Brasilia



Ótima notícia, não é não?  NÃO!!! A  proporção continua maior para o lado masculino de inserção no trabalho, ou melhor, na População Economicamente Atica (PEA). E no salário, ganho, chefia.

Os 144% de aumento de mulheres no trabalho, ou 9%  de crescimento na proporcionalidade, são apenas da América Latina e Caribe, que perderam apenas para a África do Norte e Oriente Médio.

Agora, presta muita, mas muita atenção, nas CAUSAS que levaram a este crescimento no número de mulheres no PEA. Leia duas ou mais vezes e depois escute o áudio no link abaixo.

 “ Os motivos pelos quais as mulheres em geral, e sobretudo as casadas, mergulharam no trabalho pago não tem relação necessária com sua visão social e dos direitos das mulheres. Talvez se deva à pobreza, à preferência dos patrões por elas serem mais baratas e mais dóceis, ou simplesmente ao crescente número – sobretudo no mundo dependente – de famílias chefiadas por mulheres.”

Página 25 do livro Mundo em Crise- a libertação e o abandono de uma sociedade, ao citar  Hobsbawn, 2006, p. 305-307.

Pois agora meu ouça. Clique abaixo.

http://snd.sc/NwzOqh


                Primeiro, a ânsia de ter o que não tinha. Agora, a ganância de ter o que não é mais do ser. O que? Classe média, baixa, pronta para ser, de novo, simplesmente pobre, mas sem a dignidade. Por que? O povo, oras, por ora   está inadimplente, a um passo do calote amplo, geral e específico.

             Portanto, a ti, Zé Ninguém, povo no processo de êxodo da classe média C- quem não se lembra do conceito de notas escolares, do A ao E- ofereço esta canção feita pela minha amiga Janis Joplin, acompanhada da minha versão free, tipo polaco-feliniana:

* * * * *

Meu Deus,  quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz, hein?

Meus amigos dirigem Porsches. Preciso compensar.

Afinal, eu suei a vida toda.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz,hein?

O Fantástico está estático tentando me achar.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma TV plana,hein ?

Eu espero pela entrega a cada dia, sim,  até às três … da madrugada.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma TV plana,hein?

Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma noite chique no outro lado desta minha cidade pobre? 

Conto contigo, Meu Deus,  mas não me desaponte, viste?

Dê-me uma prova, Meu Deus, que tu me amas, mesmo na cama:

Pague a próxima rodada desta cana.

Então, Meu Deus, quando é que tu vais me dar uma noitada no outro  lado chique desta minha cidade pobre?

Everybody now, amig@s do Facebook:

Meu Deus, quando vais mudar este meu look,

Sorry.

My Lord,  quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz, hein?

Todos meus amigos dirigem Porsches. Preciso compensar.

Suei a vida toda.

Meu Deus, quando é que tu vais me dar  uma Mercedes Benz,hein?

P.S.

E não me venhas com Bolsa Família, tá?

It`s all not right now.

É isso aí.

Inté e Axé.

Assinado:
Pós Janis Joplin.

http://www.youtube.com/watch?v=ORGaACYbAk0&feature=fvwrel


Cinquenta e um por cento dos homens se ocupam de afazeres domésticos, mesmo trabalhando fora, e dizem gastar, em média, nove horas e trinta minutos de trabalho em função da casa. A média de estudo do homem é de sete anos e dois meses. Na idade entre 18 e 24 anos, 12 por cento dos homens frequentam o ensino superior. No governo, ocupam 55 por cento dos cargos de direção e assessoramento.

Mais dados para comemorar o Dia do Homem neste domingo, 15 de julho. Oitenta por cento dos homens participam do mercado de trabalho. Mas com isso, pode-se dizer que vinte por cento dos homens continuam à procura de emprego. Cinco por cento estão desempregados, quer dizer, cansaram de procurar trabalho. Vinte e seis por cento trabalham, mas em condições precárias. Quarenta por cento não têm a carteira assinada. Sobrevivem no trabalho dito informal. Trabalham, em média, 52 horas por semana.

