Ficção



                         No final da Ditadura Militar, no limiar da Nova República, aqui em Brasília reinava um movimento de rua, dito cultural, chamado Projeto Cabeças.

                         Era fruto de música (do Liga Tripa a Cássia Eller), de poesia (de Chico Alvim a Porretas), de circo (Ari Parraraios), de artes plásticas (de Hermuche a Paulinho).

                         Tinha Grande Circular ( ônibus e revista), Porretas (coletânea de poetas), Ministéricas e muito mais.

                        Trinta anos depois, as meninas estão avós, os tios se foram, e um telefone continua muito pouco para o Renato Matos.

                      Pois hoje,   no Parque da Cidade, onde ele findou, acontece uma ressurreição, inda que passageira, do Projeto Cabeças.

                         Logo abaixo, pode-se ouvir o programa ET NA ATLÂNTIDA FM, 1986, com a participação do Liga Tripa, conjunto mambembe,  com Ita Catapreta e Toninho.

                        Edição (a la Glauber Rocha) e apresentação minha (Eduardo MAMCASZ).

                        Participação de dois sobrinhos então com nove anos de idade: Thiago Turiba (professor de Física) e Felipe de Oliveira (fotógraf0).

                        São 30 minutos de maluquice pura de uma época (1986) em que a gente acreditava que a democracia tinha voltado para valer.

                       Neste programa, aparecem palavras típicas daquela época, hoje morta:

                     Pacotão, Tancredo Neves, Liga Tripa S.A, João Figueiredo, Granja do Torto, Tancredo Neves, Trem da Alegria, Sucuruji no Lago do Paranoá, Viva Maria de Godard, A gata da Brigite Bardot, Clementina de Jesus-85 anos, Ortega, Alfonsin, Sanguinetti, Grande Circular, Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Batata, Nova República, Clube do Ócio, Greve no Vaticano, Tango do Tancredo.

                    Para ouvir  clique abaixo:

http://podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

Comente abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/18/brasilia-30-anos-depois-%e2%80%93-cade-voce-hein/#respond

 


Tu estás en viaje e en silencio, solo mirando las nubes por la ventana.
De repente, un barco gigante aparece entre las nubes y se ocupa de corte con el avión.
Todos los pasajeros entran en pánico, gritando y crendo que van a morir.
Así que, piensa   tu en insano juicio,  todo el mundo está viendo lo mismo que tu, solo piensan de modo contrario.
El barco luego lanza una especie de túnel, abre la puerta del avión y usted reconoce algunos de los invasores que eran  amigos de otros lugares (otras ciudades, casas, trabajo, etc).
Entonces tu es la única  a que ellos llaman  y dicen que necesitan que tu se una a la tripulación.
Todo el mundo te mira con la cara plana de la WTF, y aun así, usted decide ir.
El barco navega a continuación, por las nubes y  el avión desaparece en silencio.
Moraleja:
Usted vive otros diez años hasta que un día recibe un disparo de tu nave en el combate.
Y tu simplemente muere.
Punto final.

A foto acima é minha, no trecho Curaçao-Brasília, ao passar por cima do Rio Amazonas e outros compadres.

Quanto às palavras, achei-as ao vento, na Internet, mas não sei de quem são.

Mas tem mais.


 

Esta foi a  maior porrada já levada pelos Estados Unidos, em todos os tempos. Bem no intestino. Foi aquele tiro que não mata na hora,  para que o EGO COLETIVO sofra por um bom tempo. Aconteceu há nove anos. Mas parece que foi ontem. Onze de Setembro, inclusive, é uma data fático-fatídica. Para sempre. E onde estavas naquele dia (aqui no Brasil, eram 11 da manhã)? Na época, eu ainda trabalhava na Rádio Nacional, no programa Revista Brasil. Siga o relato do que aconteceu a partir daquele que parecia ser um simples aviãozinho batendo, por acidente, nas Torres Gêmeas. Até parecia. Não foi.

Clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/09/10/september-11-2001/

 

 

Há dois anos, no final do  MBA da Fia/Bovespa/BM&F, estive hospedado no Milleniun Hilton, em Nova Iorque, com a janela virada justamente para este famoso MARCO ZERO, ou seja, o que sobrou das Torres Gêmeas de Nova Iorque (WTC- World Trade Center). Eu me lembro que de manhã, antes do café e do primeiro compromisso, desci sozinho, fui até o buraco e lá me concentrei mentalmente até que surgisse alguma coisa na minha cabeça. E, de repente, veio. Ouvi, no completo, John Lennon, assassinado a alguns quarteirões dali, cantando Let it be. Daí, então, segui em frente. Que nem os gringos e os migrantes ilegais a caminho do metrô. Cantarolando comigo mesmo : Let it be, mano.

Mas tem gente, nos Estados Unidos, que ainda não se conforma com a maneira como o assunto foi investigado.

Clique abaixo para ver/ouvir o  9/11- The Truth Movement.

Acompanhe as falas no original (inglês) e na tradução (tupiniquim).

 http://video.answers.com/learn-about-the-september-11-truth-movement-alternative-motives-38364800

 Script in tupiniquin:

 –         Este foi um crime! Um hambúrguer servido muito do rápido!

–         É o maior crime da história americana! Repito. Nunca teve  crime igual.

–         Falando no jeito americano, foi como   sentar na sala e ouvir o locutor gritando:   Deite-se com as armas ao lado e apenas   adormeça.  Acontece que a nossa forma americana é de dormir em pé porque estamos sentindo    que o nosso governo está se tornando tirânico. Estamos agora no top para fazermos a mudança.

–         …  perguntas existem  mas eles não respondem, eles se recusam a responder o porquê! Por quê? É porque eles estão com medo de que saibamos a verdade! Nós sabemos o que aconteceu com aqueles edifícios!

–         Nós fomos atingidos e me deixem contar tudo.  Fomos até o Congresso dar nosso testemunho e sabem o que eles disseram?  Eu até me senti como se eu é que estivesse sendo julgado.   Eu bem que tentei dizer   o que estava acontecendo! Eu estava lá! Tentei falar sobre as explosões múltiplas. Tentei dizer-lhe a verdade e fizeram de mim um criminoso e me botaram para fora.  Agora me escutem, um grande  crime exige uma investigação criminal e o que isso quer dizer? Significa que nós estamos intimidados,    que   nós jogamos a nossa imunidade no  ventilador.     Trata-se de uma fraude completa! Todo mundo sabe que, de fato, mesmo os defensores do relatório da Comissão 11 de Setembro   dizem  que tem que começar pela maior evidência. Precisamos de uma nova investigação. Os membros da família dos mortos exigem …

 Script  in english:

 –         This was a crime! This was fast burger! Thank you.

–         And the biggest crime in American history has never! I repeat never had a criminal.

–         To the American way is to just to sit back and listen to the media to the caller man. Lay down arms in that and just fall asleep. The American way is to stand up or we feel that our government is being tyrannical. It is up top to stand to make a change..

–         … questions but they have not answered, they refuse to answer why! Why? Because as they are scared that—we know the truth! We know what happened to those buildings!

–         We are fired and let me catch you all. We went down to testify 2004 for the Congress. You know what he said?! He said I felt like I was on trial! I try to tell him what was going on! I was there! I tried to tell him about the multiple explosions. I tried to tell him the truth and they made a criminal out of me and so I left. Now listen, the biggest crime needs a criminal investigation, what does that mean? That means, we subpoena people; that means, we give whistler blower immunity. That means we actually dulge in to the fast. We do not have a under funded, unbudgeted. 9/11 commissions that is full of holes that I can try that bust throw.It is a complete fraud!Everybody knows it,in fact,even the proponents of the 9/11Commission report said they have to get the evidence. They were people or basically filtered the evidence to them, and so we need a new investigation. The family members wanted …


                        Ferreira Gullar faz  80 anos de vida nesta sexta,  10 de setembro.

                        Singela homenagem:

                       Esta minha foto-montagem em cima das mãos dele ( original de Murillo Meirelles, da Folha de São Paulo, em capa da exposição The Hand of the Poet).

