Ficção



Na primeira viagem com minha ex-noiva, pela Europa, a gente se viu junto da explosao nuclear de Chernobill, Ucrania, URSS.

Depois, na Africa, teve a moscona que provoca o sono que nunca acaba.

E agora, o tal to tornedo que acaba me tornando cada vez mais estranho.

Pelo menos para os outros.

Que eu me entendo.

Mesmo que desesperado, no Texas, 38 graus, ventania, numa cidade chamada Albany.

A gente acaba logo louco neste tornado.

 

Tem mais ainda.

No meio do tornado, aqui no Texas, a gente enxerga tudo virado.

Ate a india xeroqui, quem sabe xavante, me deixa zonzo

Olha que ainda tento jogar o lero

I`m from Brazil, babe.

Mas vejo tudo tornado, meu.

Deve ser este ice tea de meladona:

Putz, meu.

Ta tudo torto neste tornado aqui nos States, 2011.

Puta tea.

Cacique dos grandes.

Mesmo o dito macho, gay cowboy, se ajoelha e reza:

Vou te contar uma thing.

Este tornado de meladona acaba com a gente.

Deixa tudo sem miolo, cerebelo, cabeca, meu.

Deve ser o velho vento vagabundo.

Viva o nego catarina Cruz e Souza.

Ele na certa ia entender o que vejo aqui no tornado USA-2011.

A ultima vez que me senti assim tao tornado que nem aqui nos Estados Unidos foi na Bahia, quando eu era hippie e mastigava umas sementes.

As casas parece que somem.

Preste tento na seta que aponta para cima.

Coisa de crazy.


Campanha contra a violencia dentro dos Estados Unidos.

Estranho, ne?

Porrada de artistas, por todo o country, caminhaozao com isto escrito na lapela:

Lado 1

Lado 2

     

Moral do Lero

Aposto que nobody leu o escrito no chao-pkiso-asfalto:

PROIBIDO MIJAR FORA DO PENICO!

Mandamos para Guantanamo.

Dai fomos procurar o culpado:

Ah. O caminhaozao estava estacionado na frente do Mercadao de Kansas City.

 Quase na beira do rio sei la o nome dele.

Ate porque o mais importante eh saber quem eh o dono da violencia.

Se nao souber, dou porrada.

Mais nada.

Cala a boca!


I`m Brazilian, mana!

Me too.

I’m American, carinha!

Me too.

 

Estamos, de verdade, numa cidadezinha no interior do Estado de  Indiana,
nos Estados Unidos.

CHAMADA BRAZIL.

Isto mesmo.

 Fundada e nominada em 1866,   nos tempos do nosso Dom Pedro II.

Ele era nosso imperador bom, mais viajado do que o Lula.

Eis a prova.

Logo abaixo, a gringa que tirou a minha foto e  eu a roupa dela.

Consegui no velho  papo estilo polaco carioca

  I`m brazilian, me too, papo vai, papo vem,  a gente acabou no motel.

 Of course,mostrei a diferenca do Brazil com Z do Brasil com S.

S de sai de baixo mina vem pra cima.

Mas voltando ao Brazil, com Z, do imperador Dom Pedro II.

Matou o papo do Lula 51 de que, com ele, o Brasil, com S,

 ia ser conhecido no mundo.

Desde 1863 que ele, o Brazil, tem sido.

Pelo menos aqui.

BRAZIL, INDIANA, USA.

Tem prefeitura, carro de policia, igreja, biblioteca,
jornal Brazil Times, correios, o escambau.

Inclusive, my brother do PT,  uma big Tavern para o
ex-presidente do povao passar seus ultimos anos de exilio,

tao logo a classe ascendente fique orfao de vez.

Vamos as fotos que to saindo pruns embalos saturday night

com a minha gringa.

Ela grudou ne mim e diz que vai conhecer a Bahia.

Vamu nessa, neguinha.

What, little mam, are you crazy?


Georgia, Estados Unidos, terra da magnolia, dos negos colhendo algodao e das baronesas fazendas aquelas big festas ate que a Guerra Civil trouxe os gringos do Norte e acabou com tudo.

