Literatura



From PAULO JOSÉ CUNHA:

Clarice Lispector espantou-se com o visual que encontrou quando veio a Brasília pela primeira vez. E falou de uma Brasília artificial, por ter sido construída na linha do horizonte. Tão artificial como o homem quando foi criado. E acrescentava: “Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo”. Ela previa a chegada do homem de Brasília, um ser especial que habitaria a cidade especial. Clarice amava o que ela chamava de “a paz do nunca”, espalhada pela paisagem de Brasília. E o grande silêncio visual que se podia respirar na cidade.

 ” Aos 50 anos, já existe, sim, o homem de Brasília, previsto por Clarice, o homo cerratensis, de que falava o historiador Paulo Bertran. O homo brasiliensis, espécime nascido e criado nas superquadras, ou morador das satélites que circundam o Plano Piloto, traduz com facilidade os espaços e o cipoal de signos e siglas da cidade, que ainda confundem os mais antigos. Os nativos traduzem Brasília com a mesma facilidade com que um adolescente mexe num computador, para espanto dos que ainda não se conformam com a aposentadoria das máquinas de escrever.

 O brasiliense nascido aqui, que brincou debaixo do bloco, que subiu no foguete do Parque Ana Lídia, que atravessou o eixão, que escorregou na grama do Congresso, integrou-se à geometria da cidade planejada. Sente-se deslocado e estrangeiro é quando tem de enfrentar o caos das cidades tradicionais.

 Clarice espantou-se com o artificialismo e a exatidão. Já os nativos estranham que alguém não consiga traduzir os signos e as siglas. Para eles, espantoso é não circular com desenvoltura por dentro do vídeo-game gigante, da fazenda iluminada, do autorama em tamanho real, da arquitetura de possibilidades infinitas, com a mesma desenvoltura com que navegam por entre os sites, links, blogs, spams e pop-ups da internet. Cada vez mais, o espanto com a radicalidade estética da cidade vai ficando distante de quem vive aqui.

 Sim, já nasceu o homem de Brasília. O alegre filho de uma cidade tão exata e precisa que uma certa Clarice Lispector chegou a dizer um dia que ela tinha espaço calculado até… para as nuvens. ”

https://mamcasz.wordpress.com/2010/04/04/faltam-cavalos-em-brasilia-sobram-burros/


 

Autor: Eduardo Mamcasz

Vinheta Abertura Trocando em Miúdo

BSB BG 1

Brasília, 21 de abril de 2010. 50 anos de idade. Mas quem é esta senhora?

Patrimônio mundial. Capital de todos nós, brasileiras e brasileiros.

BSB BG 2

(Música: primeira terra virgem desbravada, a mais esplendorosa alvorada).

Que mais?

Brasília tem a maior renda por cabeça do Brasil. Média de 37 mil reais por mês. Palavra do novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso:

BG ROSSO 2

(Bastante superior à média nacional pelo perfil do seu morador, pelo perfil do servidor público, pelo perfil do profissional liberal que aqui vive).

Brasília tem ainda o maior IDH do país. Calculado pela ONU, vai de zero a um. Quanto maior, melhor a qualidade de vida. O nosso é zero virgula 87.

 BG ROSSO 3

(Em função de tudo o que foi construído desde a época de Juscelino, transformando Brasília realmente numa referência nacional).

Não é a toa que na pequena Brasília, mais de mil barcos passeiam pelo Lago do Paranoá e as pessoas têm 19 mil lojas onde gastar. Brasília é uma ilha, uma maravilha, certo? Mais ou menos.

 BG 5

(Música Alceu Valença:qual é o seu nome, me chamo Brasília …)

Contra o bom IDH, Brasília tem o mau Índice de Gini, que mede a distância que existe entre pobres e ricos. Distância que, nos últimos dez anos, só fez expulsar muita gente aqui de Brasília.

 BG ROSSO 4

(Mais de 40 por cento da população que aqui vivia estão morando aonde? Exatamente nesses municípios do entorno do Distrito Federal, tanto do estado de Goiás quanto do estado de Minas Gerais)

 BSB BG 6

 (Música: se teu amor foi de hipocrisia, adeus Brasília vou morrer de saudades).

 Então, para completar esta festa dos 50 anos de Brasília, está faltando o que? Simples. Dividir melhor a renda, que chega aos 40 salários por mês, no Lago Sul, com a massa que trabalha aqui, durante o dia, e que de noite pega o caminho de volta para casa.

 BSB BG 1

Ainda assim, que viva Brasília. 50 anos de idade.

Uma senhora cidade.

 BSB BG FINAL

 (Música-Hino: Brasília capital da esperança).

 VINHETA ENCERRAMENTO (É da sua conta!)

