Literatura



1 – INSS sem fila. Mentira.  Entro no site, tento no 135, apenas para mudar a senha. Tamos  gravando, diga se aceita, abaixe as calças. Ok. Demora. Resposta. Só para o dia 03 de junho (hoje é dia 19 de abril). Assim mesmo, só na Ceilândia, outro país, longe aqui da ilha. Se eu ainda tivesse a proteção da CUFA. Mandei à merda!

2  –  Compra pela Internet. Colombo. Geladeira e fogão para a velha sogra. Pago à vista. Vem confirmação pelo email. Com esta pérola: você merece ser atendido por nós com a máxima presteza. E a data provável de entrega: dentro de 32 dias. Não mandei à merda por causa da velha.

3 – Eleição para representante dos empregados no cemitério onde trabalho como coveiro. Sindicatos entram no meio que forçando a barra. Resultado: pouca participação da plebe. Maior silêncio tenebroso, fúnebre, falso e desconfiado. Sem direito de mandar a patrulha à merda. Tá feio o encosto. Descola deu, manezinha!

4 – Fui no Banco do Brasil. O Banco da Fulana. Cartão da sogrona na mão. 87 anos. Senha especial. Carreguei a velha escada acima. Esperamos 15 minutos pela chamada. Daí, noto que o Painel Eletrônico continuava, desde o começo, PIFADO no 102. Estavam chamando no olho. Reclamo. Atendido. Demorado. Um gerente para dez filhos do Lula recém-empregados. Ineptos. Resultado. Para fazer isso tem que ir no caixa. Carrego a velha escada abaixo. Daí, bem brasileiro, pego duas senhas. Uma de velho. Outra de moço. Adivinha qual foi chamada antes. EU SOU É JOVEM!!! Por isso, mando todo mundo à merda, e saio de férias. Antes, mando o dinheiro para outra conta, claro. NÃO SOU BURRO. Idiota é a minha sogra que tem conta em banco do governo.

*

Que mais?

Vou-me embora pra Passárgada.

Lá sou amigo do nego rei.

Vou nadar no Mississipi.

Mergulhar no tornado.

Então, inté e axé, tá?


Before me lies a building in this noble part of  this brazilian capital, called Brasilia, nicknamed the Island.

Inside, survivors only cooing.

Sometimes, they scold and roll, loose in the sewer drain.

In the end, they fail to sing saint soprano : crying.

 (From the book: Pigenhole of Unfinished People)

Diante de mim mora um prédio na parte dita nobre desta capital brasileira chamada de Brasília, apelidada de A Ilha.

Dentro dele, sobreviventes, apenas arrulham.

Às vezes,  ralham e rolam, soltos  no ralo do esgoto.

No final, falham no canto santo soprano:  o pranto

 (Do livro Pombal de Gente Inacabada)


 https://mamcasz.wordpress.com/2010/03/30/os-radionautas-do-passado-no-pais-sem-futuro/


” The white clothes of fellow goes to show, without any hurry, each piece of meat on the overshoot. Then she refix a  long look in the mirror, memory spattered with white toothpaste. Lonely Lady, my cordial good day. Remembrances to the cream on your past face. Good job. “

( From the book Pigenhole of Unfinished People)

*

“ A alva roupa da colega passa a revelar, sem pressa alguma, cada pedaço de carne no passar do ponto.

Então, ela refixa o olhar demorado na memória do espelho, respingado de branco da pasta dental.

Sozinha Senhora, meu cordial bom dia.

Lembranças ao creme presente no teu rosto passado.

 Bom trabalho. ”

( Do livro: Pombal de Gente Inacabada )


Jose Alencar, born in 1931, began a life as a clerk and later became a great entrepreneur, president of the Federation of Industries of Minas Gerais, senator and vice president of Brazil,  in the two Lula’s governments. For ten years  he was fighting a battle against cancer. This, he just lost. By.

  

Produção, Redação e Edição de: EDUARDO MAMCASZ 

Coluna: Trocando em Miúdo 

( Arquivo: Zé Especial – Duração: 03’25”  – Mp3

     José Alencar, nascido em 1931, começou a vida como balconista e depois se tornou um grande empresário, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, senador e vice-presidente do Brasil,  nos dois governos Lula. Há dez anos ele travava uma luta contra o câncer. Esta, ele acaba de perder.

