Hoje, 19 de novembro, além de ser o dia de dar bandeira (está demais, meu Deus, canta o Raul Seixas nas minhas orelhas), também é o Dia Internacional de Prevenção do Abuso Infantil. A cada ano, mais de um milhão de crianças são arrastadas para o comércio do sexo. Every year over 1 million children are pulled into the sex trade. No Brasil, nos postos de combustível para caminhoneiros, um boquete infantil sai por um real. Almost daily we hear of new child abuses. No Nordeste e na Amazônia, crianças ainda são vendidas pelos pais. It is clear that an intelligent and effective approach to this problem consists in encourageing denunciation of abuse.

 Isto me leva ao trabalho de equipe da Rádio Nacional, de que participei, e que levou, em 2005, o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. O trabalho, de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil foi feito depois de dez anos de descobrimento de uma série de merdas no pedaço. Conclusão. Continuava tudo na mesma. E adianto. Continua pior. A minha parte foi feita na boleia de um caminhão, de Manaus até Santa Helena, na Venezuela. Primeiro, ouça Rompendo o Silêncio. 

 

http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=22

Every year over 1 million children are pulled into the sex trade. Almost daily we hear of new child abuses, and even employees of respected international institutions have been found to be involved in sexual abuse. It is clear that an intelligent and effective approach to this problem consists in increasing prevention measures and protective skills, raising public awareness and encourageing denunciation of abuse.

http://www.woman.ch/june09/children/1-introduction.php

E aí?

Você se ufana de ser brasileir@?

Para ouvir todo o Rompendo o Silêncio (áudio-60 minutos):

http://www.premiovladimirherzog.org.br/busca-resultado-integra.asp?cd_trabalho=244

 


Tem um post meu falando o mau das estagiárias. Neste outro caso, eu pecador me confesso. E nem peço perdão. Recomendo o blog Meu Céu do Mundo. Ela trabalha, calada, perto de mim, nas manhãs fúnebres da Rádio Nacional. E que nem eu, ela é partícipe da campanha em defesa do diploma de nível superior para jornalista, embora tropece em chefe que assim não o seja.

(espaço para foto)

A estagiária em questão ainda por cima escreve assim, ó, mano estulto mané:

1 – Sou uma dmiradora dos que contestam (não pelo simples prazer de ser “do contra” mas pelo exercício árduo de pensar por si)…

2 – Jornalirista  sabe que o mundo anda doido, que as pessoas têm tanto medo que acabam se juntando às multidões para não se sentirem anônimas. Acontece que aí é que elas se tornam mais solitárias.

3 – O meu maior temor, de fato, é tornar-me mais uma nesse neurótico martelar de teclas que as multiplicam, todas iguaizinhas, como fábrica louca de fazer sentimentos.

Fica com medo não mea fia.
E quem quiser souber dela, clique aqui, ó:

 http://lunnadispersi.blogspot.com/


A Rádio Nacional estréia hoje um novo programa. Patrocínio da Coca-Cola. E a novidade: Foi criada, especialmente para este programa, a Orquestra Brasileira da Rádio Nacional. Diretor: Radames Gnatalli. No mais: Perrone, Chiquinho do Acordeão, Vidal, Garoto, José Menezes, Heitor dos Prazeres, Lamartine Babo (trio do Osso),etc e tal. Produção: Paulo Tapajós e Almirante. Narrador: Paulo Gracindo. Um milhão de melodias promete ficar treze anos no ar e ser o maior sucesso da Rádio Nacional. Ah, estulto mané: Isto foi no ano de 1942. Cinzas no Paraíso.

Esta foto é uma reprodução da capa de cinco Cds (veio depois dos cinco Lps) e estão preparando os cinco DVDs do trabalho A História do Rádio no Brasil, preparado pela BBC. Confesso que estou roubando a foto e alguns áudios porque eles na verdade pertencem à Rádio Nacional e foram levados para Londres. Tudo bem que o trabalho todo estava jogado no lixo,  mofando num banheiro fedido no vigésimo primeiro andar do Edifício A Noite, sede da Rádio Nacional, na Praça Mauá, no Rio. Os quatro hoje continuam na maior decadência.