Para ouvir bunitinho clique abaixo:

 http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618



                      Antes de postar sobre o porquê da CUFA-DF, que tem sede num endereço chique no   Plano Piloto, e um bom convênio com a EBC, estar comemorando agora, junto com a Rádio Nacional, os 50 anos de Brasília na distante Cidade Satélite da Ceilândia …

                       Permita-me repassar a carta de demissão da EBC de uma pessoa por quem sempre tive um xodó, apesar dela ser daquelas concursadas há coisa de uns cinco anos mas que não agia como se cá estivessem há cinqüenta anos …

                         Bom. A Danielle Pereira criou coragem, alçou vôo, botou no áudio o CD de   Janis Joplin (apesar da tenra idade, não falei?) e foi à luta para não  virar mais um dos muitos fantasmas que por cá vicejam:

Prezados chefes,

Venho por meio desta solicitar o meu desligamento da empresa.

Tal pedido não é fácil para mim.  Acreditava em sua missão e em seu ideal de jornalismo público e cidadão. Queria e consegui, por algum tempo e a duras penas, desempenhar minha função social, primando pela democratização da informação de forma ética, consciente e plena.

Com muito pesar, vi todo este potencial de jornalismo público e cidadão (que sempre permeou a empresa) ser gradativamente menosprezado pelas gestões das quais fiz parte, ainda que de maneira maquiada.”

A íntegra:

http://danielleapereira.wordpress.com/2010/03/23/bye-bye-baby-e-os-motivos-pelos-quais-pedi-demissao-da-ebc/


Hoje, mas em 1930, dia 14 de abril, portanto, 80 anos passados, comemoro um cara que se matou com um tiro  no peito.

Além de poeta das massas proletárias, eu o prezo porque no meu sobrenome materno por pouco dele não nasço irmão.

 Culpa de um “i” a mais, para ele, (Maiakowsky), ou a menos para mim, (Makowsky).

 Justo o grande  “ i ” que me atrai porque dele, abstraído o ponto acima e depois esticadas as pontas, consigo a linha do horizonte.

 Já pensaste neste milagre da natureza das letras?

Tem mais.

Sempre admirei nele a decisão de se matar pois este é um direito que da gente, por arbítrio, nem Deus tem o direito de nos negar.

Acontece o seguinte.

Noutro dia, soube que o Maiakowsky pode não ter se matado mas simplesmente ter sido morto pelos companheiros da KGB russa.

Uma decepção, né?

Pois em homenagem à morte de Maiakowsky segue um verso dele no grande poema “A Nuvem de Calças”:

Vosso pensamento

Sonhado por cérebros amolecidos

Obesos como lacaios

Estirados em divãs sebosos

Vou fustigar

Com os farrapos sangrentos do meu coração

Mordaz e atrevido

Até fartar-me …


 

“Fazem tanta falta cavalos brancos soltos em Brasília.

 De noite eles seriam  verdes ao luar”.

 

 

Foto tirada no Eixo Monumental de Brasília, em 2010.

Texto de Clarice Lispector, em 1962:

                     

                        “Só Deus sabe o que acontecerá em Brasília. É que aqui o acaso é abrupto

                       – Brasília é mal-assombrada. É o perfil imóvel de uma coisa.

                       – De minha insônia olho pela janela do hotel às três horas da madrugada. Brasília é a paisagem da insônia. Nunca adormece.

                       – Aqui o ser orgânico não se deteriora. Petrifica-se.

                      – Eu queria ver espalhadas por Brasília quinhentas mil águias do mais negro ônix.

                     – Brasília assexuada.

                   – O Primeiro instante de ver é como certo instante da embriaguez: os pés não tocam a terra.

                  – Como a gente respira fundo em Brasília. Quem respira começa a querer. E querer é que não pode. Não tem. Será que vai ter? É que não estou vendo onde.

                   – Não me espantaria cruzar com árabes na rua. Árabes antigos e mortos.

                    – Aqui morre minha paixão. E ganho uma lucidez que me deixa grandiosa à toa. Sou fabulosa e inútil, sou de ouro puro. E quase mediúnica.

                   – Se há algum crime que a humanidade ainda não cometeu, esse crime novo será aqui inaugurado. E tão pouco secreto, tão bem adequado ao planalto, que ninguém jamais saberá.

                     – Aqui é o lugar certo onde o espaço mais se parece com o tempo.”


Para ouvir minha mensagem de Boa Páscoa, clique abaixo:

http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=36

*

Deusa Natureza!

Dai-me o tempo de festa – verão –

E do repouso – viram?

Dai-me o tempo das folhas secas,

Galhos tortos, noves-fora,

Recomeçar do quase-nada. 

*

Deusa Natureza!

Dai-me o poder  de  remover torres,

Mares e bobos sonhos :

Ser viril na ternura de um Chico de Assis

No sermão desolado da montanha

De entulhos e bagulhos.

*

Deusa Natureza!

Dai-me o milagre da multiplicação das  palavras.

