Today’s post goes to an Angel named Archangel. Archangel Tim Lopes do Nascimento. He’s here with me, at this carnival of Berlin, May 2012. He, I and more than a million people. We are celebrating together the ten years that he, on June 2, 2002, was roasted alive on a tire in a slum in Rio de Janeiro, Brazil. Killed after a series of stories for TV Globo.

* * * 

Der heutige Beitrag geht an einen Engel namens Erzengel. Erzengel Tim Lopes do Nascimento.Er ist hier mit mir, das Karneval der Kultures von Berlin im Mai 2012. Er, ich und mehr als eine Million Menschen. Wir feiern zusammen die zehn Jahre, die er am 2. Juni 2002, geröstet wurde an einem Reifen in einem Slum in Rio de Janeiro, Brasilien lebt. Getötet nach einer Reihe von Geschichten für TV Globo.

 * * *

O post de hoje vai para um Anjo chamado Arcanjo. Tim Lopes Arcanjo do Nascimento. Ele está  aqui comigo,  neste Carnaval de Berlim, maio de 2012.  Ele, eu e mais de um milhão de pessoas. Estamos comemorando juntos os dez anos em que ele,    no dia 2 de junho de 2002 ,  foi assado vivo num pneu numa favela do Rio de Janeiro, Brasil.  Assassinado depois de uma série de reportagens para a TV Globo.

 

 Conto a seguir o nosso reencontro, aqui em Berlim,    cheio de gírias, magias e orgias, estas só para brincar com as palavras,  para saber que graça elas têm. Elas e o meio milhão de loirinhas. Bem ao gosto do mano neguinho gaúcho da Mangueira.  Por mim, prefiro as caipirinhas. Que nem no antigamente nas ladeiras de Santa Teresa. Então, siga eu eo Tim Lopes  chamando as loirinhas vestidas para tirar a roupa delas no matinho e ensinar a elas a dar com o samba nos pés. Com gentileza, polaco. Então tá, Tim. Chame as três primeiras:

Para tanto, contamos com o apoio de um músico, homem,sim, garante o Tim, eu fico na dúvida, que afina o instrumento, atrás do palco Eurasia, Karneval der Kultures de Berlim, 2012, para se apresentar no Delta Blues und Gangsterlieder aus Odessa, sai dessa,meu.  Para a gente não se perder das loirinhas, o Tim escreveu PINTO no poste, que nem cachorro (não sacaneia, polaco).  Preste atenção nas roupas das três primeiras: Cláudia, Lili e Marlene.

Daí, eu e Tim fomos à luta, companheiro, porque loirinha pelada sem nada é uma gelada, quente tem quem aguente, eu, polaco. Acontece que falta ação, som, bateria, que aparece. Repare só nas costas da menina na esquerda da foto abaixo, olha só o gaito de olho na mina do Tim (não sacaneia, polaco, a gente nem dividiu ainda, pega leve). No lombo da loira, o aviso escrito em brasileiro, aqui em Berlim. EXPLOSÃO. E o x num X bem grandão. É que X em alemão se pronuncia SEX. Chega fundo, polaco!

Delicadeza, polaco, me dizia o Tim nos velhos tempos do O Globo no Rio, quando ele era o dançarino oficial das minhas namoradas. (Quem mandou ser duro no tranco, polaco?). Mulher tem que jogar conversa. Depois, lavar a roupa limpa. Passar e enrolar. E eu: Tim, bandeira pouca é bobagem. E ele, aqui comigo no Carnaval de Berlim: Polaco. Maior bandeira verde no amarelo. Te liga. Esta eu já vida noutras vidas. Olho aberto que caolho só dá coalhada. Maior bandeira.

 Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Mano Tim. Quié, polaco, tu fala, heim, larga o microfone.  Tu presta atenção na fala porque os amigos e amigas todas estão ligados na gente, através de um treco chamado Facebook. Que papo é esse de Face, mermão? Quer dizer que acabou a velha prosa de olho no olho, boca na boca, isso naquilo? Vocês não querem que eu volte? Mas vamos à luta, companheiro, que estas meninas precisam ser salvas, aprender a sambar, assobiar na vara curta. Tim. Quié, polaco.Segura a palavra. Palavra presa quem tem é gago. Cadê as loiras? Ah é, vamos à luta que a vida é curta. Desculpa, tá, mas saiu assim, sem pensar. Manda ver, polaco, que boca vazia é penico de otário.  Ih. Dê linha à pipa que esta já está voando. E veio correndo pro matinho.Juro!!! (três vezes). Tá com roupa dê +. E olha só o olho de salsicha do Fritz aí na tua loirinha, mano.