Então me ouça, meu bom Deus: 

http://snd.sc/PV5xpk


O IBC Brasil cai abaixo de zero. O Banco Central do Brasil acaba de informar. Em maio, o IPC-Br ficou –0,02%. De 140,64 para 140,61 pontos. Em março, havia caído 0,17 negativos. Para que serve ele?   Antecipar o PIB. Anuncia que acabou o Carnaval. Aliás, qual o teu palpite para o PIB 2012: 4,00% (Mantega); 2,50% (BC); 2,10% (CNI); ou aceita logo que vai ficar mesmo abaixo de dois por cento e não se fala mais nisso.

 


China e India, apesar do então todo poderoso Império Romano, quando Cristo ainda vivia na Palestina, dominavam o PIB do mundo de então. Falo da riqueza e da população, 2012 anos passados. A India era a maior, comandando um terço da economia mundial. A China ficava com outra parte. Para o restante do mundo, restava a metade da riqueza dos dois.Quanto à China, na verdade ela volta a ser, hoje, o que era no ano um de Cristo.

PARE. OLHE. ESCUTE. PASSE.
 
Clique

http://blogdoroubo.blogspot.com.br/2012/07/maior-pib-do-mundo-no-tempo-do-cristo.html

 


Click

http://blogdoroubo.blogspot.com.br/2012/07/por-que-o-doutor-nao-vai-merda-hein.html?spref=fb


Hoje, meu amigo desde os tempos da Manchete, por quem foi sacaneado, a exemplo de inúmeros ex-emrpegados da Família Bloch, está fazendo anos. É assim que se diz a respeito dessa efeméride?

Longa Vida, Véi.

Parabéns.

Photos de Elza Fiuza e Toninho Cruz.

Não sei mais qual é de quem.

Teve festa aqui na Firma.

Muita mulher.

Saiba mais:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/18/como-tem-gente-boa-aqui-na-radio-so/


Dos pelos do nariz às esmaecidas páginas datilografadas.

Das cutículas das unhas roídas às fotos esbranquiçadas.

Sinto uma enorme apegância às lembranças.

Delas me deletar? Que nada. Dói. Daí…

Na página 148, acordada no adormecido livrinho de capa preta (Longa Jornada Noite Adentro-Eugene O`Neill-Edição 1980), estanco e leio:

“Desde que nasceste

Não és mais do que um vôo no tempo.”

( Menotti del Picchia – O Vôo).

Detalhe interessante. 1980. Estrada de terra. Duas da madrugada. Ao lado da Cachoeira de Corumbá de Goiás. O Fiat Uno despenca. Acordo no lado oposto. Na direção. Onde está, inda dantes, minha então namorada.  Morro por um minuto. Tempo do vôo do carro da estrada ao leito do rio. Caminhada até Corumbá. 10 km. Clavícula  estourada. Dela. Em mim, nenhuma trinca. Lua cheia. Carona até Anápolis. Hospital. Mais nada. Quer dizer…

E qual o porquê desta prosa? Ah … a faxina que hoje faço em mim.

No entreato, reabro o livro, encontro a poesia  datilografada, esmaecida, que dia seguinte  ao fato, repasso para a até hoje enamorada, 288 luas cheias ultrapassdas:

“Que importa a rota?

Voa e canta.

Enquanto resistam as asas”.

Mas é claro que dou um tempo nesta faxina de mim mesmo. Do Eu.

 Mesmo porque, na mesma página de onde envolto o poema do Vôo do Menotti del Picchia, no livro Longa Jornada Noite Adentro, do Eugene O`Neill, sobrevive,  por mim sublinhada, é, faço isto nos livros, o trecho em que o persona Edmund cita sardônicamente uns versos de Dowson:

De um sonho brumoso

Energe o nosso caminho por um pouco de tempo

– a seguir se fecha

Novamente num sonho…”

Moral do lero desta Faxina do Eu:

 É melhor deixar os bons fantasmas em paz.

 Inté e Axé.

Clique, vai.

https://mamcasz.wordpress.com/mamcasz/


The concept of Green Economy, discussed at the Rio + 20, can lead to both financial speculation over the forest resources and the creation of millions of new jobs. Understand the different views upon the same theme.

More in Rio + 20, ONU.

Click and listen:

 

Economia Verde lucra com a preservação das florestas | Radioagência Nacional.