Que elas instiguem nas crianças

O distante reino dos céus,

Reafirmem a decisão de malhar o Judas,

E justifiquem a intenção de crucificar  de novo o velho  Cristo.

*

Deusa Natureza!

Dai-me o entendimento desta minha dupla convivência:

– Qual dos dois – Cristo ou Judas – ocupa

Uma cadeira vazia no bar,

Um vazio na gente?

Nesta idade, pessoa,

Às vezes,  sou um mini homem dileto,

Noutras muitas, um super rato discreto.

*

Deusa Natureza!

Dai-me  um tempo

Para continuar sendo aquilo ou isto

Judas ou Cristo –

Insisto –

Mesmo que eu durma com o Diabo

E com  o Deus,  na mesma lama,

Ou que amanheça por entre as Madalenas,

Caifás, Pilatos, Herodes, Marias,

Ou mesmo Dimas, o bom –

Qual era mesmo o nome do mau ladrão?

*  

Deusa Natureza!

Dai-me a vontade de mesmo no roubo

Na força eu ser  bom,

Do começo ao fim.

E depois, ressuscite o santo, de mim

Decantado das cinzas ao vento,

Desde que  eu  continue, no fundo,

Sendo sempre aquilo ou isto,

Judas ou Cristo.

*

Deusa Natureza!

Dai-me a certeza do retorno,

Na forma de pássaro no arco-íris plantado

Para que eu possa cantar para alguém,

Mesmo que somente para mim,

Um retumbante Hallelluya. 

*

Deusa Natureza!

Dai-me um Ovo de Páscoa

Que na duvidosa placenta de vida

Da gema renasça, por encanto,

Isto ou aquilo.

É o que mais desejo.

Sinceramente, deste  teu

Cristo, mesmo que Judas.

Amém!

Eduardo Mamcasz, Poeta Quase-Zen.

 

Boa Páscoa – 2010.


                       Episódio de hoje da série  “A Rádio Nacional e os 50 anos com Brasília (19)”:

                      A Rádio Nacional de Brasília só faz 50 anos em 17 de junho de 2010.

                      Bem sei que esta prosa é muito da provocativa mas, mesmo assim, eu te transporto aos fatos que colocam em dúvida as já realizadas festas pelos 50 e 51 anos  da Rádio Nacional de Brasília porque ela só deveria comemorar o meio século de vida no dia 17 de junho de 2010 e nunca em 31 de maio de 2008.

                     As datas existentes nos arquivos são diversas, a começar pelo histórico cartaz, guardado no Arquivo Nacional (alguém tem que salvaguardar a memória radiofônica) e se refere, embora não pareça, ao então enorme terreno baldio no começo da W3 Sul, não o pequeno espaço ora tombado, em todos os sentidos:

                       Neste sábado de manhã, dei um pulo nos 50 anos da Escola Parque, onde os então desconhecidos Cássia Eller, Renato Russo e Ney Matogrosso eram arroz de festa, e tirei algumas fotos do espaço ao lado,  que   abrigou a primeira sede da Rádio Nacional de Brasília, sendo usado depois pelo  sumido Cine Cultura:

                       Pois aqui começo este meu arrazoado sobre os 50 anos incompletos  da  Rádio Nacional  de Brasília que começou, de fato, num barraco na 507 Sul, com um reles show, num palco improvisado, aí sim, no dia 31 de maio de 1958, porque  não tinha ainda sua orquestra que, depois da inauguração,  tocava nos bailes do Brasília Palace Hotel, para as autoridades e, nas horas de folga, nas quatro boates da Cidade Livre: Night and Day, Tirolesa, Bossa Nova e Chez Willy.

                           Para reforçar este meu arrazoado,  conclamo o testemunho do maestro Isaac Koolman, do Pedroca no piston, do Xandoca na bateria, todos moradores na quadra 39 da 712 Sul, mais o  Fernando Lopes,  Jesiel Mota e o cego João Tomé, este vindo de Uberaba, Minas Gerais, para fundar a Escola de Música de Brasília, todos, por sinal, nas asas da Real Aerovias  que o JK tentou mudar para Real Brasília Airways, mas acabou sendo tragado pela vassoura do Jânio Quadros, justo em 1960: ” Varre, varre, vassourinha … que o povo já está cansado … de aguentar … tanta roubalheira”.

                     Acabo de me lembrar do seu Joaquim, que também tinha sido da Orquestra da Rádio Nacional de Brasília e que eu conheci quando  comia capim, como contínuo na portaria da 701 Sul, como acontece com uma porção de velhos, desde os tempos do Palmeiras, na EBN, até o seu Severino, atualmente na EBC, que são testemunhas do tanto que, bom, deixa para lá, amanhã  você pode ser a próxima  pessoa velha a ser colocada no sexto cesto codinominado  “resquícios” ou  “restos a pagar”,  este usado no balanço da EBC com relação à Radiobrás.