Polaco. Quié, gaúcho. Olha só esta aí. Esta não. Por que? Por acaso ela já sambou, é? Segredo entre a gente? Não, Tim, é que esta não gosto de matinho. Sei. Ela é mais do aconchego, do sossego, do arrego. Me passa o microfone negro que a vez agora é do branco e vamos dar linha a pipa. Nein, nein, polaco. Primeiro a foto da fraulein. Não é assim que se fala com as loiras daqui? E eu que achava que loira era cerveja no Lamas, sempre quente. A foto, polaco, da fraulein do coração, solta a franga, libera o fruto parido escondido. Tá legal. Lá vai. Direto de Kreuzberg, Berlin, 27-05-2012, Karneval der Kultures:

Então, tá, polaco, vou chamar o cumpadi porque senti que tu tá preso na bexiga. Nein, neim, mano Tim, que é isso, companheiro, logo aqui em Berlim, não faz isso ne mim. Vou te arrumar mais uma loirinha pro matinho. Que tal esta? Faz teu tipo, se é que ainda… Qualé, polaco, sou fantasma mas não sofro de asma. Qualé? Qualé o que? Qual é a loirinha? Ah… mas antes tem que levar pro matim porque tá com roupa por dê +.

E aí, polaco, tem pipa dê + e linha dê -. Saca só aí no chão. O que,  a gente está dando bandeira? Nein, nein. Ah, já saquei. É a bacana de biquini. Porra,polaco, tu tá paradão por dê +. Não é bacana, Tim. Não, polaco. É a BAGANA!!!

Larga o microfone, vamos a luta, etecétera e tal, Karneval der Kultures de Berlim, mas eu quero saber é de uma loira gelada.  Pois, eu, gaúcho da mangueiro, quero quente, mesmo neste frio. E me passe o microfone, coisa boa, vindo lá da Costa Rica, presta atenção. Falando nisto, as loiras ainda estão lá no matinho? Empurra nesta e a gente vai lá logo depois .

Polaco. Quié, Tim. Esta de Costa Rica é boa dê +. Larga o microfone. Dê linha a pipa. Mas me responda uma coisa. Quié? Tá  querendo saber como vão os amigos, é? Também, mas repara uma coisa neste Carnaval de Berlim. Não  tá faltando pé? Por isso que as loirinhas lá no matinho não sambam no pé, né.

Polaco. Quié, Tim. As loirinhas no matinho cansaram de esperar pela gente. Também, né, só no microfone, a pipa parada, o vento ventando. Então vamos à luta, companheiro, passando logo para o Plano B, direto para as sem roupa. Qué isso, polaco, gentileza antes de tudo. E muita fé que este Karneval der Kulture aqui de Berlim tá parado mas a gente agita em meio tempo sem preciar bater nem 1 pênalti. Olha esta aí. Eu fico com a loirinha vestida, tá? Tá… ate porque, por mim, ela está meio torta.

Então, vamos à luta, nada de ficar sentado até meia-noite, mesmo que não acabe. Mas agora é simples, é sentar e escolher. Senta você, Tim, que o leão é manso. Qualé, polaco, não sacaneia. Vai lá e escolhe  uma. Mas na gentileza, tá?  Ah… a loirinha é minha.

 Pô, Tim, a gente já está com loira dê + amarrada ali no matinho doida para tirar a roupa e aprender a dar no pé. Eu quero + é uma neguinha, uma mulata, uma preta, porque Carnaval, mesmo em Berlim, tem que ser Coisa Fina, parafina em cima, nada deste papo gelatina, fica tu com as loirinhas  que eu vou à luta, companheiro, para cima das minhas caipirinhas, tá. Péra aí, polaco, que vou também. Oi leva eu, eu também quero ir…

– Tim Lopes!

– Tô dando linha à pipa que o vento tá a favor. Inté.

– Qualé, polaco?

– Qualé o que?

– E as loirinhas?

– Tão lá no matinho. São todas tuas. Fico com as caipirinhas.

– Não sacaneia.

– Não sacaneia o que, Tim?

– Elas fugiram.

– Problema teu, mané, Vai à luta que a vida é curta. Axé. Te cuida. E tão cedo não espero te ver.

