Ficção



After four days of Carnival here in Berlin  (Karneval der Kultures),  nothing better than to rest on Tuesday, is not it? Nein, nein, says Madame.  And so we are  going  to a popular bar, close to our home, walking   by dark lanes, passing women alone, biking, no sign of police and … all security.

 Depois de quatro dias de Carnaval aqui em Berlin ( Karneval der Kultures), desde sexta-feira, nada melhor do que descansar na terça-feira, não é mesmo? Nein, nein, diz madame.

 E lá vamos nós para um bar conhecido, aqui perto de casa, a pé mesmo, por ruelas escuras, mulheres passando sozinhas, de bicicleta, nenhum sinal de polícia e …maior segurança.

É que toda terça-feira é noitada de Blues no Rickenbackers Music Inn, na Bundesallee 194, Berlin Wilmersdorf, na parte que foi ocupada pelos norte-americanos.

É a noite de Rock & Blues Session, com Heinz Glass na guitarra recebendo os bluzeiros que vão chegando, vão tocando, vão saindo, vão ficando, o que der na telha.

Entrada livre, of course, muita cerveja, boa e barata, das nove da noite até as duas da madrugada. Que mais? Mais nada, né Mané. Curta as fotos. O som um dia coloco no Youtube.

http://www.rickenbackers.de


Hier in Berlin, Sonntag, 10 bis 16 Stunden, hat einen heiligen Brauch: Brunch.
Wenn all you can eat. Im Allgemeinen rund 10 Euro.
Setzen Sie sich, nehmen, wiederholen, erhalten eine Zigarette, Kaffee,, bekommen, essen und trinken.
Ein wenig ausruhen und … fort, talk, süß, salzig, heiß, kalt.
Es verfügt über Türkisch, Deutsch, Griechisch, Vietnamesisch, Palästinensischen, Russisch und escambau.

Aqui em Berlim, domingo, das 10 às 16 horas, tem um sagrado costume: brunch.

Sempre all you can eat.  Geralmente, em torno dos 10 euros.

Senta, pega, repete, um cigarrinho, café, levanta, pega, come, bebe.

Descansa um pouco e … continua, conversa, doce, salgado, quente, frio.

Tem turco, alemão, grego, vietnamita, palestino, russo e o escambau.

Here in Berlin, Sunday, from 10 to 16 hours, has a sacred custom: brunch.
When all you can eat. Generally, around 10 euros.
Sit down, take, repeat, a cigarette, coffee, get, get, eat and drink.
Rest a little and … continues, talk, sweet, salty, hot, cold.
It has Turkish, German, Greek, Vietnamese, Palestinian, Russian and escambau.

Portanto, a cada domingo, conheço um. Nos bons, lóico que eu repito.

No alternativo, tenho meu preferido, que é o 100 Wasser, no quase acabando bairro riporonga Friedrichshain.

E agora um restaurante grego, bem familiar, de subúrbio desconhecido de 99,9 por cento dos turistas.  Restaurant & Cafe Bei Jorgo. Fica num bairro desconhecido, chamado Baunschulenweg, na verdade, Shöneweide, fora do ring que envolve Berlim.

Mas vamos logo ao brunch que a conversa se alonga.

Primeiro, a tradução do título do post deste domingao de sol aqui em Berlim.

Langes leben für mich, bruder. Prost!

LONGA VIDA A MIM MESMO. SAÚDE!!!!

Ajunto uns goles de ouzo, a pinguinha grega, e outros de Lübzer, a cerveja.

Ein klein beer von fass, bite. Aprendi…

E a dona repete, me imitando:

Ein klein beer von fass, bite. Já Más. Ou seja.Saúde, polaco!

Então, vamos por etapas. É brunch mas não é para bando de faminto.

Primeiro, o antes da refeição. Tipo serviço.

Mas Atchung.

Este blogo não está a serviço e nem é pago por ninguém.

Quer dizer…

Ninguém é uma ilha. Nem Brasília. Ainda existe?

Tem um BUS 166, de Shöneweide até Treptow que para na porta.

Tem qualquer S que vá para Schöneweide, fica uma estação antes.

Quem vem pelo Norte sair pela direita.

Se errar, vai pra outro lado, mais vazio.

Depois, uma leve caminhada, coisa à toa.

É caminho para Schönefeld, o aeroporto que ia ser novo agora no dia 3 de junho.

Mas ficou para o ano que vem, 2013. Ainda bem.Sou mais o Tegel.

 

E a refeição, o brunch, a comida, a bebida, a música grega ao fundo?

Calma, mané.

Brunch com brasuka é danado.

Tudo apressado, parecendo na lage.

Camelô com medo do rapa vem aí gente…

Tem ainda a questão da mesa.

Dentro do restaurante ou fora, no jardim?

Quase trinta graus, ventinho bom, jardim florido, na sombra, pode fumar.

Me decido pela mesa do garten, lado de fora, não só por questões metereológicas.

Sempre me acontece isto aqui em Berlim.

Olhe de novo para a foto acima.

No lado esquerdo, quem está me chamando:

– Mein lieben polaquinho!!!!

Acertou. Lili Marlene.

Já chego com este prato, só para impressionar.

Depois, no outro, é a luta, companheiro.

Ufa…

É que nem naquilo. Só um cigarrinho. Mais nada.

Ah. Quase ia esquecendo da Lili Marlene. 

Mein polaquinho…

Não sabia que ela é socialista. Que estava ali por acaso. A sede fica do outro lado da rua. Acredito … e o fogo alemão?

Daí … a minha frauleinzinha Lili querida, mesmo com o brunch de arrepiar umbigo de polaco, insiste… se é que está me entendendo.

Me leva para conhecer a biblioteca infantil, ao lado.

