Literatura



Tem um post meu falando o mau das estagiárias. Neste outro caso, eu pecador me confesso. E nem peço perdão. Recomendo o blog Meu Céu do Mundo. Ela trabalha, calada, perto de mim, nas manhãs fúnebres da Rádio Nacional. E que nem eu, ela é partícipe da campanha em defesa do diploma de nível superior para jornalista, embora tropece em chefe que assim não o seja.

(espaço para foto)

A estagiária em questão ainda por cima escreve assim, ó, mano estulto mané:

1 – Sou uma dmiradora dos que contestam (não pelo simples prazer de ser “do contra” mas pelo exercício árduo de pensar por si)…

2 – Jornalirista  sabe que o mundo anda doido, que as pessoas têm tanto medo que acabam se juntando às multidões para não se sentirem anônimas. Acontece que aí é que elas se tornam mais solitárias.

3 – O meu maior temor, de fato, é tornar-me mais uma nesse neurótico martelar de teclas que as multiplicam, todas iguaizinhas, como fábrica louca de fazer sentimentos.

Fica com medo não mea fia.
E quem quiser souber dela, clique aqui, ó:

 http://lunnadispersi.blogspot.com/


Aos treze minutos depois da nota dez começou outro apagão brasileiro. Tomara que um raio caia na cabeça de quem estiver mentindo.  É que hoje, sexta-feira, 13, é dia de jogar praga.  Dia da gente lembrar do Judas. E por que? Primeiro, porque todo mundo tem um Judas sentado a seu lado: no trabalho, na escola, no ônibus, na vida. E o Judas com isso? Foi assim: Doze deuses (apóstolos) foram escolhidos para um banquete. Daí, aparece um penetra, o décimo terceiro, que vai ficando. O nome dele é Lorki (Judas). Morrendo de ciúme, ele puxa briga e mata Balder (Thiago), o bonitinho preferido dos deuses, que na foto aparece de rostinho colado.

Santa Ceia - photo by Da VinciTem gente que não acredita nesta história de azar na sexta-feira, 13. Por exemplo. Os Estados Unidos. Eram treze os estados que começaram o Big Brother da Morte. O resto, foi tudo comprado. O lema da bandeira tinha treze letras: e pluribus unun – de muitos se faz o um – e foda-se o resto. Tem mais. O símbolo-maior dos USA é a águia (Deus). Se prestar atenção, ela está revestida de treze penas em cada asa. Mas deu no que deu:

Torres Gemeas - detalhe WRC-NYQuando veio o cristianismo, a deusa da beleza Friga, que deu origem à palavra friadagr – sexta-feira, foi transformada em bruxa e mandada para a fogueira. Daí, toda sexta-feira, 13, ela e mais onze bruxas convidam o número 13, que é o Deus do Mal (Judas-Lórki) e ficam rogando pragas nos humanos. Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem sim. Judas, por exemplo, pode estar sentado aí ao seu lado, no trabalho, na escola, no ônibus, na vida.

Então, escute mais em Radio Mamcasz:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

 

O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto.  Mas com Pinto ou sem Pinto, eu não tiro nada do que disse aqui.

 Tem mais:

Incrível o que ouvi hoje, de novo, aqui na rádio, de jornalista formada mas nada informada. Para ela, a guria do vestido curto da Uniban teve o que mereceu, ou seja, a expulsão. Deseducadamente eu lhe avisei, de novo, que babacas foram os energúmenos (dos quatro sexos) que partiram para o estupro.

 E continuei:

– Guria. Se esta tua moral cristã de merda fosse válida, na próxima vez em que eu te pegar experimentando sutiãs e calcinhas aqui na redação (isto ainda existe aqui na repartição pública), eu parto com tudo pra cima de você.

E terminei:

Sem contar umas e outras pessoas que foram promovidas depois que transaram com as chefias porque, para mim, isto para mim também é sexo em troca de dinheiro que chega no contra-cheque todo fim do mês. Teriam que ser expulsas ou estupradas coletivamente?

Moral:

Os microfones vocais da distinta foram momentaneamente desligados.


