Estou em cá na KW, Instituto de Artes de Berlin, na abertura da Bienale, no meio dos malucos que promovem a Occupy Berlin Berlinalle e me aparece a placa alertando que o canto se trata do Bar da Democracia Líquida.

 Como bom polaco sou atraído no ato por esta tal de democracia, ainda mais no estado líquido. Acompanhe meu relato inda que parco:

– Hallo, Guten Tag, que tal?

– Olá, me responde Pablito, cuia de chimarrão na mão, erva mate de primeira, boa prosa, me oferece uma rodada, bá que lógico que aceito, sou paranaense, terra natal do herval, sítio do meu avô, num país já chamado de Contestado.

– Bah, que mentira, meu. Jo soy de la frontera  de Chile, me chame de gáucho, tome meu mate que te ofereço de coração, mas não desfaça a origem.

Levei o lero dos guaranis e os jesuítas, na foz do Iguaçu, e mais uns tantos porque pintou um cigarrinnho enrolado e lá pelas tantas, Pablito, cá em Berlim, aceita:

– Bah. Tu me garante então que o mate do chimarrão nasció en la província de Paraná, Brasil?

– Província é o Rio Grande do Sul!!!

Pois acompanhe então o que gáucho, tant este gáucho faz nesta Berlin Bienalle, no Bar of Liquid Democracy. Brizola se soubesse da ligação entre o chimarrão e a Cadeia pela Liberdade, daria estrondos.

O mate tem até um nome em inglês globalizado. Escuta um trecho do folheto:

“MetaMate is harvested by hand in the south-Brazilian primeval forests and …. bah, bah,bah.”

No original do panfleto oficial desta 7 Berlin Bienalle:

“MetaMate wird in den südbrasilianischen Urwäldern von Hand gepflückt und handwerlich weiterverarbeitet”.

Ou seja:

O mate nasce e cresce no sul do Brasil onde é colhido na mão em florestas primitivas…

Foi daí que convenço o Pablito que no Rio Grande do Sul só tem deserto, portanto, não tem herval e muito menos mate nativo para chimarrão, o que acontece somente na parte leste do Paraná.

 Outro trecho porque este mate está me deixando maluco:

“MetaMate tries to implement the principles of transparency & participation on all levels.”

Moral do Lero:

Ficamos amigos na hora. Afinal, este é o princípio  da roda do chimarrão. Até porque tinha uma potranca nórdica fotografando a gente e o Pablito, bom ainfitrião,  me adianta a honra:

– Vai que é tua, Mamcasz!!!

Ah. Eles têm um site:

http://www.metamate.cc


Atenção. Um dia depois deste post e  da má repercussão no Facebook, a tecnocracia reconhece:

Alertado por redes sociais, Banco Central vai incluir o nome de Cora Coralina em moeda comemorativa.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-31/alertado-por-redes-sociais-bc-vai-incluir-nome-de-cora-coralina-em-moeda-comemorativa

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

Votos do Banco Central – Reunião de 29/03/2012

Voto: Lançamento de moeda comemorativa da cidade de Goiás

“O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento de moeda comemorativa em homenagem ao centro histórico da cidade de Goiás.

Pelo conjunto arquitetônico barroco, que se preservou sem alterações significativas desde o século XVIII, o centro histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.

A moeda faz parte da série numismática Cidades, Patrimônio da Humanidade no Brasil, juntamente com as moedas já lançadas de Brasília e Ouro Preto.”

Agora vamos aos fatos.

Que bunito, né? Pois então olhe outra vez para a photo acima. O Mané aí está vendo o nome de Cora Coralina? Pois a poesia é dela, a Aninha da ponte da Lapa, a menina que se dizia feia.
Isto se chama ROUBO, ASSALTO, FURTO, 171.
Está lá, ó tecno-burocrata larápio.

Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.  Minha Cidade. Edição número 14. Página 47:

“Eu sou estas casas

Encostadas

Cochichando umas com as outras.”

 

 

“Todas as vibrações

De minha sensibilidade de mulher.

Têm, aqui, suas raízes.”

“Eu vivo nas tuas igrejas

E sobrados

E telhados

E paredes.”

“Goiás, minha cidade …

Eu sou aquela amorosa

De tuas ruas estreitas.”

“Eu sou o caule

Dessas trepadeiras sem classe,

Nascidas na frincha das pedras.”

Abandonada …Cora, Coralina, mas não tem nada.