Também é uma bücher. Livraria infantil.

Uma graça, veja bem.

– Lili, mein lieben fraulein.

– Quié, mein polaquim?

– O que quer dizer NEUERÖFXNUNG?

– Nada. Nada. Nada.

– Então o que a mão dessa mulher está fazendo numa libraria infantil?

Prá que … Lili, minha amiga preferida de Berlim, me pega pela mão. Vamos lá para casa. Sempre andando. Quase 400 metros rasos. Até a estação do S. Isto depois de uns cinco ousos, pinguinhas gregas, mais entradas, meias, saídas, voltas, doces, salgados, frios, quentes, mais ou menos, menos ou mais.

– Vamos, vamos, polaquim.

– Pra donde, Lili?

–  Lá prá casa.

– Fazer o que? Café?

– Nein, nein, polaquim. Fazer mais beicim. Sobe?

– Não. Esta escada toda? Nem pensar.

– Polaquim, você é tão engraçado. Não vê que é escada rolante?

Moral do lero.

Fui, né.

Inté e Axé.

http://www.bei-jorgo.de

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 Today’s post goes to an Angel named Archangel. Archangel Tim Lopes do Nascimento. He’s here with me, at this carnival of Berlin, May 2012. He, I and more than a million people. We are celebrating together the ten years that he, on June 2, 2002, was roasted alive on a tire in a slum in Rio de Janeiro, Brazil. Killed after a series of stories for TV Globo.

* * * 

Der heutige Beitrag geht an einen Engel namens Erzengel. Erzengel Tim Lopes do Nascimento.Er ist hier mit mir, das Karneval der Kultures von Berlin im Mai 2012. Er, ich und mehr als eine Million Menschen. Wir feiern zusammen die zehn Jahre, die er am 2. Juni 2002, geröstet wurde an einem Reifen in einem Slum in Rio de Janeiro, Brasilien lebt. Getötet nach einer Reihe von Geschichten für TV Globo.

 * * *

O post de hoje vai para um Anjo chamado Arcanjo. Tim Lopes Arcanjo do Nascimento. Ele está  aqui comigo,  neste Carnaval de Berlim, maio de 2012.  Ele, eu e mais de um milhão de pessoas. Estamos comemorando juntos os dez anos em que ele,    no dia 2 de junho de 2002 ,  foi assado vivo num pneu numa favela do Rio de Janeiro, Brasil.  Assassinado depois de uma série de reportagens para a TV Globo.

 

 Conto a seguir o nosso reencontro, aqui em Berlim,    cheio de gírias, magias e orgias, estas só para brincar com as palavras,  para saber que graça elas têm. Elas e o meio milhão de loirinhas. Bem ao gosto do mano neguinho gaúcho da Mangueira.  Por mim, prefiro as caipirinhas. Que nem no antigamente nas ladeiras de Santa Teresa. Então, siga eu eo Tim Lopes  chamando as loirinhas vestidas para tirar a roupa delas no matinho e ensinar a elas a dar com o samba nos pés. Com gentileza, polaco. Então tá, Tim. Chame as três primeiras:

Para tanto, contamos com o apoio de um músico, homem,sim, garante o Tim, eu fico na dúvida, que afina o instrumento, atrás do palco Eurasia, Karneval der Kultures de Berlim, 2012, para se apresentar no Delta Blues und Gangsterlieder aus Odessa, sai dessa,meu.  Para a gente não se perder das loirinhas, o Tim escreveu PINTO no poste, que nem cachorro (não sacaneia, polaco).  Preste atenção nas roupas das três primeiras: Cláudia, Lili e Marlene.

Daí, eu e Tim fomos à luta, companheiro, porque loirinha pelada sem nada é uma gelada, quente tem quem aguente, eu, polaco. Acontece que falta ação, som, bateria, que aparece. Repare só nas costas da menina na esquerda da foto abaixo, olha só o gaito de olho na mina do Tim (não sacaneia, polaco, a gente nem dividiu ainda, pega leve). No lombo da loira, o aviso escrito em brasileiro, aqui em Berlim. EXPLOSÃO. E o x num X bem grandão. É que X em alemão se pronuncia SEX. Chega fundo, polaco!

Delicadeza, polaco, me dizia o Tim nos velhos tempos do O Globo no Rio, quando ele era o dançarino oficial das minhas namoradas. (Quem mandou ser duro no tranco, polaco?). Mulher tem que jogar conversa. Depois, lavar a roupa limpa. Passar e enrolar. E eu: Tim, bandeira pouca é bobagem. E ele, aqui comigo no Carnaval de Berlim: Polaco. Maior bandeira verde no amarelo. Te liga. Esta eu já vida noutras vidas. Olho aberto que caolho só dá coalhada. Maior bandeira.

 Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Mano Tim. Quié, polaco, tu fala, heim, larga o microfone.  Tu presta atenção na fala porque os amigos e amigas todas estão ligados na gente, através de um treco chamado Facebook. Que papo é esse de Face, mermão? Quer dizer que acabou a velha prosa de olho no olho, boca na boca, isso naquilo? Vocês não querem que eu volte? Mas vamos à luta, companheiro, que estas meninas precisam ser salvas, aprender a sambar, assobiar na vara curta. Tim. Quié, polaco.Segura a palavra. Palavra presa quem tem é gago. Cadê as loiras? Ah é, vamos à luta que a vida é curta. Desculpa, tá, mas saiu assim, sem pensar. Manda ver, polaco, que boca vazia é penico de otário.  Ih. Dê linha à pipa que esta já está voando. E veio correndo pro matinho.Juro!!! (três vezes). Tá com roupa dê +. E olha só o olho de salsicha do Fritz aí na tua loirinha, mano.