Moral do lero de hoje:

A última vez que vi o mano Tim Lopes hoje neste Karneval der Kultures, aqui em Berlim, foi ele no palco dançando ao som dos tambores dos mestres yorubas.

Saravá!!!

Só tem um porém.

As loirinhas voltaram, estão perguntando por ele.

Acontece que eu só sei remexer com as caipirinhas.

Se alguém souber como fazer com as loirinhas, me escreva.

Inté, Axé e Tchuss, tá,Mané?


No meu engatinhar de Jornalismo dantanho, no Rio, no Globo, havia um neguinho gente fina. Tim Lopes. A gente começou junto, dividia a mesma casa e a mesma geladeira, numa casa em Santa Teresa, no final de uma escadaria enorme que dava, na descida, na ACM, Sala Cecília Meireles, Passeio Público e o Rio aos nossos pés.

 Tempos passados, entro num avião, em Paris, a caminho de Brasília, o jornal tupiniquim do do dia anterior na poltrona e nele a porrada no meio do meu estômago: Meu amigo repórter Tim Lopes tinha sido queimado vivo dentro de um pneu lá no morro.

Mais um tempo passado e imagina minha alegria insana quando eu recebi o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo.

Praticamente sexagenário, profissão repórter, fiz o trecho Manaus-Venezuela como ajudante de caminhão, à procura do ainda existente contrabando de meninas e meninos do Brasil para serem cidadãos prostitutos na Europa.

Desta vez, devolvi o murro do estômago do meu eterno amigo repórter Tim Lopes. Toma, Tim. Vou dar a linha à pipa porque o vento está a favor.

Nos meus tempos de estagiário , Rio de Janeiro, morava em Santa Teresa e dividia a casa, e tudo que nela entrasse, com um amigo na mesma condição de iniciante na vida adulta.

Á noite, descíamos juntos até à Gafieira Elite, na Praça da República. Sol claro, ele se fazia operário na construção do metrô, Estação Largo da Carioca. Sua pele escura ajudava.

Então, eu passava por ele, minha pele clara realçando o jornalista do Globo, nosso começo. Ele me olhava, segurando a marreta, no lugar da caneta, esta manobrava muito melhor. Fingíamos um não conhecer o outro.

Em casa, no dividir as frutas da feira , ele chiava : – Pô, polaco – era assim que me chamava . – Que foi? – Não precisava me esnobar parecendo de verdade…

Há um ano, o corpo deste meu querido amigo foi colocado dentro de um pneu. Foi detonado . Queimado. Dos ossos , nem o pó . Do sorriso , que encantava as amigas ( maior trabalho desviá-las, não à toa o conselho: – Polaco, antes de tudo, a gentileza… é disto que elas precisam.) pois é … do sorriso desse meu querido amigo, só lágrimas – quiçá gritos – de dentro de um madito pneu onde foi queimado – quem sabe – vivo.

Em sua memória, amigo Tim Lopes, vou dar linha à pipa e que o vento continue a soprar a nosso favor. Até faço uma greve nesta minha rude e polaca imagem. Um beijo no seu coração. Do mano MAMCASZ – saltando no Tempo.

– Larga o microfone, Polaco !

 – É todo seu, Tim Lopes !

http://www.timlopes.com.br/edatlhetim.htm

https://mamcasz.wordpress.com/mortos/


A pesquisar-1:

O primeiro transmissor de ondas de rádio no Brasil,  que se tem notícia,

foi instalado no ano de 1913 por Paul Forman Godley,

 um dos fundadores da ADAMS-MORGAN /PARAGON,

na região Amazônica, a pedido do governo brasileiro.

A pesquisar- 2:

O inventor do rádio,
no mundo, é um padre, gaúcho e brasileiro. Landell de Moura. Nada de Edison,
Marconi ou Philips, Philco, etc e tal.

O padre Landell
inventou, registrou, nos Estados Unidos e no Brasil, em ambos foi taxado de
maluco, três invenções, em 1895:

1 – Caleófano (telefone
sem fio, bá, chê, mas que gaúcho maluco);

2 – Edífono (aparelho
para gravar e reproduzir sons);

3 – Um aparelho que,
segundo ele, permitiria a seguinte doideira:

 Minha invenção pode garantir a comunicação com
qualquer ponto da Terra, por mais afastados que eles estejam um do outro.
Futuramente, meus aparelhos servem até mesmo para as comunicações
interplanetárias
.”