Nesta Semana Santa, os faracocos, meia noite de quinta, vão sair com as tochas acesas, à procura do artista burócra que não colocou o nome da Cora na moedinha numinsmática de cinco réis.

Quando encontrado, o artista co Banco Central vai ter que cunhar na moeda, o dedão em brasa do fogo, o nome profundo de

Cora Coralina…

“a mulher roceira.

– Enxerto da terra,

meio casmurra.

Trabalhadeira.

Madrugadeira.

Analfabeta.

De pé no chão.

Bem parideira.

Bem criadeira…”

https://www.facebook.com/eduardo.mamcasz


Script para o Dia Internacional da Mulher

8 de março de 2012  

Tec/ Vinheta Abertura – Trocando em Miúdo – Eduardo Mamcasz

 Loc/ Oito de março de 1857. Nova Iorque. Operárias entram em greve numa fábrica de tecidos.  

 Loc/ “Nós, mulheres unidas, exigimos: redução  imediata  de dezesseis para dez horas de trabalho  por dia.”

 Loc/ O governo chega. A polícia tranca a fábrica. Tasca fogo.  E queima, vivas, cento e vinte e nove mulheres resistentes.

Clique Abaixo e Ouça 

 http://snd.sc/wieMe3

Tec/ sobe/desce bg tambor africano.

 Loc/ Cento e dezoito anos depois da greve, a ONU decreta: Dia Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher.

Tec/sobe/desce  bg coro africano.

 Loc/ E aqui, no nosso Brasil? 1932. A mulher brasileira, finalmente, consegue votar. Um ano depois,  na  Assembléia Nacional Constituinte, o povo elege duzentos e treze deputados … e apenas uma  mulher.

Loc/ Então,  um viva para a paulista Carlota de Queiroz.

Tec/ bg aplausos

Loc/ 1822. A regente interina, Maria Leopoldina, escreve ao imperador e exige:

Loc/  “Amado esposo, Pedro primeiro. Sejas homem: Independência ou Morte!”

Tec/ bg coro africano.

Loc/ Independência ainda distante de milhares de mulheres. Elas recebem menos do que os homens, no mesmo tipo de trabalho. E tem mais. A Organização Internacional do Trabalho informa:

Loc/ A mulher negra recebe vinte e cinco por cento menos do que a mulher branca, no mesmo tipo de trabalho.   Então,  neste Dia Internacional da Mulher, um viva para Anastácia, princesa africana, nascida num navio negreiro e futura escrava no Brasil.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/ Um viva para Aqualtune, filha do rei do Congo, avó de zumbi dos Palmares, a comandante  de dez mil querreiros.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/ Um viva para Francisca, minha rainha, líder da revolução dos negros muçulmanos, em Salvador da Bahia, em 1814.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/  Falta muito para esta data  ser comemorado de verdade.

Loc/ Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão confirma: metade da população brasileira conhece  uma mulher  que já foi … ou está sendo …  espancada pelo companheiro.

Tec/ Trecho do spot chega de calar diante da violência.

Um beijo em ti, Mulheraça!

Tu mostras os peitos

e alimentas a vida

na imensa fome

… de amor. 

* 

Dois beijos em ti, Mulheraça!

Tu suas as ancas,

colhes o feijão do dia,

e em casa és a chefe

… de família.

*

Três beijos em ti, Mulheraça!

Tu levas um murro

e devolves sussurro

no berço onde és pétala

… de flor.

*

Mulheraça!

Tu sustentas filho, marido, cachorro.

Mas Tu te lembras da  imagem

de mulher mais bonita

… do mundo?

Neste teu Dia internacional, Mulheraça,

Um beijo

Do tamanho de tua precisão.

*

( De Brasília, Eduardo Mamcasz,  Poeta Quase-Zen )

 


MULHER DE RENDA

Eduardo Mamcasz

Título:

Renda da mulher sobe50% a mais do que a do homem

Chamada:

Segundo pesquisa do IBGE, enquanto o rendimento médio doshomens, nos últimos dez anos, aumentou 43,1%, o das mulheres foi de 68,2%, oque significa a injeção de R$693,5 bilhões na economia brasileira.