Na verdade, a esculhambação da Rádio Nacional começou em 1964. Os que deduraram, ficaram. Os outros, foram … pra cadeia. Outros dizem que, na verdade, tudo começou com a maldição do Getúlio Vargas que teve sua carta-testamento modificada quando foi lida no Repórter Esso, quase que ao vivo depois do morto. A partir daí, virou aquela história toda. Só dá artista. Ganha pouco mas com o nome faz show em qualquer birosca de prefeitinho e ganha os trocados a mais e às vezes até uma eleição pra deputado. Vale até no sentido de ganhar uns trocos a mais direto das ONGs, que não existiam antes de 1992. Por aí, mano …


Aos treze minutos depois da nota dez começou outro apagão brasileiro. Tomara que um raio caia na cabeça de quem estiver mentindo.  É que hoje, sexta-feira, 13, é dia de jogar praga.  Dia da gente lembrar do Judas. E por que? Primeiro, porque todo mundo tem um Judas sentado a seu lado: no trabalho, na escola, no ônibus, na vida. E o Judas com isso? Foi assim: Doze deuses (apóstolos) foram escolhidos para um banquete. Daí, aparece um penetra, o décimo terceiro, que vai ficando. O nome dele é Lorki (Judas). Morrendo de ciúme, ele puxa briga e mata Balder (Thiago), o bonitinho preferido dos deuses, que na foto aparece de rostinho colado.

Santa Ceia - photo by Da VinciTem gente que não acredita nesta história de azar na sexta-feira, 13. Por exemplo. Os Estados Unidos. Eram treze os estados que começaram o Big Brother da Morte. O resto, foi tudo comprado. O lema da bandeira tinha treze letras: e pluribus unun – de muitos se faz o um – e foda-se o resto. Tem mais. O símbolo-maior dos USA é a águia (Deus). Se prestar atenção, ela está revestida de treze penas em cada asa. Mas deu no que deu:

Torres Gemeas - detalhe WRC-NYQuando veio o cristianismo, a deusa da beleza Friga, que deu origem à palavra friadagr – sexta-feira, foi transformada em bruxa e mandada para a fogueira. Daí, toda sexta-feira, 13, ela e mais onze bruxas convidam o número 13, que é o Deus do Mal (Judas-Lórki) e ficam rogando pragas nos humanos. Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem sim. Judas, por exemplo, pode estar sentado aí ao seu lado, no trabalho, na escola, no ônibus, na vida.

Então, escute mais em Radio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

 

O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto.  Mas com Pinto ou sem Pinto, eu não tiro nada do que disse aqui.

 Tem mais:

Incrível o que ouvi hoje, de novo, aqui na rádio, de jornalista formada mas nada informada. Para ela, a guria do vestido curto da Uniban teve o que mereceu, ou seja, a expulsão. Deseducadamente eu lhe avisei, de novo, que babacas foram os energúmenos (dos quatro sexos) que partiram para o estupro.

 E continuei:

– Guria. Se esta tua moral cristã de merda fosse válida, na próxima vez em que eu te pegar experimentando sutiãs e calcinhas aqui na redação (isto ainda existe aqui na repartição pública), eu parto com tudo pra cima de você.

E terminei:

Sem contar umas e outras pessoas que foram promovidas depois que transaram com as chefias porque, para mim, isto para mim também é sexo em troca de dinheiro que chega no contra-cheque todo fim do mês. Teriam que ser expulsas ou estupradas coletivamente?

Moral:

Os microfones vocais da distinta foram momentaneamente desligados.


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

The New York Times

 No País do Fio Dental

 Brazilian University in Trouble Over Mini-Dress Although Brazil is known for revealing clothing — especially in beach cities, where many bikinis are referred to locally as ”dental floss” — most college students dress more modestly on campus, commonly in jeans and T-shirts.

http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/09/world/AP-LT-Brazil-Short-Dress.html


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

The Guardian – Inglaterra

No País da Imoralidade

Brazilian student expelled for wearing mini-skirt to class

Private university takes out ads attacking Geisy Arruda after she was heckled by hundreds of students for her dress

A Brazilian university has publicly expelled a woman who was heckled by hundreds of fellow students for wearing a short, pink skirt to class, taking out newspaper ads today to publicly accuse her of immorality.

http://www.guardian.co.uk/world/2009/nov/08/geisy-arruda-expelled-brazil-mini-skirt


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

Thai News

 India

 No País da Virgem Maria

 Geisy Arruda Photo In Pink Miniskirt Makes Her Internet Celebrity Wearing short dresses and bikinis is nothing new for the Brazilian women but this recent incident in the Bandeirante University, which is located in the Roman Catholic city of Sao Bernardo do Campo, shows that they do not appreciate such dresses on the college campus.

 http://www.thaindian.com/newsportal/entertainment/geisy-arruda-photo-in-pink-miniskirt

makes-her-internet-celebrity_100272245.html


Berlin and San Francisco to me are the two cities where the quality of life spreads without freshness. I’ve been  lots of times in both. Paris, otherwise,  is a case of irrational passion aside. In Berlin, I was forty days in the penultimate round. Of stay, I finished my left   video, from more than a thousand pictures. At the sound of Lili Marlene, the work begins:

Berlim e San Francisco, para mim, são o máximo de cidades em que a qualidade de vida se esparrama sem frescura. Já estive nas duas uma porção de vezes. Paris é um caso de paixão irracional à parte. Em Berlim,  fiquei quarenta dias na penúltima ida. Da estadia, saiu o vídeo, a partir de mais de mil fotos. Ao som de Lili Marlene, o trabalho começa assim: 

Berlin East-West- Video by Mamcasz

Berlin - Video by Mamcasz  2

Berlim entre a Cruz e a Suástica. Cristo e o Anti-Cristo. Halleluya e Heil, Hitler!

 
    Berlin East-West 3 - photo by Mamcasz 
 
Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim em cima do muro que começa a pender para um lado. A queda se aproxima.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim entre o proletário e o burguês. Capital e Trabalho. Operário e Patrão. E o muro ... no meio.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano zero. O proletariado capitalista dá um murro no muro.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlin ano vinte. Pós muro. Sem o escuro do muro. A classe operária vai ao paraíso.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Na Alexander Platz, a Oxfam se apodera do ex-palacete comunista

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. O que era decaído, ressuscita em Kreuzbeg. Tem espaço na foto até para Free Tibet, seus chinocas.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Onde havia o escuro, chega o claro. Ao fundo, o Palácio da República vai pro chão.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Na ilha dos museus, a caravana dos cães passa. O Pérgamo abriga a imperatriz egípcia.

 Berlin Eaast-West - photo by Mamcasz

 

berlin 8

E a nossa caipirinha invade a monumental Karl Marx Strasse, na ex-Berlim Oriental.


                       Sabe aquela menina que sofreu estupro moral coletivo na Universidade Bandeirante (UNIBAMBI) de São Paulo porque estava de vestido curto em pleno século 21?

                       Pois bem. Quer dizer, pois mal.

                      Ela acaba de ser EXPULSA da escola.

                      É isto mesmo.

                     Sem colocar nem tirar nada.

                    A puta da Uniban expulsou a guria:

                   – Como me expulsaram? Que absurdo? Eu fui a vítima, quase fui estuprada, como puderam fazer isso?

                  Segundo o assistente jurídico da Uniban, Décio Leonci Machado a aluna “sempre gostou de provocar os meninos”:

                – O problema não era a roupa, mas a forma de se portar, de falar, de cruzar a perna, de caminhar.

                Confesso que cada vez menos entendo  estes paulistas, inclusive os daqui da Rádio Nacional, e isto desde os tempos de Dom Pedro, quando os bandeirantes saíram à caça das índias que encontrassem peladas no meio do mato.

                 Sinceramente…

               Abaixo, os outros posts, já passados sobre este assunto:

               1

              https://mamcasz.wordpress.com/2009/10/30/a-puta-loira-da-uniban-e-se-fosse-negra/

              2

             https://mamcasz.wordpress.com/2009/11/03/levi-strauss-morreu-quem-tristes-tropicos/

 


Acabo de pular do muro.

Aproveito que minha fêmea continua sumida em Paris e repasso o contexto da jovem:

Para os estudantes, ir além das paredes é buscar conhecimento empírico.

Além das Paredes é o blog da menina.

Ainda que eu, sei lá, sou mais o pós-real.

Tô falando da  realidade, não deste real de merda, né, mané.

Ô, me desculpe, minha jovem estagiária, sentada aqui ao meu lado, na Rádio Nacional, me socorram, prófis Leandro e Olimpinho.

Eu, Mamcasz, eterno pecador, me confesso (e se confesso, tudo bem, por pior que tenha sido o meu pecado, sempre existe o perdão)  mas, continuando este  dedo de prosa, vai daí que a minha bela jovem estagiária , sentada aqui ao meu lado, há pouquíssimo tempo,  me joga na cara:

“Quando eu era menino, tio Mamcasz, eu falava como menino, via como menino, sentia como menino, discorria como menino mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Concordo, minha jovem donzela, e permita que eu rediga, ao meu modo rude-polaco:

 Quando eu era menina,  tia estagiária, eu falava como fêmea, via como fêmea, sentia como fêmea, discorria como fêmea mas, logo que cheguei a ser fêmea, acabei com as coisas de fêmea.

 E adentro por ora, minha completa estagiária:

 PASSEI A SER MENINO, MENINA !!!

 Portanto, Manezinha, por seres a minha estagiária, com olhão de camelo perdido  no deserto do Saara, espalho teu blog aos ventos deste deserto cultural em que vivemos.