A pesquisar-3:

A primeira estação de rádio no Brasil foi a MEC do Rio, em 1923,

 Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, do Roquete Pinto,

 ou a Rádio Sociedade de Pernambuco, em 1919?

Moral.

De fato, mesmo, é a primeira transmissão de voz à distância, no Brasil.

7 de Setembro de 1922.
Centenário da Independência. Rio de Janeiro.

 Uma antena no morro do Corcovado,
sem o Cristo, e 80 “cornetas”espalhadas pela cidade.

Começou com o discursooficial do então presidente paraibano, do Brasil, Epitácio Pessoa, às turras com os milicos,

porque em maio tinha tido a Revolta dos

 18 do Forte de Copacabana.

Levaram tiro o Siqueira Campos e o Eduardo Gomes,

e também porque colocou um civil,

Pandiá Calógeras, ministro da Guerra,

 nunca antes neste Payz isto tinha acontecido

Mas o lero hoje é a primeira transmissão de rádio no Brasil,

com equipamentos que os gringos
estavam tentando empurrar para nosotros

macaquitos brasilenhos, capital Buenos Aires.

O mais interessante é que não existe qualquer registro em áudio

 desta maior data para o rádio brasileiro.

Por ironia, só existem os registros dos jornais da época,

 no dia seguinte, 8 de setembro.

Repare no linguajar tipo de hoje, Prá Frente Brazil.

Repare também na presença, já naquela época,

da presença da praga do jornalismo brasileiro,

que ataca até hoje, na forma do press-release:

JORNAL DO COMMERCIO, RIO DE JANEIRO: 

“A Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Comapny,

de combinação com a Westinghouse Internacional Company

 e a Western Eletric Company,

instalou uma possante estação transmissora

no alto do
Corcovado e outros aparelhos de transmissão e recepção

no recinto da exposição, em São Paulo, Niterói e Petrópolis.

Dessa forma, o discurso inaugural da exposição,

feito pelo Sr. Presidente da República,

foi transmitido pela cidade acima por meio da radiotelefonia.

 À noite, no recinto da exposição,

em frente ao Posto Telefônico Público,

onde se achava instalado um dos aparelhos de transmissão,

foi proporcionado aos visitantes um espetáculo inédito para nós:
daquele local, por intermédio do telefone de alto-falante,

 foi ouvida, por numerosa assistência, toda a ópera O Guarani,

como era cantada no Teatro Municipal.

Nada deixou de apanhar o aparelho de recepção
instalado no Municipal, nem mesmo os aplausos aos artistas

 que cantaram a ópera nacional.

Em São Paulo, Niterói e Petrópolis também foi ouvida

 a obra imortal de Carlos Gomes”

 

JORNAL A NOITE, RIO DE JANEIRO:  

“Um Sucesso de Radiotelephonia e Telephone Auto-falante.

Uma nota sensacional do dia de hontem foi o
serviço de rádio-telephone auto-falante, grande atrativo da Exposição.

O discurso do Sr. Presidente da República,

inaugurando o certamen foi, assim,
ouvido no recinto da Exposição, em Nictheroy, Petropolis e São Paulo,

 graças à instalação de uma possante transmissora

 no Corcovado e de aparelhos de transmissão e recepção,

nos logares acima.

Desse serviço se encarregaram a

 Rio de
Janeiro and São Paulo Telephone Company,

 Westinghouse International Co.

Western Electric Company.

 À noite, no recinto da Exposição, em frente ao posto de Telephone Público, por meio do telephone auto-falante,

a multidão teve uma sensação inédita.

A ópera Guarany, de Carlos Gomes,

que estava sendo cantada no
Theatro Municipal, foi alli, distinctamente ouvida

bem como os applausos aos artistas.

Egual cousa succedeu nas cidades acima”.


(Foto de uso público – EBC)

*

Nascido nas famosas redes sociais,

não confundir com as compradas ONGs,

muito menos com os Blogs comunitários, leia-se oficiais,

não é que aconteceu a tão antes imprevisível

Marcha contra a Corrupção e a Impunidade?

(Foto de uso público – EBC)

*

Aqui em Brasília, a Esplanada dos Mistérios encheu, 

 da Catedral até a Praça dos Podres Poderes,

 concentrando-se, ao final, no Lago poluído do Congresso Nacional.