Polaco. Quié, gaúcho. Olha só esta aí. Esta não. Por que? Por acaso ela já sambou, é? Segredo entre a gente? Não, Tim, é que esta não gosto de matinho. Sei. Ela é mais do aconchego, do sossego, do arrego. Me passa o microfone negro que a vez agora é do branco e vamos dar linha a pipa. Nein, nein, polaco. Primeiro a foto da fraulein. Não é assim que se fala com as loiras daqui? E eu que achava que loira era cerveja no Lamas, sempre quente. A foto, polaco, da fraulein do coração, solta a franga, libera o fruto parido escondido. Tá legal. Lá vai. Direto de Kreuzberg, Berlin, 27-05-2012, Karneval der Kultures:

Então, tá, polaco, vou chamar o cumpadi porque senti que tu tá preso na bexiga. Nein, neim, mano Tim, que é isso, companheiro, logo aqui em Berlim, não faz isso ne mim. Vou te arrumar mais uma loirinha pro matinho. Que tal esta? Faz teu tipo, se é que ainda… Qualé, polaco, sou fantasma mas não sofro de asma. Qualé? Qualé o que? Qual é a loirinha? Ah… mas antes tem que levar pro matim porque tá com roupa por dê +.

E aí, polaco, tem pipa dê + e linha dê -. Saca só aí no chão. O que,  a gente está dando bandeira? Nein, nein. Ah, já saquei. É a bacana de biquini. Porra,polaco, tu tá paradão por dê +. Não é bacana, Tim. Não, polaco. É a BAGANA!!!

Larga o microfone, vamos a luta, etecétera e tal, Karneval der Kultures de Berlim, mas eu quero saber é de uma loira gelada.  Pois, eu, gaúcho da mangueiro, quero quente, mesmo neste frio. E me passe o microfone, coisa boa, vindo lá da Costa Rica, presta atenção. Falando nisto, as loiras ainda estão lá no matinho? Empurra nesta e a gente vai lá logo depois .

Polaco. Quié, Tim. Esta de Costa Rica é boa dê +. Larga o microfone. Dê linha a pipa. Mas me responda uma coisa. Quié? Tá  querendo saber como vão os amigos, é? Também, mas repara uma coisa neste Carnaval de Berlim. Não  tá faltando pé? Por isso que as loirinhas lá no matinho não sambam no pé, né.

Polaco. Quié, Tim. As loirinhas no matinho cansaram de esperar pela gente. Também, né, só no microfone, a pipa parada, o vento ventando. Então vamos à luta, companheiro, passando logo para o Plano B, direto para as sem roupa. Qué isso, polaco, gentileza antes de tudo. E muita fé que este Karneval der Kulture aqui de Berlim tá parado mas a gente agita em meio tempo sem preciar bater nem 1 pênalti. Olha esta aí. Eu fico com a loirinha vestida, tá? Tá… ate porque, por mim, ela está meio torta.

Então, vamos à luta, nada de ficar sentado até meia-noite, mesmo que não acabe. Mas agora é simples, é sentar e escolher. Senta você, Tim, que o leão é manso. Qualé, polaco, não sacaneia. Vai lá e escolhe  uma. Mas na gentileza, tá?  Ah… a loirinha é minha.

 Pô, Tim, a gente já está com loira dê + amarrada ali no matinho doida para tirar a roupa e aprender a dar no pé. Eu quero + é uma neguinha, uma mulata, uma preta, porque Carnaval, mesmo em Berlim, tem que ser Coisa Fina, parafina em cima, nada deste papo gelatina, fica tu com as loirinhas  que eu vou à luta, companheiro, para cima das minhas caipirinhas, tá. Péra aí, polaco, que vou também. Oi leva eu, eu também quero ir…

– Tim Lopes!

– Tô dando linha à pipa que o vento tá a favor. Inté.

– Qualé, polaco?

– Qualé o que?

– E as loirinhas?

– Tão lá no matinho. São todas tuas. Fico com as caipirinhas.

– Não sacaneia.

– Não sacaneia o que, Tim?

– Elas fugiram.

– Problema teu, mané, Vai à luta que a vida é curta. Axé. Te cuida. E tão cedo não espero te ver.

Moral do lero de hoje:

A última vez que vi o mano Tim Lopes hoje neste Karneval der Kultures, aqui em Berlim, foi ele no palco dançando ao som dos tambores dos mestres yorubas.

Saravá!!!

Só tem um porém.

As loirinhas voltaram, estão perguntando por ele.

Acontece que eu só sei remexer com as caipirinhas.

Se alguém souber como fazer com as loirinhas, me escreva.

Inté, Axé e Tchuss, tá,Mané?


Gutten tag, tack and good weekend. At least for me, here in Berlin. Today, Friday, until Monday, even greater weekend. With the right Karneval DER Kulturen. More than a million on the streets of Kreuzberg, migrants – Turks, Slavs, Asians, Latinos and Africans. Show street directly. Onstage Eurasia: tarantella, Polynesian, gipsy, and +. Onstage Farafina: Crazy Boi of Caipora (?) Youruba Drum, Vodoo, Reggae, and +. Onstage Latinauta: mariachi, cannibal roots, salsa, cumbia und manakin (brazilianischer tanz). So until next week. I have more to do. I’m in the fight, mate. First, take a bite. Two bier, a vodka here or there. Hold me otherwise, I fall. Cheers and Axe.

