outubro 2011



SÓ NÃO CRÊ QUEM NÃO VÊ.
Brasília, 12 de outubro 2011.
Segunda Marcha Contra a Corrupção.
Foto de Walter Campanato-EBC- Uso Público


Brazil, Oct-12-2011

Day of Stop All Thief !

General National Day Against Corruption!

البرازيل أكتوبر
– 12 – 2011 – لص
يوم توقف!

عام باليوم الوطني لمكافحة الفساد!

Brésil, Oct-12-2011-Journée voleur!

Générale de la Journée nationale contre la corruption!

巴西1012- 2011 –天有賊

一般國慶廉政

Brasilia, Oct-12-2011-Day Seis varas!

Kansallispäivä korruption vastaisen Yleiset!

Spain, Oct-12-2011-Día do Pega Ladrón!

Día Nacional contra a corrupción Xeral!

An Bhrasaíl, Deireadh Fómhair-12-2011-Lá thief Stop!

Lá Náisiúnta i gCoinne an Ard-Éillithe!

Brasile, ottobre-12-2011-Day ladro!

Giornata nazionale contro la corruzione generale!

Бразил, октомври-12-2011-Ден Стоп крадец!

Националниот ден на борба против корупцијата воопшто!

Brazylia, paź-12-2011-Dzień złodziej Stop!

Narodowy Dzień Przeciw Korupcji ogólne!

Brasil, Out-12-2011-Dia de Ladrão PEGA!

Dia Nacional contra
uma Geral Corrupção!

Brasil, Oct-12-2011-Dia de LADRÃO PEGA!

Día Nacional contra
un Geral CORRUPCIÓN!

Brazil, Tháng Mười-12-2011-Dia để Pega LADRÃO!

Dia Nacional ngược
a Geral Corrupcão!

Brezilya, PEGA
Ladrão için Ekim-12-2011-Dia!


A Vitória Suprema do Coração.

La Victoire Suprême du Coeur.

           E isto lá é nome que se dê a um restaurante, pardon, a um bistrozinho simpático que fica perto do metrô Chatelet, em Paris sempre tem que ter o M. Tudo acompanhado de um chá com pimenta.

            O nome que se dá a um bistrot em Paris é muito importante e faz parte da história.

            Tem o Patati-Patatá, M – Bastille.

           Tem o Mon Viel Ami, com a velha torta de chocolate.

           E o Ave Maria, M-Belleville, noutro canto da cidade, com o peixe da Amazônia.

            E Le Café que parle?

            La Favela Chic.

          Ou coisa mais solta,  Le Zéro de Conduite, seria Vale Tudo?

     Falar de comer em Paris não é esnobe porque tem para todos os alcances.

      Desde o plat de jour, do meio dia às duas e meia.

     Até o que eu faço, com cinco euros, no As du Falafel, no Marais.  Compro o sanduichão árabe-israelense, na mercearia em frente pego uma meia garrafe de vin rouge, na minha mochila já tem os dois copos, porque Paris nunca se deve fazer sozinho, e vamos a pé, logo ali, na praça mais linda da cidade, a Place de Vosges, num banco junto à fonte, em frente à casa do Vitor Hugo, tudo ainda parece o palácio dos reis, e foi, antes do Louvre e de Versailles, e, bom, deixa a vida me levar, bien sûr, né?

      Que mais?

     Descer no metrô Courvisar, uma estação antes da Place de Italie, subir umas escadinhas morro acima, quer dizer, butte, e justo no Aux Cailles, na segunda quebrada, eis o bistrô catalão Chez Gladinez e a enorme travessa de metal, individual, com um saladão, meu, por menos de 10 euros.

     Se for o caso de algo mais encorpado, um vinho tinto e um filet au montagnard, quente, o molho de queijo borbulhando em cima, mais a cesta de pão crocante, a conversa com os vizinhos, porque é tudo num mesão sempre cheio de gente local, nada de turistas, quiçá, um casal de viajantes, que nem a gente, no más.

    Agora, esta é para fechar o trânsito.

    Em Paris, tem a Grande Mesquite. Estive lá de madrugada, na última Nuite Blanche, quando toda a cidade se abre, noite inteira. Mas estou falando, cá, de uma ida a esta mesquita para desenvolver o seguinte cardápio, tudo bem que esta saiu por 58 euros, veja se não vale a pena:

– Sauna, dez minutos de massagem, ducha, banho turco, descanso na esteira, música árabe, chá de hortelã, sauna, ducha, roupa, restaurante, formule orientale (fileira de mezés), chá de hortelã, doces mil folhas, rendados, melados em Mil e Uma Noites.

       Que mais? Só falta ir. Estas são de outras. Mas a undécima vez está chegando. Afinal, ir a Paris não é que nem ir a Miami, correndo. Tem que ser tudo doucement, doucement ma chérie, certo?