Clique e Ouça

http://www.radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-03-05/em-dez-anos-renda-da-mulher-sobe-50-mais-do-que-do-homem

Script:

Tec/ Vinheta AberturaTrocando em Miúdo

Tec/ BG MulherRendeira – Cida Moreira

Loc/ Na voz de Cida Moreira, a gente começa a prosadesta Semana Internacional da Mulher falando de renda. Eu falei semana. Um diaé pouco. E começo falando de coisa boa. Pesquisa Nacional por Amostra deDomicílio. PNAD do IBGE. Desde o ano de 2002, o rendimento da mulher tem subidobem mais do que a renda do homem. 68,2 contra 43,1 por cento. Ou quase, quase50 por cento a mais.

Tec/ BG … tu me ensina a fazer renda ….

Loc/ Se a gente pegar, nos últimos dez anos, tudo oque as mulheres ganharam, pula dos 400 para os 693 bilhões de reais.   Então,veja bem, a economia brasileira na verdade está precisando cada vez mais doque? De mulher. Isto mesmo. Acertaste. E aqui começa o outro lado da prosa dehoje. Elas tiveram que sair de casa e ir à luta. Inclusive, estão estudandomais do que os homens.

Tec/ BG … olê, mulher rendeira …

Loc/ Pesquisa feita pelo Data Popular comprova queestá faltando é que a mulher da classe D, a pobre,  receba mais do que  940 reais por mês. Na parte de cima dapirâmide social, na classe A, a mais chique, a renda familiar da mulher pulapara 14 mil e 203 reais. No meio, na classe média, a chamada B, a renda é deseis mil e setenta reais. Em compensação, é a mulher da nova classe médiapobre, a C, quem fornece a maior parte da renda bilionária feminina. 47,1 porcento, com renda familiar média de 2 mil e 295 reais mensais.

Tec/ BG … mulher, mulher rendeira, mulher , mulherrendá …

Loc/  Resultadoprático desta prosa de hoje. As mulheres estão indo cada vez mais à luta naeconomia. Escuta esta. Síntese dos Indicadores Sociais, análise das condiçõesde vida da população brasileira. IBGE. Nos últimos dez anos, aumentou oito porcento o número de mulheres que estão deixando para engravidar, ter filhos, sódepois que se aprumar no estudo e arrumar um trabalho de verdade. Em estudos, amédia das mulheres é de dois anos a mais do que a dos homens.

Tec/ BG de passagem

Mais IBGE. Dos 62 milhões de arranjos familiares no Brasil,15,2 por cento são de casais sem filhos. Em Santa Catarina, pula para quase 20por cento. Tem até um nome para isso. Família DINC. Double income no kids. Semfilhos, renda em dobro. Entre os motivos, a prosa de hoje. A inserção da mulherno mercado de trabalho, na economia, na sociedade pós industrial e pós moderna.

Tec/ BG mulher rendeira…

Então, por hoje a gente fica na pesquisa apontando quea mulher, num ambiente de trabalho, ela traz mais produtividade no pedaço eaumenta o lucro da empresa, porque são melhores do que os homens em trabalhosde equipe.

Daí, para a prosa de amanhã, é um pulo só. BancoMundial. Se homens e mulheres tivessem oportunidades iguais no mercado detrabalho, a produtividade da economia, na América Latina, seria 16 por centomaior.

Então, tá.

Amanhã, a prosa é sobre a diferença que existe entrehomem e mulher.

Inté e Axé

Tec/ Vinheta de Encerramento


Brasília, calor da zorra, volto doidão da caminhada.

Dos 20 minutos em diante, é sempre assim, o grelo gralha na grelha.

Né que hoje a briga, outra vez, foi com uma fêmea deveras?

Ela anda, diz que avoa, a meio metro do chão, sem usar vassoura.

– Polaco. Meu macho só gosta de frutinhas adocicadas.

– O meu também, pensa ela que eu caio nessa, mesmo doidão. Pois a minha fêmea aposto que é que nem tu. Adora chupar um sangue.

– Uai, polaquito, como usted adivinhaste? Que gracioso!

– Sai prá lá, sua porra vagaba, vai chupar o cacete do demo.

– Polaquito, que te pasa, amorzito?

– Amorzito o caralho.

E saí correndo da fêmea.

Moral: tás rindo, né? Pois sabes o nome da fêmea? Aedes Egypti.


No bloco do eu caladinho, saio na manhã deste domingo para caminhar no Eixão.

Ó néscia pessoa das coisas cá da Ilha, Brasília. Eixão são as sete pistas de asfalto puro que cortam o Plano, de Sul a Norte, por 15 quilômetos. Mas voltando ao meu desértico carnaval a pé no eixão.

