Mensalão tinha proteção automática da retaguarda

Os comitês de Prevenção e Lavagem de Dinheiro e o de Automação da Retaguarda, usados no “Mensalão”, ou Ação Penal 470, dificultam a condenação dos acusados nas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (2005 e 2012), que enfrentam agora o julgamento final no Supremo Tribunal Federal. Entenda como funcionava o esquema, nesta primeira parte da série “Contas abertas do Mensalão”.

Clique para ouvir

http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-08-06/mensal%C3%A3o-tinha-prote%C3%A7%C3%A3o-autom%C3%A1tica-da-retaguarda

 

A conversa miúda desta semana, 500 palavras por dia, é sobre uma coisa que está na boca do povo. É o famoso mensalão que, depois de sete anos da primeira denúncia, agora depende dos onze juízes do Supremo Tribunal. Cabe a eles decidir, a partir das provas, quem são os culpados, até porque a existência do mensalão já foi aceita. Se algum indiciado for considerado culpado, o STF decide quantos anos de cadeia cada um leva. Vamos nessa?

 

* * * * *  

Antes de começar esta prosa melindrosa, alerto que apenas traduzo nesta rádio o falado, investigado, comprovado, denunciado e relatado nas denúncias da Procuradoria-Geral da República, aceitas e acolhidas pelo juiz-relator do STF, baseadas nos inquéritos da Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Banco Central do Brasil e na CPI dos Correios. Por isso, nesta série, eu me concentro em trocar em miúdo o tantão de dinheiro público que foi desviado, evadido, roubado, lavado, enfim, corruptado. Só tem um porém. Ninguém sabe ao certo o quanto, mas pelo pouco que ficou provado, é muito.

* * * * *  

O dinheiro roubado pelo Mensalão e as palavras quadrilha, organização criminosa e maior esquema de corrupção já praticado, estão nas duas denúncias. Foram apresentadas, primeiro em 2005, pelo então procurador-chefe da República, Antonio Fernando Barros Silva. Agora, agosto de 2012, o atual procurador-chefe da República do Brasil, Roberto Gurgel, no começo do julgamento final, no Supremo Tribunal, confirma de novo o que ele chama de dinâmica delituosa e sacamenta. Fica assim confirmada a existência da quadrilha. O mais atrevido caso de corrupção e desvio de recursos no Brasil. Por isso, ele pede que o STF mande para a cadeia 36 dos 40 réus.

* * * * *  

 

Adianto a prosa desta semana. Divididos em três grupos – político, operacional e financeiro – participaram políticos da maioria dos partidos,e, especial da base do governo Lula, a partir de 2003, através de bancos e instituições financeiras, mentores, operadores e receptadores. Para fugir das provas, caso fossem apanhados e assim dificultar a condenação, havia duas jogadas de mestre. Primeiro, a automação da retaguarda. Isso mesmo. Noutro dia, troco isto em miúdo. Depois, um tal de Comitê de Prevenção e Lavagem de Dinheiro.

* * * * *  

 Apesar de ninguém saber ao certo quanto foi roubado, desculpe, desviado criminosamente, existem algumas provas cabais. Por exemplo. Oitenta mil notas fiscais falsas. Três delas da empresa DNA de Marcos Valério para o Banco do Brasil-Visanet-CBMF. Valor: 64 milhões e 754 mil reais. Repetindo. 64 milhões e 754 mil reais. Outra nota fiscal falsa. Para a Eletronorte. Doze milhões. Mais uma. Desvio de 55 milhões de reais pelos bancos Rural e BMG. Mais. Repasse mensal, daí o apelido Mensalão, para partidos políticos da base. Mais. Um milhão de dólares pagos no exterior, através de doleiros, para a empresa de Duda Mendonça, pela campanha eleitoral. Mais. Desvio de 37 milhões e 663 mil reais por conta de um tal de Bônus de Volume. Que é isso? Calma. Isto é Economia. Amanhã, eu continuo. Tem muito mais

Então, tá

Inté e Axé


O grande circo da corrupção no Brasil

                   The Attorney General’s Office, Roberto Gurgel,

 chain asks for 36 of the 40 defendants

of the “most scandalous corruption scheme” never before happened in Brazil.

To submit a formal complaint,

more than five hours of presentation of overwhelming evidence.

 I followed every step of finally restart this proce.

                    O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pede cadeia para 36 dos 40 réus do “mais escandaloso esquema de corrupção” nunca antes acontecido no Brasil.

                     Para apresentar a denúncia formal,  foram mais de cinco horas de apresentação de provas cabais. Eu acompanhei cada passo do, finalmente, recomeço deste processo.

                   Acompanhe-me, do final para o começo. O que estiver entre “ásperas”, é do procurador. Palavrão indignado, tipo fuck you, é meu mesmo. Até porque o Zé Povinho de merda não está nem aí.

 The End.

                  Procurador-Geral da República do Brasil pede cadeia  imediata dos 36 dos 40 da Quadrilha do Mensalão do PT por desvio de UM BILHÃO E SETECENTOS MILHÕES DE DÓLARES. Tudo comprovado.

                   E o procurador termina com esta frase, parece ironia, do muso do PT, o Chico Buarque de Holanda, que aparece logo avante, no caso da Ana Arraes, do TCU, e irmã da ministra da Cultura.