                  Eu tenho uma amiga que tem um filho pequeno  que vai na minha chácara e sobe no telhado, pela janela mezzanino,   e eu vou  lá e fecho a reentrada  e tranco a porta  e retiro a escada porque eu sempre  sou  assim com  criança e cachorro: adorado…

                 Está com pena?

                 Pois este filho da minha amiga me faz uma chantagem comigo enquanto  a mãe dele está  no banho pós-ato, de fato, talvez ele tenha…  até Deus nos  ouve:

                – Abra a porra desta janela –grita ele, baixinho, comigo – se não me jogo daqui de cima e te mato!

                  Protetor  de toda e qualquer criancinha  na hora abro a janela da vida  para esta  futura raivosa figura.

            Moral do lero:

           Hoje, ele está preso na Papuda – Penitenciária.

           Intimado, novamente sob chantagem, estou de novo nesta merda da fila de visita, mãe chorando abrindo a bolsa e a vagina, porque nela, diz o meganha, esconde o sustento da ex-criança para que ela não se torne, hoje, a mulher de um malandro enjaulado, e daí vou  levando o papo para que ele não visite  o meu ânus íntimo, peraí, mermão, sou jornalista,branco que nem tu, e ele dá  um tempo, se valoriza e me libera, a mim e a uma incógnita trouxinha de cocaína que vale ouro na cadeia.

            Final:

            Saio da cadeia  com o gosto doído no ouvido do filho da minha amiga me dizendo o seguinte:

            -Esta vida, tio, é uma droga.

           É  por isto que ele está fodido. Se fica só na Esplanada, aconselho no dantes, que maravilha, mas não, se mete a ser independente ou, como se diz na moda, autossustentável, auto-sustentável, alto lá, alguém me diz onde colocar esta merda deste hífen?

             – E minha mãe, como tá,tio?

             – No cemitério, dormindo, meu.

            Pós-saída:

             Entro no decadente ônibus linha 171,  Papuda -Rodoviária, cheia de mães,  moídas e doídas,  e eu, doido para uma fileira de coisa na vida, dou um sorriso e me lembro daquela criança filho da minha amiga. Que saudades, meu,  ele no telhado e a mãe dele embaixo de mim.

           –  Feliz Dia da Criança, meu pequeno marginal.

           Nota:

           Isto tudo não passa de ficção. Nenhuma amiga minha tem filho.

           Isto é para ser lito escutando Nana Caymi cantando:

          – Vem cá meu  mininu….


Francês só pensa “naquilo”: comer demorado demorado.

       “Na cozinha francesa, os pratos são feitos para saciar a alma e não a fome”.

       Não sei mais quem escreveu mas que eu li, lá isto eu li, antes da primeira ida à Paris.

       Sou dos tempos da Carta Orange. Agora é Navigo Decouverte, depois explico.

       É que agora estou que nem o francês. Só consigo pensar “naquilo”.

      Ou melhor, nisto, no Chez Papa, o mesmo de sempre, o da 14.

      Da janela, mesma mesinha no canto, olha a rua e, do outro lado, os seguintes:

      Charles Baudelaire e a Dama das Camélias.

     Guy de Maupassant, Samuel Beckett, Man Ray, capitão Richard Dreyfus.

    Numa tumba singela, deitados, mãos dadas, Sartre e Simone.

    Serge Gainsbourg me oferece um ticket do metrô.

   As fãs deixam milhares por causa da canção:

    Le Poinçonneur de Lilas.

    – Madame e monsieur, atenção,  ici votre Salade Boyarde.  Bon Apetit:

http://www.chezpapa.com/index.html

         Mas como estava falando, francês só pensa “naquilo”:

         Comer bem devagar. Divagar. Demorado. Sem pressa,

         Mas tem que ser lento, gradual, sem medo do ápice.

        Até chegar à sobremesa, ao queijo, ao beijo.

       Hora de espraiar um pouco, largar a conversa, olhar.

           Agora, sim, um cigarro e um cafezinho, bien sur.  É de lei.

           Au revoir,meu, que esta vida  é très fragile.

           E vamos que vamos.

          Afinal, ainda nem chegamos a Paris, pela undécima vez.

 Ao fundo, para alongamento deste momento de relax, ouça a música, de 1958,  que ainda leva gente a deixar o ticket do metrô no túmulo do Serge Grinsbourg, no outro lado da rua, no cemitério de Montparnasse.

http://www.youtube.com/watch?v=HsX4M-by5OY


Je t`aime mas nem tanto, mon amour…

           Se tem coisa que francês mais gosta na vida é comer…

          Comida.

          Tem até a frase:

         A comida é para saciar a alma … nunca, a fome.

         Por isso, a comida de hoje, é a espiritual.

         Nesta undécima volta a Paris, vou rever o muro do je t`aime.