– E não me interrompa mais, viste?

Pois então. Aos vinte minutos de caminhada, o pensamento começa a voar que é coisa boa. Daí, passo por uma bonitona e eu rio da cadela. Dela, claro, a potranca, sorry feministas. A cadelinha se mijando de medo de um isopor com os copos de água a um real e o negão sentado ao lado, mudo de todo, eu diria puto da vida.

Daí, já no pensamento solto, libero  à viva voz:

– Você devia arrumar é um cachorrão que nem eu no lugar desta cadelinha tremeliquenta.

– Boa, polaco, gostei, mas por acaso você sabe latir bonitinho assim que nem ela?

– ???

– Vai, late ai para ver se a vale a pena a gente topar uma troca.

Moral 1:

E não é que o polaco aqui latiu? De verdade. Juro pela Graciosa.

Pior foi a reação:

– Isso lá é latido que se preze, polaco? Continue treinando que domingo que vem pode ser que pinte alguma troca. Melhor ainda, se você aprender a latir de verdade, eu dou sem pedir nada em troca.

Explicação: o eixão  fica aberto para os pedestres só nos domingos. Ou feriados … não tem nada a praticar somente uma vez por semana, não.

Moral 2:

Descartei o pedaço de mau caminho, lati feio para a cadela que respondeu muito da convencida, e saí do eixão para as calçadas da entrequadra, na volta para a parte sul que me cabe nesta  ilha.

– Au… Au… Ai…  continuo treinando meu novo latido. E passo pelo mendicante, saco preto dependurado, um lixo, mais o  pedaço de osso a la microfone:

– Então, você quer que eu responda? Pois digo o seguinte. Se uma pessoa é presa, mesmo sem ter feito nada, respondo que ela tem mais é que continuar presa.

– Au… Au… Au…

– Espera aí, dona Bia, deixa eu passar o microfone para um polaco maluco que está passando por mim latindo, quer dizer, tentando latir que nem um cachorro de madame bonita.

– Pergunta o nome dele e diz que está participando aqui do Bia Talk Show, na Rádio SBM, ao vivo.

– Deixa que eu mesmo respondo que ele acaba de levar um fora de uma bonitona ali no eixão. Acontece que este  polaco late mais feio do que a cadela.

– Como é que é? Deixa eu falar com ele.

– Nem pensar, dona Bia, o horário é meu, tá vindo o intervalo comercial, que eu sei, e não tem nada de polaco roubar meu espaço neste tão popular  Talk Show.

– Xô cachorro!  polaco vira-lata!  ladrão de microfone!

É o que eu continuo a ouvir, cada vez mais distante,  enquanto corro em direção ao pedaço de osso  que o mendicante jogou para bem longe. Dele e do Bia Talk Show. Me desculpe mas agora não possa falar mais nada.

Acabo de pegar o osso. Não largo mais. Sou o maior petelho da paróquia.

Saiba mais:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/11/20/setenta-por-cento-dos-mendigos-sao-negros/


Alô Brasília!

Sou tanto Sul, quanto Norte.

Por ti, minhas asas começam a tremer …

É tão bom voar…

Tu és solta. Aberta.

Tens um lado deserto…

És Quimera. Utopia.

Reticência.

És a minha  Brasília –

Um imenso tão perto.

Abraço por ti todas as éles.

Beijo as dáblius.

E continuo a voar pelo plano

Que nem o Deus-Piloto

Ousaria um dia retocar.


                                                     

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que  eu naufrague nas ilhas da virada

continuemos  eu e você  neste meio que periclitante

Eu posso ser ou não ter

ano novo também  vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu sucumba na praça do embora

enfrentemos  eu e você  os anônimos inoperantes

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu desapareça nos becos do sem fim

nos veremos eu e você nas penumbras do esperante

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu vire poeira cósmica do infinito

ressuscitemos  eu e você  no saudoso estilo triunfante

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu ascenda  degraus amortecidos

abracemos  eu e você  o você do eu incandescente

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu pise no solo da marciana lua

juremos  eu e você  sorver igual gosto triunfante.

Eu posso ser ou não ter

ano novo também vida nova

mas se nos nove fora der quase nada

mesmo que eu tenha menos do que  preciso

dividamos eu e você mais do que o  sobretudo

multiplicado do impreciso e adicionado  improviso

Então, lá na frente

nós devemos

nos rever.