Leia a letra

 http://letras.mus.br/chico-buarque/45184/

 Ouça o som:

http://letras.mus.br/chico-buarque/45184/

                     Continuando a apresentação da denúncia do procurador da denúncia do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, no processo contra o Mensalão do PT.

 Final menos 1 –  19h20m

LAVAGEM DE DINHEIRO. Banco Rural e PT. O procurador explica como se faz. Eu aprendi. AUTOMAÇÃO DE RETAGUARDA. (????????) Simples mas extremamente eficiente, garante ele. Um saque por semana, sempre de mais de CEM MIL REAIS cada. O Banco Rural tinha os registros e não informava o Banco Central. Era para o controle interno da QUADRILHA do PT. “Dinâmica delituosa”.

 Final menos-  219h03

             Banco Rural. Gestão fraudulenta. Contratos fictícios para financiar operações ilícitas do PT. Doações em troca de favores do governo. Nunca foram empréstimo porra nenhuma. Sem qualquer cadastro. Informações falsas. Tudo a nível de direção. “Nenhum gerente seria louco de assinar”(RG). Absoluta negligência. TRINTA E QUATRO MILHÕES de reais na sexta renovação.  Teve outro, de DEZ MILHÓES. E mais outro…

 Final menos –  19h13

                O absurdo da situação, segundo o procurador. Delúbio avalizou empréstimo no Banco Rural, pelo PT, no valor de SEIS MILHÕES, dando como uma garantia um velho carro COROLA. “E nem o PT tinha condição de pagar, porque estava com as contas negativas”(RG). E estava com nota de risco H, a mais alta. “Nenhuma agência bancária no resto do mundo teria concedido este empréstimo”. (RG). E digo eu: PQPT. Outro contrato. DEZENOVE MILHOES. Renovado seis vezes, sem qualquer pagamento, com o valor chegando a TRINTA E DOIS MILHOES.

 Final menos 4 –  18h53

                        Sobra para Ana Arraes (deputada federal, mãe de Eduardo Arraes (PSB-go vernador Pernambuco, filha de Miguel Arraes, cacho de Chico Buarque de Holanda). A decisão dela, ministra  no TCU,  beneficiando Marcos Valerio,  foi derrubada logo em seguida. O procurador-geral diz que não se está tratando da privada mas da coisa pública. Ela errou feio. A empresa de publicidade, DNA, pegou dinheiro, comprou bonus, se tivesse lucro, passaria para o Banco do Brasil. Teve mais de dois milhões de reais. Lógico que não repassou porra  nenhuma. Mas, atenção,  entregou tudo para a Câmara dos Deputados, onde estava, na presidência, adivinhe, João Paulo Cunha, do PT.

 Final menos 5-  18h44m

                     “Versões inusitadas é que não faltam nos autos”(RG). Segundo o procurador, a desculpa apresentada por Henrique Pezollato, diretor do Banco do Brasil, foram “esfarrapadas e esdrúxulas.” E digo eu. Quase C E M   M I L H Õ E S.  Outro Crime de peculato. 2 milhões e 900 mil reais. P.Q.P.T.

 Final menos 6 – 18h36m

                       Detenho-me agora na figura de Paulo Rocha-PT do Pará. 853 mil reais, em prestações. Mais 200 mil num quarto de hotel, direto do  Valério. Mais 200 mil através do Charles Dias, via Simone. Mais 300 mil ao vivo, embalado. Um mês depois, mais cem mil. Tudo em BH. Desta vez, seria um cheque, com recibo. Agora, deputado João Magno. 360 mil reais mensalados. Agora, eu. Puta qui pariu, quanta grana. Finalmente, professor Luizinho, VINTE MIL REAIS. “Professor pobre”- recanta madame.

 Final menos 7  – 18h20m

                 Agora, desvio de recursos do BANCO DO BRASIL. Esquema ilícito para o Banco Rural. Empréstimo fraudulento. Desvio recursos públicos. SETENTA E TRÊS MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS. P.Q.P.T.

 Final menos 8 –  18H15m

                  “Os recibos eram informais”(RG). João Paulo Cunha-PT- retirou para uso próprio 250 mil reais da Câmara. Contratou o jornalista Luis Costa Pinto. Blá-blá-blá. Assessor pessoal. 22 mil reais por mês. Desvio de 250 mil reais num ano.

 Final menos 9 – 18h19m

                Sai João Paulo Cunha da presidência da Câmara. Diz que não tinha a posse do fruto do roubo. “A posse não é só o poder material, mas a possibilidade de vir a usar…”(RG). CONSUMOU-SE ASSIM O CRIME DE PECULATO.

                                 Final menos 10 –  18h03m

              PT. João Paulo Cunha. Lider do PT na Câmara. “Intensos contatos” dele com M.Valerio. “Ligação tão estreita. Firma Valério ganha licitação de publicidade Câmara. Em troca de 50 mil reais. Banco Rural. Esposa Márcia Regina foi buscar o dinheiro já lavado. “Causa perplexidade” não ter usado o sistema “tão aberto e singelo”do doc transferido por banco. “Pobreza”- canta madame aqui a meu lado.

 Final menos 11 –  17h55

               PT e PMDB. Delúbio indicava os beneficiários ao banco. Uma vez, José Borba se recusou a tirar xerox do documento (deputado federal). Mandada outra pessoa, Simone Vasconcelos, que tirou os 200 mil e repassou para o Borba. “Forma escancarada como toda a operação era realizada”(RG). Pagina 16.657. Anderson Adauto, o ministro de Transportes, recebeu 950 mil. Em sete mensalidades. Sempe sacados pela Simone. “Em outros casos há pagamentos semanais”(RG). Mas não foram apenas partidos. Já volto.

