Brasilia



 Repassando no dúbio sentido.

Atenção!

Leitura dezaconcelháveu pra funssionárius anaufa-beto: 

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio só porque o alimento está barato por demais. O salário dos pobres aumentou e qualquer um agora se mete a comprar carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

 Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana só porque a gentalha toda vai para a noite se divertir para valer com o bando todo.

 Cansei de ir em shopping e ver a pobreza desfilando com seus celulares sempre ligados. Sem contar que a Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega…

Cansei dos estacionamentos sem vaga só porque com essa coisa de juro baixo,  e agora todo mundo tem carro, até a minha empregada. “É uma vergonha!”, como dizia o Boris Casoy.

Cansei da moda banalizada só porque qualquer mocréia agora pode botar uma  confecção no corpicho porque o que era exclusivo na zona do luxo agora se vende até no camelô do lixo.

 Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar, do meu caseiro  do sítio virar “empreendedor” e da empregada na cidade ser super simples.

Cansei dessa história de Prouni só porque botou esses tipinhos sem berço mas coloridos na universidade, fazendo com que até índio tutelado vire médico ou advogado.

Cansei dessa história de aeroportos lotados só porque hoje qualquer Zé Mané  está viajando sem ser de pau-de-arara mas fazendo o aeroporto parecer rodoviária. Estou até pensando em comprar um avião. O problema é que o imposto do governo é muito alto.

Cansei dessa história de Luz para Todos só porque os capiaus agora vão  assistir TV até tarde da noite e, lógico, vão acordar depois do meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Os sem-terra?

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria, atrapalhando a vida dos coitados que vivem de cobrar aluguel dos outros. O que será deles?

Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar só porque agora qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer manezinha aqui do bairro está indo passar as férias no exterior.

É o fim…

Por isso, informo que estou mudando.

Tô no quase fui.

Chega, mané!


        Por decreto da UNICEF, este 15 de Outubro de 2010, hoje, é o primeiro Dia Mundial de Lavar as Mãos.

      É que segundo a ONU as pesquisas apontam que 60 por cento das pessoas simplesmente lavam as mãos depois que fazem alguma merda.

      Que nem fez o Pôncio Pilatos bem lá atrás quando entregou o elemento Jota Cristo pro povão decidir:

  • Esfola ele, Pilatos.
  • Eu não. Eu lavo minhas mãos.
  • Então, crucifica Ele, uai.

      Detalhes no site da Canção N ova (o que foi que eu eu ouvi mesmo nesta canção?).

     Pergunte prum político:

  • Quem roubou? –  lavo minhas mãos…
  • Quem sabe um aborto? –  lavo minhas mãos…
  • E o lesbianismo?   – lavo minhas mãos…
  • De quem é o filho?  – lavo minhas mãos…
  • E a mãe? – lavo minhas mães!

      Moral:

      Faça que nem ti.

      Hoje,  eu já lavei as mãos.

     E tu, Pilatos?

       http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274420

 

Por que será que coleg@s de repartição morrem de medo do que minhas mãos escrevem?

As acima são da exposição do artista holandês Escher.

Vou vê-la neste domingo aqui em Brasília, no Centro Cultural do BB.

Não é coisa para pessoa néscia de quatro.

Depois eu falo.


 

     Dilma – 51%  . . .  Serra – 49%

( Ibope, pela margem de erro )


O líder cubano Fidel Castro   publica, a partir de hoje, no blog não-censurado dele,  o resumo do livro do jornalista norte-americano Bob Woodward sobre as lutas internas enfrentadas pelo presidente Barack Obama’s Wars.

As 420 páginas em inglês foram traduzidas a toque de tambor, sob pena de paredão, em um dia e meio, para o espanhol e estão no site do ditador mais antigo do mundo e que tem ligações íntimas com a nossa política tupiniquim.

Duvidas? ( ó néscia, é tu duvídas e não dúvidas, ok?)