                      Mas eu estava falando mesmo do quê? Ah… este danado do Alze alemão  Haimer está me deixando cada noite mais livre, leve e solto. Ah, acabo de me lembrar. Do que mesmo? Espere só mais um pouco que  agora eu tenho  a certeza quase que inabsoluta que … o quê mesmo?  A provocação deste episódio diz respeito aos 50 anos que a Rádio Nacional  de Brasília já comemorou mas ainda não completou, estou certo? Depois, o velho sou eu…

                            Já estou de saco cheio desta conversa, por isso vou pegar  meu Karman Guia, que uso desde o dia em que ele foi desprezado pelo JK, que preferiu   os chiques Simca Chambord na exposição no gramado da 701 Sul, na inauguração da Rádio e da TV Nacional. Ah … acabo de me lembrar, a inauguração foi no dia 17 de junho de 1960, é só ler o discurso do Juscelino, que está no arquivo da Presidência da República, qual o link mesmo, está aqui, do meu lado, fugiu, deixa que daqui a pouco eu mesmo acho, tá?

                      A festa de inauguração aconteceu no gramado  onde foram colocados os primeiros cinco automóveis JK e mais um Simca-Chambord trazidos direto da fábrica. O presidente JK, o Bossa Nova,  compareceu junto com autoridades, mulheres,  ministros, e até o populacho de sempre, atraído pelos globetes da época (astros da Rádio Nacional do Rio): Nelson Gonçalves, Emilinha, Pixinguinha, Dóris Monteiro, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene com o sucesso “Isto é Lá com Santo Antônio”, de Lamartine Babo,  e muito mais, eu diria até o escambau.

                      Tem até uma placa que pode ser vista presa na parede de entrada da TV Nacional (NBR), no prédio da ex-Rádio Nacional, na 701 Sul, na W3, ainda que ela não esteja mais na entrada original, que ficava para o lado do Palácio do Rádio e não do Pátio Brasil. Aí tem mais confusão porque a placa diz que a inauguração foi no dia 4 de junho de 1960 (da Rádio e Televisão Nacional). Aliás, o terreno dado para o complexo de rádio e televisão estatal (Rádio e TV Nacional), ia da W3 Sul até o futuro Parque da Cidade. Aos poucos, cada diretor-presidente se desfez de um bocado, em troca de nada e hoje, só sobrou isso e assim mesmo porque está tombado:

                      Mas voltando à confusão de datas. A concessão do serviço estatal (hoje, diz-se público) para a criação das Rádio e TV Nacional foi assinado pelo JK no dia 23 de dezembro de 1959:

                 “O presidente da República outorga, outrossim, à Superintendência das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União concessão para estabelecer, a titulo precário,  estação de radio e televisão em Brasília, para operação com a Rádio Nacional.”

                      Lembro também que o primeiro programa levado ao ar na Rádio Nacional   de Brasília, direto da ex-poderosa Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o do então famosérrimo César de Alencar que, na contra-revolução de primeiro de abril de 1964, dedurou, a la Simonal, uma porção de colegas, tanto no Rio quanto aqui, em Brasília, todos  despedidos, presos e/ou torturados, mas em compensação ele acabou não levando nada em troca dos militares. Bem feito!

                       Aliás, no próximo episódio desta série Os 50 anos da Rádio Nacional com Brasília, tem uns trecos interessantes para contar como, por exemplo, das vezes em que a Rádio Nacional  de Brasília foi invadida:  na rebelião dos sargentos, em 63,   na truculência dos coronéis, em 64,  ou  na famosa noite do  badernaço, no governo Sarney, em 83,  promovida pelos … deixa para lá, mano, afinal, hoje eles são todos aliados neste governo e a Rádio Nacional não é tão pública assim como aparenta dizer ser.

                      Mas só para terminar a prosa deste episódio, espero que com este meu arrazoado sobre o incompleto meio centenário da Rádio Nacional de Brasília eu não tenha  estragado a festa do ano passado, que aconteceu em sessão solene  na Câmara Distrital, que ainda não tinha decaído tanto que nem hoje, e por isso mesmo,   atente bem, ó servo do aquém, para não embarcar em canoa furada porque o Lago do Paranoá é fundo e turvo, apesar de sua aparente placidez, e isto está escrito nos anais daquela casa:

                     “A sessão terminou com muita música, enquanto eram lidas moções de vários deputados, entre eles o presidente da Câmara, Leonardo Prudente, homenageando 45 funcionários da rádio, sete deles in memorian.” 