Inté e

Axé.

De:

Polaco Mamcasz

&

Madame Cleide

( Poema e fotos – Vancouver/San Francisco/Dallas – by Eduardo Mamcasz. To you.)

 

 

 

 


Buenas.

Llegamos a las 44 semanas,  20.562 visitas e  500 posts.

Tuvimos momentos de ternura, tiernos y tensos.

Paris, Curitiba, San Francisco, Salvador, Chicago, Porto Alegre e Berlin.

¿Yo?

El tren de la vida que ha ido, arriba y abajo,  yo en él.

¿ Ido?

Hay tantos fantasmas  en este corto período de tiempo:

Heleninha, Jardín, Tim Lopes, Nonato, Gaierski, Jonas, Osman, Arraes …

Tantos que ahora se me cayó la pregunta-pepino:

– Mañana, ¿quién habrá lágrimas?

– Amanhã, para quem serão as lágrimas?

Bãoces.

Chegamos ao final de 44 semanas, 20.562 visitas e 500 posts.

Tivemos momentos de ternura, ternos e tensos.

Estivemos em Paris, Curitiba, San Francisco, Salvador da Bahia, Chicago,
Porto Alegre, Berlim e até Garanhuns.

Do Eu?

O trem da vida de ida, subida e descida, sempre eu nele.

Do Ido?

São tantos os fantasmas neste  curto espaço de tempo:

Tia Heleninha, Joaquim Jardim, Tim Lopes, Antonio Arrais, Adriano Gaierski …

 

Momento mais tenso,  dia mais acessado.

4 de agosto de 2010.

Motivo esguio, sombrio, melífluo, subalterno, podre:

Dia do preparo da fogueira, da Inquisição, das Bruxas.

O Verbo quase levado ao Calabouço.

 Cala a Boca!

Nesta pausa dos 500,

aplico uma despedida especial.

Dedicada à colega Teresa Cruvinel.

Minha presidente neste período.

Aqui na produtora onde trabalho, na parte da tarde.

Impossibilitado de ditar o dito real lugar.

And so. Let`s Go.

One, Two and Três!

* * *

Illustrious Cruvinel.

Considering that we have met earlier,  professionally terms;

Considering that I never had to  ask you a personal favor;

Considering we’ve had our differences when I was in the Labour`s Commission;

Considering that I have accomplished the first strike in this public company;

Considering that the pressure I had  forced to removal  the Radio from the  unhealthy basement;

Considering that I was taken forced to  the Ethics Commission where we reached a mutual agreement;

Considering that you had  errors in sparse areas but successes in general;

And so, under the law, I order:

We’ll continue friends, respecting each other, and grateful.

Good Journey to you with your family, journalism, in life.

Sign and give faith.

MAMCASZ (Eduardo).

Brasilia, 11/11/01

Note:

Fresh from Paris, bien sur, au revoir, a bientôt, okay?

Preclara Cruvinel.

Considerando que nos conhecemos anteriormente e profissionalmente;
Considerando que nunca precisei, de fato, te pedir um favor pessoal;

Considerando que tivemos nossas diferenças quando estive na Comissão dos Funcionários;

 Considerando que conseguimos realizar a primeira greve na empresa;

Considerando que forçamos na pressão para a boa retirada do Rádio do Porão insalubre;

Considerando que fui levado atá à Comissão de Ética onde se chegou a um acordo mútuo;

Considerando que houve erros em setores esparsos e acertos no geral;

Determino que:

Continuaremos amigos, respeitando-nos mutuamente, e agradecidos.
E pelo que conheço, no passado, tenho certeza que houve amadurecimento da sua parte.

Boa Jornada, na família, no jornalismos, enfim, na vida.

Assino e dou fé.

MAMCASZ (Eduardo).

Brasília, 01-11-11

Observação: Recém-chegado de Paris, bien sûr, au revoir e a bientôt, tá?

Acontece que, inda bem, a vida continua.

Prumas, o ódio transmutado na vingança lenta.

Noutras, o amor contido no ímpeto da paixão.

Tal qual neste meu copo de vinho por uma poesia.

Bela simbiose num bar em Paris.

Palavras sorvidas aos goles soltos ao relento do vento.

Aqui traduzidas pela amiga Adriana Chaumier.

Professora de escola fundamental em Boujeval.