Gutten Tag, cambada e bom fim de semana. Pelo menos para mim, aqui em Berlim. De hoje, sexta, até segunda, inclusive, maior feriadão. Com direito ao KARNEVAL DER KULTUREN. Mais de milhão nas ruas de Kreuzberg, dos migrantes – turcos, eslavos, asiáticos, latinos e africanos. Show de rua direto. No palco Eurasia: tarantella, polinésia, gipsy, e +.  No palco Farafina: Boi da Caipora Doida (?), Youruba Drum, Vodoo, Reggae, e +. No palco Latinauta: mariachi, canibal roots, salsa, cumbia und tangará (brazilianischer tanz). Então, até a semana que vem. Tenho mais o que fazer.   Tô na luta, companheiro. Antes, uma boquinha leve. Duas bier , uma vodka cá outra lá. Me segura se não, eu caio.  Inté e Axé.

Gutten Tag, Tack und gutes Wochenende. Zumindest für mich, hier in Berlin. Heute, Freitag, bis Montag, den noch größeren Wochenende. Mit der richtigen Karneval der Kulturen. Mehr als eine Million auf den Straßen von Kreuzberg, Migranten – Türken, Slawen, Asiaten, Latinos und Afrikanern. Zeige Straße direkt. Auf der Bühne Eurasia: Tarantella, polynesische, Zigeuner, und +. Auf der Bühne Farafina: Crazy Boi von Caipora Youruba Drum, Vodoo, Reggae, und + (?). Auf der Bühne Latinauta: Mariachi-, Kannibalen-Wurzeln, Salsa, Cumbia und manakin (brazilianischer tanz). Also bis nächste Woche. Ich habe mehr zu tun. Ich bin im Kampf, Kumpel. Nehmen Sie sich zuerst einen Bissen. Zwei Bier, ein Wodka hier oder dort. Halte mich sonst falle ich. Cheers und Axt.

 


 

“The day when an enemy bomb fell in Germany, my name will not be more Goering. You can call me Meier. “- Signed: Marshal Herman Goring. Heil Mané!!!

 

“O dia em que uma bomba inimiga cair na Alemanha, meu nome não vai ser mais Goering. Pode me chamar de Meier.”

***

“Der Tag, als ein Feind Bombe in Deutschland fiel, wird mein Name nicht mehr Göring sein. Sie können mich anrufen Meier “- Unterschrift:. Marshal Hermann Göring. Heil!

***

Parte do discurso feito pelo nazistão todo poderoso, chefão da temida Gestapo e da Luftwaffen, Força Aérea da Alemanha, Herman Göring, em setembro de 1939, na academia da Lufwffen, no aeroporto de Berlin-Gatow, hoje Museu ao Ar Livre.

Vamos à tradução. Na verdade, ele falou Ruhr, que é o rio Reno, espécie de fronteira eterna da Alemanha. E por que “Mein Name ist Meier” virou piada tão logo as primeiras bombas aliadas começaram a cair sobre Berlim?

 

Meyer, ou Meier, em alemão, é que nem da Silva, em brasileiro, nome mais do que comum, gente do povo, Zé Ninguém. Daí, com as bombas caindo, o pessoal corfria para os abrigos, tinha que dar o nome na entrada, e todo mundo falava, puto:

– Mein Name ist Meyer!!!

O final, todo mundo sabe, deu no que deu, e estas fotos estão no Luftwaffenmuseum, visitado ontem por mim, num subúrbio de Berlim, justo onde era o aeroporto militar nazista, e onde o marechalzão disse de boca cheia de salsicha:

Meu nome é Zé Ninguém!!!

(Ler Escuta, Zé Ninguém, do William Reich)

Então, tá, Mané.

Acontece que o Göring, ao contrário do Goebels e do Hitler, não deu veneno para a mulher e as filhas e depois um tiro na cabeça.

Ele se entregou, foi a julgamento em Nuremberg.


Falar de nazismo com um alemão, não é de bom tom.

Mas que ele existe, aqui em Berlim, ele existe. Por exemplo.

Está na revista TIP desta semana (24-05-2012).

De um lado, os nazistas, mandando os turistas se fuder.

Do outro, a resposta dos turistas, na lata:

Tem mais lugar onde o nazismo sobrevive, na história de Berlim.

Predião do Aeroporto de Tempelhof, hoje parque urbano.

Prédio do antigo Ministério da Força Aérea nazista, hoje das Finanças.

O Estádio das Olimpíadas de 1939.

E o aeroporto de Gatow, Academia da Força Aérea Nazista, hoje Museu.

Luftwaffennmuseum.

Estive lá hoje. Bus X-34 do Zoológico, no Centro, até o final da linha, Alt Kladow.

Depois, o Bus 135, até o ponto Kurpomenade.

Depois, um quilômetro e tanto a pé.

Vale a pena.

Era a maior academia de treinamento dos famosos pilotos nazistas.

No fim da guerra, ficou ocupado pelos britânicos até 1990.

Devolvido aos alemães, então com o muro de Berlim derrubado, virou museu.

Conta a história da cruz suástica desde 1904.

Interessante que na lojinha não pode vender qualquer lembrança nazista.

Mas nas pistas e no museu coberto, há suásticas por todos os lados.

Mais detalhe nas fotos:

1 – O que Chrles Chaplin, quem não se lembra parodiando Hitler, faz no avião nazista?

2 – Duas crianças na Berlim destruída.

3 – E o que achei mais super interessante.

Numa sala, a imagem silenciosa que diz tudo.

A foto da bomba atômica jogada pelos Estados Unidos, guerra acabada.

Na população civil da cidade de Hiroshima, no Japão.

Nem se pensou em Nuremberg.

Siga mais:


http://wp.me/pEGkY-O

 


Neste fim de semana que chega, aqui em Berlim, tem Carnaval das Culturas. Mais de milhão nas ruas. Vou pular junto com meu amigo Tim Lopes.

Verdade!

Tim Lopes, velho amigo, vira artista de cinema.