                      Original Manuscripts by 100 Masters, Center for the Humanities, The New York Public Library, onde estou em 96 e, à porta da exibição, leio o seguinte, de Kay Boyle, e que se aplica, hoje e aqui, para o Ferreira Gullar:

  

“Poet, remember your skeletons.

In youth or Dotage.

Remain as Light as Ashes.”

  

 

 

                          Por estas mãos de Ferreira Gullar,   durante oitenta vívidos anos,  passam palavras e parábolas que na mente dele nascem apenas letras mas que,  depois de ordenhadas, voam assim para todo e sempre:

 

” Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena

como teus olhos são claros
e a tua pele, morena

como é azul o oceano
e a lagoa, serena

como um tempo de alegria
por trás do terror me acena

e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena

sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena

mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.”

  

                           Qual parabéns, ouça as mesmas letras mas agora  evocadas guturalmente na voz do próprio Ferreira Gullar.

 

 Clique abaixo:

 

http://soundcloud.com/mamcasz/dois-e-dois-quatro-by-ferreira-gullar

 

 

 


Gente.
Por ser patriota (tem jogo da seleção?),  coloco hoje, Sete de Setembro de 2010,  a  Ana Carolina reproduzindo Elisa Lucinda.
Acho a melhor ação para este Dia da Pátria que Me Pariu.
Primeiro, um trecho esparso para quem souber ler (e entender):
1- In English:
“They say:
It is useless, everyone here in Brazil is corrupt, since the first man who came from Portugal.
I say:
I don’t admit, my hope is immortal.
I repeat, do you hear me?
I – MMOR – TAL ! ! !”
 2 – Now, in Tupiniquin:
 “ Eles dizem:
É inútil, todo mundo aqui no Brazil é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal.
Eu digo:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
I – MOR – TAL ! ! ! ”
Por isso, repito  o título do post deste 7 de setembro de 2010:
– Só de sacanagem:
  • Independência ou Morte?
  •  
Agora, a imagem para quem souber ouvir.
Clique:

http://www.youtube.com/watch?v=_xIyS0Dathw&feature=related

Visite também:

http://www.oscosmopolitas.com

 


A Fome e o Brado (Hunger and Clamor), 1947, do artista pernambucano Abelardo da Hora.

Está na exposição Amor e Solidariedade. Simplesmente o máximo.

Agora, pare, olhe, escute e passe o  abaixo porque tem tudo a ver com o Viva o Povo Brasileiro (João Ubaldo).

O texto  é de Cleide Canton.

Que usa um trecho de Rui Barbosa, de  1892:

Estou cansado de ver triunfar tanta nulidade …

Interpretado, e bem, por   Rolando Boldrin.

Depois de ouvir, faça que nem eu.

Desabafe alto:

PUTA   QUE   PARIU!

Então, preste muita atenção e clique abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=Lo1gPVsKp5E


                                      Por eu também ser preto e branco que nem meu glorioso Botafogo, então hoje  me junto aos porcos e aos peixes na homenagem aos cem anos de criação de um time cujos torcedores são os campeões na chatura.

                  Eles são fiéis e só empatam na chatura com os flamenguistas.

                 Acontece que  menguistas e corintianos são gente fina, ou seja, aceitam qualquer tipo de ironia, nunca a levam ao plano pessoal, até porque não aceitam ser usados e nem se curvam de quatro, joelhos no chão.

                 E  vale  até  na derrota nunca aceita de pleno acordo, mas isto é de lei, faz parte do jogo. 

                Estou falando, lógico, do centenário que se comemora hoje (só para ajudar, não sei porque hoje não é feriado nacional), do Corinthians (escreve-se com TH, sei lá porque, meu), com 33 milhões de sofredores espalhados pelo rincão tupiniquim, a partir de um bairro paulista chamado ITAQÜERA (eu só falo assim, no quiéra), escondido porque tem as melhores mulatas do Brasil, já fui lá conferir com meu amigo paulista chamado Róger Gel, que me ofereceu um caminhão cheinho delas, só não aceitei porque seria muita areia, sô, e acabei trazendo só meia dúzia e pouco aqui para casa e me arrependi porque devia ter aceita mais algumas.

                Então, bom botafoguense, espírito mais ameno, també dou meu grito hoje:

                SALVE O VELHO CORINTHIANS, MEU.