 Final menos 12 –  17h42m

         “Os pagamentos eram em agências ou hotéis”. Agora, o PTB. Vultuosos valores. Martinez, sendo 700 mil ao vivo. Teve mais. O motorista Jair buscava. “Numa das vezes, chegou a BH num carro forte, tais os valores recebidos neste esquema criminoso.” Roberto Jefferson , 4 milhões e meio.

 Final menos 13 –  17h28m

           Segundo tempo. Mais duas horas e meia pela frente. BMG – mais de 10 milhões de dinheiro público desviados do Banco do Brasil-Visanet. Sete operações de lavagem de dinheiro. No caso do PP. Através do PT. Agora, a vez do Partido Liberal. 8.885,742,00 reais, através de JA…CINTO LAMAS.

 Final menos 14 –  17h15m

        Contrato fictício, retroativo. Série de transferências em dinheiro, ordenadas por Delúbio, PT.Empresa Guaranhuns, “especializada em lavagem de dinheiro”. 6 milhões 745 mil 402 reais em 63 operações de lavagem de dinheiro. Mais a do Banco Rural : 1 milhão já lavado.
Vamos ao bispo Rodrigues. Em troca de votos. Dia 17… 150 mil em espécie.

 Final menos 15 – 16h35

        Mais de 2 milhões de reais movimentados nos dias de votação da reforma tributária. Na reforma da previdência, sacados 950 mil reais. 9 milhões 550 mil reais num período Agora, só dos parlamentares do PP (progressista?) 2 milhões 905 mil reais.

Final menos 16- 16h20m

      Entrega de dinheiro sempre em espécie depois de lavado. O destino é irrelevante. Não se tratou de “singelos acordos partidários”. Houve “nexo de casualidade”. Movimentação de vultuosos valores em espécie perto de grandes votações. E cita um tal de Ja…cinto Lamas recebendo 900 mil reais.

 Final menos 17 – 16h18m

FICA COMPROVADA A EXISTÊNCIA DA QUADRILHA DO PT.

Final menos 18 – 16h16m

                Banco Rural. Saques gigantescos jamais comunicados ao Banco Central. Crime consumado de gestão fraudulenta. Quadrilha… Notável volume de recursos. Empresa no exterior para viabilizar lavagem de dinheiro. Titular. Duda Mendonça.

 Final menos 19 –  16h03m

               Chega a vez do núcleo financeiro, Banco Rural. Não comunicou movimentações suspeitas. Não exigiu garantias. Avalistas classificação H (caindo da mais alta, A). “José Dirceu está, rigorosamente, em todas.”

 Final menos 20 –  16h01

             Chega a vez do núcleo operacional, líder, Marcos Valério. Várias ocasiões teve que contratar carro-forte. Num deles, 660 mil reais. Tinha até, ironicamente, um Comitê de Prevenção à Lavagem de Dinheiro.

 Final menos 20 – 14h39m.

          Começa a peça de fato. Em seis minutos, a estrela do dia, o PGR, Roberto Gurgel, cita cinco vezes o nome de Raimundo Faoro. Não é réu, mas grande jurista. Agora, sim, começa o principal. Ah… ele fala numa falou tal de METAÉTICA. E diz que a PGR apresentou, na verdade, a denúncia (unção do batismo) contra a “quadrilha”do PT em 2006. Estamos em 2012. O procurador, na verdade, é desprovido das qualidades vocais. Ele quem diz. Parece até Voz do Braziu. Isto digo eu. Pronto. Começou por aqui.

Leia o processo do Mensalão:

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/INQ%202245%20-%20denuncia%20mensalao.pdf/view


Agosto, mês do cachorro louco,

começa com o julgamento,

até que enfim!!!,

do Mensalão, no Supremo.

 São 38, só faltam dois para se juntar ao Santo Ali Babá.

Mas o que esses meninos aloprados fizeram?

Faz tanto tempo que muita gente nem se alembra mais, né, mané?.

Para começo de prosa, isto, segundo o The Economist:

     “The defendants face a range of charges including corruption, conspiracy, embezzlement, money-laundering and misusing public funds. Some admit they helped finance political parties off the books, which is illegal but common in Brazil. Others deny any role in the illicit payments.”

Pergunta-me a minha velha sogra, aqui ao lado:

– Oxe, menino, se fizeram tudo isto tão solto por que, hein?

Pois ide té lá.

Click.

http://www.economist.com/node/21559640


Ethos   Institute, 

in recent ressearch made in ​​the 500 largest companies in Brazil,

shows that in total of 1.162  CEOs, only 62 are black men.

The number of women is 6, all brown, no one black.

Learn more now in the second part of the special series

“Discrimination in the black labor market“.

  

Pesquisa do Instituto Ethos,

feita nas 500 maiores empresas do Brasil,

mostra que dos 1.162 diretores-executivos, apenas 62 são negros.

O número de mulheres é 6, todas pardas, nenhuma preta.

Saiba mais, agora, na segunda parte da série especial

“Discriminação do negro no mercado de trabalho”.