 Segundo a Polícia Militar, foram 25 mil pretos (vestidos de…).

(Foto de uso público – EBC)

*

No caso aqui de Brasília,

esta foi a maior resposta conseguida via Facebook,

no movimento começado, é verdade,  pelo “Nas Ruas”, do Rio de Janeiro.

Infelizmente,   o carioca, bem, preferiu ir aos jogos, mesmo que de azar,

 e ouvir os tiros à distância no Complexo Desportivo do Alemão.

Mas a marcha aconteceu bonito em muitas cidades,

tipo Avenida Paulista, Porto Alegre, Curitiba, Belém,

enfim, em todo o território nacional.

A Marcha contra a Corrupção e a Impunidade

 ganhou repercussão internacional,

embora a imprensa tupiniquim,
amestrada pelo dinheiro da Viúva,

 tenha preferido ficar tipo bem neutra,

em especial as cadeias de televisão de porte,

só liberando imagens depois que elas, bom,

de fato aconteceram e não tendo mais como deletar.

(Foto da Folha de São Paulo)

*

A Marcha contra a Corrupção e a Impunidade

 cumpriu o que vinha sendo acertado, durante a semana,

nas redes sociais, ou seja, alguma peça de preto no vestir,

nenhum cartaz de partido

 muito menos de político,

e tudo na maior ordem e paz.

( Foto de uso público – EBC )

*

Teve o pessoal do PSOL que tentou, aqui em Brasília,

inserir cartazes contra o PT,

 mas foi convencido a desistir, na boa.

 Nenhum politico ou partido foi aceito a abraçar a causa.

Exceção aberta apenas para OAB, CNBB e ABI.

 Advogados, bispos  e imprensa.

(Foto do Estadão, em Porto Alegre)

*

A grande pergunta agora, e corre
nas redes sociais, a partir do relativo sucesso, é verdade, ainda que as “Diretas
Já” começaram com duas mil pessoas, em Pernambuco, e acabaram com dois milhões,
é sobre os próximos passos:

( Foto do Correio Braziliense )

*

– Garantir as “Mãos Limpas”,
projeto popular ameaçado de extinção?

– Acabar com o voto secreto na hora da cassação?

– Voto nulo?

– Impeachment?

– Proibir doação de empresas para partidos políticos?

E assim, La Nave vai.

Pra donde?

Depende.

Fica a pergunta que não pode morrer.

– Nesta hora de briga para acabar com a corrupção que sangra o Brazil,

 cadê os tão organizados gays, margaridas,

CUT, MST, MLST, GLST,
os sem-teto, sem-terra, sem eira e nem beira?


Éramos uma turma porreta fazendo Dodescaden.

Nos trilhos dos bondes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

Agitando na redação de O Globo.

Queimando a pele em Saquarema.

Aprontando umas e outras, no Lamas.

Ou em sórdidos botequins destinados a jornalistas.

Acontece a turma a cada tempo diminui,  a olhos vistos.

O mais recente.

Meu querido Riomar.

Por Jorge Oliveira

Portugal. É madrugada aqui no Estoril. Ah, madrugada!, por que não eis eterna? A sensação de deixá-la me decepciona, porque você leva os garçons, fecha os botequins, assusta as mariposas, anuncia as manchetes e nos deixa na lama, na mais perdida lama dos seus apaixonados, minha querida madrugada!

Choro, choro muito. E vou chorar, berrar, gritar até tentar encontrar a razão racional do desaparecimento, do sumiço… da dor. Ando trôpego na madrugada pelas calçadas portuguesas das ruas do Estoril, depois de beber a morte do da “Da Fronteira”, o meu querido amigo Riomar Trindade, cantar as suas músicas prediletas, soltar o grito de guerra dos indignados e revoltados e ouvir palavras meeiras de consolo dos amigos portugueses.

É madrugada no Lamas, na Marques de Abrantes. Dentro do bar, as portas de ferro que se fecham, fecham também a madrugada e nos deixa inconsoláveis. Oh, madrugada, nossa companheira, por que você nos abandona tão cedo, ingrata madrugada!

O Fernando, gerente, impaciente, espera pela saída do último freguês, quando à mesa, o Riomar, sempre o Riomar! (desculpe o exagero das exclamações), grita: “Maia, a saideira, porra”. À mesa, o Moacyr, eu, Monteiro, Rosa, Pipoca, Alencar, Auler, Severo, Pauletti, Álvaro, Suely, Fátima, Guida, Ancelmo, Totti, Mandin, etc. etc. também defendem o último uísque.