 


After the wall came down in Berlin was only a lark, invasion of buildings, graffiti crazy, false sense of regained freedom. Over the period of partying, is ahead of the process of gentrification. The capital, say judio, is back to drive the alternative, the migrant, Turkish, Arab, Muslim, African poor. All in the name of a cleaning at the time of Hitler, it was said ethnic, against Jews, gays, blacks and Gypsies. Now, instead of building pixado enter the color. The old brand type star, announcing the end of the freedom to create, hack, pixar, live. End of story.

 Depois da queda do muro em Berlim foi uma farra só,  invasão de prédios, pixação maluca, falsa sensação de liberdade recuperada. Acabado o período de farra, está  adiantado o  processo de gentrificação. O capital, dizem que judio, está de volta para expulsar o alternativo, o migrante, o turco, o árabe, o muçulmano,o africano, o pobre. Tudo em nome de uma limpeza que, no tempo do Hitler, dizia-se étnica, contra os judeus, gays, pretos e ciganos. Agora, no lugar do prédio pixado entra o colorido. A velha marca tipo estrela, anunciando o fim da liberdade do criar,  invadir,  pixar,  viver. Fim de papo.

Nach dem Fall der Mauer in Berlin war nur eine Lerche, Invasion von Gebäuden, Graffiti verrückt, falsches Gefühl der wiedergewonnenen Freiheit. Über den Zeitraum der Party, ist vor dem Prozess der Gentrifizierung. Die Hauptstadt, sagen Judio, ist zurück, um die Alternative, der Migrant, türkischen, arabischen, muslimischen, afrikanischen Armen zu fahren. Alles im Namen einer Reinigung zur Zeit der Hitler, hieß es ethnische, gegen Juden, Homosexuell, Schwarze, Sinti und Roma. Statt nun den Bau pixado geben Sie die Farbe. Die alte Marke Typ Stern, kündigt das Ende der Freiheit zu schaffen, hack, Pixar, zu leben. Ende der Geschichte.

 

Après la chute du mur de Berlin n’était qu’une alouette, l’invasion des bâtiments, des graffitis fou, faux sentiment de liberté retrouvée. Au cours de la période de fête, est en avance sur le processus de gentrification. Le capital, par exemple Judio, est de retour pour conduire l’alternative, le migrant, turc, arabe, musulmane, africaine pauvres. Tout cela au nom d’un nettoyage à l’époque d’Hitler, il a été dit ethnique, contre les Juifs, les homosexuels, les Noirs et les Tsiganes. Maintenant, au lieu de construire pixado entrer la couleur. L’étoile de type ancienne marque, annonçant la fin de la liberté de créer, hack, pixar, vivre. Fin de l’histoire.

Después de la caída del muro de Berlín era sólo una broma, la invasión de los edificios, el graffiti loco, falsa sensación de libertad recuperada. Durante el período de fiesta, está por delante del proceso de gentrificación. La capital, por ejemplo judio, ha vuelto a impulsar la alternativa, el migrante, turco, árabe, musulmán, pobre de África. Todo en nombre de una limpieza a la hora de Hitler, se dijo étnica, en contra de Judios, los gays, los negros y los gitanos. Ahora, en lugar de la construcción de pixado introducir el color. La antigua marca estrella de tipo, anuncia el fin de la libertad de crear, hack, Pixar, en vivo. Fin de la historia.

אָך די וואַנט געקומען אַראָפּ אין בערלין איז געווען בלויז אַ לאַרך, ינוואַזיע פון בנינים, גראַפיטי משוגע, פאַלש זינען פון ריגיינד פֿרייַהייט. איבער די צייַט פון פּאַרטיינג, איז פאָרויס פון דעם פּראָצעס פון דזשענטריפיקיישאַן. די קאפיטאל, זאָגן דזשודיאָ, איז צוריק צו פירן די אנדער ברירה, דער נאַווענאַדניק, טערקיש, אַראַבער, מוסלים, אפריקאנער נעבעך. אַלע אין די נאָמען פון אַ רייניקונג אין דער צייַט פון היטלער, עס איז געווען האט עטניק, קעגן יהודים, געיס, בלאַקס און גיפּסיעס. איצט, אַנשטאָט פון בנין פּיקסאַדאָ אַרייַן די קאָלירן. די אַלט סאָרט טיפּ שטערן, אַנאַונסינג די סוף פון די פֿרייַהייט צו מאַכן, כאַק, פּיקסאַר, לעבן. סוף פון