 Moral:

Ide, meu povo:

 http://alemdasparedes.blogspot.com/


                      Ontem, recebo o elogio reservado da minha chefinha carola.  Ela  agradece minha “atenção, disponibilidade e comprometimento com a Rádio Nacional e os ouvintes .”
                      Hoje, trago (???) o Cd duplo de Raul Seixas no sovaco e falo (???) que penso nela ao ouvir este trecho:

                      Caí na tua teia, serei a tua ceia …

                     – Ah Mamcasz, deixa  eu ouvir, deixa …

                    A letra é de Panaróia (não consigo falar Paranóia – esta é uma). Acontece que me distraio na hora e dou pra ela ouvir  o Cambaleche:

   O que não chora não mama,
Quem não rouba é um imbecil,
Já não dá mais. Força que dá
Que lá no inferno  vamos nos encontrar.


                        Depois de uns tempos, volta minha chefinha carola e me devolve o CD:

                       – Mamcasz, o mundo é bom. As  pessoas é que estragam ele:

Photo Mamcasz by Mamcasz

                     Na mesma hora eu sinto meu mijo fora do centro da meta. 

                    Mas me consolo porque, no fundo, no fundo, minha chefinha Carola tem mais é que escutar o Metrô Linha 743:

Um gritou:
Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos cornos.

Eu disse:
Claro, pois não, mas o que é que eu fiz? Se é documento eu tenho aqui…

Outro disse:
Não interessa, pouco importa, fique aí! Eu quero saber o que você estava pensando…

                       Moral: 
                       Mesmo com a pérola jogada pra porca, na saída o estagiário Manero me vê com o Raul Seixas e  conta que adora ele e conversamos e chegamos à conclusão que Deus é mesmo um puto por ter levado ele e deixado o Paulo Coelho no lugar. E discutimos quem é o melhor: Cazuza, pra mim,  Renato Russo, pra ele.
                      Quando chego em casa, no elevador entra a vizinha Atéia, do segundo andar – minha fêmea ainda continua sumida em Paris – e ela me vê com o Raul Seixas, então ela me agarra e me abraça e me beija e me arrasta pra beber todas as letras até porque ela é professora e me mostra deveras que tem tudo na ponta da língua:

http://vagalume.uol.com.br/raul-seixas/metro-linha-743.html

 


                       Na sexta, postei “ A puta loira da Uniban. E se fosse negra?”

                      Aliás, no plantão de Finados, alertei três colegas,  mulheres,  jornalistas,  diplomadas,  que falavam mal da estudante que foi com vestido curto para a aula na Uniban.

                     Diziam, eufóricas, em uníssono:

                      – Uma puta mesmo.

                    Daí eu tive que, meio assim deseducadamente,   lembrar que ela tinha ido de ônibus, 40 minutos em pé, sem qualquer problema, antes de chegar à faculdade de merda, a UNIBAMBI.

                    Então, completei:

                    – Vocês mulheres devem tomar mais cuidado quando atacam uma mulher deste jeito. Parece até que estão defendendo os bandeirantes (homens e mulheres) que partiram pro estupro coletivo.

                      – Não, Mamcasz, qué isso.

                     Moral.

                     Uma das três, concursada nova,  jornalista iniciante, já desanimada da vida, apesar de jovem,  é formada nesta tal de Uniban.

                    Mas, prosseguindo.

                   No post de sexta, 30 de outubro, lá pelas tantas falei, e repito  aqui pras meninas da Rádio Nacional que defendem o estupro moral da menina da Uniban:

                    ” Bons tempos os meus quando, na universidade, a gente brigava era mesmo para fumar unzinhos, paquerar à vontade, até surubar, mas sem ficar vidrado, tomar banho de rio todo mundo pelado, topar topless na praia e, de vez quando, até se meter na política, discutir Sartre, Levi-Strauss e os escambaus. “

                      Pois não é que no sábado o diabo do Claude Lévi-Strauss morreu, aos cem anos de idade? Parece até fantasma …

                      Em 1934, ele passou três anos no Brasil, viajando e dando aulas na USP (atenção, eu disse USP, não disse UNIBAMBI).