 Documentário de Guilherme Azevedo. Do ponto de vista do filho dele, o Bruno.

Mais material desde os tempos de contínuo na TV Manchete até a morte dele, assado e assassinado na Vila Cruzeiro, no Rio.

Trabalhamos juntos, em O Globo, e dividimos a mesma casa, em Santa Teresa.

Éramos irmãos, apesar das cores. Ele, nego gaúcho da Mangueira.

Eu, polaco baiano da Prado Junior.

E dá-lhe Tim.

 https://mamcasz.wordpress.com/tag/tim-lopes/

https://mamcasz.wordpress.com/2010/05/25/carnaval-sem-pecado-em-berlim/


Domingo, 20 de Maio de 2012.

Berlim, dia lindo, 28 graus,  povo bonito na rua. Então,  faço que nem todo mundo. Pernas pra quem te quero.

Venha comigo.

Primeiro, um passeio pelos Flömarkt, Fleamarkt, Mercado de Pulgas. Tem muito. É tradição.

Saio de casa, Uhlandstrasse, pego o metrô U3, direção Krume Lanke, subo na primeira parada, na Fehrbelliner Platz.

Compro uma boa mochila por dois euros, uma caixinha de som com minirrádio, design inglês, vermelho, por um euro, e daí já vou para a segunda Feira de Ipanema deste domingão. Tá vendo esta estátua de gesso na foto acima? Quatro euros. Firrrrr eurrrô.

Vou em frente, com os lábios vermelhos debaixo do braço. Levo de presente para madame, a minha florzinha.

Pego o Bus 249, direção Zoo, desço na Blissinerstrasse, pego U7, direção Spandau, apeio em Siemensdamm, trodel mais pobre, mas encontro um vidro antigo com licor de chocolate dentro por 1 euro. Outro presente para florzinha.

Vou em frente.

Para o brunch de domingo porque só de pensar dá fome.

Pego o U 7, direção Rudow, passo para o S 41, que roda na direção leste para oeste, é uma espécie de anel da cidade, desço em Frankfurter Allee, onde começa a vistosa avenida stalinista, e sigo o resto a pé.

Chego.

O Café 100 Wasser fica na Rua Simon-Dach, 39, que começa na parte doidona, perto da estação U-S da Warschauer Strasse, onde tem o Trodel WR, tipo Feira do Rolo, Ceilândia-DF, perto de Brasília, e termina no Trodelmarkt da Boxhagenerstrasse, mais para Feira de Ipanema, perto do Rio de Janeiro. Está no bairro de Friedrichshain, que está deixando de ser doidão-hippie e parte para o yuppie mesmo.

O prato acima é apenas o começo do all-can-you-eat: alcachofra, salmão, tomate seco, queijo, alcaparras, tudo muito simples. 10 euros e meio e pronto. Vezes dois e meio dá em real. Mais o café, preto,  para o fraco, quente, à vontade, tudo selfservice, em mesa dentro ou fora, prefiro dentro porque tem mais presença.

Bom. Tenho a tarde toda, sol bonito, nem quatro horas ainda, o dia hoje fica claro até quase dez da noite, tem concerto clássico na catedral francesa, e ainda muito tempo para fazer o melhor em Berlim: bater perna, ou melhor, ver a perna das pessoas, porque vale a pena.

Portanto, entro na campanha

EU RESPEITO CICLISTA … domingo em Berlim:

 

E agora a pergunta que não quer calar. Enquanto isto, onde está a famosa madame? Bom. Noite passada, houve o jogo, em Munique, finalíssima da Copa dos Campeões da Europa, Bayern contra Chelsea.

E madame torcendo, num telão, a favor dos vermelhos (Bayern München) contra os azuis (FC Chelsea), cervejada, multisservida por alemães, um mais lindo do que os outros, diz madame. 

 O resultado de tudo deixou madame hoje acamada, não sei se pela ressaca ou pelo desgosto de não entender nada de futebol. Já tenho um culpado por eu estar sozinho hoje em Berlim vendo as pernas…

 Um tal de Tião (Bastian Schweinsteigen), o mais bonito, depois do goleiro, está vestido de verde por que? Mas né que combina com o cabelo loiro dele? Madame entende tudo de futebol. O amor me cega, né?

E o tal do Tião? Vermelho de vergonha, bebê chorão. Isto sim, sim senhora.

 No segundo tempo da prorrogação, ele me perde um pênalti.

 No final, na cobrança dos pênaltis, no quinto, tudo empatado, e lá vai o Tião alemão e, bom, faz a mesma merda de novo.

 Resultado.

Primeira página nos jornais de toda a Alemanha neste domingão.

 Bem feito para a madame, não entende nada mesmo de futebol,  ora na cama meio adoentada e eu cá na rua, pernas de fora, para que te quero.

 Ah… olha só a pinta do Tião Chorão Alemão. Bastian… Preste atenção no que está escrito na braçadeira dele: RESPECT.  O cacete, meu.

E vou em frente.

A pé até o S-41, de Frankfurtallee até a Heldebergplatz, depois o U 3, direção Nollendorplatz, stop na Spichernstrasse, e a pé, quer dizer, correndo de volta para os braços de madame que, coitada, não entende nada de futebol, por isso, se já tiver melhorado, vamos juntos, logo mais, para o concerto na Francoisische Catedral para o concerto clássico e tal, entreit frei. Melhor do que futebol.

 Abro a porta do prédio, a do elevador, a de casa, no quinto andar e:

– Florzinha!!! cheguei … iu…iu!!!

Silêncio.

– Florzinha  (meu tom muda um pouco).

Silêncio!!!

Em cima da mesa, a cama arrumada, o bilhete, melhor que estivesse em branco:

– Florzinha.