 

Berlin duvarı aşağı geldikten sonra sadece bir şaka, binaların işgali, grafiti çılgın kazanmış özgürlük yanlış duygusuydu. Parti yapan aşkın süre öncesinde soylulaştırma sürecinin olduğunu.Sermaye, judio söylüyorlar, göçmen, Türk, Arap, Müslüman, Afrika yoksul alternatif sürmek için geri döndü. Tüm Hitler’in anda bir temizlik adına, bu Yahudiler, eşcinseller, siyahlar ve Çingenelere karşı, etnik denildi. Şimdi, yerine bina pixado rengi girin. Oluşturmak, hack, pixar, yaşama özgürlüğüne sonuna duyuran eski bir marka türü yıldızı. Hikayenin sonu.

Atenção. Atchung, mané.

 Se hoje os Judeus são aliados na gentrificação de Berlim, na época do Nazismo os Turcos eram aliados dos Alemães contra os Judeus.

Já dizia o Chacrinha:

Roda, roda e avisa…

*

Tradução –  duvidosa –  do Google

Definição de Gentrification by Wikipedia:

O enobrecimento urbano, ou gentrification, diz respeito à uma intervenção em espaços urbanos (com ou sem auxílio governamental), que provocam sua melhoria e consequente valorização imobiliária, com retirada de moradores tradicionais, que geralmente pertencem a classes sociais menos favorecidas, dos espaços urbanos. Acontece que o resultado, visualmente, é outro. Os bicho-grilos, riporongas sairam fácil. Agora, achar que a turcaiada vai dar mole, não vai, não, chucrute. Mas olha só a diferença.

“Os processos de gentrificação são criticados por alguns estudiosos do urbanismo e de planejamento urbano devido ao seu suposto caráter excludente e privatizador. Outros estudiosos, como o sociólogo Richard Sennett da Universidade Harvard, consideram demagógico o caráter das críticas, argumentando que problemas urbanos não se resolvem com benevolência para com as camadas mais pobres da população e, na sua opinião, só se resolvem com alternativas que reativem e recuperam a economia do local degradado.”

 

Moral do Lero de hoje aqui de Berlim.

Nem Cachoeira nem Lula. Em alemão, não é NEIN!!!

Nem Gilmar (só se for o goleiro campeão).

Nem Jobim (só se for o compositor).

Tchuss, Zé Ninguém.

Já não falei Tchuss?

Então?

Avie, menino!!!


Gutten tag, tack and good weekend. At least for me, here in Berlin. Today, Friday, until Monday, even greater weekend. With the right Karneval DER Kulturen. More than a million on the streets of Kreuzberg, migrants – Turks, Slavs, Asians, Latinos and Africans. Show street directly. Onstage Eurasia: tarantella, Polynesian, gipsy, and +. Onstage Farafina: Crazy Boi of Caipora (?) Youruba Drum, Vodoo, Reggae, and +. Onstage Latinauta: mariachi, cannibal roots, salsa, cumbia und manakin (brazilianischer tanz). So until next week. I have more to do. I’m in the fight, mate. First, take a bite. Two bier, a vodka here or there. Hold me otherwise, I fall. Cheers and Axe.

Gutten Tag, cambada e bom fim de semana. Pelo menos para mim, aqui em Berlim. De hoje, sexta, até segunda, inclusive, maior feriadão. Com direito ao KARNEVAL DER KULTUREN. Mais de milhão nas ruas de Kreuzberg, dos migrantes – turcos, eslavos, asiáticos, latinos e africanos. Show de rua direto. No palco Eurasia: tarantella, polinésia, gipsy, e +.  No palco Farafina: Boi da Caipora Doida (?), Youruba Drum, Vodoo, Reggae, e +. No palco Latinauta: mariachi, canibal roots, salsa, cumbia und tangará (brazilianischer tanz). Então, até a semana que vem. Tenho mais o que fazer.   Tô na luta, companheiro. Antes, uma boquinha leve. Duas bier , uma vodka cá outra lá. Me segura se não, eu caio.  Inté e Axé.