               Só tem um negócio. Se beber, não dirija e se fumar, não dê vacilo porque o Ministério da Saúde adverte:

                Corinthiano é tudo um bando de louco. Tudo GavEão.

                Por isso,fica aqui o aviso para o fato mais importante do século:

Eu não sou louco … é pouco (Do Eu).

Inté e Axé.

And now, go to:

http://www.oscosmopolitas.com

Fui.       


Nascido há 119 anos, falecido faz tempo, é enterrado de vez, hoje, o famoso Jornal do Brazil.

Muita  história.

No mesmo túmulo, gente do peso de um Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Carlos Drumond de Andrade, etc, etc e tal.

Jornal da Coluna do Castelinho (Carlos Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, nos tempos da dita-dura).

Do enfrentamento da censura com toques de humor, trocando o proibido por previsão de chuvas e trovoadas em Brasília.

Em  1892, é fechado durante um ano pelo marechal-presidente de plantão que quase prende o editor do JB, Rui Barbosa, acusados de incitar a Revolta da Armada.

Este velório me diz muito até porque em 1988, apareço na manchete de capa do JB, ao lado do ministro do EMFA, atual  Defesa, o brigadeiro Camarinha.

Causídico:

Acreditamos que a censura, existente ainda hoje no Brasil, tinha acabado com a saída dos generais-presidentes.

Fático:

Na época, sou o presidente, naquela semana, da EBN (Empresa Brasileira de Notícias), atual EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O ministro Camarinha, o mais velho do governo Sarney, esculhamba, durante 50 minutos, a bagunçada economia do país (naquele julho de 1988, só nas três primeiras semanas, a inflação chega aos 19,3 por cento).

A entrevista vai ar, sem prévio conhecimento superior do SNI, na agência de notícias (ainda era telex), na rede voluntária de rádio (ainda era via telefone, através das sucursais em todas as capitais), e também na oficial Voz do Brasil.

Veredito:

1 – Paredão de fuzilamento para a EBN;

2 – Paredão de fuzilamento  para este que voz fala (não é a primeira e nem a última condenação);

3 – Paredão de fuzilamento  para o ministro-chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Bem intencionado, mesmo caído, ele evita uma iniciada Revolta da Armada, enquanto o ministro do Exército, general Leonidas Gonçalves,  é trazido correndo, de volta, da China.

E tudo isto está aí, na primeira página do Jornal do Brazil que hoje também é oficialmente fuzilado, por questões financeiras.

Descansemos em paz.

Este post está inagurando minha participação, a partir de hoje,  no blog internacional  Os Cosmopolitas, divulgado a partir da Irlanda.

http://www.oscosmopolitas.com

Inté e Axé!


Lindo

Tão lindo

Tá tudo lindo

Tá tudo tão lindo

Tô tão tudo lindo

Tá todo mundo lindo

Tô  tão gente e  lindo

Tão todos tudo tão lindo

Tão bem que eu tô lindo

Também sempre foi assim tudo aqui tão lindo

Talvez amanhã  até fique no muito  mais  lindo

Até porque estou indo mais uma vez para a minha Paris

Onde tudo é mais lindo ainda do que aqui está tão lindo

Acontece que eu não sei chorar lamenta   Cartola lindo

Por isso estou indo lindo  para me decidir lindo em Paris

Se vou para cá lindo se vou para lá num mais ainda lindo

Num caminho  livre lindo leve lindo solto lindo não findo

De gritar lindo sussurrar lindo esbravejar é lindo no lindo

A verdade é que vou me sentir em Paris muito mais lindo

 

                      Namore moi qu’un jour je vais vous emmener a Paris.

                     Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses  et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers  les boulevards de la capitale.

                   Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

                  “Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital.

                 Trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite.

                   Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture.

                C’est alors seulement que j’aurais le courage de vous demander:

              – Veux-tu m’épouser?

             Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos , subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, eu te chamo a atenção para um detalhe – ainda é a mesma cama onde Monet sente os amores e adormece sonhando com os quadros que um dia há de pintar no amarelo.

               Só então eu tenho a coragem de te perguntar :
               – Você quer casar comigo ?