E a saideira, meio a contragosto do Maia, é servida, porque o gaúcho da fronteira, que chegou ao Rio no início da década de 1970, se posicionava feroz e determinado. De vez em quando até perdia uma briga, mas voltava para o campo de batalha sempre para ganhar , era um vencedor.

Riomar Trindade foi tragado pela intolerância, pelo desrespeito patronal. Morreu de angústia, de desespero, de tédio, e frustração. Há dias, numa conversa por telefone, ele me revelara que fora demitido da EBC sem direito de defesa. E estava magoado: “Foi sumário, ninguém sequer me ouviu. Apenas me mandaram embora. E agora? Na minha idade, tu sabes da dificuldade que é arrumar emprego”. Esta é, sem exagero, a causa mortis do Riomar: o desemprego, a ingratidão.

Trindade, com quem dividi apartamento muito tempo no Rio, trabalhou comigo na JCV, em Brasília. Quando deixou o Correio Braziliense, ficou na empresa durante um tempo degravando os depoimentos do meu filme Perdão, Mister Fiel. Terminou o trabalho exemplarmente. De lá pra cá, nos vimos pouco, até ele voltar para o Rio, onde foi morar num apartamento em Copacabana, única propriedade de uma indenização trabalhista.

Volto a chorar…

O sentimento de dor é de acabar agora esse artigo. Tento me ajeitar, me aprumar, respiro fundo, procuro o desfecho de tudo isso, mas resisto: quero muito escrever sobre o meu querido amigo. É difícil, as lágrimas descem com muita velocidade, uma cachoeira…preciso parar.

É madrugada no céu. Alguém quebra a rotina e anuncia aos berros a chegada de um visitante. Oh, madrugada, você novamente, não percebes que a tua beleza imparcial, neutra (não és noite nem dia!) contamina os nossos corações boêmios?

A porta do céu se abre e os anjos anunciam:

– Por favor, entre Riomar, a casa é tua”.

Riomar Trindade, matreiro, polêmico, desconfiado, segue a passos lentos pelo corredor iluminado, vigiando o ambiente com os olhos verdes esbugalhados, para sua nova moradia eterna, quando o guardião do céu, um velho barbudo, parecido com Deus, estanca à sua passagem e pergunta.

  • Filho, o que estás carregando nesta pequena sacola?

  • A madrugada, Deus!


Elvis Presley meeting Richard Nixon. On Decemb...

Image via Wikipedia

Sabado, 30 abril 2011, um dia antes do papa polaco virar beato, para gozo das falsas beatas com quem convivo no trabalho.

Falamos dos tempos de Santa Teresa, no Rio, numa casa de onde, no terreno dos fundos, tudo acontecia.

Por exemplo:

Fazer psiu pro Cristo Redentor, de costas para a gente, o pinto apontando para a turma de Copacabana.

E o rabo para o lados de nos malucos.

Continua o mesmo…

Outro exemplo lembrado hoje:

Fizemos uma festa da morte de setimo dia do Elvis Presley.

Me and Mister Bob.

Eu, de barba, tocando na flauta o Hino Nacional dos Estados Unidos.

E o Robert o cantando.

Me, never, of course.

Tudo isto aconteceu hoje em Carrboto, Carolina do Norte, USA.

 TRINTA ANOS DEPOIS.

Foi o tempo que levei para conhecer a casa, no meio do bosque, com varanda e tudo, e a varanda dele.

 And family,of course, meu.

Mais uma surpresa:

Ele me mostra o original de um livreco de mimeografo (what this,my God?), com um texto meu:

Chapeuzinho vermelho (verde). 1975. Yes!!!

Nao a toa que Mister Bob aceita ser  meu tradutor oficial, para o ingles, do meu livro

POMBAL   DE   GENTE   INACABADA.

Demais… alem da conta … momentos…

Depois disso, me resta esta foto, tirada na Georgia, numa recrational area. Parecido com o Joaozinho. Me sentindo um pinto no meio do lixo, quer dizer, um pato na agua, que nem afogando o ganso.

Inte e Axe.


 

 At least 15 children shot in Rio´s school – Brazil 

 

 

 PARE! OLHE! ESCUTE! PASSE!

In God we believe. Será?