Gutten Tag, Tack und gutes Wochenende. Zumindest für mich, hier in Berlin. Heute, Freitag, bis Montag, den noch größeren Wochenende. Mit der richtigen Karneval der Kulturen. Mehr als eine Million auf den Straßen von Kreuzberg, Migranten – Türken, Slawen, Asiaten, Latinos und Afrikanern. Zeige Straße direkt. Auf der Bühne Eurasia: Tarantella, polynesische, Zigeuner, und +. Auf der Bühne Farafina: Crazy Boi von Caipora Youruba Drum, Vodoo, Reggae, und + (?). Auf der Bühne Latinauta: Mariachi-, Kannibalen-Wurzeln, Salsa, Cumbia und manakin (brazilianischer tanz). Also bis nächste Woche. Ich habe mehr zu tun. Ich bin im Kampf, Kumpel. Nehmen Sie sich zuerst einen Bissen. Zwei Bier, ein Wodka hier oder dort. Halte mich sonst falle ich. Cheers und Axt.

 


Aqui em Berlim tem o tal de trem (S),  tram (T),  busão (H), metrô (U), regional (R), quase bala (ICC).

Pode ser de pé, de boa,  de boca, de nada, de camelo, de bote.

É fácil, quer dizer, mais do menos.

Não é rápido, mas pressa a troco de que, mané?

Primeira dicona:

Tem que ser o mais direto possível.

Precisou baldear, o tempo passa, o tempo voa, e nada  dele chegar.

1 – Metrô Linha  U-1, a mais antiga, linha Kudam, a avenida mais capitalista, à Warschauer, a mais riporonga. Maior parte em cima de viaduto de ferro, como a da foto, na estação Nollendorsf, a mais gay, desde 1800.

2 –Linha de ônibus do metrô, por isso o M, que não é U, nem Bus, mas no ponto tem o mesmo H. Na foto, uma das melhores linhas, vai de Grunewald, a floresta chique capitalista, até Hermannplatz, o coração do bairro turco, pobre e migrante. Daí tem o ônibus normal, que não M, pode ter dois andares ou um só, mas dois ou três carros acoplados. Tem ainda o bus turístico, na base de ab (a partir) de 10 euros por dia, com o segundo andar aberto, mas pode ser fechado, se chover.

….

Agora, vamos às tarifas.

É fácil, quer dizer, mais do menos.

Completo.

Tudo muito bem explicadinho.

O diacho é que é detalhado até por demais.

Um exemplo.

Um cachorro é de graça. O segundo, paga.

Mas o cachorro tem que estar acompanhado, lógico.

Geralmente, cachorro de alemão é mais educado ainda do que a dona.

Bicicleta. Carrinho de bebê. Cadeira de rodas. De apoio.

Tudo em seu devido lugar.

Sempre com a carteirinha na mão.

Pode ser diário, semanal, anual ou vitalício.

3 – Bonde, que pode ser de um até quatro carros, é a herança comunista, só existe na parte leste da antiga Berlim da DDR, e foram na maioria reformados para serem mais silenciosos, mas nem tantos. No caso da foto 01, é da linha M-4 porque, a exemplo do ônibus M, este também é da DB linha metrô, ou U. Tem ainda os bondes múltiplos, para os bairros operários distantes.

4 – Vermelho, dois andares, é o sistema “regional”tipo trem mesmo, poucas paradas e vai mais longe do que a região Berlim ABC (saiba depois), alcançando todo o estado de Brandenburgo, onde Berlim está localizada. Na foto, o Regional expresso que vai até o novo aeroporto, que não está pronto de tudo.

5 –  Para uso de turista mais abonados, tem ainda limusine adaptada do antigo Traba, o carro proletário comunista, por isso a piada de que quem usa ele é da Máfia Russa e pode ser encontrado junto ao Portão de Brandenburgo, o lugar mais procurado pelos visitantes e protestantes.

6 –  Outra moda que está começando neste temporada berlinense de turistas (juno) é o aluguel de um carro elétrico, smart, o car 2 go, que pode ser pego e largado em diversos pontos, com cartão de crédito, existindo o mesmo para as bicicletas DB. Tem ainda as bicicletas alternativas.  Tem pistas só para elas, nas pistas, na frente dos ônibus, e no meio dos turistas distraídos que nunca sabem que aquela faixa da calçada com pedras na cor marrom é só para os ciclistas.