                   O convite é feito há trinta anos e até hoje Madame não me responde.

                  Mesmo assim, calado insisto, não desisto, existo.

                 Por isso, continuamos juntos e sempre voltando a Paris.

                 Quem sabe numa dessas idas …

                Então,  até daqui a uns dez dias.

                Sei lá.

                Este tão lindo aqui já está me cansando.

                Au revoir.

 

 

 


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia.

Daí que fico aqui matutando nos instantâneos felizes que este meio me presenteia quando menos espero.

Sebastião Salgado (série Serra Pelada), Cartier-Breson, Robert Capa, etc.

Daí que desço, aqui na Rádio Brazil, até a copa do primeiro andar, para um cafezinho que, na verdade, sempre acaba saindo mais é uma interessante sopa de palavras.

E, mais uma vez, está lá, sentado ao lado do garçom, uma pessoa que conheço desde os tempos da antiga Manchete,  no Rio.

Gervásio Batista. Mais de sessenta anos de profissão.

Lógico que benéficos trocadilhos e rapapés de sempre são distribuídos mutuamente, a cada re-vista.

Até parece que a gente não se esbarra  duas ou mais vezes por dia.

Daí então que bate o seguinte lá dentro da minha mente cabeça.

Putz!

Que Mané Salgado Breson coisa nenhuma.

Hoje, Dia Mundial da Fotografia, o cara mora aqui ao meu lado, a cada dia.

Salve, salve, grande conviva Gervásio Batista.

Gervásio Batista começa a tirar leite da fotografia ainda nos tempos daquele  presidente que vem logo antes do Pai da Pátria, o Getúlio Vargas.

Isto mesmo. Como é mesmo o nome dele?

Mas o nosso Gervásio continua vívido aqui ao meu lado qual Velha Guarda traquinas.

Por isso, digo e repito:

Como tem gente boa aqui na rádio, sô.

Uma das 100 mil fotos dele, esta a famosa pose do JK na inauguração de Brasília, há 50 anos. Meio século:

Qué mais?

http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=518

 


                     Semana que vem, depois que eu voltar de uma nova ida, vou  mudar o nome deste blog, que neste dia 23 de agosto completa um ano de vida,   para:

OS FANTASMAS DA RÁDIO HAITI.

                    Mas daí vão me dizer que  o HAITI É AQUI.

                   Então, pelo jeito, vai ser mesmo:

OS FANTASMAS DA RÁDIO AFEGANISTÃO.

                 Só assim vão parar de me acusar de estar ofendendo a honra de algum coleg@, em sentido pessoal,  até porque  isto nunca antes  foi de fato minha intenção e nem disso houve expressão.

               Tanto que eu nunca citei o nome de qualquer colega, aqui na Rádio Afeganistão.

              A não ser os já falecidos mas, aí, eles foram sempre homenageados por mim, mesmo que depois da morte.

             Sempre tomei cuidado em não particularizar um fato e muito menos o espaço dos vivos da Rádio Brazil ( fica onde mesmo esta estação? )

            Ou seja, se por acaso pareceu implícito, alguma hora, dependendo da cabeça de cada um, ora, ele nunca foi explícito, e nos dois casos jamais houve a intenção de qualquer coisa a não ser de dar vazão a um bom texto.

         ESTE BLOG SEMPRE TEVE CARÁTER PARTICULAR, DE UM SÓ AUTOR, SEM CENSURA, DENTRO DA LEI, E COM A INTENÇÃO DE PROVOCAR REAÇÕES, CRÍTICAS OU SIMPATIAS, MESMO QUE ENTREMEADAS, ÀS VEZES, DE UM SALUTAR PALAVRÃO OU DE OUTRO PESADO  SARCASMO.

             Por conta do estilo deste blog, tenho muitos simpatizantes e poucos ferrenhos inimigos.

            Talvez por conta de pegar pesado quando usam as vagas reservadas aos colegas com deficiência física ou discordâncias por conta de certas ações dos Sindicatos, Conselhos, Clubes e  Comissões, mas aí a pluralidade tem que ser democraticamente respeitada até porque todos externos e passíveis de eleições periódicas.