Sabe o Fritz, que ontem torceu pelo Bayern, ao meu lado, lá no parque?

 O que me trazia a cerveja Berliner toda hora.

 Veio me buscar para uma tal de pelada.

 Ele diz que vou aprender tudo sobre  futebol.

É para você não ficar mais chateado comigo.

 Não me espere hoje.

Depende do jogo.

E como foi teu dia?

Beijos… Tchuss, tá?

Moral do lero deste domingão aqui em Berlim:

Né que perdi a vontade de pedalar?

Tchuss…


My program here today in Berlin. Museum of Sugar. Zucker Museum. Free. Path: U9-Strasse Amrumer and M-13 or M-50 (tram-best) stop Amrumer / Seestrasse. From the sugar cane from the sweat of slaves in the Caribbean and Brazil, to the beet sugar, which took Europe from dependence, to which neither the oil today.

Programa de hoje aqui em Berlim. Museu do Acúcar. Zucker Museum. De graça. Caminho: U9-Amrumer Strasse e M-13 ou M-50 (bonde-melhor) stop Amrumer/Seestrasse. Desde o açucar da cana do suor dos escravos no Caribe e no Brasil, até a cana de beterraba, que tirou a Europa da dependência, que nem a to petróleo de hoje em dia. Mas acabo vendo, parece que acabo de entornar, pois vejo  cenas de um canavial em Pernambuco-Alagoas que era, e ainda é, amesma coisa. Ou não?

As bebidas – rum, principalmente – estão presentes na sala dos destilados e nada da nossa cachaça. Esperneio, falo do livro que estou escrevendo “Minha Doce Caipirinha –mulher, açúcar, limão, é tudo uma cachaça só”. Pronto. Vou mandar uns espécimes antigos, através do Museu da Cachaça, Paraíba, Lagoa dos Carros, alô Olguinha, alô Ibiapina. Peço até o apoio dos Brasileiros em Berlim. Aliás, tem lá uma garrafa de cachaça com foto de Pelé, que sempre foi contra, né?

Nestas alturas já estou quase que no gargalo, quer dizer, no gargalho, de gargalhar, tem a ver com a pinga pingando na garganta? Até porque entrar aqui no Museu do Açúcar, Zucker Museum, é uma aventura, rua parada, do l;ado oposto o enorme terreno da Universidade de Medicina, um aviso rápido na porta pesada que precisa ser empurrada com força de macho, ou seja, deixa pro polaco aqui. Subo um andar. Nada. Ninguém. Subo o segundo andar. Toilettle. Oba. Tô quase pingando, nada ver com pinga, ou não? Vou direto. Saio satisfeito, balançando o vazio. Antes, dou uma bicada na cachaça que trago (boa idéia!)na mochila. Saio. Corredor. Eu, paro. Lei o cartaz. WC de homem, só no segundo andar. Foi só o tempo de puxar e fechar o eclair. Balançar, só no pensamento, cortado pelo olhar da matrona que acaba de chegar.

Volto para a exposição, tranquila pessoa, quase zen, esvaziado,  sozinho, pego a folha em inglês, um grupo de estudantes no professor-guia, meio que separada uma fraulein especial, tipo anjo azul, e eu, bem polaco, mais para mineiro, só no soslaio. No despiste, ainda vejo a foto que une, século retrasado, Brasil e Cuba no mesmo canavial de escravidão, podridão, corrupção, mas, em compensação, rum e cachaça, meu, de montão, ih, tô me sentindo meio animado no meio destas fotos todas de alambique e a frauleinzinha, meio de lado da turma, só me sacando.

Moral do lero: Tupi or not To be?

Eu quero mais é que o o açucar se dane, seja ele de beterraba ou de cana. Mais um bicota na minha garrafinha e crio coragem:

– Holla, mein liebn freulien.

– Holla, mein polaquinho.

Pronto. O zucker vira cachaço, pré-passo para cachaça:

– Ein brasilien, poet, jornalist, polaco, e um grande preparador de caipirinha. Vamu nessa?

E né que a Lili Marlene, assim ela se diz, vero Anjo Azul, topa conhecer a doce caipirinha do polaco aqui bom de bola? Agora, pessoa leitora, me dá um tempo, tá,  que depois a gente continua esta prosa. Saca só a foto da Lili.

– Hein?

– Nein, neim, não é contigo, mon amour, é com este bando que fica escutando a nossa conversa.

– Polaquinho, mande eles prá merda.

– Fraulein, mon xuxu, qué isso, sabe que cê tá certa. Vamu nessa?

– Antes, faz beicim, polaquim, faz, só prá mim:

– Fui!

– Vem!

– Hein? 


Passeio e uma grande surpresa hoje em Berlim. Bem fora do circuito turístico. Friedrichshagen.  Em termos de Rio, só em termos de distância, corresponde a Quintino. em Sampa, a Itaquera, em Brasília, a Samambaia. Mas o trasporte, meu, nem comparação.

Fomos para uma Fest, trodelmark, mercado de pulgas, de rua, tudo misturado, Feira de Ipanema. Achamos seis copos de cristal para aperitivo por cinco euros. Dois tipo moedor de pimenta e sal, de cristal, grandes, um euro cada. E por aí.

 Mais um wurst da Turíngia. Uma cerveja von fass (chopão). Maior programa. Até música ao vivo. Na hora da nossa passada, uma banda com músicas americanas anos 50. E olha a surpresa. O maestro, ninguém menos do que o Andreas, justamente o nosso landlord, o que aluga o apartamento onde estamos.

 Foi tão de surpresa que ele parou de reger, e também tocar, porque é professor de música em Kopenick, para falar com a gente. Depois, apresentou a mãe, o pai, o vizinho, o cachorro. Muito do feliz. A gente também. Parecia até que a gente estava em casa.