7 –  Tem ainda o barco, que pode ser de uso turístico, pelos inúmeros canais e rios, como o público, tem umas linhas no Wansee, o imenso lago junto da floresta, neste caso o cartão de transporte é o mesmo usado nos outros meios (saiba como usar). No caso da foto, é turístico, central, passando por debaixo de outro tipo de trem, o branco, que é ICC, intercity, bem mais rápido, longe e caro.

10 – Paradas. O tipo básico tem banco, mapa, relógio com o tempo para chegada do próximo, propaganda e sempre o H, no caso de bus, podendo ser ele normal, N ou M.  No   caso de metrô, tem U e tem S, duas companhias diferentes, mas do governo, e mesmo ticket.

Mais diconas.

Ah… não tem roleta, não tem cobrador.

Só devedor.

Se for pego pelo fiscal, ele pode  estar até de bermuda, ser bonito mas não se engane.

Ele não está te paquerando.

Do bolso dele sai, rapidinho, o crachá de identificação .

E a maquininha de débito. Tudo na hora.

Mais a vergonha na cara do pessoal fingindo que não está olhando.

Na verdade, multa de apenas 40 euros.

Não aumenta desde 2003.

Que mais?

Ah… tenho cartão  mensal. 53 euros. Mas…

Só vale a partir das dez da manhã.

A não ser em feriados, sábados e domingos.

Mas daí quase não tem transporte. Demora por demais.

Aproveite para bater um papo.

Pegue leve.

E torça para que não tenha uma pedra no meio do caminho.

O trem se imobiliza numa estação. Todo mundo sai. Todo mundo entra.

Menos você.

E o trem sai. Para trás. Volta. Tem uma obra. Tem que ir para o ônibus do DB.

Quem manda não falar alemão.

Tem o N- noturno, Bus na mesma direção da linha do metrô, só dia de semana.

Final de semana. Sexta para sábado e para domingo, tem o N-U.


Neste fim de semana que chega, aqui em Berlim, tem Carnaval das Culturas. Mais de milhão nas ruas. Vou pular junto com meu amigo Tim Lopes.

Verdade!

Tim Lopes, velho amigo, vira artista de cinema.

 Documentário de Guilherme Azevedo. Do ponto de vista do filho dele, o Bruno.

Mais material desde os tempos de contínuo na TV Manchete até a morte dele, assado e assassinado na Vila Cruzeiro, no Rio.

Trabalhamos juntos, em O Globo, e dividimos a mesma casa, em Santa Teresa.

Éramos irmãos, apesar das cores. Ele, nego gaúcho da Mangueira.

Eu, polaco baiano da Prado Junior.

E dá-lhe Tim.

 https://mamcasz.wordpress.com/tag/tim-lopes/

https://mamcasz.wordpress.com/2010/05/25/carnaval-sem-pecado-em-berlim/


Domingo, 20 de Maio de 2012.

Berlim, dia lindo, 28 graus,  povo bonito na rua. Então,  faço que nem todo mundo. Pernas pra quem te quero.

Venha comigo.

Primeiro, um passeio pelos Flömarkt, Fleamarkt, Mercado de Pulgas. Tem muito. É tradição.

Saio de casa, Uhlandstrasse, pego o metrô U3, direção Krume Lanke, subo na primeira parada, na Fehrbelliner Platz.

Compro uma boa mochila por dois euros, uma caixinha de som com minirrádio, design inglês, vermelho, por um euro, e daí já vou para a segunda Feira de Ipanema deste domingão. Tá vendo esta estátua de gesso na foto acima? Quatro euros. Firrrrr eurrrô.

Vou em frente, com os lábios vermelhos debaixo do braço. Levo de presente para madame, a minha florzinha.

Pego o Bus 249, direção Zoo, desço na Blissinerstrasse, pego U7, direção Spandau, apeio em Siemensdamm, trodel mais pobre, mas encontro um vidro antigo com licor de chocolate dentro por 1 euro. Outro presente para florzinha.

Vou em frente.

Para o brunch de domingo porque só de pensar dá fome.