Clique abaixo:

http://www.granma.cu/espanol/reflexiones/11octu-reflexiones.html

Assino abaixo e dou fé:


 Dilma – 46%  . . .  Serra – 43%

( Data Folha, pela margem de erro)

 


 Quem mora aqui em Brasília,ó, mamando nas tetas da Viúva ou à cata direta do ouro, conhece uma figurinha chata que neste final da seca e chegada da chuva, 128 dias depois, enche o saco da gente.

Hoje, de madrugada, comemorei a data estraçalhando um casal que entrou no meu quarto cantando esgarniçadamente. Estou falando da doida da cigarra.

Ela fica dormindo na seca toda, grudada num pau seco de árvore velha, e acorda agora no começo da chuva.

Quer dizer. Quem acorda  é a nova criatura que está dentro dela. Que sai faceira para o Novo Mundo.

É sempre assim. Na vida e no trabalho. Uma morre, outra nasce.

Aliás, dei-me mal, noutro dia, no email que mandei pruma desafeta. No final, escrevi:

– Aqui se faz, aqui se paga …

Pra feder de vez, acrescentei:

– Quanto antes, melhor …

Mas continuando …

Tem bicha, então, que acaba de trepar e logo mata o macho. Natureza tem cada coisa. Prefiro o sintético.

Então, neste caso da cigarra, ela uiva, penso eu, por causa da dor do parto. Por isso que tod@ adolescente grita:

– “Parto que me pariu” .

Mas foi a mãe quem sofreu. Duas vezes. No parto e agora, na partida da filha para um braço qualquer.

O grito do cigarra chega aos 120 decibéis. Se um grito atrapanha, uma porção ao mesmo tempo zaz mal pra caralho, quer dizer, pro ouvido, não só dos homens mas, principalmente, dos cachorros, que ficam loucos, nesta época do ano. Começam a uivar que nem lobos e a trepar com qualquer cadela.

Tem uma colega de trabalho, inclusive, cujo gato, por conta do estresse provocado pelo canto da cigarra, andou soltando uns hormônios, digamos, femininos. Isto provocou a invasão de gatos vizinhos à casa da colega cuja gata, diante do sucesso do gato com os machos, acabou por se matar na piscina.

Acontece que acabo de saber, de uma ex-amiga veterinária, que inclusive me trocou por um viado:

– Mamcasz, você também está ficando doido com o grito das cigarras pelo seguinte. Preste atenção e pare de encher o saco de quem abre este teu blog e vê as coisas que são cor-de-rosa de um jeito todo torto.

 Ouço:

– O zumbido ensurdecedor é da cigarra macho trepando com a cigarra fêmea.

Falo:

 – É sempre assim. A fêmea  fica muito da quietinha, só gostando do roçado no além do clitóris, na beirada do dito G.

– Foi por isso que eu te troquei por um cachorro, seu Mamcasz.

– Ué. Não foi por um viado?

Mas continuando a prosa:

– O escarcéu da cigarra é produzido pela vibração das membranas inferiores do abdômem do macho.

– Tudo bem, minha preta, mas e como é que fica então a orelha da cigarra fêmea com esta gritaria toda do macho?

– Simples, seu Mamcasz. A fêmea tem uma membrana especial que se dobra para proteger os tímpanos. Mesmo assim, tem vezes em que umas fêmeas chegam a explodir com a gritaria do macho.

– Ah, entendi…

– Entendeu o que, seu Mamcasz?

– Contigo, eu sempre fui que nem mineiro. Silencioso, comendo pelas beiradas, devagarinho … por isso que você me trocou por um cigarro.

Moral:

Tem fêmea, e conheço de perto, que literalmente explode de gozo.Basta o macho dar uns gritos.

Bela historinha para este feriadão do Dia das Crianças.