                       Na verdade, a história acaba mal porque,  no ano passado,  ninguém sabia (ou não) do dinheiro escondido nas meias do dito presidente-vereador,  então homenageando a nossa Rádio Nacional  de Brasília, numa iniciativa  da distrital Eliana Pedrosa, em sessão presidida pelo deputado Geraldo Naves, ora preso na Papuda em meio ao grupo do qual não fazem parte, inexplicavelmente, os outros mensaleiros e aloprados  mil, tanto do vale esporte quanto do bolsa lote, todos irmanados na família camorrenta.

                       Para confirmar que não estou nem pensando em mentir, muito menos omitir, ou denegrir, quiçá distrair a atenção com uma leve fumaça assoprada para o alcance de tuas narinas ditas puras, leia então o relato original no clique abaixo:

http://www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/musica-historia-e-emocao-marcam-homenagem-aos-51-anos-da-radio-nacional

                       Então, tá.

                       Em nome do Pai, do Filho e da Mãe.

                      Inté e Axé!

 


                         Episódio de hoje:

                         Funcionários da Rádio Nacional de Brasília insistem em estragar a festa dos 50 anos.

                       O episódio de hoje se destina aos funcionários da Rádio Nacional que insistem em estragar a festa desses 50 anos pelo decrescimento,  juntos, com Brasília.

                        Os motivos alegados diferem por demais uns das outras e são indesculpáveis porque deveríamos estar todos reunidos nesta  festa a que não fomos convidados.

                       Uma funcionária da Rádio Nacional de Brasília alega até motivo de suicídio pela ausência dela desde os tempos em que havia o barracão ora rodovia na Asa Sul.

                       Outros dois apostam num atestado de choque em pleno ar, no vôo 1907, de Manaus a Brasília, a serviço, e colocam de testemunhas dois pilotos norte-americanos.

                      Tem um, então, ainda  mais barbudo que Jeová, que só vive de conversa com o John Lennon, os dois no Jardim do Éden, doidos para reunirem os Beatles de novo.

                      Têm os que alegam estresse pré-vida, indução apocalíptica, ingerência descontrolada de emulentes via oral, ou, simplesmente, prosseguimento do destino.

                       Portanto,  faço questão aqui de reafirmar que todas NÃO são desculpas  para que NÃO estejam presentes conosco no próximo dia 21 de abril deste ano de  2010.

                      Aliás, não sei se é o teu caso mas desde criancinha que eu detesto levar um NÃO na cara ainda mais  quando ressinto samaritanas  que se locupletam de SIM ( Amém ).

                        Mas voltando ao NÃO. Algumas das almas liberadas, neste meio século de existência da Rádio Nacional e de Brasília, continuam penadas em nossos estúdios. SIM!

                       Outras, permanecem cá entre nós, nas placas esquecidas na porta dos estúdios. Ou tu, recém( já velho ) – concursado, por acaso sabes  dizer quem foram eles?  NÃO!   

  

                        Então, estão convocados a aparecer nesta parca festa, cá e na esplanada dos mistérios, pelos 50 anos da Rádio Nacional com Brasília, os seguintes pseudo-ausentes:

                       Fausto de Faria, Octavio Bonfim, Luís Inácio, Adriano Gaierski, Raimundo Nonato, Jonas, Joaquim Jardim, Chicão, Osman, Meira Filho, Rosa, Gilvan Chaves, Sabino Romariz, entre tantos outros. Isto só aqui na Rádio Nacional de Brasília.

                      Se formos contar os ausentes da Rádio Nacional do Rio, aí  é caso para expansão da esperança na Praia Mauá, lá mesmo onde nosso primeiro manda-chuva, totalmente maluco, toma banho de mar, de gaiolinha, para ficar bom dos rins encharcados de cachaça (Dom João VI).

                       Bom, dada a bronca nos funcionários da Rádio Nacional de Brasília que insistem em estragar esta pobre festa de aniversário de meio século de tontas alegrias, segue abaixo um buquê de flores a todos eles mas, no caso de hoje, através “dela”:

                         Heleninha Bortone recebeu 6 milhões e 728 mil cartas nos 20 anos em que foi apresentadora da Rádio Nacional.

                        Tu sabes qual foi o prêmio? Pois escutes só: uma lerda de uma reles demissão sumária, sem justificativas nem nada.

                        Ela só conseguiu voltar uns cinco anos depois mas sem o mesmo espaço de antes, devido às famosas forças ocultas que abundam pelas interquadras cá deste detrito federal.

                       Pois mal.

                      Quando ela está se reposicionando na vida, na calma tácita que lhe forma o semblante, não é que  leva  outra porretada de demissão, desta vez na forma de um câncer irrevogável?