Now, clique e listen me

http://www.ebc.com.br/cidadania/galeria/audios/2012/07/maioria-dos-brasileiros-ainda-sofre-discriminacao-no-trabalho


  Maioria dos brasileiros sofre discriminação no trabalho

O último Censo do IBGE (2010) aponta um fato 

que não acontece desde 1890,

dois anos depois da abolição dos escravos.

Cento e vinte e dois anos passados,

a população negra volta a ser maioria no Brasil.

Mas os sintomas continuam os mesmos.

Os brancos ganham duas vezes mais do que os negros,

que ocupam empregos menos qualificados,

por não terem acesso aos bens públicos,

principalmente à educação.

Acompanhe, a partir de hoje, a série especial

Discriminação do negro no mercado de trabalho”.

The last census of the IBGE points out a act that has not happened since 1890, two years after the abolition of slavery. One hundred and twenty-two years, the black population is again mostly in Brazil. But the symptoms remain the same. Whites earn two times more than blacks, which occupy less skilled jobs, not having access to public goods, especially education. Track, starting today, the special series 

“Discrimination in the black labor market“.

 Click abaixo

http://www.ebc.com.br/cidadania/galeria/audios/2012/07/maioria-dos-brasileiros-ainda-sofre-discriminacao-no-trabalho  


In Brazil, every year, are diverted at least six billion dollars.

Forty billion, forty thousand  millions, between 2000 and 2008.

It’s give to build 92,000 popular houses. Each year.   

Since these homes are built without the variances, which increase the cost, below, by ten percent.

That is. In the construction of a stadium, a billion, it comes out for a billion and one hundred millions.

This is only the federal government.  

In  the 5560 municipalities, a study found that there is corruption in 73 percent of them.

Among 183 countries, Brazil occupies place number 73 among the most corrupt.

Listen me!

 

http://snd.sc/NTiJ6J

 

O beabá da corrupção aqui no Brasil

No Brasil, a cada ano, são desviados, no mínimo, seis bilhões de reais.

Quarenta bilhões, eu falei bi e não milhões, entre os anos de 2000 e 2008.

Dá para construir 92 mil casas populares. Por ano.

Desde que essas casas sejam construídas sem os desvios, que elevam o custo, por baixo, em dez por cento.

Ou seja. Na construção de um estádio, de um bilhão, ele acaba saindo por um bilhão e cem milhões.

Isto só no governo federal. Nos 5.560 municípios, um estudo apurou que existe corrupção em 73 por cento deles.

 

Image

 

Entre 183 países, o Brasil ocupa o lugar de número 73 entre os mais corruptos.


A taxa de emprego decente, da OIT, ao contrário da taxa mensal de emprego, do IBGE,

leva em conta, em separado, como está a situação do desemprego juvenil,

três vezes mais alta do que a média,

além das questões de gênero, mulher com o dobro desemprego do que o homem, 

ou de raça, com os brancos em situação histórica melhor do que os negros,

diferença de seis para nove por cento de desempregados.

Clique e saiba mais

http://snd.sc/NygokR


The rate of decent work, ILO, unlike the monthly rate of employment, the IBGE, takes into account separately, as is the situation of youth unemployment, three times higher than average, and gender issues, woman with double unemployment than men, or race, with whites in the historical situation better than blacks, a difference of six to nine per cent of unemployed.


Ótima notícia, não é não?  NÃO!!! A  proporção continua maior para o lado masculino de inserção no trabalho, ou melhor, na População Economicamente Atica (PEA). E no salário, ganho, chefia.

Os 144% de aumento de mulheres no trabalho, ou 9%  de crescimento na proporcionalidade, são apenas da América Latina e Caribe, que perderam apenas para a África do Norte e Oriente Médio.

Agora, presta muita, mas muita atenção, nas CAUSAS que levaram a este crescimento no número de mulheres no PEA. Leia duas ou mais vezes e depois escute o áudio no link abaixo.

 “ Os motivos pelos quais as mulheres em geral, e sobretudo as casadas, mergulharam no trabalho pago não tem relação necessária com sua visão social e dos direitos das mulheres. Talvez se deva à pobreza, à preferência dos patrões por elas serem mais baratas e mais dóceis, ou simplesmente ao crescente número – sobretudo no mundo dependente – de famílias chefiadas por mulheres.”

Página 25 do livro Mundo em Crise- a libertação e o abandono de uma sociedade, ao citar  Hobsbawn, 2006, p. 305-307.

Pois agora meu ouça. Clique abaixo.

http://snd.sc/NwzOqh


                Primeiro, a ânsia de ter o que não tinha. Agora, a ganância de ter o que não é mais do ser. O que? Classe média, baixa, pronta para ser, de novo, simplesmente pobre, mas sem a dignidade. Por que? O povo, oras, por ora   está inadimplente, a um passo do calote amplo, geral e específico.

             Portanto, a ti, Zé Ninguém, povo no processo de êxodo da classe média C- quem não se lembra do conceito de notas escolares, do A ao E- ofereço esta canção feita pela minha amiga Janis Joplin, acompanhada da minha versão free, tipo polaco-feliniana:

* * * * *

Meu Deus,  quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz, hein?

Meus amigos dirigem Porsches. Preciso compensar.

Afinal, eu suei a vida toda.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz,hein?

O Fantástico está estático tentando me achar.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma TV plana,hein ?

Eu espero pela entrega a cada dia, sim,  até às três … da madrugada.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma TV plana,hein?