                      No meu tempo de universitário, na ECO-UFRJ, no Rio, nos fundos do Pinel, na Praia Vermelha, o máximo era fumar unzinho, agarrar umas minas mas sem grudar, ter barba largada mas sem ser petista que nem existia, o lance mesmo era ser Libelú (???) e levar no sovaco um velho livro do Lévi-Strauss chamado “Tristes Trópicos”.

                     tristes tropicos - capa 

                    Então, em homenagem aos Strauss e escambaus, aconselho ao estulto aí  ler este trecho do livro Tristes Trópicos pensando nos energúmen@s da UNIBAMBI que detestam mulher bonita de vestido curto.
                    Assim falou Lévi-Strauss sobre a nudez das brasileiras nhambiquaras:

                   ” Povos que vivem completamente nus não ignoram o que chamamos de pudor: deslocam seu limite. Entre os índios do Brasil,   este parece se situar não entre um grau e outro de exposição do corpo, mas, de preferência, entre a tranquilidade e a agitação”  .   

                      Puta que pariu.

                      Está na página 270 na edição da Companhia das Letras.
                      E só pra fechar o caixão do Lévi-Strauss de vez,  escute este trecho de uma antiga canção, também intitulada Tristes Trópicos, com letra e música do grande negro Itamar Assumpção (quem? porra, dá licença, mano!):

” O trópico tropica

Emaranhado no trambique

A treta frutifica

E tritura todo o pique

A trapaça trina e troa

E extrapola cada dique. “

                       Outra vez:

                      Puta que pariu. 
 

https://mamcasz.wordpress.com/2009/10/30/a-puta-loira-da-uniban-e-se-fosse-negra/


 Deixa eu sumir no tempo porque os desencarnados antigos estão enchendo meu saco dizendo que eu só falo deles na Rádio Nacional de hoje.

Clube dos Fantasmas.

Este é o nome do programa na Rádio Nacional, década de trinta (antigo assim tá bom?).

Lamartine Babo, Noel Rosa, Almirante, João de Barro.

Pô, fantasmas deste naipe, tudo junto, aí é covardia.

Aliás, Lalá, o Rei do Carnaval, com O Teu Cabelo Não Nega, em 1941 ganhou o prêmio do pior trocadilho do ano. Foi quando disse a respeito de alguns artistas da Rádio Nacional:

“A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um …

Uns desejam ir ao céu … 

já que só atuam no éter … “

Éter, naquela época, é o exctasy de hoje.

Aliás, era tanto éter que os Irmãos Padilha, de Pernambuco, ganharam, na Justiça, o direito de serem parceiros da música do cabelo da nega, que tinha sido mandada por eles com o nome de Mulata. Daí, o seu Lalá mudou o nome. Da música e do autor.

Coisas da Rádio Nacional.

 ” Mulata

Tens um sabor

Bem do Brasil

Tens a alma cor de anil

Mulata, mulatinha, meu amor

Fui nomeado teu tenente interventor.”

 Quer saber mais?

Volte pra escola, estulto.

Fuja da UNIBAMBI.

Vá pra USP:

 http://www.radio.usp.br/programa.php?id=37&edicao=090405


 If I need to list The Ghosts of  National Radio, from the thirties of the last century, you’ll could build a building just for them. Good. Today is All Souls (Finados) and I never went to visit the tomb of my father, mother, grandmother, uncle, brother, colleague, acquaintance, friend and enemy. And in my case, everything is already set. On the appointed day for the uncertain, I do not want cry or sailing, or wake, or shit. Send me imediately to incinerator and goes by with the ashes.

Se a gente fosse enumerar Os Fantasmas da Rádio Nacional, desde a década de trinta,  no século passado,  dava para construir um prédio só para eles.

Bom.

Hoje é Finados, nunca fui desta história de visitar túmulo de pai, mãe, avó, tio, irmão, colega, conhecido, amigo e inimigo.

E no meu caso, já está tudo acertado.

No dia aprazado pelo incerto, não quero choro nem vela, nem velório, nem porra nenhuma. Manda logo pro incinerador e some com as cinzas.

Mesmo assim, fica aqui a homenagem especial a todos os funcionários da Rádio Nacional que se foram para outras bandas.

A lista seria enorme.

Então, que continuem o que estão fazendo, mesmo que nada.

Ressurecturis - photo by Mamcasz

Aos que hão de ressuscitar ...

Ressurecturis.

Era assim que estava escrito na porta do cemitério no seminário dos capuchinhos onde estudei, no interior do Paraná.

Aos que hão de ressuscitar.

Pelo sim, pelo não, abaixo os que se foram mas ficaram as placas:

finados faustofinados gilvanfinados octavio bonfimfinados chicao

Quer dizer.

Agora, meus amigos, pode tudo.

Até fumar.

Abss para:

Jonas,Chicão, Jardim, Heleninha, Nonato, Fausto, Bonfim, Nonato, Gaierski, Osman, William, Silva Diniz… 

É só o começo da lista.

Para mais informações, visite o Ofertório deste blog:

https://mamcasz.wordpress.com/fim