Ouça clicando abaixo e acompanhe no script:

 

 http://snd.sc/h1Icwq

  

TEC/  BG 1 – ZE INICIO – 12” – Vinheta Trocando em Miúdo, com Eduardo Mamcasz e entra José Alencar  cantando: meu Senhor do Bonfim, arranje outra morena igualzinha pra mim).

LOC/ José Alencar Gomes da Silva. Nascido em Itamuri, distrito de Muriaé, numa família de quinze irmãos, no dia 17 de outubro de 1931.  De auxiliar de balconista a presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais. Senador e vice-presidente do Brasil nos dois governos do presidente Lula. 

TEC/  BG 2 – ZE LULA – 3” (Acreditava nele, como continuo acreditando).

LOC/ O Zé Alencar, como gosta de ser chamado, nunca tem   meia-palavra, apesar de ser mineiro. E não adianta chegar para José Alencar e sugerir  que deixe esta questão de juros para os técnicos, os economistas, os burocratas, os financistas e tal. Não tem conversa.

TEC/ BG 3 – ZE JUROS  – 4” ( Nós temos que compreender isso. O país é um grande empresa. Alguns trabalhando diretamente. Outros, vivendo de quem trabalha).  

LOC/ A mesma coisa contra o número exagerado de  impostos cobrados atualmente no Brasil. José Alencar, ex-grande empresário do setor de tecidos, nunca  se cansa de defender  a existência de um imposto que seja único. Até porque …

 TEC/ BG 4 – ZE IMPOSTO – 5”   (A fiscalização seria uma só, em cima de um só imposto e  todos iriam contribuir).

 LOC/ Mas no meio do temporal de palavras, quando, por exemplo, estouram os escândalos, a corrupção, o vice-presidente sempre tem, na ponta da língua, uma observação  básica.

TEC/ BG 5 – ZE CORRUPCAO – 12”  ( Não sei se as pessoas teriam coragem de me propor qualquer coisa errada. Eu não sei. Eles têm a certeza antes de que eu não vou acompanhar … (cantando: um abraço, sorriu, pediu a mão, não quis dar, fugiu…). O problema é o seguinte. Você já ouviu falar. O porco magro é que suja a água.

LOC/ Tu sabes o que mais deixa triste o Zé Alencar saído de Itamuri, no interior de  Minas, para ser auxiliar de balconista na cidade grande, migrante de marmita e dormindo no banco da estação de trem?

TEC/ BG 6 – ZE MIGRANTE – 5” (Foram as migrações dos brasileiros, até clandestinamente, para os Estados Unidos e para outros países. Orientados por que? Nós nós não estamos aproveitando o potencial da economia brasileira…).

LOC/  Outra tristeza que José Alencar demonstra   nas   tantas idas a hospitais para a longa batalha que trava com o inimigo,  não é com o câncer, mas com o fato de ali ele ser tratado como vice-presidente do Brasil.

TEC/ BG 7 – ZE SUS – 10” (Os brasileiros não têm este mesmo tratamento e isto não me agrada, eu fico triste. Eu às vezes fico até mesmo me sentindo culpado).

LOC/ Mas agora, José Alencar está tranquilo. A luta dele contra o câncer está acabada. Infelizmente, venceu o câncer. Mas ele está com mais tempo para fazer o que mais gosta, principalmente, cantar:

 TEC/  BG 8 – ZE FINAL – (um abraço, sorriu … é da sua conta … eu ando louco de saudade … então, tá … trocando em miúdo, com Eduardo Mamcasz … pediu a mão, não quis dar, fugiu… meu Senhor do Bonfim, arranje outra morena igualzinho pra mim).

 

 


                        Abatido por forte gripe, pior do que levar surra de mulher de malandro, aproveito hoje para, em defesa da democracia arábica, colocar posições antagônicas de dois compadres queridos, presentes em meus links preferenciais.

                         Do compadre Lessa, tem a observação de que o blog dele é pago, ou seja, ele paga 191,40  réis, plural de real,  por ano, de hospedagem, ao contrário do blog da ex-mana Bethânea, que é comprado, ou vendido, entendo pouco deste papo do mercado de valores acima do milhão.