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma noite chique no outro lado desta minha cidade pobre? 

Conto contigo, Meu Deus,  mas não me desaponte, viste?

Dê-me uma prova, Meu Deus, que tu me amas, mesmo na cama:

Pague a próxima rodada desta cana.

Então, Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma noitada no outro  lado chique desta minha cidade pobre?

Everybody now, amig@s do Facebook:

Meu Deus, quando vais mudar este meu look,

Sorry.

My Lord,  quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz, hein?

Todos meus amigos dirigem Porsches. Preciso compensar.

Suei a vida toda.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz,hein?

P.S.

E não me venhas com Bolsa Família, tá?

It`s all not right now.

É isso aí.

Inté e Axé.

Assinado:
Pós Janis Joplin.

http://www.youtube.com/watch?v=ORGaACYbAk0&feature=fvwrel


O IBC Brasil cai abaixo de zero. O Banco Central do Brasil acaba de informar. Em maio, o IPC-Br ficou –0,02%. De 140,64 para 140,61 pontos. Em março, havia caído 0,17 negativos. Para que serve ele?   Antecipar o PIB. Anuncia que acabou o Carnaval. Aliás, qual o teu palpite para o PIB 2012: 4,00% (Mantega); 2,50% (BC); 2,10% (CNI); ou aceita logo que vai ficar mesmo abaixo de dois por cento e não se fala mais nisso.

 


Ai de mim Copacabana

Tu não me engana

Por ti vazo-me de gana de me tornar outrora insana

Persona.

*

Sessenta e Oito.

*

Achego-me a ti

Mínimo reco

Um dezoitinho no meio dos trezoitão

Noviço puro

Sulista

Prato feito

Pré especial

Vizinho do Bornay.

*

Sessenta e Nove.

* 

Mergulho de cabeça

Na praia e nos becos

Da fome matada por Lindaura

Da gula saciada nas curvas da calçadona

Num tal de Cooper

Testo o meu físico

Na espreita da mina

Que surge na tanga da miçanga do kabuletê

Onde desperto meu lado mais bom

De sunga.

*

 Um.

Dois.

Três.

E lá vou eu

Na mira da mina

Do Leme ao Seis

Viro  inconfiável freguês

Se no meio da ida

 Pinta outra mais

Ela me retorna

Aos braços  da Princesa Isabel.

*

Primeiro casamento da minha  ida vida.

Rio.

Choro.

Imploro.

Sofro.

Quase morro.

Minha vida vira favela.

Ressuscito-me.

*

Retorno jornalista.

Eco, Pinel, Túnel, Canecão, estádio do Botafogo

Onde ensaio a minha primeira mulata …  da Portela.

Por ela, abandono  Teresa, a Santa,

Abraço a pecadora da Prado Junior.

Uma zona.

Cinema Um.

O último apito do guarda, duas da madruga.

O primeio, do despertar, seis da matina.

Sanduba.

No flat, no botequim e na praia.

Que se espraia, até hoje, na minha  mente

Que se transmuta pura

Novamente

Na abrupta paixão da Siqueira Campos.

Desmente, polaco, incapaz, rapaz…

Que nada.

Onda acima, onda abaixo,

Despenco eu,  comendo areia

De Copacabana

Minha mãe, mana, amante

 E ora, avó.

Na mente, a transa noturna  na praia.

Tu não me enganas

Mesmo  com o  empata

Dos holofotes no meio da noite

No fim da onda do emissário submarino

Antes da chegada do metrolífero conduto.

Ai de ti, hoje rainha bi-sexagenária,

Eterna Princesinha do Mar.

Ai de mim digo eu

Se ainda me amas

Mesmo sem chama

Proclama:

Polaco, me leva para a  cama

Sem fim

Na candura  passada  

Daquela dormida  

Na areia bacana

De Copabacana

Até hoje  sonhas

Com a graça que a vida tem.

Amém.

***

Copa Bacana

120 anos.

Parabéns.


Hoje, meu amigo desde os tempos da Manchete, por quem foi sacaneado, a exemplo de inúmeros ex-emrpegados da Família Bloch, está fazendo anos. É assim que se diz a respeito dessa efeméride?

Longa Vida, Véi.

Parabéns.

Photos de Elza Fiuza e Toninho Cruz.

Não sei mais qual é de quem.

Teve festa aqui na Firma.

Muita mulher.

Saiba mais:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/18/como-tem-gente-boa-aqui-na-radio-so/


 Today’s post goes to an Angel named Archangel. Archangel Tim Lopes do Nascimento. He’s here with me, at this carnival of Berlin, May 2012. He, I and more than a million people. We are celebrating together the ten years that he, on June 2, 2002, was roasted alive on a tire in a slum in Rio de Janeiro, Brazil. Killed after a series of stories for TV Globo.

* * * 

Der heutige Beitrag geht an einen Engel namens Erzengel. Erzengel Tim Lopes do Nascimento.Er ist hier mit mir, das Karneval der Kultures von Berlin im Mai 2012. Er, ich und mehr als eine Million Menschen. Wir feiern zusammen die zehn Jahre, die er am 2. Juni 2002, geröstet wurde an einem Reifen in einem Slum in Rio de Janeiro, Brasilien lebt. Getötet nach einer Reihe von Geschichten für TV Globo.