          Eu poderia, por exemplo, ter tomado atitude legal contra um colega que, em setembro de 2009, por escrito, num blog dele, me mandou, nominalmente, tomar no cu e eu, mesmo não sendo chegado, para manter a coerência, respeitei o gosto dele:

         Clique abaixo:

http://madrugainsone.blogspot.com/2009/10/mau-jornalismo.html

         O fato se deu em função deste post aqui no meu blog:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/09/30/requiem-para-uma-comissao/

        Repetindo.

      Este atual representante da Jovem Guarda na chapa 2 nas atuais eleições no Sindicato dos Jornalistas do DF  me mandou exatamente  isto, sem tirar muito menos por:

http://www.youtube.com/watch?v=Iip4tDz786o

                      E por que me lembro do ataque passado no momento presente de campanha sindical dele e da turminha no sindicato, espero que sem futuro.

                     Bom. Arquivo, memória, roda o vídeo, roda, roda e avisa, balança a pança o Velho Guerreiro (?).

                   Tanto que em homenagem ao mais novo general do Itamaraty, o poetinha Vinicius de Morais, promovido post-mortem a embaixador, eu devolvo aos meus inimig@s, e não os nomino aqui para manter o costume de não colocar cobra no altar, o seguinte poema-canção muito em voga na turma da Velha Guarda:

 

“Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender


A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê

Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver


Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê

Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você


Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê

( A tonga da mironga do kabuletê – Vinicius de Moraes e Toquinho )

Então, Saravá, Inté e Axé, man@.


In God we trust ( será? )

September Eleven - Fire - Edited by Mamcasz

 Eleven of September 2001. In Brasilia, eleven in the morning. We were finishing the program to make Revista Brasil . I, Eduardo MAMCASZ – Rádio Nacional da Amazônia, VALTER Lima and Andhrea Tavares – Rádio Nacional de Brasília, José Carlos CATALDI – Radio Nacional of Rio de Janeiro; Alvaro BUFARAH – branch of Sao Paulo, Lucia Norcio – Curitiba, Sergio Oliveira – Maceió, Silva Diniz – Maranhão, Sandala Barros – Amapá, and others. The interval for the National Informa, executive producer Cleide de Oliveira, the coffee to smoking, when you could still smoke inside, looking at the TV draws our attention. Look at, guys. An airplane has just hit the Twin Towers in New York. And left to get more information.

Onze  de setembro de 2001. Em Brasília, onze da manhã. A gente estava terminando de apresentar o programa Revista Brasil. Eu, Eduardo Mamcasz –  Rádio Nacional da Amazônia; Valter Lima e Andhrea Tavares – Rádio Nacional de Brasília; José Carlos Cataldi –  Rádio Nacional do Rio de Janeiro; Alvaro Bufarah – sucursal de São Paulo; Lucia Norcio – Curitiba; Sergio Oliveira – Maceió; Silva Diniz – Maranhão; Sândala Barros – Amapá,  e outros. No intervalo para o Nacional Informa, a produtora-executiva Cleide de Oliveira, no cafezinho ao cigarro, quando ainda se podia fumar inside, olhando para a TV, chama a nossa atenção. Olha só. Um avião acaba de bater nas Torres Gêmeas de Nova Iorque. E partiu para pegar mais informações.

 September Eleven - Airplane - Edited by Mamcasz

What seemed to be a simple news for so large Revista Brazil, on the radio network and a bunch of stations all over Brazil, ended up being one of the most historic radio reports have made throughout the existence of the living-dead ghost-arising-exceeded. The team continued to live up to eleven at night. That night, he had neither the traditional program The Voice of Brazil, through a special permit achieved by then president of Radiobras-EBC, the old radio journalist Carlos Zarur. I remember that the National Information noon and little, in my turn, suddenly, with an eye on the TV images (CNN), I stop talking and change the image for audio:

– And attention. The Twin Towers have just fallen. That’s right, folks. I’m seeing here, live. The Twin Towers of New York, from this moment, no longer exist. Gone. Collapsed. There is only a cloud of dust. Over.