                        Da outra parte, o compadre Turiba, ex-assessor do ministro Gil,  posteia: poeta defende blog de poesia de Maria Bethânia, com a conversa que está havendo um linchamento na internet e coisa e tal.

                      Da minha parte, no meio dos dois compadres, arremato num post na fase pré-Obama: – Carcará, pega, mata e come a Maria Bethânea. Ah… já que sou o mais pobre, porque este blog é de graça, ou seja, não é pago e nem é comprado, uso o famoso contra C contra V do Lessa para esta pérola:

 

 

Ainda em cima desta conversa de amigos, a assessora do deputado Tiririca é outra amiga de casa, a Edith, curitibana que nem eu, ou de alguma terra roxa  lá por perto.

Os três são convidados para minhas doces e disputadas caipirinhas, aqui em casa, sempre dentro do espírito do mestre Mevlana, o santo muçulmano parecido com o meu predileto Chico de Assis, os dois chegados a um transe místico.

Quanto estive em Konya, Turquia, onde o mestre Mevlana está enterrado, era começo de noite, da rodovária peguei o hotel mais próximo, vindo de Istambul e a menina curda da portaria, lindíssima, me perguntou:

– Você veio para o festival dos Sufistas? até o presidente está chegando. É o maior do mundo.

  Fiquei mudo, arrepiado, e ela me conseguiu dois ingressos, eu e mais a gata na minha cola há mais de 30 anos. Outro dia, eu falo disto. Agora, dedico aos três amigos mosqueteiros o que trouxe de lá e, aliás, vive pregado na minha porta de entrada:

Seja bem-vindo

Sejá lá quem for você.

Ateu ou  terrorista, entre.

Esta casa não é dos desesperados.

Come, come, whoever you are.

Unbeliever, fire worshiper, come.

Our way is not one of desesperation.

Even if you break your vows a hundred times.

Mesmo que tenha me traído umas mil vezes.

Come. Come again, and again.

(Mevlana Jelaluddin Rumi)

4

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/um-video-satiriza-o-blog-da-bethania/ 

3

http://claudiolessa.com/2011/03/16/donana-de-hollanda-veja-a-fatura-abaixo/16/18/08/

2

http://blogdoturiba.blogspot.com/2011/03/poeta-defende-blog-de-poesia-de-maria.html

1

https://mamcasz.wordpress.com/2011/03/17/carcara-pega-mata-e-come-a-maria-bethania/

 


E pensar que eu fui embalado pelos poemas de Fernando Pessoa na voz da Bethania.

No Oficina, Opinião, protestos contra a dita-dura e, agora, mole.

Mole que nem meu miolo, antes um touro.

Ouvia Bethania, ao vivo, tomando charope ao lado da mina.

E tô doido, agora, velho, por conta do Projeto Quitanda.

Coisa desses cumpádi baiano tudo órfão do Toninho Malvadeza.

Um milhão e oitocentos mil  das tetas da Viúva para fazer um Blog de Poesia.

Puta que pariu, manus Caetano, Gil, Gal e Bethania.

E neste meu blog aqui, não pinga nada, só uma porrada de X-9 de olho nele.

Uma vacilada, e lá vem a brega com vontade de ter um pau na mão.

Acredite se quiser.

No blog de poesia da Maria Bethania, ela, diretora artística, mama 600 mil.

Coordenador Editorial, 120.

Coordenador de Projeto, 120.

Assessor de Imprensa, 24.

Editor de Som, 91.

Consultor, 30.

Contador, 30.

Ah … o motoboy, mama cinquinho.

Então, imploro duas coisas.

1 – Mande eles pra porta da Usina Nuclear lá no Japão.

2 – Mande esta dinheirama aqui pro meu blog.

De prova, segue esta trova da minha larva:

 

” Vendo minha alma

Pede-se preço bom

 Até porque o corpo

 Não é + promoção”

 

Para ver a mamada completa,  aprovada pela Viúva , clique abaixo:

 http://www.implicante.org/arquivos/projeto_bethania.pdf


Estou cá num dos empregos.

Por ser jornalista, sou que nem médico e advogado.

Que nem prostituta.

A brincadeira é sobre quem a gente devia mandar,

para ficar de plantão,

na porta da usina nuclear do Japão, e coisa tal.