                      Para ouvir, então, a homenagem-lembrança aos funcionários da Rádio Nacional de Brasília que se foram e por isso insistem em estragar a festa dos 50 anos, clique abaixo:

 PARA OUVIR CLIQUE ABAIXO:

 http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/Heleninha_by_Mamcasz.mp3

 Mandado por uma colega de trabalho:

Gostei muito do artigo sobre nossos fantasmas. E por falar neles, o Gilvan Chaves, sempre que me encontrava perguntava gentilmente como eu “a menina” estava…( naquele tempo, em vista dele, Gilvan, eu realmente ainda era “uma menina”, de 42 anos… )

E sobre a Heleninha, até hoje é raro o dia em que não chegue uma carta lamentando a morte dela…

Você tamém se lembrou de alguém, o Jardim, esse “fantasma”, esse fumante inveterado, que primeiro foi operado de câncer no nariz e depois…

Bom, de toda a forma, valeu, valeu muito lembrar nossos fantasmas. E – se existe um “além”, que tenham uma vida mais feliz por lá….

                         Então, tá. Inté e axé.

                        Em nome do Pai, do Filho e da Mãe.

                        SIM!

                       E por que NÃO?

                       Tendo dito, sigo pro próximo episódio.


       Começamos hoje, junto com a Rádio Nacional de Brasília, as comemorações pelos 50 anos de Brasília (21 de abril), independente das moscas que vicejam no gramado da Esplanada dos Mistérios, em especial na Praça dos Podres Poderes, enfim, tudo sempre foi um Detrito Federal mesmo.  Este pri-meio epsisódio, na forma de radionovela, Jerônimo, o herói do sertão de Goyaz,  leva a seguinte manchete: 

        Funcionários da Rádio Nacional promovem primeira invasão de prédio em Brasília.

         É isso mesmo. Bem diferente da atual letargia. O fato aconteceu, mesmo, com a primeira turma,  que veio da Rádio Nacional do Rio, com foguetório lá na saída da Avenida Brasil, buzinaço e tudo. 

        Aqui chegando, transferidos, a tempo da inauguração da TV Rádio Nacional (era assim que se chamava a antecessora da futura atual TV Rádio Brasil), os funcionários cariocas, malandros, descobriram que os prédios de moradias aqui já construídos eram entregues somente para quem tinha padrinho. 

        E o fato de um dos funcionários da caravana Rio-Brasília ser filho de um apresentador famoso da Rádio Nacional, puxa-saco do JK, e pronto para puxar o do Jânio Quadros, e depois iria também fazer o mesmo com a milicada de 64, pois bem, este dado ajudou bastante uma invasão sem o imediato sumiço corporal, que costumava acontecer, por parte da temida GEB ( Guarda Especial de Brasília). 

         Inclusive, tem um pedaço do Lago do Paranoá, ali pros lados do Minas Brasília Tênis Clube,  onde até  hoje aparecem fantasmas desesperados que   foram simplesmente afogados pela GEB porque pretendiam atrasar a obra do século, fazer greve de fome, sei lá mais o que. Uns bandidos…

           Mas voltando à invasão de um prédio por parte dos funcionários da Rádio Nacional de Brasília, motivo mor desta prosa. 

           Havia um prédio pronto, sem ter sido ocupado pelos afilhados, na SQS 410 (Super Quadra Sul).  Ele tinha sido inaugurado em dezembro de 1959, mas não estava ocupado no todo. Tinha até a placa, hoje a preferida dos pombos que, junto com os mendigos de praxe, disputam os restos de um supermercado 24 horas que existe na entrequadra comercial da 412/13:         Agora, sim, vamos ao relato dos fatos, estilo Alô, alô, Repórter Esso, Melhoral, Melhoral, se tomar não faz mal…

          Estamos na madrugada do dia 21 abril de 1960. Dia  da inauguração da TV Rádio Nacional, no começo da W3 Sul.    Soubemos que o prédio em questão, o blobo E da 410 Sul,  estava reservado para o uso de enfermeiras  e por isso a participação de uma  amiga, do comum subúrbio do Rio, uniformizada, boa o suficiente  para distrair os vigias,   foi fundamental para a  furada do cerco montado pela segurança do pedaço. 

          A enfermeira, o motorista, um chaveiro e um funcionário da Rádio Nacional formamos o grupo de ataque avançado, de madrugada, na calada, com a desculpa de atender um doente. 

          Na verdade, nós abrimos as portas dos blocos do prédio, escolhido de comum acordo, tinha até uma Comissão de Funcionários que funcionava e naquele tempo se chamava Comitê.  Daí, tinha o chaveiro, trazido da Cidade Livre, ouvinte da Família Nacional, que foi,  não arrombando mas, simplesmente,  abrindo, gentilmente, as portas dos apartamentos, sem acender a luz e nem chamar a atenção. Sem dar bobeira, como dizíamos, cumpádi, ninguém podia dar mole com X-9, aliás, isto vale até hoje, né, mano velho?

           Ah … a enfermeira,digamos que se chamasse Lurdinha que, de fato, foi numa Lambreta, dela, as duas cobiçadas por muitos, na frente da ambulância,  e    ficou enrolando os vigias com aquela conversa de carioca e tal, enquanto o médico, blábláblá … quáquáquá … e a gente só escutando, no escurinho da miniquadra,  das 400, porque super é das 100, só quem é de Brasília decifra este papo mole.