O que parecia ser mais uma simples notícia para o  Revista Brasil, em rede nacional de uma porrada de emissoras em todo o Brasil, acabou sendo uma das mais históricas coberturas de rádio já feitas em toda a existência dos vivos-mortos-fantasmas-advindos-ultrapassados. A equipe continuou ao vivo até onze da noite. Naquela noite, não teve nem  o tradicional programa A Voz do Brasil, por meio de uma autorização especial conseguida pelo então presidente da Radiobras-EBC, o velho radialista Carlos Zarur. Me lembro que no Nacional Informa do meio dia e pouco, na minha vez, de improviso, de olho nas imagens da TV (CNN), eu interrompo a fala e mudo a imagem para áudio:

– E atenção. As Torres Gêmeas acabam de cair. É isto mesmo, gente. Estou vendo aqui, ao vivo. As Torres Gêmeas de Nova Iorque, a partir deste instante, não existem mais. Sumiram. Desmoronaram. Só resta uma nuvem de poeira. Acabou.

September Eleven - The End - Edited by Mamcasz

And with the fact made, the team  has become a bridge that has not happened since World War II where he was my father, I do not even born, back in Italy, passing messages through the National Radio for my mother-in Paraná awaiting the return of the groom where I would leave and six brothers, all Polish-Brazilians. But this difference emotional? Easy. Again, in the fall of the World Trade Center, the same tactic used by the National Radio during World War II. The producer took the first and great action. Secured with Embratel exclusive lines from Brazil to the United States because, at that time, everything was bottled.

Just to finish my personal memories of that September .11 to 2001. The team of the National Radio began to receive, from all over Brazil, calls from listeners who had relatives there and in New York who were not able to speak, much less learn from them. ” With the phone here, the more there, and the bridge of Embratel, we put a lot of people live, with great emotion, crying and even had a news because it was a window in a building near where he narrated to us, live all that was watching the Twin Towers in New York. Until the Consulate of Brazil in New York, began to use our bridge to join Brazil.

E com o fato feito, a equipe passa a fazer uma ponte que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial onde estava meu pai, eu nem nascido, lá na Itália, passando recados através da Rádio Nacional para a minha futura mãe, no Paraná aguardando o retorno do noivo de onde sairia eu e mais seis irmãos, todos polaco-brasileiros. Mas por que este desvio emocional? Fácil. Repetimos, na queda do World Trade Center, a mesma tática usada pela Rádio Nacional durante a Segunda Guerra. A produtora tomou a primeira e grande providência. Garantiu com a Embratel linhas exclusivas do Brasil para os Estados Unidos porque, naquela hora, estava tudo engarrafado.

Só para terminar minhas lembranças pessoais daquele September,11-2001. A equipe da Rádio Nacional começou a receber, de todo o Brasil, telefonemas de ouvintes que tinham parentes lá em Nova Iorque e com quem não estavam conseguindo falar e muito menos saber notícias deles. Com o telefone daqui, mais o de lá, e a ponte da Embratel, colocamos muita gente, ao vivo, com muita emoção, choradeira e até notícia porque teve um que estava numa janela num prédio perto de onde narrou para a gente, ao vivo, tudo o que estava vendo das Torres Gêmeas de Nova Iorque. Até o Consulado do Brasil, em Nova Iorque, passou a usar a nossa ponte  para unir brasileiros.

Berlin West East - Photo by Mamcasz Moral:

 This historic coverage of Radio Nacional (Rio-Brasilia-Amazon), 11 September 2001, eleven in the morning to eleven at night, was quickly forgotten in the mold of any public office in Brazil, and that team, who did not die and today is here as a ghost (Silva Diniz, for example, with whom I shared an always pay off – strong liquor cassava – in my trips to St. Louis).

Moral:

Esta histórica cobertura da Rádio Nacional ( Rio-Brasília-Amazônia ) ,   11 de Setembro de 2001, das onze da manhã às onze da noite, foi rapidamente esquecida, aos moldes de toda repartição pública brasileira, e daquela equipe,  quem não morreu  hoje está aqui presente como fantasma ( Silva Diniz, por exemplo, com quem eu sempre dividia uma quitira – cachaça forte de mandioca – nas minhas idas a  São Luiz). 

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