Na verdade, eu acho mesmo é que deveria ter deixado o casal de cigarra ter terminado a trepada. Só depois, então, te-lo-ia mandado para a lista dos finados. Mas aconteceu assim, e disto dou fé, porque então, voltaria a dormir sonhando com uma anjinha, de asas soltas, vibrando, vindo pra cima de mim, cantando, sorrindo e trepando.

Amém, Jesus, filho de Maria, a Virgem.

Deus me ouça e faça chover na minha orta (do coração, analfabeto!).

A professora de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília, Cristiane Pujol, explica no áudio abaixo o porquê dessa semvergonhice da dupla Cigarra e Cigarro:

http://soundcloud.com/mamcasz/cigarra-by-mamcasz 


 

Hoje,28-09-10, 16 horas, 126 dias sem chover, olho pela janela de meu apê, sexto andar, de onde sempre vejo o aeroporto, o lago e o prédio da Mãe Joana, além da ponte dos Remédios, e só vi isto. Quer dizer, nada. Primeiro pensamento. Roubaram minha Brasília. Segundo: deve ser coisa de quem pensava que não vai ter segundo turno. Terceiro: Eu não sei de nada, não sei nem onde foi parar minha Brasília, a capital. Parecia a semana que passei num barco no Rio Nilo, no sul do Egito, e peguei uma tempestade de areia no deserto. Moral: areia nos olhos dos outros é moleza, né, mané?


124 dias sem chover aqui em Brasília.

E cem que a cada dia não se passe sem escândalo.

E né que a turma do IBGE, tão volumosa quanto a dos Fichas Limpas (ou não), continua batendo no portão do meu prédio a fim de preencher, numa boa, a taxa de produtividade de cada uma pessoa lá da equipe deles?

Tudo bem.

Alego que não confio mais nas instituições que vazam nosso sigilo, fiscal ou não, mais do que o ladrão da caixa d’água.

– Nós asseguramos que não haverá quebra de sigilo.

– Nós quem, cara pálida?

E o povão do subúrbio, ali representado no provisório agente de recenseamento, mostra-me uma carta ameaçadora, com a lei 5.534, de 14 de novembro de 1968.

Portanto, o IBGE está baseado numa lei do AI-5, da Ditadura Militar, que diz:

– O censo do IBGE é de resposta obrigatória estando o faltoso passível de multa de até cinco vezes o valor do maior salário mínimo vigente no país?

– Mínimo do povo ou mínimo do promotor-juiz-pf-político?

– Num sei não.

– Então me dá aí o envelope lacrado com a senha que depois eu preencho no internet.

E foi assim então que escapei da lei em vigor desde o Ato Institucional Number Five.

 

Primeiro, ide até:

http://questionario.censo2010.ibge.gov.br

Daí, coloque o código de acesso.

Atenção.

Não se trata de uma das 40 senhas em anexo (é, Mané!)

Cinco dias de prazo.

Daí, tem telefone automático.

Depois, o agente volta ao teu domicílio-residência-mansão-barraco-marquise.

Preenchi tudo, no básico, mas errando seis vezes para usar senha, sempre diferente. A cada quadro, uma aposta nova na mega-sena 1218,  que passa dos 63 milhões.

De estalo, depois do sexo, se casado com mesmo ou diferente bitola, empaco na resposta relativa à minha cor. Vou ao espelho, estou meio bronzeado, e volto aos ítens. Duas dúvidas: Pardo (4) e indígena (5) são cores ou raças?

Tem uma coisa que me arrepia todo em preencher, ainda mais nestes tempos hitlerianos  de qualquer agentezinho de merda quebrar meu sigilo.

Preencha a seguir a quantidade, o nome, o sobrenome de cada um dos elementos ditos humanos que moram no teu aparelho. Tem mais. Quanto cada um recebe em dinheiro, benefícios, caixa dois, por fora, bico e por aí foi o meu sigilo.

Finalmente, o IBGE quer saber quantos brasileiros e brasileiras estão morrendo lá fora, no estrangeiro, ralando ilegalmente.