 * * *

O post de hoje vai para um Anjo chamado Arcanjo. Tim Lopes Arcanjo do Nascimento. Ele está  aqui comigo,  neste Carnaval de Berlim, maio de 2012.  Ele, eu e mais de um milhão de pessoas. Estamos comemorando juntos os dez anos em que ele,    no dia 2 de junho de 2002 ,  foi assado vivo num pneu numa favela do Rio de Janeiro, Brasil.  Assassinado depois de uma série de reportagens para a TV Globo.

 

 Conto a seguir o nosso reencontro, aqui em Berlim,    cheio de gírias, magias e orgias, estas só para brincar com as palavras,  para saber que graça elas têm. Elas e o meio milhão de loirinhas. Bem ao gosto do mano neguinho gaúcho da Mangueira.  Por mim, prefiro as caipirinhas. Que nem no antigamente nas ladeiras de Santa Teresa. Então, siga eu eo Tim Lopes  chamando as loirinhas vestidas para tirar a roupa delas no matinho e ensinar a elas a dar com o samba nos pés. Com gentileza, polaco. Então tá, Tim. Chame as três primeiras:

Para tanto, contamos com o apoio de um músico, homem,sim, garante o Tim, eu fico na dúvida, que afina o instrumento, atrás do palco Eurasia, Karneval der Kultures de Berlim, 2012, para se apresentar no Delta Blues und Gangsterlieder aus Odessa, sai dessa,meu.  Para a gente não se perder das loirinhas, o Tim escreveu PINTO no poste, que nem cachorro (não sacaneia, polaco).  Preste atenção nas roupas das três primeiras: Cláudia, Lili e Marlene.

Daí, eu e Tim fomos à luta, companheiro, porque loirinha pelada sem nada é uma gelada, quente tem quem aguente, eu, polaco. Acontece que falta ação, som, bateria, que aparece. Repare só nas costas da menina na esquerda da foto abaixo, olha só o gaito de olho na mina do Tim (não sacaneia, polaco, a gente nem dividiu ainda, pega leve). No lombo da loira, o aviso escrito em brasileiro, aqui em Berlim. EXPLOSÃO. E o x num X bem grandão. É que X em alemão se pronuncia SEX. Chega fundo, polaco!

Delicadeza, polaco, me dizia o Tim nos velhos tempos do O Globo no Rio, quando ele era o dançarino oficial das minhas namoradas. (Quem mandou ser duro no tranco, polaco?). Mulher tem que jogar conversa. Depois, lavar a roupa limpa. Passar e enrolar. E eu: Tim, bandeira pouca é bobagem. E ele, aqui comigo no Carnaval de Berlim: Polaco. Maior bandeira verde no amarelo. Te liga. Esta eu já vida noutras vidas. Olho aberto que caolho só dá coalhada. Maior bandeira.

 Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Mano Tim. Quié, polaco, tu fala, heim, larga o microfone.  Tu presta atenção na fala porque os amigos e amigas todas estão ligados na gente, através de um treco chamado Facebook. Que papo é esse de Face, mermão? Quer dizer que acabou a velha prosa de olho no olho, boca na boca, isso naquilo? Vocês não querem que eu volte? Mas vamos à luta, companheiro, que estas meninas precisam ser salvas, aprender a sambar, assobiar na vara curta. Tim. Quié, polaco.Segura a palavra. Palavra presa quem tem é gago. Cadê as loiras? Ah é, vamos à luta que a vida é curta. Desculpa, tá, mas saiu assim, sem pensar. Manda ver, polaco, que boca vazia é penico de otário.  Ih. Dê linha à pipa que esta já está voando. E veio correndo pro matinho.Juro!!! (três vezes). Tá com roupa dê +. E olha só o olho de salsicha do Fritz aí na tua loirinha, mano.

Polaco. Quié, gaúcho. Olha só esta aí. Esta não. Por que? Por acaso ela já sambou, é? Segredo entre a gente? Não, Tim, é que esta não gosto de matinho. Sei. Ela é mais do aconchego, do sossego, do arrego. Me passa o microfone negro que a vez agora é do branco e vamos dar linha a pipa. Nein, nein, polaco. Primeiro a foto da fraulein. Não é assim que se fala com as loiras daqui? E eu que achava que loira era cerveja no Lamas, sempre quente. A foto, polaco, da fraulein do coração, solta a franga, libera o fruto parido escondido. Tá legal. Lá vai. Direto de Kreuzberg, Berlin, 27-05-2012, Karneval der Kultures:

Então, tá, polaco, vou chamar o cumpadi porque senti que tu tá preso na bexiga. Nein, neim, mano Tim, que é isso, companheiro, logo aqui em Berlim, não faz isso ne mim. Vou te arrumar mais uma loirinha pro matinho. Que tal esta? Faz teu tipo, se é que ainda… Qualé, polaco, sou fantasma mas não sofro de asma. Qualé? Qualé o que? Qual é a loirinha? Ah… mas antes tem que levar pro matim porque tá com roupa por dê +.

E aí, polaco, tem pipa dê + e linha dê -. Saca só aí no chão. O que,  a gente está dando bandeira? Nein, nein. Ah, já saquei. É a bacana de biquini. Porra,polaco, tu tá paradão por dê +. Não é bacana, Tim. Não, polaco. É a BAGANA!!!