         I Love you, babe,  escrito na pedra em mais de 320 das quatro mil línguas existentes neste mundo surgido na Torre de Babel.

     É eu te amo para tudo que é lado.

     Mas, afinal, tem lugar melhor do mundo do que Paris para dizer je t`aime, mon amour?

    Pode ser no creole de Martinica: a-mi-to-ma-ké-ba-lo-ba-chi.

    Ou então no creole do Haiti: moin-rin-mim-oi.

   Tem o creole da Bahia: tô-na-tua-tá?

    E na língua tonga, aquela do Vinicius de Morais, na tonga da mironga do cabuletê, em que se diz eu te amo assim:

    – O-kou-o-ou-o-fa-la-ki-a-tiu (ou dá ou desce). Saravá!

            O muro je t`aime em questão, em Paris, fica para os lados do Montmartre dos Van Gogh, Picasso, Monet, Modigliani e uma porradésima de gente famosa, depois  virada pó.
Metrô Abesses. 18, como se diz. O mais profundo da capital francesa. Square, ou Quay Jéhan Rictus.

            Oui, ma petite femme, je t`aime, mas nem tanto, tá?

            Bisou!


Me namore que eu te levo para Paris

             Namore moi qu’un jour je vais vous emmener à Paris. Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers les boulevards de la capitale. Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

           “Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital, trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite.

       Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture. C’est alors seulement que j’aurais le courage de te demander:

      – Veux-tu m’épopuser?

      Et allor?

      Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos, subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, vou Te chamar a atenção para um detalhe -ainda é a mesma cama onde Monet sentia os amores e adormecia sonhando com os quadros que um dia haveria de pintar. Só então eu teria a coragem de  perguntar :

    –  Você quer casar comigo?

    E aí?


              Parte Um

              É tão bom ver uma cabeça coroada rolar na guilhotina…

             Uma ida, pena que tenha volta, como tem acontecido por uma dezena de vezes, a Paris, exige três partes de um mesmo corpo: antes, durante e após.

             Antes, tem a preparação, nos livros ou nas  traiçoeiras páginas internéticas, mesmo que o local de pouso seja o mesmo, pela terceira vez.
         Durante, bem, tem a restauração do que tem que ser repetido em Paris, a Place de Voges, par exemple, o sorbet da Ilha São Luís, o sorver no Chez Papa.

             E o depois, bom, é a revolta da volta de uns tempos na Lutécia nascida junto com o Jota Cristo, bem que os dois podiam ter-se casado e dado filhos.
 

                Primeiro, vamos  começar pelo recém-lido livro do do jovem filósofo inzoneiro chamado Lorànt Deutsch

 

                 

         A idéia central deste livro, de uma viagem  pelas estações do metrô, desde o primeiro século até às excrecências arquitetônicas do século XX, não foi cumprida.

         Mas todo livro, mesmo que pior, sempre deixa um gosto de mel, este me deixa na boca as toneladas de sangue que correm pelas ruelas de Paris, ao longo da sua história, na forma de tremendas carnificinas:

         Judeus em 1200, protestantes em 1700, pobres de Paris jogados aos milhares no Rio Sena pela peste, fome ou simplesmente pelos machados afiados das turbas.

        Agora, deste livro, levo duas coisas nesta viagem a Paris.

        Uma, é a tremenda história de a heroína, dizem que santa e virgem,  Joana D’Arc, ser fruto indevido da rainha Isabel da Baviera, casada com o maluquésimo Rei Carlos VI, mas apaixonada pelo irmão dele, o cunhado, o duque Luís de Orleans, simplesmente por ele ser o seguinte:

      “Um belo garanhão pronto a relinchar diante de qualquer mulher”.

      O outro detalhe deste livro de 343 páginas, que acabo de sorver, está na página 332, e vou conferir in loco, na atual place de La Concorde:

      “Em 1789, chamou-se praça da Revolução e aqui erguia-se a sinistra guilhotina (Liberdade, Igualdade e Fraternidade).  A conta foi feita: 1.119 cabeças rolaram nesse lugar e entre elas as de Luís XVI e de Maria Antonieta”.

       Aur revoir.

      Amanhã, volto com mais uma pré-saudação à minha Paris.

      Antes, uma foto doutras idas, com voltas, infelizmente:

 

       O Pensador, no Jardim de Rodin, que sacaneava Camile Claudel mas amava o gordo Balzac, e, debaixo da torre dourada dos Invalides, o túmulo do grande Bonaparte, que se ajoelhava diante de Josephine, não a Baker.


Sexta, 30, despedida de setembro, 2011, meio-dia em ponto.

Só em Brasília, e num cadinho.

Ao redor do Rei Sol, no espirro de gotículas, forma-se o tal do Halo.

Holístico falo?

Me calo.

Clique abaixo:

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