Quer dizer. Tem uma cidade, chamada Macon, que nao foi queimada pelo Marechal Shermam na famosa Cruzada para o Mar. Ia queimando casa por casa.

Acontece que o prefeito de Macon tinha uma irma que dava pro irmao do Sherman que acabou cedendo ao jeitinho brasileiro e passou pela cidade sem queimar nada.

E ficou isto.

Pelo menos aqui, o Vento NAO levou.

Continuou tudo o mesmo dia.

Ate hoje.

E no meio disso tudo eis que aparece Miss Margaret Mitchel, escritora, autora de E o vento levou, que virou o famoso filme GONE WITH THE WIND. Parece mesmo que ela se levanta, na foto abaixo, e tal qual o personagem Scarlet O`Hara, via atriz Vivian Leigh, clamando no meio das cinzas que, pelo menos em Macon, nao aconteceram:

Amanha vai ser um novo dia, manezinha!!!

Georgia on my mind.


First, uma palavrinha

AOS DEFENSORES DA TORTURA.

Deu no New York Times.

http://www.nytimes.com/2011/05/05/opinion/05thu1.html?_r=1&ref=world 

Tempos de Bin Laden assassinado e eu aqui on the road pelos States.

E passando pelo Estado de New York. Parte norte. Terra dos ex-indios.

Para comeco de prosa, tres bandeiras a meio pau plantadas. De USA, de NY e da Nacao POW-MIA:

Pois como eu ia falando, nestes tempos de Bin Laden pseudo jogado no mar, uma das bandeiras acima pertence aos prisioneiros de guerra.

Sera que vale para os prisioneiros de Guantanamo?

Nao vale para os indios e os negros.

Foram exterminados.

E as bandeiras estao justo numa regiao de indios.

 E a falsa Nacao atual dos indios seneca, caandaque, cayuga, owasco e skaneatles.

 Tudo na parte de cima de Nova Iorque, o estado, nao a cidade, que foi comprada pelos judeus do Recife, negociao, mas de outros indios.

Nada a ver com este Pow Mia:

Pois como estava falando do Bin Laden assassinado pelos ianques no Paquistao, tambem invadido por eles, na verdade, emtroca de milhoes de dolares para os primos que possuem bomba atomica e ninguem fala nada, mas voltando on the road, aqui em NY, USA.

E os negros? E o pretos? E os afros?

Aqui nao tem mameluco, cafuzo, moreno, mulata, uma pena.

Mas tem ainda os negros exterminados pelos gringos.

O exemplo maior e o Martin Luther King.

Hoje, tem bandeirona e tudo:

Mais uma em cima do exterminio, pelos ianques, de pretos, arabes, indios e congs.

Anteontem, em Michican, mais ao Norte, abaixo de Detroit, numa cidadezinha polaca chamada Sandusky, paro na beira do lago para olhar o vizinho Canada.

E junto a retreta, tem um monumento baita de legal.

Path to Freedom.

Caminho para a Liberdade.

Obra da artista Susan Schultz.

Pelo seguinte.

Uma familia negra fugindo do exterminio alcanca o lago para escapar para o Canada.

Acontecia por demais.

E daqui to seguindo on the road again.

Indo pros lados da costa leste.

Bater papo com os brazukas.

Quase cinco milhoes de brasileiros e brasileiras, mao de obra damelhor, estao homiziados.

Uma puta diaspora.

Heim? Nao sabes o que e diaspora?

Fuck!!!


IN GOD WE TRUST … QUER DIZER  …

      Passo aqui numa cidadezinha morta em Ohio, chamada Zanesville, e tiro uma foto no parque ao lado do rio chamado Muskingum, 150 anos depois da Guerra Civil norte-americana que matou mais de milhao.

      E escuto-vejo na TV Mister Ozama, sorry, Obama dizendo que, in the name of the GOD, nos acabamos de matar o Ozama Bin Laden, dois dias depois que matamos o filho mais novo do Gadaphi, 20 anos depois do Vietnam e por ai vamos.

      Interessante a reacao aqui dos red neck, que sao os caipiras do matao, e perguntei hoje de manha quando abastecia o carro, gasolina a 4,17 dolares o galao que da 3,7 litros. paguei 3,12 noutra viagem, ha cinco anos.