Desculpa, o IBGE diz morando, errei, disse morrendo:

Saiba mais do que o IBGE:

Dois em cada três brasileiros que vivem fora do Brasil estão em situação irregular.

Clique abaixo:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615339,0.php


                        Festival de besteiras que assolam  o Brazil-Cuba-Venezuela-Irã.

                       De um lado, em defesa da liberdade de imprensa, estão os milicos,  reunidos no famoso Clube Militar do Rio de Janeiro, palco de algumas decisões importantes – por que não? – como o lançamento da campanha O Petróleo é Nosso.

                      Do outro, no ataque à liberdade de imprensa, estão os pelegos sindicais,  os sem-terra e os petísticos mamando nas tetas da Viúva,  todos reunidos, e aí que mora o perigo, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, do Vladimir Herzog.

                        E no meio deste fogo cruzado, dentro do túnel  sem vislumbre de luz em qualquer das saídas, o Manifesto em Defesa da Democracia, lido pelos mesmos velhinhos das Diretas Já, Tortura Nunca Mais, Abaixo a Censura, etc e tanto.

                         Este manifesto eu já assinei.

                        Estamos indo, rapidinho, para os 50 mil.

                        Faça o mesmo,  enquanto há tempo.

                       Clique abaixo:

                        http://www.defesadademocracia.com.br/categorias/assinaturas/page/30/

                       Jovem Guarda:

  http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sejamos-gratos-ao-sindicato-dos-jornalistas-censores-ou-aos-jovens-jornalistas/#comments


Cento e vinte dias sem chuva

  as cigarras tontas caladas

 os cantos dos machos

as fêmeas anseiam

 no oco do tronco.

  

 

 

Cento e vinte escândalos cá na ilha

não conseguem acordar as cigarras

das satélites dos entornos do plano

onde a grama se confunde na terra

vento levanta a micro saia marrom

da minha prima  vera  persistente.

  

 

  

Cento e vinte pessoas

na poeira da seca de esperança

vencida pelo apático medo demográfico

não falam não enxergam não ouvem mais nada

nem o debate do peixe fora do leito seco sem água da vida.

  

 

Neste entre ato  entre meio  entre tudo entre tanto

chega minha prima  vera   mais bonita que  minha Brasília

 me aconselha no aconchego da cigarra fêmea inda que da família

vai  Mamcasz distribua mil beijos varonis na primavera  verão e outono

antes que chegue o descanso do guerreiro no inverno tal qual a cigarra macho

pronto para cantar a melodia da atração da fêmea natureza com quem copularás

até o instante do gozo eterno plantado no oco do tronco com que serás abatido  

por não teres mais o mínimo sentido da máxima utilidade reprodutiva de todas as vidas.

 

 

Assim é que a mamãe natureza  qual cigarra fêmea

administra a renovação da vida

na tal da democracia ladina

que precisa de outono

verão e  inferno

é primavera

te canto!

 

 

 

 


Reprodução via Folha de São Paulo (Divulgação)

                   Apenas reproduzo aqui duas fotos de divulgação do que mais se debate na atual  Bienal de Artes de São Paulo – de 25 de setembro a 11 de outubro de 2011.

                 Até porque estou de olhos, beiços e ouvidos bem vendados por conta de uma acirrada vigilância que se interpôe entre este escrito e o teu  visto pelo metade.

                Pois vamos às opiniões sobre esta  série “Os Inimigos”, do pintor-artista-pernambucano Gil Vicente.

               Além de Lula e FHC, entram na dança a rainha da Inglaterra, o presidente do Irã, o papa alemão dos católicos ocidentais, etc e tal.

                Moacir dos Anjos:

“ Fica patente aqui, portanto, o cansaço do artista com os modos de representação política vigentes e uma desilusão profunda com a possibilidade de mudanças através de lideranças formalmente constituídas.”