Pego o U 7, direção Rudow, passo para o S 41, que roda na direção leste para oeste, é uma espécie de anel da cidade, desço em Frankfurter Allee, onde começa a vistosa avenida stalinista, e sigo o resto a pé.

Chego.

O Café 100 Wasser fica na Rua Simon-Dach, 39, que começa na parte doidona, perto da estação U-S da Warschauer Strasse, onde tem o Trodel WR, tipo Feira do Rolo, Ceilândia-DF, perto de Brasília, e termina no Trodelmarkt da Boxhagenerstrasse, mais para Feira de Ipanema, perto do Rio de Janeiro. Está no bairro de Friedrichshain, que está deixando de ser doidão-hippie e parte para o yuppie mesmo.

O prato acima é apenas o começo do all-can-you-eat: alcachofra, salmão, tomate seco, queijo, alcaparras, tudo muito simples. 10 euros e meio e pronto. Vezes dois e meio dá em real. Mais o café, preto,  para o fraco, quente, à vontade, tudo selfservice, em mesa dentro ou fora, prefiro dentro porque tem mais presença.

Bom. Tenho a tarde toda, sol bonito, nem quatro horas ainda, o dia hoje fica claro até quase dez da noite, tem concerto clássico na catedral francesa, e ainda muito tempo para fazer o melhor em Berlim: bater perna, ou melhor, ver a perna das pessoas, porque vale a pena.

Portanto, entro na campanha

EU RESPEITO CICLISTA … domingo em Berlim:

 

E agora a pergunta que não quer calar. Enquanto isto, onde está a famosa madame? Bom. Noite passada, houve o jogo, em Munique, finalíssima da Copa dos Campeões da Europa, Bayern contra Chelsea.

E madame torcendo, num telão, a favor dos vermelhos (Bayern München) contra os azuis (FC Chelsea), cervejada, multisservida por alemães, um mais lindo do que os outros, diz madame. 

 O resultado de tudo deixou madame hoje acamada, não sei se pela ressaca ou pelo desgosto de não entender nada de futebol. Já tenho um culpado por eu estar sozinho hoje em Berlim vendo as pernas…

 Um tal de Tião (Bastian Schweinsteigen), o mais bonito, depois do goleiro, está vestido de verde por que? Mas né que combina com o cabelo loiro dele? Madame entende tudo de futebol. O amor me cega, né?

E o tal do Tião? Vermelho de vergonha, bebê chorão. Isto sim, sim senhora.

 No segundo tempo da prorrogação, ele me perde um pênalti.

 No final, na cobrança dos pênaltis, no quinto, tudo empatado, e lá vai o Tião alemão e, bom, faz a mesma merda de novo.

 Resultado.

Primeira página nos jornais de toda a Alemanha neste domingão.

 Bem feito para a madame, não entende nada mesmo de futebol,  ora na cama meio adoentada e eu cá na rua, pernas de fora, para que te quero.

 Ah… olha só a pinta do Tião Chorão Alemão. Bastian… Preste atenção no que está escrito na braçadeira dele: RESPECT.  O cacete, meu.

E vou em frente.

A pé até o S-41, de Frankfurtallee até a Heldebergplatz, depois o U 3, direção Nollendorplatz, stop na Spichernstrasse, e a pé, quer dizer, correndo de volta para os braços de madame que, coitada, não entende nada de futebol, por isso, se já tiver melhorado, vamos juntos, logo mais, para o concerto na Francoisische Catedral para o concerto clássico e tal, entreit frei. Melhor do que futebol.

 Abro a porta do prédio, a do elevador, a de casa, no quinto andar e:

– Florzinha!!! cheguei … iu…iu!!!

Silêncio.

– Florzinha  (meu tom muda um pouco).

Silêncio!!!

Em cima da mesa, a cama arrumada, o bilhete, melhor que estivesse em branco:

– Florzinha.

Sabe o Fritz, que ontem torceu pelo Bayern, ao meu lado, lá no parque?

 O que me trazia a cerveja Berliner toda hora.

 Veio me buscar para uma tal de pelada.

 Ele diz que vou aprender tudo sobre  futebol.

É para você não ficar mais chateado comigo.

 Não me espere hoje.

Depende do jogo.

E como foi teu dia?

Beijos… Tchuss, tá?