            Só reforçando a tradução do fato.

           Enquanto isto, nós, funcionários da Rádio Nacional, aqui unidos, exigimos uma grande festa pública pelos 50 anos de Brasília, quer dizer, desculpe, chefia, saiu sem querer, a cabeça viaja no mocó deste escurinho, porque Brasília ainda tinha a luz semelhante ao de uma noite de lua cheia, no imaginado pelo obliterado Lúcio Costa.

          Continuemos, pois não estamos ainda sob os efeitos eflúveos do deglutido  Orlando Silva.

          Imaginemos um bando de funcionários da Rádio Nacional,  com os apetrechos poucos,   por perto, fora da quadra, alguns em pequenas caminhonetes tipo Rural Willyan,  com utensílios domésticos, outros a pé mesmo, para o Plano B, caso os carros fossem barrados na entrada da quadra.

           É … a gente trazia o velho esquema da Lapa, a dois da passos da Praia Mauá, ninguém dava vacilo, naquele tempo, hoje, não…

           

          Os coordenadores da invasão, que de fato aconteceu,  foram os funcionários Dedé Santana (dos futuros Trapalhões, ele tinha uma boate na Cidade Livre, atual Núcleo  Bandeirantes, onde os artistas da Rádio Nacional, a começar por ele,  completavam o eterno magro cachê), mais o  Paulo Netto, Sérgio Iglesias, o Ceará e os músicos Malta, Condorciê e Miudinho. 

          Então, nós, futuros cumpanheiros comprometidos, uma bicada na caninha que já são  três da madrugada, 21 de abril de 1960, tudo pronto, o pessoal com as bagagens nos caminhões, ouvimos o músico Bernard, o melhor forrozeiro na Zona Sete Quedas,  na saída de Brasília, todo mundo ia lá, as polacas-baianas-francesas-goianas-judias no esforço conjunto para modernizar o Brasil, bom, o corneteiro oficial da trupe nacional faz o que? Ora, meu, fez o que ele sabia fazer, e só isso, mas bota importância no cara. Ele tocou a corneta, três da madruga, 410 sul, 21 de abril de 1960, em nome dos funcionários da Rádio Nacional, que começaram a invasão.

           Pra quê, o meu. Foi funcionário  da Rádio Nacional saindo de tudo que é canto do capim ralo do cerrado cheio de pó, até hoje,  de construção, e de tudo mais, aquele ceuzão estrelado em cima, para a invasão propriamente dita, rápida, segura, desnorteante. Esses sem-terra profissionais  de hoje iriam ficar de baba caindo no umbigo sobressaltado aparecendo no buraco do botão faltando na camisa.

          Foi o maior fuzuê, malandro. Até a enfermeira Lurdinha, a cobiçada, inclusive pela Lambreta, ajudou os meganhas a xingar os criminosos invasores da propriedade pública. Tudo combinado porque  o apê dela já estava reservado pela turma e inclusive um próximo emprego no sempre desmilinguado Serviço de Saúde da Rádio. 

           Enfim, tudo terminou rapidinho  porque de manhã a gente  tinha que estar na inauguração da TV Rádio Nacional, trabalhando, o próprio JK ia estar lá, a gente sabia disso. Lógico que a gente não era bocó nem jeca e por isso deixamos uns amigos mais fortes tomando conta do pedaço, eram uns leões achados na chácara de uma boate bem frequentada pelos pau-de-arara mais lascados  que adoravam ouvir  Emilinha, a Rainha do Rádio, que a gente vivia prometendo que um dia a gente iria levar  ela lá na zona.

           Observamos, a bem da verdade histórica,  ainda o seguinte:

          Sobre  a festa da inauguração da TV Rádio Nacional, no terreno original que ia da W3 Sul até o futuro Parque da Cidade,  nós falamos noutro episódio desta série da Rádio Nacional e os 50 anos com Brasília

            Só acrescentamos, e aqui falamos no plural porque foi uma ação de grupo,  que a polícia especial, ao saber por nós mesmos, na hora, que a gente   era da Rádio Nacional (do Rio, a poderosa, a Globo da época), achou melhor passar o assunto pros Israel Pinheiro da vida, que levaram o fato pro JK. 

           No final da inauguração, na mesma manhã,  alegre com os acordes da Sinfonia da Alvorada (Tom-Vinicius malandramente colocaram as vozes de JK, Israel Pinheiro, Lúcio Costa e Niemeyer), o mineiro Bossa Nova, papo que enrolava até carioca, chegou pro cinegrafista filho do apresentador famoso, que na hora estava ao lado do presidente JK, e jogou uma meia trava prá cima da gente, tipo assim, ó: 

           – Mas vocês, hein? 