              Walquiria Farias:

“O realismo cruel de cada cena entre esses dois personagens é indicativo do destino fatal que um terá.”

             José Cláudio:

 “A mão do homem Gil segura pelo cabelo e degola o homem Lula; sente que está sendo cruel e que ser obrigado a isso o repugna mas não abdica de fazê-lo, envolvendo-se fisicamente na matança.”

            Roberto Ploeg

“Gil Vicente desenha uma metáfora para expressar o grau de sua indignação e desilusão. A imagem que usa e intensifica é a triste, reprovável e, infelizmente, conhecida cena espetacular da televisão e da internet.”

           Maria do Carmo Nino:

“Penso que a sua rejeição se dá contra as instituições e as convenções do poder no nosso mundo, do qual estas figuras são emblemáticas. E a esse sentimento de não–aceitação ele se entrega e sucumbe. Dá-se por vencido. O seu ato não é heróico, não é nem mesmo um ato de sacrifício, é um ato de desistência.”

            Moral deste treco todo:

             Se for para censurar, que nem a dita Santa Inquisição (da medieval Igreja Católica) ou das fogueiras dos jovens hoje velhos do Hitler, a gente teria que proibir Shakespeare (tem um tal de parricídio, ou seja, de quando se faz preciso matar o próprio pai) ou até o Édipo (comeu a mãe, com quem teve um filho, que matou o pai, cruzes…)

Autor:

http://gilvicente.com.br/

Bienal:

http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=88


1)- No ataque:

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/801363-planalto-manda-tv-estatal-filmar-comicios-de-dilma.shtml

 2) – Na defesa:

 http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D56912%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D129356754244%26fnt%3Dfntnl

3) – Tréplica:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/802250-psdb-pede-informacoes-sobre-uso-de-tv-estatal-na-campanha-de-dilma.shtml

 4) – Quádrupla:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100922/not_imp613385,0.php

 5) – Quina:

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                         No final da Ditadura Militar, no limiar da Nova República, aqui em Brasília reinava um movimento de rua, dito cultural, chamado Projeto Cabeças.

                         Era fruto de música (do Liga Tripa a Cássia Eller), de poesia (de Chico Alvim a Porretas), de circo (Ari Parraraios), de artes plásticas (de Hermuche a Paulinho).

                         Tinha Grande Circular ( ônibus e revista), Porretas (coletânea de poetas), Ministéricas e muito mais.

                        Trinta anos depois, as meninas estão avós, os tios se foram, e um telefone continua muito pouco para o Renato Matos.

                      Pois hoje,   no Parque da Cidade, onde ele findou, acontece uma ressurreição, inda que passageira, do Projeto Cabeças.

                         Logo abaixo, pode-se ouvir o programa ET NA ATLÂNTIDA FM, 1986, com a participação do Liga Tripa, conjunto mambembe,  com Ita Catapreta e Toninho.

                        Edição (a la Glauber Rocha) e apresentação minha (Eduardo MAMCASZ).

                        Participação de dois sobrinhos então com nove anos de idade: Thiago Turiba (professor de Física) e Felipe de Oliveira (fotógraf0).

                        São 30 minutos de maluquice pura de uma época (1986) em que a gente acreditava que a democracia tinha voltado para valer.

                       Neste programa, aparecem palavras típicas daquela época, hoje morta:

                     Pacotão, Tancredo Neves, Liga Tripa S.A, João Figueiredo, Granja do Torto, Tancredo Neves, Trem da Alegria, Sucuruji no Lago do Paranoá, Viva Maria de Godard, A gata da Brigite Bardot, Clementina de Jesus-85 anos, Ortega, Alfonsin, Sanguinetti, Grande Circular, Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Batata, Nova República, Clube do Ócio, Greve no Vaticano, Tango do Tancredo.

                    Para ouvir  clique abaixo:

http://podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

Comente abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/18/brasilia-30-anos-depois-%e2%80%93-cade-voce-hein/#respond

 


Nascido há 119 anos, falecido faz tempo, é enterrado de vez, hoje, o famoso Jornal do Brazil.