Como diz a minha alemãzinha preferida, a Lili, não a Merkel:

SUPA! (superb, legal, demais).


A pedido de inúmeros amigos de madame Cleide de Oliveira,  minha companheira há trinta anos, volto ao tema sobre os gays de Berlim,  mas hoje de uma maneira séria.

 Pena que não possa colocar os nomes dos amigos porque o preconceito ainda existe e  leva mais de um ou uma colega de trabalho a não assumir  o que de fato é.

* * * * *

The gays from Berlin suffered at the hands of the Nazis and when sent to extermination camps they was chased by polish guards and by the jewish prisoners.

When the war ended, those who were alive were not released, but forced by the Allies to end the winning penalty to which they were condemned by the defeated Nazis.

When they returned to the community, still had to keep quiet because they had changed the reality that, in the 1900s, long before San Francisco and New York, Berlin was a city with free genus until now unseen altogether.

Os gays de Berlim sofreram nas mãos dos nazistas, foram mandados para os campos de extermínio, onde era perseguidos pelos guardas poloneses e pelos prisioneiros judeus.

Quando a guerra acabou, os que estavam vivos  não foram libertados, mas obrigados pelos aliados vencedores a terminar a pena a que foram condenados pelos derrotados nazistas.

 Quando voltaram para a comunidade, ainda tiveram que manter silêncio porque estava mudada a realidade que, nos anos 1900, muito antes de San Francisco e Nova Iorque, fazia de Berlim uma cidade com    liberdade  de gênero até hoje não vista por completo.

Die Homosexuell Berlin in den Händen der Nazis litten, wurden in Vernichtungslager geschickt, wo er von Wachen und von den polnischen jüdischen Gefangenen verfolgt wurde.

Als der Krieg endete, wurden diejenigen, die noch am Leben waren nicht freigegeben, sondern gezwungen durch die Alliierten, den entscheidenden Elfmeter, auf die sie von den besiegten Nazis verurteilt wurden zu beenden.

Als sie an die Gemeinde zurückgegeben, hatte immer noch den Mund zu halten, weil sie die Wirklichkeit, die, in den 1900er Jahren, lange vor San Francisco und New York, war Berlin eine Stadt mit freien Gattung bisher ungesehene völlig verändert hatte.

                             O histórico gay na capital da Germânia dos mil anos.

Já no começo do século passado, anos 1900, Berlim era uma cidade conhecida pela liberalidade quanto ao homossexualismo, muito mais adiantado do que as conquistas que só agora começam a conquistar de fato.

Estima-se que em 1928 existiam cerca de 1,2 milhões de homossexuais na Alemanha. Entre 1933 e 1945, mais de 100 mil homens foram registados pela polícia como homossexuais (as “Listas Rosa” pois eram obrigados a usar a mesma estrela dos judeus, mas cor de rosa).

Eles foram mandados para os campos de concentração, ou extermínio, junto com os judeus, mesmo sendo alemães, a partir dessa estação de trem de Nolendorf, que ainda existe, e uma simples placa triangular registra o fato, mais este símbolo fálico.

O investigador Ruediger Lautman acredita que a taxa de mortalidade de homossexuais presos em campos de concentração poderá ter atingido os 60%, pois os homossexuais presos nesses “campos da morte” para além de serem tratados de forma extraordinariamente cruel pelos guardas, eram também perseguidos pelos outros prisioneiros.

Outro símbolo do poder gay antes da chegada nazista a Berlim é o grande teatro na Praça de Nolemdorf, no bairro de Shonemberg, ainda hoje um reduto gay, e onde era a grande cena das peças de cabaret, de onde veio o filme e a peça, falando do nazismo, o judaísmo e o homossexualismo.

Pois para o público gay, acrescentado mais recentemente também do lado gay feminino, ou lésbico, o cenário preferido, embora se espalhe pela cidade toda, é justamente este histórico pedaço assim delimitado:

Duas paralelas (Motzstrasse e Nolendorfstrasse) entre a Martin-Luherstrasse e a Gleidistrasse, entre as estações de metrô de Nolendorf  de Viktoria-Luise, tudo na parte norte do bairro de Shonenberg, na antiga parte ocidental, não-comunista, portanto, fora do muro de Berlim.

Pois agora apresento minha eterna companheira que me predicou o respeito, entendimento e aceitação a todas as formas de gênero, sejam elas expostas ou reservadas, assumidas ou enrustidas,  masculinas ou femininas. Salve, salve, simpatia de minha vida. Amém.

Photo num café na calçada da Motzstrasse, Shonemberg, Berlim.

 (11-05-2012).

Serviço:

Blu Magazine – para homens gays:

http://www.pww.blu.fm

L-Mag – para mulheres lésbicas:

http://www.I.mag.de

Grande festa anual de gays e lésbicas, final de junho – Christopher Street Day :

http://www.csd-berlin.de

Hostel para gays – só aceita homens:

http://www.gay-hostel.de

Página na internet para encontros gays:

http://www.gayromeo.com


To change the false impression left yesterday, I`m going  today to the Isle of Nicholas, Meadle Age, to eat a einsbein with cachaça, very macho.

Halfway, I`m now stopped by a protest march against blacks screaming Mogadishu, they said, apartheid suffering here in Berlin.

Para mudar a falsa imagem deixada ontem, mudo o programa de hoje e vou até a Ilha de Nicolau, Idade Média, comer um einsbein com cachaça, bem macho.

 No meio do caminho, sou barrado por uma passeata de negros de Mogadício berrando contra, segundo eles, o apartheid que sofrem aqui em Berlim.