Larga o microfone, vamos a luta, etecétera e tal, Karneval der Kultures de Berlim, mas eu quero saber é de uma loira gelada.  Pois, eu, gaúcho da mangueiro, quero quente, mesmo neste frio. E me passe o microfone, coisa boa, vindo lá da Costa Rica, presta atenção. Falando nisto, as loiras ainda estão lá no matinho? Empurra nesta e a gente vai lá logo depois .

Polaco. Quié, Tim. Esta de Costa Rica é boa dê +. Larga o microfone. Dê linha a pipa. Mas me responda uma coisa. Quié? Tá  querendo saber como vão os amigos, é? Também, mas repara uma coisa neste Carnaval de Berlim. Não  tá faltando pé? Por isso que as loirinhas lá no matinho não sambam no pé, né.

Polaco. Quié, Tim. As loirinhas no matinho cansaram de esperar pela gente. Também, né, só no microfone, a pipa parada, o vento ventando. Então vamos à luta, companheiro, passando logo para o Plano B, direto para as sem roupa. Qué isso, polaco, gentileza antes de tudo. E muita fé que este Karneval der Kulture aqui de Berlim tá parado mas a gente agita em meio tempo sem preciar bater nem 1 pênalti. Olha esta aí. Eu fico com a loirinha vestida, tá? Tá… ate porque, por mim, ela está meio torta.

Então, vamos à luta, nada de ficar sentado até meia-noite, mesmo que não acabe. Mas agora é simples, é sentar e escolher. Senta você, Tim, que o leão é manso. Qualé, polaco, não sacaneia. Vai lá e escolhe  uma. Mas na gentileza, tá?  Ah… a loirinha é minha.

 Pô, Tim, a gente já está com loira dê + amarrada ali no matinho doida para tirar a roupa e aprender a dar no pé. Eu quero + é uma neguinha, uma mulata, uma preta, porque Carnaval, mesmo em Berlim, tem que ser Coisa Fina, parafina em cima, nada deste papo gelatina, fica tu com as loirinhas  que eu vou à luta, companheiro, para cima das minhas caipirinhas, tá. Péra aí, polaco, que vou também. Oi leva eu, eu também quero ir…

– Tim Lopes!

– Tô dando linha à pipa que o vento tá a favor. Inté.

– Qualé, polaco?

– Qualé o que?

– E as loirinhas?

– Tão lá no matinho. São todas tuas. Fico com as caipirinhas.

– Não sacaneia.

– Não sacaneia o que, Tim?

– Elas fugiram.

– Problema teu, mané, Vai à luta que a vida é curta. Axé. Te cuida. E tão cedo não espero te ver.

Moral do lero de hoje:

A última vez que vi o mano Tim Lopes hoje neste Karneval der Kultures, aqui em Berlim, foi ele no palco dançando ao som dos tambores dos mestres yorubas.

Saravá!!!

Só tem um porém.

As loirinhas voltaram, estão perguntando por ele.

Acontece que eu só sei remexer com as caipirinhas.

Se alguém souber como fazer com as loirinhas, me escreva.

Inté, Axé e Tchuss, tá,Mané?


My program here today in Berlin. Museum of Sugar. Zucker Museum. Free. Path: U9-Strasse Amrumer and M-13 or M-50 (tram-best) stop Amrumer / Seestrasse. From the sugar cane from the sweat of slaves in the Caribbean and Brazil, to the beet sugar, which took Europe from dependence, to which neither the oil today.

Programa de hoje aqui em Berlim. Museu do Acúcar. Zucker Museum. De graça. Caminho: U9-Amrumer Strasse e M-13 ou M-50 (bonde-melhor) stop Amrumer/Seestrasse. Desde o açucar da cana do suor dos escravos no Caribe e no Brasil, até a cana de beterraba, que tirou a Europa da dependência, que nem a to petróleo de hoje em dia. Mas acabo vendo, parece que acabo de entornar, pois vejo  cenas de um canavial em Pernambuco-Alagoas que era, e ainda é, amesma coisa. Ou não?

As bebidas – rum, principalmente – estão presentes na sala dos destilados e nada da nossa cachaça. Esperneio, falo do livro que estou escrevendo “Minha Doce Caipirinha –mulher, açúcar, limão, é tudo uma cachaça só”. Pronto. Vou mandar uns espécimes antigos, através do Museu da Cachaça, Paraíba, Lagoa dos Carros, alô Olguinha, alô Ibiapina. Peço até o apoio dos Brasileiros em Berlim. Aliás, tem lá uma garrafa de cachaça com foto de Pelé, que sempre foi contra, né?

Nestas alturas já estou quase que no gargalo, quer dizer, no gargalho, de gargalhar, tem a ver com a pinga pingando na garganta? Até porque entrar aqui no Museu do Açúcar, Zucker Museum, é uma aventura, rua parada, do l;ado oposto o enorme terreno da Universidade de Medicina, um aviso rápido na porta pesada que precisa ser empurrada com força de macho, ou seja, deixa pro polaco aqui. Subo um andar. Nada. Ninguém. Subo o segundo andar. Toilettle. Oba. Tô quase pingando, nada ver com pinga, ou não? Vou direto. Saio satisfeito, balançando o vazio. Antes, dou uma bicada na cachaça que trago (boa idéia!)na mochila. Saio. Corredor. Eu, paro. Lei o cartaz. WC de homem, só no segundo andar. Foi só o tempo de puxar e fechar o eclair. Balançar, só no pensamento, cortado pelo olhar da matrona que acaba de chegar.