Muita  história.

No mesmo túmulo, gente do peso de um Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Carlos Drumond de Andrade, etc, etc e tal.

Jornal da Coluna do Castelinho (Carlos Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, nos tempos da dita-dura).

Do enfrentamento da censura com toques de humor, trocando o proibido por previsão de chuvas e trovoadas em Brasília.

Em  1892, é fechado durante um ano pelo marechal-presidente de plantão que quase prende o editor do JB, Rui Barbosa, acusados de incitar a Revolta da Armada.

Este velório me diz muito até porque em 1988, apareço na manchete de capa do JB, ao lado do ministro do EMFA, atual  Defesa, o brigadeiro Camarinha.

Causídico:

Acreditamos que a censura, existente ainda hoje no Brasil, tinha acabado com a saída dos generais-presidentes.

Fático:

Na época, sou o presidente, naquela semana, da EBN (Empresa Brasileira de Notícias), atual EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O ministro Camarinha, o mais velho do governo Sarney, esculhamba, durante 50 minutos, a bagunçada economia do país (naquele julho de 1988, só nas três primeiras semanas, a inflação chega aos 19,3 por cento).

A entrevista vai ar, sem prévio conhecimento superior do SNI, na agência de notícias (ainda era telex), na rede voluntária de rádio (ainda era via telefone, através das sucursais em todas as capitais), e também na oficial Voz do Brasil.

Veredito:

1 – Paredão de fuzilamento para a EBN;

2 – Paredão de fuzilamento  para este que voz fala (não é a primeira e nem a última condenação);

3 – Paredão de fuzilamento  para o ministro-chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Bem intencionado, mesmo caído, ele evita uma iniciada Revolta da Armada, enquanto o ministro do Exército, general Leonidas Gonçalves,  é trazido correndo, de volta, da China.

E tudo isto está aí, na primeira página do Jornal do Brazil que hoje também é oficialmente fuzilado, por questões financeiras.

Descansemos em paz.

Este post está inagurando minha participação, a partir de hoje,  no blog internacional  Os Cosmopolitas, divulgado a partir da Irlanda.

http://www.oscosmopolitas.com

Inté e Axé!


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia.

Daí que fico aqui matutando nos instantâneos felizes que este meio me presenteia quando menos espero.

Sebastião Salgado (série Serra Pelada), Cartier-Breson, Robert Capa, etc.

Daí que desço, aqui na Rádio Brazil, até a copa do primeiro andar, para um cafezinho que, na verdade, sempre acaba saindo mais é uma interessante sopa de palavras.

E, mais uma vez, está lá, sentado ao lado do garçom, uma pessoa que conheço desde os tempos da antiga Manchete,  no Rio.

Gervásio Batista. Mais de sessenta anos de profissão.

Lógico que benéficos trocadilhos e rapapés de sempre são distribuídos mutuamente, a cada re-vista.

Até parece que a gente não se esbarra  duas ou mais vezes por dia.

Daí então que bate o seguinte lá dentro da minha mente cabeça.

Putz!

Que Mané Salgado Breson coisa nenhuma.

Hoje, Dia Mundial da Fotografia, o cara mora aqui ao meu lado, a cada dia.

Salve, salve, grande conviva Gervásio Batista.

Gervásio Batista começa a tirar leite da fotografia ainda nos tempos daquele  presidente que vem logo antes do Pai da Pátria, o Getúlio Vargas.

Isto mesmo. Como é mesmo o nome dele?

Mas o nosso Gervásio continua vívido aqui ao meu lado qual Velha Guarda traquinas.

Por isso, digo e repito:

Como tem gente boa aqui na rádio, sô.

Uma das 100 mil fotos dele, esta a famosa pose do JK na inauguração de Brasília, há 50 anos. Meio século:

Qué mais?

http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=518

 

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