Mesdames et Messieurs

Pardonnez -moi pour mon français

Je suis un poète zen mais un brésilien

Pourtant, j`ai le pouvoir de penser:

Demain, il y a une nouvelle lutte

Mais aussi la même image

Une nouvelle lutte perdue

La même image de fête

Une nouvelle lutte perdue dans ma vie

La même image de fête dans ma mort

Une nouvelle lutte perdue
dans ma vie qui périclite

La même image de fête dans
ma mort persistante

Une nouvelle lutte perdue
dans ma vie qui périclite par l’office

La même image de fête dans
ma mort persistante par l`orifice

Une nouvelle lutte perdue
dans ma vie qui périclite par l`office oral

La même image de fête dans
ma mort persistante par l`orifice anal

Oui, Mesdames et Messieurs

Demain

Nouvelle lutte

Même image

Nouvelle lutte

Même image

Nouvelle lutte

Même image

Même merde, mon Dieu

De la vie et de la mort

De la vie perdue

De la mort de fête

De la vie perdue dans la fête

De la mort de fête dans la bête

De la vie perdue dans la
fête de la mort

De la mort de fête dans la
bête de la vie

Mort de merde mon Dieu!!!

Merde!   Merde!!   Merde!!!

 

 Mandado pelo amigo Joedson Alves via Orkut:

” Amigo Eduardo, você foi um dos grandes aprendizados que ganhei na minha estadia em Brasília. Se eu tivesse meios patrocinava seu site para que você pudesse repassar toda essa grandeza que tem dentro de você, como pessoa e o brilhante jornalista que você é.  Os nossos jovens ganhariam muito e nosso país também, é uma pena que as instituições privadas e públicas não enxergam que o jornalista mais velho é igual a vinho, quanto mais velho, melhor. No novo modelo de comunicação, se o governo estimulasse esse incentivo, a comunicação através da Internet e You Tube, haveria uma grande guinada em relação à tal ditadura da comunicação no Brasil, com esse olhar ela deixaria no mais breve tempo possível de ser uma ditadura no Brasil. Temos centenas e milhares de profissionais da imagem e do texto precisando de uma patrocínio para dar uma virada de mesa, aqui no Brasil, com um novo formato de comunicação. Para isso acontecer, talentos como você precisam ter o reconhecimento e essa valorizaçao passa por esse patrocínio. Essa é minha luta. BSB 07-11-2011.”

http://facebook.com/eduardo.mamcasz

mamcasz@gmail.com


Liberté, Fraternité, Igualité, o quê, mané?

– Nós evitamos uma catástrofe.

 Nóis quem, caixeiro viajante?

 Sarkozy, na TV França, oficialesca.

 Depois da puta reunião dos 17 do Euro.

Enquanto isto, nas ruas, a voz do povo ecoa.

Tudo bem que aos pingos.

 Na forma de sussuros, cartazes, pinturas.

União Sindical. Qué isso?

 Fraternité.  Não tem de quê…

 Dívida. Austeridade!!!

Mas quem vai pagar a conta?

 O povinho se sempre, né?

 Greve Nacional?

Sem CUT, UNE, MST, CGT?

O povo nas ruas contra a gatunagem geral?

 Sem Bolsa Família, Gás, Luz, Geladeira e Trepadeira?

Jamais!!!

Leia-se JAMÉ!!!

Só tem um porém.

 Um dia, o povinho zé ninguém,

depois de pagar a conta, acaba assim, ó:


Para onde está indo Paris?

Saiu o acordo financeiro para salvar a Europa da catástrofe.

1 – Países emergentes (Rússia e China, Brasil não é)
colocam dinheiro no FMI.

2-  Grécia fica rindo até 2021, sem pagar e

 nem ser chamada de caloteira.

3- Bancos abrem mão, já,  de receber 50 por cento do dinheiro.

4- Fundo Europeu entra com o restante nos bancos.

Com isso, tudo continua igual aqui em Paris.

1- Tempo nublado, passagem de outono para inverno.

2- A Bolsa sobe quatro pontos.

3- Os restaurantes continuam cheios de gente.

4- E os mendigos ocupam os mesmos pontos de sempre.

Ah… sem contar os milhões de turistas

 de todo o mundo que, bom,

continuam sem saber ao certo

Para onde está indo Paris?


Verdade seja dita.

Paris sempre abriu as pernas.

Desde os tempos da virgem santa rainha Genevieve.