Tipo uma das chefias…

Daí, uma colega verde diz:

– Nossa, e se essa nuvem atômica japonesa chegar até aqui em cima da gente.

Um colega, marrom, na hora responde,  tipo falso carola: 

– Vai ser castigo mais do que merecido.

Quem mandou a gente jogar duas bombas atômicas em cima deles.

Agora, eles estão se vingando do mundo.

 Bem feito.

Moral:

Risos amarelos enchem o recinto insalubre.


Abro meu gemaíl e olha só o que recebo:

Acontece que este meu grande e velho amigo, Antonio Arraes, morreu.

Em setembro de 2010.

Tem até um post especial para ele.

Saudades …

Ou será que não?

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/15/meu-amigo-sempre-foi-um-chato-morreu/


Na sequência do Buquê para Colombina, do post abaixo,  fico feliz pelo resultado das respostas.

Das 58 mulheres que me agradeceram pelos votos do Dia Internacional da Mulher, 47 escolheram a flor Amaryllis.

 Elas dizem que se sentem honradas por terem orgulho de serem mulheres.

E  resposto que eu também, por  tão premente companhia.

 Amaryllis Brasiliensis.

 Hippeatrim hybridum.

 Flor de Lis.

Desejo, portanto, que minhas amigas mulheres continuem assim,

Açucenas.

 

 

Para as mulheres amigas que se orgulham de serem Amaryllis.

Sois que nem a  flor:  altiva, elegante e graciosa.

Na mitologia,  a preferida do deus Apolo.

O mais belo de todos os tempos.

Pois, com razão, o orgulhoso.

De que?

De ter tamanhas amigas.


A bouquet for Columbine

 &

International Women’s Day 

 

  

Para Amarilis – flor orgulhosa:

  

Um beijo em ti, Mulheraça!

Tu mostras os peitos,

Alimentas a Vida

Imensa, na fome

… de Amor. 

 

 

   

Para Anêmona – flor persistente:

  

 Dois beijos em ti, Mulheraça!

Tu suas as ancas,

Geras o fruto

Doído, és chefe

… da Família.  

 

 

Para Prímula – flor jovem:

 

 Três beijos em ti, Mulheraça!

Tu levas um murro,

Devolves sussurro

Na cama,  pétala

… de Flor.

 

 

Para Açucena – flor angustiada:

 

 Mulheraça!

Tu sustentas filho, marido,

 Cachorro, e o papagaio

Ressoa no espelho:

 Ainda és a mulher mais bonita

… do Mundo?

 

 

Para Beladona – flor sincera:

  

Neste teu Dia Internacional,

Mulheraça!

Um Beijo

Do tamanho da tua precisão –

Correto,

Dado e passado,

Presente e futuro.

  

 

Para Tulipa – amor perdido

e

 Para Acácia – amor secreto

  

 

 Do sempre: 

Eduardo Mamcasz

 Poeta Quase-Zen

08/03/2011

  

*****

 

Ouça-me:  

http://snd.sc/hCOnmF

  

*****

 1

To Amaryllis  – a proud flower:

 One kiss, Super Woman! 
You show your breasts,
And aliments the Life,
Immense , in your hunger
… Of Love.

2

To Anemone – a persistent flower:  

Two kisses, Super Woman!
You perspires on hips,
To reap the fruit, 
Hurt, you’re a boss
… Of the Family.

3

To Primrose – a young flower:

Three kisses, Super Woman!
You take a punch,
Devolves whisper
In the bed, petal
… Of Flower.

4

To Azucena – an anguished flower:
 
Super Woman!
You support son, husband,
 Dog, and the parrot
Resonates in the mirror:
 Are you still the most beautiful woman
…Of the World? 

To Belladonna – a honest flower:  
In this your  day,
Super Woman!
A kiss
From the size of your accuracy –
Correct,  
Given past,
Present and future.
Eight of March.
International Women’s Day. 

  To Tulip – a hopeless flower

and

To Acacia – a secret love

 From:

Eduardo Mamcasz
Almost Zen-Poet 

 **** 

Hear me (brazilian language only): 

http://snd.sc/hCOnmF

 

 

 

 


We are in the spree with the bribes, dirty and clowning.

Anything it’s ok, even a man with woman, girl, girl.

You can throw the baby into the stream of sewage.