Clique abaixo:

http://www.clarin.com/mundo/Desesperacion-sangre-minutos-despues-masacre_0_458354385.html

 

 

 

Letter from Rio child killer

“First you should know the unclean can not touch me without gloves, only virgins or those who have lost their chastity after marriage and were not involved in adultery could touch me without gloves, or no fornicator or adulterer may have contact  direct me, nor anything that is impure can play in my blood. “

 

 

Carta do matador de criança do Rio

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue”.

1

http://news.blogs.cnn.com/2011/04/07/at-least-15-children-reportedly-shot-in-brazil-schoolroom/

2

http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2011/04/07/une-fusillade-fait-treize-morts-dans-une-ecole-a-rio-de-janeiro_1504487_3222.html


Mister Obama and family já estão em Brasília.

Aliás, Michelle chegou num vestidinho de chita, vermelho com bolinhas, muito do lindo.

Enquanto Brasil e Obama, em Brasília, fingem que não tem nada com a Líbia …

Aliás, Brasil se abstém da exclusão aérea em Tripoli e aceita aqui. Pode?

Brasília, Brazil, tudo OK para a chegada da Família Obama. Até as pedras,  na Esplanada dos Podres Poderes, colocadas em frente ao Palácio do Planalto, estão prontas para serem lançadas quando ele aparecer ao lado de Dona Dilma, no Parlatório.

Na Esplanada dos Mistérios, em frente à Catedral do ateu Niemeyer, os garis limpam os últimos detritos da podridão, mãos sujas, corrupção, tudo ladrão, será que o Obama sabe disso? Welcome ao país da hipocrisia, quer dizer, da utopia.

Ainda na Esplanada, líbios e iranianos, vindos de ônibus, direto da Tríplice Aliança, no Paraguai, se juntam aos outros manifestantes em apoio ao Obama: MST, UNE, PT, CUT, Cufa, Margaridas and all. Ah… mais venezuelanos e cubanos, todos hermanos. Preste atenção na cor das bandeirolas e no cartaz  da ONU.

Em cima da Catedral de Brasília, um atirador de elite se prepara para a passagem do Obama (Cia? FBI? Alkaida? PF? Kadaffi? Hugo Chaves? Fidel Castro? Superman? Ou seria o Lula?)

Muita festa na passagem de Mr Obama por Brasília, com ruas enbandeiradas, parece Copa do Mundo, mas preste atenção na segunda bandeira da foto abaixo. É a bandeira oficial de Chicago, terra oficial do Obama. South Chicaco, hello!

Enquanto isto,no Rio de Janeiro, onde Obama visita o Complexo do Alemão e a Cidade do Diabo, a festa acontece tem mais de uma semana,  com a Cinelândia toda engalanada de bandeiras tupiniquins, colocadas pela turma do Flamengo, só podia ser, além dos de sempre: PT, CUT, MST, UNE et caterva. Tudo que cantava Gringo, Go Home. And now, de quatro, já!

Entonces, Mister Obama, thank you, very much, viste, acá em Buenos Aires, capital de Brasil, líder da América Latrina, quintal da América da Morte,  né, Mr Black? Aliás, por aqui,  tudo acaba em Carnaval mesmo. Abaixo, as duas bandeiras, lado a lado, Brazil & USA. Tipo,  assim,  Aliança para o Progresso, do teu espelho, o Kennedy. Yes, nós temos J.K.

E para terminar, o povo unido na Esplanada, conduzido por MST-PT-UNE-CUT,  saúda efusivamente Mister Barack Bin Ozama pela invasão da Líbia. Tomara que tenham o mesmo sucesso do Vietnan, Coreia, Iraque e Afganistão.

IN GOD WE TRUST, bicho!

Make Peace not War.

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We are in the spree with the bribes, dirty and clowning.

Anything it’s ok, even a man with woman, girl, girl.

You can throw the baby into the stream of sewage.

You have to kill daughter´s six years old lover.

You can shoot the player’s mother Roger.

It´s all right if you run over cyclists.

You can even die in the flood.

But you have to get to dry.

Live in this Carnival.

Anything goes.

Give!

 

 

  

 

Já estamos na farra: propina, sacanagem, palhaçada.

Vale tudo, até homem com mulher, mocinha, menina.

Pode jogar o recém-nascido no córrego do esgoto.

Vale matar filha de seis anos do velho amante.

Pode atirar na mãe do jogador Roger.

Vale passar por cima dos ciclistas.

Pode até morrer na enchente.