Aliás, a padroeira da cidade.

Confirmo o que a turma do general Vichy fez.

À primeira entrada das tropas nazistas, pronto.

Os cabarés todos abertos, as belas damas de prontidão.

E Paris se tornou alemã.

Mas antes de cá  vir, pela undécima vez, li este livro.

É de March Bloch: A Estranha Derrota.

Fala disso mesmo.

Paris sempre abre as pernas para o inimigo.

Por isso fui conferir a foto acima, na Place Blache.

Fica na parte baixa de Montmartre.

Lá ainda chama a atenção  a zona do Moulin Rouge.

E a do Museu do Erotismo.

Onde  santas mineiras brasileiras são pegas falando cada coisa…

Mas o resultado da praça nazista aí está, hoje:

Mas vou fazer justiça.

Enquanto Paris abria a perna para os nazistas,

aliás, nos reluzentes uniformes, criados por Hugo Boss,

havia os partizans, verdadeiros guerrilheiros.

E os 70 mil judeus franceses entregues de bandeja.

Foram direto para os fornos crematórios na Polônia.

Mas  havia um general, chamado De Gaulle.

Narigudo, altão, disse que o Brasil não é um país sério.

Na verdade, ele lutou contra os nazistas.

Voltou triunfante, virou presidente, e morreu lascado.

Perdeu a vez para os políticos profissionais.

Entre eles, François Mitterand.

 No final da vida, com câncer, Mitterand confessou:

– Eu (ele) também abri as pernas para os nazistas.

Hoje, só resta a  placa, na Place Vendôme.

Onde fica o Ministério da Justiça.

E as grifes mais caras de todo o mundo.

Falando nisso, a placa do De Gaulle está escondida.

Tem um vaso de planta, colocado na frete

Por quem?

Pelo pessoal da loja do mesmo Hugo Boss.

Juro!!!!

 


Brazil, Oct-12-2011

Day of Stop All Thief !

General National Day Against Corruption!

البرازيل أكتوبر
– 12 – 2011 – لص
يوم توقف!

عام باليوم الوطني لمكافحة الفساد!

Brésil, Oct-12-2011-Journée voleur!

Générale de la Journée nationale contre la corruption!

巴西1012- 2011 –天有賊

一般國慶廉政

Brasilia, Oct-12-2011-Day Seis varas!

Kansallispäivä korruption vastaisen Yleiset!

Spain, Oct-12-2011-Día do Pega Ladrón!

Día Nacional contra a corrupción Xeral!

An Bhrasaíl, Deireadh Fómhair-12-2011-Lá thief Stop!

Lá Náisiúnta i gCoinne an Ard-Éillithe!

Brasile, ottobre-12-2011-Day ladro!

Giornata nazionale contro la corruzione generale!

Бразил, октомври-12-2011-Ден Стоп крадец!

Националниот ден на борба против корупцијата воопшто!

Brazylia, paź-12-2011-Dzień złodziej Stop!

Narodowy Dzień Przeciw Korupcji ogólne!

Brasil, Out-12-2011-Dia de Ladrão PEGA!

Dia Nacional contra
uma Geral Corrupção!

Brasil, Oct-12-2011-Dia de LADRÃO PEGA!

Día Nacional contra
un Geral CORRUPCIÓN!

Brazil, Tháng Mười-12-2011-Dia để Pega LADRÃO!

Dia Nacional ngược
a Geral Corrupcão!

Brezilya, PEGA
Ladrão için Ekim-12-2011-Dia!


Sexta, 30, despedida de setembro, 2011, meio-dia em ponto.

Só em Brasília, e num cadinho.

Ao redor do Rei Sol, no espirro de gotículas, forma-se o tal do Halo.

Holístico falo?

Me calo.

Clique abaixo:

http://communaute.lachainemeteo.com/communaute-meteo/meteo-brasilia_bresil/soleil-/photo-le-soleil-et-le-halo-a-brasilia-69909.php


A pesquisar-1:

O primeiro transmissor de ondas de rádio no Brasil,  que se tem notícia,

foi instalado no ano de 1913 por Paul Forman Godley,

 um dos fundadores da ADAMS-MORGAN /PARAGON,

na região Amazônica, a pedido do governo brasileiro.

A pesquisar- 2:

O inventor do rádio,
no mundo, é um padre, gaúcho e brasileiro. Landell de Moura. Nada de Edison,
Marconi ou Philips, Philco, etc e tal.