You have to kill daughter´s six years old lover.

You can shoot the player’s mother Roger.

It´s all right if you run over cyclists.

You can even die in the flood.

But you have to get to dry.

Live in this Carnival.

Anything goes.

Give!

 

 

  

 

Já estamos na farra: propina, sacanagem, palhaçada.

Vale tudo, até homem com mulher, mocinha, menina.

Pode jogar o recém-nascido no córrego do esgoto.

Vale matar filha de seis anos do velho amante.

Pode atirar na mãe do jogador Roger.

Vale passar por cima dos ciclistas.

Pode até morrer na enchente.

Tem que chegar  na seca.

Vivo pro Carnaval.

Vale tudo.

Dê!


Oscar 2011.

Melhor Documentário.

Não deu pro Lixo Brasileiro.

E nem pro pichador inglês.

 Ganha a crise financeira internacional.

TRABALHO INTERNO.

Charles Ferguson e Audrey Marrs.

Ao botar a mão na estatueta, Carlos Chacal diz:

A maior fraude desta crise financeira é a seguinte:

NINGUÉM FOI PRESO.

Apesar dos 20 trilhões de dólares desviados.

Mais uma vez, ganham os ESPECULADORES.


 Who gets the Oscar this year, Brazil or England?

Answer in the bush: the English, of course.

 Vick Muniz or Banksy?

 Neither competes.

The films are about them and not “theirs”.

* * *

Quem leva o Óscar deste ano, o brasileiro ou o inglês?

Respondo na bucha: o inglês, lógico.

Vick Muniz ou Banksy?

Nenhum dos dois concorre  a chongas.

O filme é sobre eles e não “deles”.

Primeiro,  o filme Through The Gift Shop, da Inglaterra.

Fala do grafiteiro anônimo, o  Banksy. Um artistão.

 

 

Do outro lado, tem o  brasileiro Vic Muniz.

O filme que fala dele,  e que concorre ao Oscar, é:

Waste Land, de Lucy Walker, da Inglaterra.

Faz sucesso em Nova Iorque e tal.

Saiu do lixão da baixada carioca.

Ainda bem que não parou no Presídio de Bangu. 

 

 

Última palavra:

Waste Land está sendo traduzido como Lixo Extraordinário.

Vá ser otimista assim no Reino do Carvalho.

Waste Land quer dizer

 TERRA   DESTRUÍDA.


                        Ao contrário da assessora da Dilma, que só a conhece pela Internet, já passei umas quatro vezes por Toritama, a caminho de Santa Cruz da Capiberibe ou Nova Jerusalem

                      Entreposto de venda   de sulanca, roupas de péssima qualidade, mas baratas, feitas na região, sem impostos porque expulsaram, literalmente, o caminhão da Receita estadual.

                        Ninguém tem Simples nem Complicado, nem carteira assinada ou CNPJ, porque quem não recebe a aposentadoria rural do INSS tem a bolsa esmola do governo, ou as duas.  

                       Agora,   Ibotirama, esta fica na Bahia, na estrada para Brasília, no meio da plantação de soja dos paulistas que adentra o Piauí, deixando todos sorrindo sem dentes na boca.

                       Pois é esta Toritama,  horrível, maior lixão nas nascentes do rio Capiberibe, que provocou a primeira bronca em público, sem finesse, por parte da presidente Dilma.

                 “Dilma falava sobre a importância de fomentar cooperativas e pequenos negócios de acordo com a vocação de cada região. Resolveu citar uma cidade de Pernambuco com experiências bem-sucedidas na área de confecção de roupas.

               “Ibotirama?”, disse em tom de dúvida e olhou para o governador pernambucano, Eduardo Campos. “Toritama”, assoprou o colega de bancada.

                “Eu falei para vocês que não era Ibotirama!”, explodiu a presidente. “Vocês vejam o que é uma ótima assessoria”, continuou, em uma tentativa de ironia. “E eles acharam esse Ibotirama sabe onde? Na internet.”

                (Carolina Freitas, de Barra dos Coqueiros – SE)”

               Ah. Ibotirama, ops, Toritama fica no agreste de Pernambuco, na mesma região de Caetés, esta com certeza tu conheces de ouvir falar, isn’t, visse, cabra da peste?

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