Tem que chegar  na seca.

Vivo pro Carnaval.

Vale tudo.

Dê!


Quando cai merda do céu, lá vem a frase do Zé Povinho:

– Com a ajuda de DEUS, eu vou melhoral, melhoral …

É melhor e não faz mal.

Faz sim.

Pela ordem, cumpanheirada.

 

1)      – Em um mês, duas intervenções do Exército Brasileiro no Rio (Alemão-Friburgo).

           Para limpar as  merdas divinas  das autoridades terrenas.

 

2)      – Enquanto isto, onde estava DEUS?

           Em Paris, na cama com o Cabral. Desde 1.500…

 

3)      – Três perguntinhas básicas:

 

a.  DEUS sabia das 700 mortes?  é muito mais do que isso?

 

b.  DEUS sabia que os pobres estavam estuprando a Mãe Natureza?

 

c.  DEUS sabia de tudo?   não fez nada?  por que?  hein?

 

 

 

Este é o meu novo livro de cabeceira.

DEUS – UM DELÍRIO.

De  Richard Dawkins.

Um dos três maiores pensadores da atualidade.

Diz-se que quando uma pessoa tem delírio, é maluco.

Quando  junta  uma porção de malucos, vira religião.

Daí, tem mais é que arranjar um DEUS.

Se católico,  queima  gente na fogueira da Idade Média.

Se muçulmano,   estoura torres gêmeas e muito mais.

Se judio,  estraçalha os palestinos e não os nazistas.

 

Moral duvidosa:

 

– Qual deus jogou merda do céu em cima da região serrana do Rio?

  

 

 

“Deus, ó Deus, onde estás que não respondes.

Em que estrela tu te escondes

Embuçado nos céus?”

( Castro Alves )

 

 “Como pode Deus permitir a morte de centenas,

de milhares de inocentes?”

Voltaire – 1755- após terremoto de Lisboa

 

” Deus tenta rezar, tenta rezar pra quem?

Deus não vê ninguém…”

Lobão – Pobre Deus.

 


Ufa!

  

                       Consegui escrever 50 mil palavras num mês contando todos os detalhes  do que está tão perto de mim e que eu queria tão longe. Começo, capa e fim. Agora, é partir para a revisão e publicação do livro.

  

  Ground Zero    

 

                    Diante de mim mora um prédio na parte dita nobre desta capital brasileira chamada Rio e  apelidada  A Maravilhosa.

                   Este prédio em frente a meus divagares será aos poucos por mim acabado através destas 50 mil palavras que eu começo a ditar para mim mesmo a partir deste exato momento (oito da noite um dia depois dos Finados de 2010), desde este bureau  de madeira nobre da Amazônia, ipê um dia  flores no meio da floresta.

                  Aqui estou eu instalado  especialmente para este projeto junto à janela do último sexto andar onde jaz minha solidária torre de marfim, posto de observação deste arremedo de vida presente no Pombal de Gente Inacabada,  gigante deitado eternamente em berço  horrendo, é o  Brasil!!!

                 

  Gran Finale

 

                 – Mas meu coronel, olha só que paisagem mais bonita a do Rio. Esqueça os corpos da sua mulher e do narrador boiando  na água espumosa da banheira.   Está chorando, coronel?  Amoleceu?  Pois a partir de agora,  quem manda no final desta nossa longa conversa de cinqüenta mil palavras sou eu, pessoa leitora.  Se eu quiser, acabo com tudo agora mesmo.  É só eu fechar os meus olhos e pronto. Está tudo resolvido.

            – Sua leitora desaforada. Saia agora mesmo deste  meu livro.

            – Seu? Pelo que eu saiba o escritor é o que está na banheira de braços dados com a sua mulher, os dois mortos, mané!

           – Acontece que agora  eu é quem está no comando dito horizontal.  Portanto, circulando. Nem devagar, para não parecer suspeita e nem muito depressa, para não parecer fuga. Entendeu a piada?  E não corra não porque senão eu acabo de atirar.  Por isso,   considere-se morta e este livro terminado.  Positivo, câmbio.

             – Acontece que eu sou a leitora, coronel, e não morro jamais e nem perco a ternura. Devolvo a piada.

            –  Então,  atenção!!! 

            – Feche os olhos!  

            – Dê seu último suspiro! 

           –  Descanse  em paz!

             – Amém, coronel.

             – Silêncio!!!

 

                T H E          E N D