Volto para a exposição, tranquila pessoa, quase zen, esvaziado,  sozinho, pego a folha em inglês, um grupo de estudantes no professor-guia, meio que separada uma fraulein especial, tipo anjo azul, e eu, bem polaco, mais para mineiro, só no soslaio. No despiste, ainda vejo a foto que une, século retrasado, Brasil e Cuba no mesmo canavial de escravidão, podridão, corrupção, mas, em compensação, rum e cachaça, meu, de montão, ih, tô me sentindo meio animado no meio destas fotos todas de alambique e a frauleinzinha, meio de lado da turma, só me sacando.

Moral do lero: Tupi or not To be?

Eu quero mais é que o o açucar se dane, seja ele de beterraba ou de cana. Mais um bicota na minha garrafinha e crio coragem:

– Holla, mein liebn freulien.

– Holla, mein polaquinho.

Pronto. O zucker vira cachaço, pré-passo para cachaça:

– Ein brasilien, poet, jornalist, polaco, e um grande preparador de caipirinha. Vamu nessa?

E né que a Lili Marlene, assim ela se diz, vero Anjo Azul, topa conhecer a doce caipirinha do polaco aqui bom de bola? Agora, pessoa leitora, me dá um tempo, tá,  que depois a gente continua esta prosa. Saca só a foto da Lili.

– Hein?

– Nein, neim, não é contigo, mon amour, é com este bando que fica escutando a nossa conversa.

– Polaquinho, mande eles prá merda.

– Fraulein, mon xuxu, qué isso, sabe que cê tá certa. Vamu nessa?

– Antes, faz beicim, polaquim, faz, só prá mim:

– Fui!

– Vem!

– Hein? 


To change the false impression left yesterday, I`m going  today to the Isle of Nicholas, Meadle Age, to eat a einsbein with cachaça, very macho.

Halfway, I`m now stopped by a protest march against blacks screaming Mogadishu, they said, apartheid suffering here in Berlin.

Para mudar a falsa imagem deixada ontem, mudo o programa de hoje e vou até a Ilha de Nicolau, Idade Média, comer um einsbein com cachaça, bem macho.

 No meio do caminho, sou barrado por uma passeata de negros de Mogadício berrando contra, segundo eles, o apartheid que sofrem aqui em Berlim.

(Só para relembrar. Uns anos passados, nos tempos aqui da Alemanha Oriental, a dita comunista, esta Catedral ao fundo não podia ser vista porque tinha o Palácio da República, hoje um gramadão verde na beira do rio. Descobriram, na queda do muro, que o palácio socialista estava bichado, por causa do amianto usado na construção, material comprado do mesmo país africano dos atuais protestantes, então governado por ditadores comunistas corruptos.)

*******

Um den falschen Eindruck zu ändern, ist gestern, habe ich das Programm ändern und gehen heute auf die Isle of Nicholas, mittleres Alter, essen eine einsbein mit Rum, sehr Macho.

Auf halbem Weg dorthin, ich von einem Protestmarsch gegen Schwarze schreiend Mogadischu beendet, sagten sie, Apartheid leiden, hier in Berlin.

A polícia na frente, liberando as ruas, cercando pelos lados, acompanhando pelos fundos os vinte bicho- grilos ongueiros que davam suporte para os trinta neguinhos numa kombi emprestada, com alto falante, e eles na velha toada:

– Companheiros  (em alemão se ouve cológue).  Não aceitem a provocação da polícia. Companheiras, a vida continua!

Enquanto isto, eu fotografando tudo, numa boa, até que uma puliça me aponta a arma. Não tremo, velho companheiro macho que sou. A arma dela? Além da beleza, uma câmara de filmar. Faço pose, beicinho, coço o saco e tal. Daí só escuto um grito da poliçona:

– Polaquinho!!! Você por aqui? Mamzinho, mein querido. Que saudades…

Moral:

Difícil foi explicar a trama para a madame e também para os negos que me pensavam do lado deles, bom companheiro de jornada. E eu, na defesa:

– Gente. Repara no coque do cabelo da loira. E no jeito dela andar. De sorrir para mim. De  me chamar de polaquinho. Nein, neim, neim, mein fraulein. Juro que esta é a primeira vez que eu vejo esta poliça alemã chamada Lili.

– Ah é? E por que ela te chamou de polaquinho?

– Ora, ora. Para os negos eu disse que sou brasileiro. Para ela, que era polaco, bom de fama. Foi ontem, naquele café dos bibas, em Shönemberg.

Final do lero.

Para acabar a confusão, que entrou no microfone da kombi dos negos, foi preciso uma conferência entre polícia, ongueiros e neguinhos, até liberarem o polaquinho e a passeata seguir em frente, sem graça nenhuma. 

– Gigolô! Mein polaquinho!

– Psiu, fraulein. Continua filmando que depois a gente revela.

E assim recupero minha imagem de polaco macho aqui em Berlim.

 Só teve um negócio. Madame, como sempre, deu a última palavra:

– Lá em casa, florzinha, na Pariser Strasse,você não passa esta noite. Vá dormir com esta tua alemã da poliça.

Quem conhece a madame pode confirmar. Quando ela manda, o melhor é obedecer.

– Péra um cadinho só, Lili, que a gente já recomeça otra veiz, tá, mein lieben.

– Faz beicim, polaquim, prá mim…

Tchuss prá vocês.