O padre Landell
inventou, registrou, nos Estados Unidos e no Brasil, em ambos foi taxado de
maluco, três invenções, em 1895:

1 – Caleófano (telefone
sem fio, bá, chê, mas que gaúcho maluco);

2 – Edífono (aparelho
para gravar e reproduzir sons);

3 – Um aparelho que,
segundo ele, permitiria a seguinte doideira:

 Minha invenção pode garantir a comunicação com
qualquer ponto da Terra, por mais afastados que eles estejam um do outro.
Futuramente, meus aparelhos servem até mesmo para as comunicações
interplanetárias
.”

A pesquisar-3:

A primeira estação de rádio no Brasil foi a MEC do Rio, em 1923,

 Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, do Roquete Pinto,

 ou a Rádio Sociedade de Pernambuco, em 1919?

Moral.

De fato, mesmo, é a primeira transmissão de voz à distância, no Brasil.

7 de Setembro de 1922.
Centenário da Independência. Rio de Janeiro.

 Uma antena no morro do Corcovado,
sem o Cristo, e 80 “cornetas”espalhadas pela cidade.

Começou com o discursooficial do então presidente paraibano, do Brasil, Epitácio Pessoa, às turras com os milicos,

porque em maio tinha tido a Revolta dos

 18 do Forte de Copacabana.

Levaram tiro o Siqueira Campos e o Eduardo Gomes,

e também porque colocou um civil,

Pandiá Calógeras, ministro da Guerra,

 nunca antes neste Payz isto tinha acontecido

Mas o lero hoje é a primeira transmissão de rádio no Brasil,

com equipamentos que os gringos
estavam tentando empurrar para nosotros

macaquitos brasilenhos, capital Buenos Aires.

O mais interessante é que não existe qualquer registro em áudio

 desta maior data para o rádio brasileiro.

Por ironia, só existem os registros dos jornais da época,

 no dia seguinte, 8 de setembro.

Repare no linguajar tipo de hoje, Prá Frente Brazil.

Repare também na presença, já naquela época,

da presença da praga do jornalismo brasileiro,

que ataca até hoje, na forma do press-release:

JORNAL DO COMMERCIO, RIO DE JANEIRO: 

“A Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Comapny,

de combinação com a Westinghouse Internacional Company

 e a Western Eletric Company,

instalou uma possante estação transmissora

no alto do
Corcovado e outros aparelhos de transmissão e recepção

no recinto da exposição, em São Paulo, Niterói e Petrópolis.

Dessa forma, o discurso inaugural da exposição,

feito pelo Sr. Presidente da República,

foi transmitido pela cidade acima por meio da radiotelefonia.

 À noite, no recinto da exposição,

em frente ao Posto Telefônico Público,

onde se achava instalado um dos aparelhos de transmissão,

foi proporcionado aos visitantes um espetáculo inédito para nós:
daquele local, por intermédio do telefone de alto-falante,

 foi ouvida, por numerosa assistência, toda a ópera O Guarani,

como era cantada no Teatro Municipal.

Nada deixou de apanhar o aparelho de recepção
instalado no Municipal, nem mesmo os aplausos aos artistas

 que cantaram a ópera nacional.

Em São Paulo, Niterói e Petrópolis também foi ouvida

 a obra imortal de Carlos Gomes”

 

JORNAL A NOITE, RIO DE JANEIRO:  

“Um Sucesso de Radiotelephonia e Telephone Auto-falante.

Uma nota sensacional do dia de hontem foi o
serviço de rádio-telephone auto-falante, grande atrativo da Exposição.

O discurso do Sr. Presidente da República,

inaugurando o certamen foi, assim,
ouvido no recinto da Exposição, em Nictheroy, Petropolis e São Paulo,

 graças à instalação de uma possante transmissora

 no Corcovado e de aparelhos de transmissão e recepção,

nos logares acima.

Desse serviço se encarregaram a

 Rio de
Janeiro and São Paulo Telephone Company,

 Westinghouse International Co.

Western Electric Company.

 À noite, no recinto da Exposição, em frente ao posto de Telephone Público, por meio do telephone auto-falante,

a multidão teve uma sensação inédita.

A ópera Guarany, de Carlos Gomes,

que estava sendo cantada no
Theatro Municipal, foi alli, distinctamente ouvida

bem como os applausos aos artistas.

Egual cousa succedeu nas cidades acima”.