(Só para relembrar. Uns anos passados, nos tempos aqui da Alemanha Oriental, a dita comunista, esta Catedral ao fundo não podia ser vista porque tinha o Palácio da República, hoje um gramadão verde na beira do rio. Descobriram, na queda do muro, que o palácio socialista estava bichado, por causa do amianto usado na construção, material comprado do mesmo país africano dos atuais protestantes, então governado por ditadores comunistas corruptos.)

*******

Um den falschen Eindruck zu ändern, ist gestern, habe ich das Programm ändern und gehen heute auf die Isle of Nicholas, mittleres Alter, essen eine einsbein mit Rum, sehr Macho.

Auf halbem Weg dorthin, ich von einem Protestmarsch gegen Schwarze schreiend Mogadischu beendet, sagten sie, Apartheid leiden, hier in Berlin.

A polícia na frente, liberando as ruas, cercando pelos lados, acompanhando pelos fundos os vinte bicho- grilos ongueiros que davam suporte para os trinta neguinhos numa kombi emprestada, com alto falante, e eles na velha toada:

– Companheiros  (em alemão se ouve cológue).  Não aceitem a provocação da polícia. Companheiras, a vida continua!

Enquanto isto, eu fotografando tudo, numa boa, até que uma puliça me aponta a arma. Não tremo, velho companheiro macho que sou. A arma dela? Além da beleza, uma câmara de filmar. Faço pose, beicinho, coço o saco e tal. Daí só escuto um grito da poliçona:

– Polaquinho!!! Você por aqui? Mamzinho, mein querido. Que saudades…

Moral:

Difícil foi explicar a trama para a madame e também para os negos que me pensavam do lado deles, bom companheiro de jornada. E eu, na defesa:

– Gente. Repara no coque do cabelo da loira. E no jeito dela andar. De sorrir para mim. De  me chamar de polaquinho. Nein, neim, neim, mein fraulein. Juro que esta é a primeira vez que eu vejo esta poliça alemã chamada Lili.

– Ah é? E por que ela te chamou de polaquinho?

– Ora, ora. Para os negos eu disse que sou brasileiro. Para ela, que era polaco, bom de fama. Foi ontem, naquele café dos bibas, em Shönemberg.

Final do lero.

Para acabar a confusão, que entrou no microfone da kombi dos negos, foi preciso uma conferência entre polícia, ongueiros e neguinhos, até liberarem o polaquinho e a passeata seguir em frente, sem graça nenhuma. 

– Gigolô! Mein polaquinho!

– Psiu, fraulein. Continua filmando que depois a gente revela.

E assim recupero minha imagem de polaco macho aqui em Berlim.

 Só teve um negócio. Madame, como sempre, deu a última palavra:

– Lá em casa, florzinha, na Pariser Strasse,você não passa esta noite. Vá dormir com esta tua alemã da poliça.

Quem conhece a madame pode confirmar. Quando ela manda, o melhor é obedecer.

– Péra um cadinho só, Lili, que a gente já recomeça otra veiz, tá, mein lieben.

– Faz beicim, polaquim, prá mim…

Tchuss prá vocês.


Friedrichshain, the Communist side, and Kreuzberg, the capitalist side, both dominated by the victors in Berlin, therefore, were free of judgment at Nuremberg (Siberia, Hiroshima, etc.). Both, however, remain together before and after. But are its days numbered. The invasion of artists gives rise to the bourgeoisie. Join them migrants, Slavs, Turks, Asians, Africans and Latinos. This is Berlin.

Friedrichshain, do lado comunista, e Krfeuzberg, do lado capitalista, os dois na Berlim dominada pelos vencedores que, por isso, ficaram livres do julgamento em Nuremberg (Sibéria, Hiroshima,etc). As duas, no entanto, continuam juntas, antes e depois. Mas estão com os dias contados. A invasão dos artistas dá lugar à burguesia. Juntam-se eles aos migrantes, eslavos, turcos, asiáticos, africanos e latinos. Das  ist Berlin.

Acontece que , em função da invasão burgueza que acontece em Berlin, expulsando os hippies e alienados, primeiro do Norte Kreuzberg, depois de Prezlauemberg, agora de Friedrichsain, amanhã ninguém mais sabe onde, porque nos subúrbios os doidos serão rechaçados, não pelos alemães, mas pelos eternos imigrantes. Mas voltemos às mudanças que acontecem, hoje, no ex-bairro operário pobre comunista, nem todo mundo era proletário:

Um exemplo forte da recuperação do bairro sempre largado para escanteio em Berlim, desde os tempos dos nazistas, depois comunistas, Friedrichshain, é a recuperação que está sendo feito ao redor da Knoorpromenada, uma pequena rua que hoje completa 100 anos, tinha até um mini-portão de Brandeburgo, prédios com fachadas trabalhadas e tudo e que agora, ressurge depois de décadas de cinzas. Ei-lo o que será:


No meio do Grosser Stern (Grande Estrela), cinco caminhos cruzam o Tiergarten de Berlim. No meio do meio, uma estátua chamada de  Goldeslse. Na verdade, é a Coluna da Deusa da Vitória (da Alemanha, então Prússia, no século XIX, contra Dinamarca, Áustria e França).

Ne verdade mesmo, a deusa Vitória foi retirada, em 1938, pelos nazistas do local original, em frente ao Reichstag, para dar espaço ao grande tombo da Germânia.

 Na verdade, verdade, mesmo, a estátual é conhecido em todo mundo como O Anjo. Depois da cena dele sair voando por sobre Berlim no começo do filme do Win Wenders, 1985, Asas do Desejo.

Mas que esta estátua da deusa Vitória, uma Anja Ariana, provoca desejos, lá isto provoca.

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