Moral do lero deste domingão aqui em Berlim:

Né que perdi a vontade de pedalar?

Tchuss…


My program here today in Berlin. Museum of Sugar. Zucker Museum. Free. Path: U9-Strasse Amrumer and M-13 or M-50 (tram-best) stop Amrumer / Seestrasse. From the sugar cane from the sweat of slaves in the Caribbean and Brazil, to the beet sugar, which took Europe from dependence, to which neither the oil today.

Programa de hoje aqui em Berlim. Museu do Acúcar. Zucker Museum. De graça. Caminho: U9-Amrumer Strasse e M-13 ou M-50 (bonde-melhor) stop Amrumer/Seestrasse. Desde o açucar da cana do suor dos escravos no Caribe e no Brasil, até a cana de beterraba, que tirou a Europa da dependência, que nem a to petróleo de hoje em dia. Mas acabo vendo, parece que acabo de entornar, pois vejo  cenas de um canavial em Pernambuco-Alagoas que era, e ainda é, amesma coisa. Ou não?

As bebidas – rum, principalmente – estão presentes na sala dos destilados e nada da nossa cachaça. Esperneio, falo do livro que estou escrevendo “Minha Doce Caipirinha –mulher, açúcar, limão, é tudo uma cachaça só”. Pronto. Vou mandar uns espécimes antigos, através do Museu da Cachaça, Paraíba, Lagoa dos Carros, alô Olguinha, alô Ibiapina. Peço até o apoio dos Brasileiros em Berlim. Aliás, tem lá uma garrafa de cachaça com foto de Pelé, que sempre foi contra, né?

Nestas alturas já estou quase que no gargalo, quer dizer, no gargalho, de gargalhar, tem a ver com a pinga pingando na garganta? Até porque entrar aqui no Museu do Açúcar, Zucker Museum, é uma aventura, rua parada, do l;ado oposto o enorme terreno da Universidade de Medicina, um aviso rápido na porta pesada que precisa ser empurrada com força de macho, ou seja, deixa pro polaco aqui. Subo um andar. Nada. Ninguém. Subo o segundo andar. Toilettle. Oba. Tô quase pingando, nada ver com pinga, ou não? Vou direto. Saio satisfeito, balançando o vazio. Antes, dou uma bicada na cachaça que trago (boa idéia!)na mochila. Saio. Corredor. Eu, paro. Lei o cartaz. WC de homem, só no segundo andar. Foi só o tempo de puxar e fechar o eclair. Balançar, só no pensamento, cortado pelo olhar da matrona que acaba de chegar.

Volto para a exposição, tranquila pessoa, quase zen, esvaziado,  sozinho, pego a folha em inglês, um grupo de estudantes no professor-guia, meio que separada uma fraulein especial, tipo anjo azul, e eu, bem polaco, mais para mineiro, só no soslaio. No despiste, ainda vejo a foto que une, século retrasado, Brasil e Cuba no mesmo canavial de escravidão, podridão, corrupção, mas, em compensação, rum e cachaça, meu, de montão, ih, tô me sentindo meio animado no meio destas fotos todas de alambique e a frauleinzinha, meio de lado da turma, só me sacando.

Moral do lero: Tupi or not To be?

Eu quero mais é que o o açucar se dane, seja ele de beterraba ou de cana. Mais um bicota na minha garrafinha e crio coragem:

– Holla, mein liebn freulien.

– Holla, mein polaquinho.

Pronto. O zucker vira cachaço, pré-passo para cachaça:

– Ein brasilien, poet, jornalist, polaco, e um grande preparador de caipirinha. Vamu nessa?

E né que a Lili Marlene, assim ela se diz, vero Anjo Azul, topa conhecer a doce caipirinha do polaco aqui bom de bola? Agora, pessoa leitora, me dá um tempo, tá,  que depois a gente continua esta prosa. Saca só a foto da Lili.

– Hein?

– Nein, neim, não é contigo, mon amour, é com este bando que fica escutando a nossa conversa.

– Polaquinho, mande eles prá merda.

– Fraulein, mon xuxu, qué isso, sabe que cê tá certa. Vamu nessa?

– Antes, faz beicim, polaquim, faz, só prá mim:

– Fui!

– Vem!

– Hein? 

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