      Mas dai perguntei pro matuto de Ohio se ele acredita que o corpo do barbudo jogado no mar e do Obama, sorry again, ou do Ozana. Ele deu uma sacudida nos ombros, cocou um dos sacos, o do lado esquerdo, e respondeu:

      – It may be, my king. Or not…

And now, go to September, eleven – 911

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/10/sept-11-in-god-we-trust-sera/


Elvis Presley meeting Richard Nixon. On Decemb...

Image via Wikipedia

Sabado, 30 abril 2011, um dia antes do papa polaco virar beato, para gozo das falsas beatas com quem convivo no trabalho.

Falamos dos tempos de Santa Teresa, no Rio, numa casa de onde, no terreno dos fundos, tudo acontecia.

Por exemplo:

Fazer psiu pro Cristo Redentor, de costas para a gente, o pinto apontando para a turma de Copacabana.

E o rabo para o lados de nos malucos.

Continua o mesmo…

Outro exemplo lembrado hoje:

Fizemos uma festa da morte de setimo dia do Elvis Presley.

Me and Mister Bob.

Eu, de barba, tocando na flauta o Hino Nacional dos Estados Unidos.

E o Robert o cantando.

Me, never, of course.

Tudo isto aconteceu hoje em Carrboto, Carolina do Norte, USA.

 TRINTA ANOS DEPOIS.

Foi o tempo que levei para conhecer a casa, no meio do bosque, com varanda e tudo, e a varanda dele.

 And family,of course, meu.

Mais uma surpresa:

Ele me mostra o original de um livreco de mimeografo (what this,my God?), com um texto meu:

Chapeuzinho vermelho (verde). 1975. Yes!!!

Nao a toa que Mister Bob aceita ser  meu tradutor oficial, para o ingles, do meu livro

POMBAL   DE   GENTE   INACABADA.

Demais… alem da conta … momentos…

Depois disso, me resta esta foto, tirada na Georgia, numa recrational area. Parecido com o Joaozinho. Me sentindo um pinto no meio do lixo, quer dizer, um pato na agua, que nem afogando o ganso.

Inte e Axe.


National Park of USA. Tipo Ibama-Instituto Chico Mendes. Mas que pena da bosta do nosso Ibama. Este e um camping no Great Somokies, uma montanha protegida faz 100 anos que fica entre Georgia, Carolina do Norte e Tenessee. Tem mais visitantes do que o Brasil inteiro. Chega-se ao visitor center, tem cafe, banheiro limpissimo, gente atenciosa, estrada asfaltada e enfaixada, point view, carros inumeros e sempre novos, enfim, o direito de acesso a natureza previsto na primeira emenda da Constituicao. Na hora penso nos parques do Ibama no Brasil. Um vexame total.

Antes que um ecochato petelho venha encher meu saco com papo de imperialista o catzo porque replico com a pergunta a respeito do porque um invalido, velho, cadeirante, perneta e tal nao pode ter acesso a um bem dado pela natureza e que nao se pretende apenas ser preservado mas ser admirado pelo cidadao. Cacete!!! Alias, vao cagar no mato porque num parque nacional, aqui nos States, tem banheiro limpissimo, no meio do mato, energia solar e tudo.

O melhor mesmo sao os cartazes pelo caminho e este ofereco com todo carinho para quem me acompanha e acha preocupado que estou no olho no furacao, embora certas comparsar de trabalho estejam orando para que isto aconteca mas este cartaz, no alto no monte, feito por um indio cherokee, diz tudo:

Ah…  o nome deste indio deste retrato super lindissimo: SHEN GOSHORN. E abaixo, o tranquilo  ex-cacique, sempre indio, apesar do desejo das mocreas desmioladas estarem, no fundo, sentadas aqui no meu colo. By the way, photo tirada pela sobrinha Isabela na primeira semana de estadia dela na Carolina-USA, e primeira visita de um parente brasuka.

E atendendo aos apelos-ordens da minha eterna cacique, Madame,  rainha do Face, aqui está ela, a sobrinnha Isabela Ambrosio, longa permanência dela nos USA, tá?


  Sarava!

