.”

                        Tudo sacramentado. Em vão.

                        Em nome do Pai, do Filho e da Mãe.

                        Axé!


                           A página da EBC ( http://www.ebc.com.br ) amanheceu em branco nesta segunda. Nela estão Agência Brasil (ainda continua com a subpágina provisória) , TV Brasil, Rádio Brasil, desculpe, Nacional, etc e tal.

                           Ao voltar, meio assim tipo haqueada, apresenta este texto hierografado, mas quem entende de balanço, elisão x evasão, normas públicas x societárias, pode decifrar perfeitamente.

                            O que chama atenção é o que foi declarado no balanço patrimonial e que deu uma diferença exata de R$ 342.725.758,44.

                           Um senhor balanço …  mas vamos ao original:


                         Episódio de hoje:

                         Funcionários da Rádio Nacional de Brasília insistem em estragar a festa dos 50 anos.

                       O episódio de hoje se destina aos funcionários da Rádio Nacional que insistem em estragar a festa desses 50 anos pelo decrescimento,  juntos, com Brasília.

                        Os motivos alegados diferem por demais uns das outras e são indesculpáveis porque deveríamos estar todos reunidos nesta  festa a que não fomos convidados.

                       Uma funcionária da Rádio Nacional de Brasília alega até motivo de suicídio pela ausência dela desde os tempos em que havia o barracão ora rodovia na Asa Sul.

                       Outros dois apostam num atestado de choque em pleno ar, no vôo 1907, de Manaus a Brasília, a serviço, e colocam de testemunhas dois pilotos norte-americanos.

                      Tem um, então, ainda  mais barbudo que Jeová, que só vive de conversa com o John Lennon, os dois no Jardim do Éden, doidos para reunirem os Beatles de novo.

                      Têm os que alegam estresse pré-vida, indução apocalíptica, ingerência descontrolada de emulentes via oral, ou, simplesmente, prosseguimento do destino.

                       Portanto,  faço questão aqui de reafirmar que todas NÃO são desculpas  para que NÃO estejam presentes conosco no próximo dia 21 de abril deste ano de  2010.

                      Aliás, não sei se é o teu caso mas desde criancinha que eu detesto levar um NÃO na cara ainda mais  quando ressinto samaritanas  que se locupletam de SIM ( Amém ).

                        Mas voltando ao NÃO. Algumas das almas liberadas, neste meio século de existência da Rádio Nacional e de Brasília, continuam penadas em nossos estúdios. SIM!

                       Outras, permanecem cá entre nós, nas placas esquecidas na porta dos estúdios. Ou tu, recém( já velho ) – concursado, por acaso sabes  dizer quem foram eles?  NÃO!   

  

                        Então, estão convocados a aparecer nesta parca festa, cá e na esplanada dos mistérios, pelos 50 anos da Rádio Nacional com Brasília, os seguintes pseudo-ausentes:

                       Fausto de Faria, Octavio Bonfim, Luís Inácio, Adriano Gaierski, Raimundo Nonato, Jonas, Joaquim Jardim, Chicão, Osman, Meira Filho, Rosa, Gilvan Chaves, Sabino Romariz, entre tantos outros. Isto só aqui na Rádio Nacional de Brasília.

                      Se formos contar os ausentes da Rádio Nacional do Rio, aí  é caso para expansão da esperança na Praia Mauá, lá mesmo onde nosso primeiro manda-chuva, totalmente maluco, toma banho de mar, de gaiolinha, para ficar bom dos rins encharcados de cachaça (Dom João VI).

                       Bom, dada a bronca nos funcionários da Rádio Nacional de Brasília que insistem em estragar esta pobre festa de aniversário de meio século de tontas alegrias, segue abaixo um buquê de flores a todos eles mas, no caso de hoje, através “dela”:

                         Heleninha Bortone recebeu 6 milhões e 728 mil cartas nos 20 anos em que foi apresentadora da Rádio Nacional.

                        Tu sabes qual foi o prêmio? Pois escutes só: uma lerda de uma reles demissão sumária, sem justificativas nem nada.

                        Ela só conseguiu voltar uns cinco anos depois mas sem o mesmo espaço de antes, devido às famosas forças ocultas que abundam pelas interquadras cá deste detrito federal.

                       Pois mal.

                      Quando ela está se reposicionando na vida, na calma tácita que lhe forma o semblante, não é que  leva  outra porretada de demissão, desta vez na forma de um câncer irrevogável?

                      Para ouvir, então, a homenagem-lembrança aos funcionários da Rádio Nacional de Brasília que se foram e por isso insistem em estragar a festa dos 50 anos, clique abaixo:

 PARA OUVIR CLIQUE ABAIXO:

 http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/Heleninha_by_Mamcasz.mp3

 Mandado por uma colega de trabalho:

Gostei muito do artigo sobre nossos fantasmas. E por falar neles, o Gilvan Chaves, sempre que me encontrava perguntava gentilmente como eu “a menina” estava…( naquele tempo, em vista dele, Gilvan, eu realmente ainda era “uma menina”, de 42 anos… )

E sobre a Heleninha, até hoje é raro o dia em que não chegue uma carta lamentando a morte dela…

Você tamém se lembrou de alguém, o Jardim, esse “fantasma”, esse fumante inveterado, que primeiro foi operado de câncer no nariz e depois…

Bom, de toda a forma, valeu, valeu muito lembrar nossos fantasmas. E – se existe um “além”, que tenham uma vida mais feliz por lá….

                         Então, tá. Inté e axé.

                        Em nome do Pai, do Filho e da Mãe.

                        SIM!

                       E por que NÃO?

                       Tendo dito, sigo pro próximo episódio.