          Moral: 

          A primeira invasão de prédio público em Brasília foi feita por funcionários da Rádio Nacional. O prédio tá meio firme até hoje. Ói ele aí: 

 

         Então, tá. Inté e Axé!


 

De volta a ( vale com ou sem crase ) estagiária de olhos de camelo que se foi do meu lado, aqui na rádio,  bem na hora certa (dela).

Foi na revoada das estagiárias daqui da rádio.

Ninguém no lugar delas até hoje.

Mas saiu mais um número do mega-zine.

Em cima do Dia Internacional da Mulher.

Tudo sobre as minas de atitude, as que se equilibram  na ponta dos dedos pintados na altura das unhas, mas sem perder o equilíbrio no skate.

 Axé!

Então, depois de ver a foto-capa, ler o meu post logo abaixo,  volte  ao blog da Zine:

http://www.doistempomag.com/ 

Antes, conheça os nomes da moçada:



 

Negro cem por cento tem muito pouco aqui na Rádio Brasil.

Aliás, no princípio deste post, cito dois exemplos:

De um lado, tem um negro, técnico de som, no lado pobre.

Do outro, tem uma negra, chefe, atuante na causa, mas … rica.

Então, pergunto na audiência pública do STF:

– Afinal de contas, o sistema de cota para entrar na universidade pública mesmo sem ter as condições exigidas, ela vale para o preto ou para o pobre?

– Melhor, se tiver uma vaga e dois postulantes, um preto e um pobre, quem deveria ficar com ela?

Pois ouça uma das respostas:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618


                        Conselho Curador da EBC. Onde só  tem um eleito. Casualmente, representante dos empregados. É da Rádio Nacional. Pouco faz…os outros, mais fortes, são biônicos indicados pelo presidente da dita República. Mas não se trata de uma empresa pública? E por que então este estatismo biônico?

                      Na primeira audiência pública, no ano passado, para discutir o sexo da TV Brasil, eu me inscrevi, como empregado, e falei justamente que o conselho, que então tinha na cabeça o presidente do Palmeiras, Gonzaga Beluzzo, não tem  que ser formado por nomeados pela graça do presidente de plantão do Brasil.

                     E perguntei, na ocasião, o seguinte:

                     Afinal de contas, o que é mesmo público?

                    Antes de partir para a leitura se fores chegado e caso não tenhas aspirações de chegar a presidente do Brasil, destaco  o edital de convocação de “entidades da sociedade civil”(???, servem os brancos do tráfico da Rocinha?).

                    É para que se apresente uma lista, em audiência pública, com três nomes para serem “nomeados”pelo presidente do Brasil que, por ironia, é quem manda na EBC, que muitos teimam em dizer que é uma empresa pública de comunicação.

                   O pior é que o único eleito para o Conselho Curador da EBC até hoje não diz o que fez, ou deixou de fazer, em nome dos empregados (terceirizados, concursados, apadrinhados, etc e tal).

                 Pelo email distribuído internamente pela diretoria da Rádio Nacional, hoje, aqui na EBC,  só poderão tentar ser “biônicos”os seguintes “entes”, na transcrição literal:

                Poderão se inscrever entidades constituídas da sociedade civil como pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, voltadas, ainda que parcialmente, à promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos ou da democracia; à educação ou à pesquisa; à promoção da cultura ou das artes; à defesa do patrimônio histórico ou artístico; à defesa, preservação ou conservação do meio ambiente; à representação sindical; classista e profissional.

                      Ah… quanto à pergunta, afinal, o que é mesmo público no Brasil, acesse:

                    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=547IPB004


 Sempre vale a pena ler de novo, principalmente nós, fantasmas getulistas:

 “ A maioria das instituições encarregadas da comunicação pública no Brasil, quando apresenta noticiários no rádio, na televisão ou na internet, não pratica jornalismo, não informa o cidadão com a objetividade que ele merece e à qual ele tem direito.

O que se faz é propaganda, às vezes subliminar, às vezes expressa, das autoridades da vez.

As explicações de praxe primam pelo comodismo. A mais comum delas perdoa a subserviência das instituições em relação aos governos porque, afinal, essas instituições dependem de recursos governamentais.

Na tentativa de ganhar o seu naco de sustentação de cada dia, elas vivem de adular os poderosos oficiais.

Por inércia.

Em conseqüência, oferecem ao público um arremedo de comunicação promocional, de má qualidade, que finge ser informativa.”

Ressalva deste blogueiro: A ordem do tempo nos verbos não altera o valor dos fatores.

Assinado: Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás-EBC-Rádio Nacional, etc e tal. Autor do livro “Em Brasília, dezenove horas”. 

Leia o primeiro capítulo:

http://media.folha.uol.com.br/ilustrada/2008/07/23/20080723-brasilia_19_horas.pdf

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