Passei meu Domingo de Pascoa na Igreja do Ebenezer, a mesma onde o bispo era o Martin Luther King, enterrado ali mesmo, num monumento, nome de avenida em tudo que lugar dos USA. Mas foi assassinado… I had a dream… Sarava. Axe e Inte. Passo esta correndo, num wifi de motel de estrado, em Madison, USA, sem editar.


1 – INSS sem fila. Mentira.  Entro no site, tento no 135, apenas para mudar a senha. Tamos  gravando, diga se aceita, abaixe as calças. Ok. Demora. Resposta. Só para o dia 03 de junho (hoje é dia 19 de abril). Assim mesmo, só na Ceilândia, outro país, longe aqui da ilha. Se eu ainda tivesse a proteção da CUFA. Mandei à merda!

2  –  Compra pela Internet. Colombo. Geladeira e fogão para a velha sogra. Pago à vista. Vem confirmação pelo email. Com esta pérola: você merece ser atendido por nós com a máxima presteza. E a data provável de entrega: dentro de 32 dias. Não mandei à merda por causa da velha.

3 – Eleição para representante dos empregados no cemitério onde trabalho como coveiro. Sindicatos entram no meio que forçando a barra. Resultado: pouca participação da plebe. Maior silêncio tenebroso, fúnebre, falso e desconfiado. Sem direito de mandar a patrulha à merda. Tá feio o encosto. Descola deu, manezinha!

4 – Fui no Banco do Brasil. O Banco da Fulana. Cartão da sogrona na mão. 87 anos. Senha especial. Carreguei a velha escada acima. Esperamos 15 minutos pela chamada. Daí, noto que o Painel Eletrônico continuava, desde o começo, PIFADO no 102. Estavam chamando no olho. Reclamo. Atendido. Demorado. Um gerente para dez filhos do Lula recém-empregados. Ineptos. Resultado. Para fazer isso tem que ir no caixa. Carrego a velha escada abaixo. Daí, bem brasileiro, pego duas senhas. Uma de velho. Outra de moço. Adivinha qual foi chamada antes. EU SOU É JOVEM!!! Por isso, mando todo mundo à merda, e saio de férias. Antes, mando o dinheiro para outra conta, claro. NÃO SOU BURRO. Idiota é a minha sogra que tem conta em banco do governo.

*

Que mais?

Vou-me embora pra Passárgada.

Lá sou amigo do nego rei.

Vou nadar no Mississipi.

Mergulhar no tornado.

Então, inté e axé, tá?


 

 At least 15 children shot in Rio´s school – Brazil 

 

 

 PARE! OLHE! ESCUTE! PASSE!

In God we believe. Será?

Clique abaixo:

http://www.clarin.com/mundo/Desesperacion-sangre-minutos-despues-masacre_0_458354385.html

 

 

 

Letter from Rio child killer

“First you should know the unclean can not touch me without gloves, only virgins or those who have lost their chastity after marriage and were not involved in adultery could touch me without gloves, or no fornicator or adulterer may have contact  direct me, nor anything that is impure can play in my blood. “

 

 

Carta do matador de criança do Rio

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue”.

1

http://news.blogs.cnn.com/2011/04/07/at-least-15-children-reportedly-shot-in-brazil-schoolroom/

2

http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2011/04/07/une-fusillade-fait-treize-morts-dans-une-ecole-a-rio-de-janeiro_1504487_3222.html


Before me lies a building in this noble part of  this brazilian capital, called Brasilia, nicknamed the Island.

Inside, survivors only cooing.

Sometimes, they scold and roll, loose in the sewer drain.

In the end, they fail to sing saint soprano : crying.

 (From the book: Pigenhole of Unfinished People)

Diante de mim mora um prédio na parte dita nobre desta capital brasileira chamada de Brasília, apelidada de A Ilha.

Dentro dele, sobreviventes, apenas arrulham.

Às vezes,  ralham e rolam, soltos  no ralo do esgoto.

No final, falham no canto santo soprano:  o pranto

 (Do livro Pombal de Gente Inacabada)




 https://mamcasz.wordpress.com/2010/03/30/os-radionautas-do-passado-no-pais-sem-futuro/

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