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

The New York Times

 No País do Fio Dental

 Brazilian University in Trouble Over Mini-Dress Although Brazil is known for revealing clothing — especially in beach cities, where many bikinis are referred to locally as ”dental floss” — most college students dress more modestly on campus, commonly in jeans and T-shirts.

http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/09/world/AP-LT-Brazil-Short-Dress.html


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

The Guardian – Inglaterra

No País da Imoralidade

Brazilian student expelled for wearing mini-skirt to class

Private university takes out ads attacking Geisy Arruda after she was heckled by hundreds of students for her dress

A Brazilian university has publicly expelled a woman who was heckled by hundreds of fellow students for wearing a short, pink skirt to class, taking out newspaper ads today to publicly accuse her of immorality.

http://www.guardian.co.uk/world/2009/nov/08/geisy-arruda-expelled-brazil-mini-skirt


O reitor da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), professor Pinto (sem tirar nem por, este é o nome dele) acaba de invalidar a expulsão da estudante do vestido curto. Com Pinto ou sem Pinto, não retiro nada do que disse aqui nos outros blogs e nem do que li e repliquei nas páginas internacionais:

Thai News

 India

 No País da Virgem Maria

 Geisy Arruda Photo In Pink Miniskirt Makes Her Internet Celebrity Wearing short dresses and bikinis is nothing new for the Brazilian women but this recent incident in the Bandeirante University, which is located in the Roman Catholic city of Sao Bernardo do Campo, shows that they do not appreciate such dresses on the college campus.

 http://www.thaindian.com/newsportal/entertainment/geisy-arruda-photo-in-pink-miniskirt

makes-her-internet-celebrity_100272245.html


Berlin and San Francisco to me are the two cities where the quality of life spreads without freshness. I’ve been  lots of times in both. Paris, otherwise,  is a case of irrational passion aside. In Berlin, I was forty days in the penultimate round. Of stay, I finished my left   video, from more than a thousand pictures. At the sound of Lili Marlene, the work begins:

Berlim e San Francisco, para mim, são o máximo de cidades em que a qualidade de vida se esparrama sem frescura. Já estive nas duas uma porção de vezes. Paris é um caso de paixão irracional à parte. Em Berlim,  fiquei quarenta dias na penúltima ida. Da estadia, saiu o vídeo, a partir de mais de mil fotos. Ao som de Lili Marlene, o trabalho começa assim: 

Berlin East-West- Video by Mamcasz

Berlin - Video by Mamcasz  2

Berlim entre a Cruz e a Suástica. Cristo e o Anti-Cristo. Halleluya e Heil, Hitler!

 
    Berlin East-West 3 - photo by Mamcasz 
 
Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim em cima do muro que começa a pender para um lado. A queda se aproxima.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim entre o proletário e o burguês. Capital e Trabalho. Operário e Patrão. E o muro ... no meio.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano zero. O proletariado capitalista dá um murro no muro.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlin ano vinte. Pós muro. Sem o escuro do muro. A classe operária vai ao paraíso.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Na Alexander Platz, a Oxfam se apodera do ex-palacete comunista

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. O que era decaído, ressuscita em Kreuzbeg. Tem espaço na foto até para Free Tibet, seus chinocas.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Onde havia o escuro, chega o claro. Ao fundo, o Palácio da República vai pro chão.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Na ilha dos museus, a caravana dos cães passa. O Pérgamo abriga a imperatriz egípcia.

 Berlin Eaast-West - photo by Mamcasz

 

berlin 8

E a nossa caipirinha invade a monumental Karl Marx Strasse, na ex-Berlim Oriental.


Acabo de pular do muro.

Aproveito que minha fêmea continua sumida em Paris e repasso o contexto da jovem:

Para os estudantes, ir além das paredes é buscar conhecimento empírico.

Além das Paredes é o blog da menina.

Ainda que eu, sei lá, sou mais o pós-real.

Tô falando da  realidade, não deste real de merda, né, mané.

Ô, me desculpe, minha jovem estagiária, sentada aqui ao meu lado, na Rádio Nacional, me socorram, prófis Leandro e Olimpinho.

Eu, Mamcasz, eterno pecador, me confesso (e se confesso, tudo bem, por pior que tenha sido o meu pecado, sempre existe o perdão)  mas, continuando este  dedo de prosa, vai daí que a minha bela jovem estagiária , sentada aqui ao meu lado, há pouquíssimo tempo,  me joga na cara:

“Quando eu era menino, tio Mamcasz, eu falava como menino, via como menino, sentia como menino, discorria como menino mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Concordo, minha jovem donzela, e permita que eu rediga, ao meu modo rude-polaco:

 Quando eu era menina,  tia estagiária, eu falava como fêmea, via como fêmea, sentia como fêmea, discorria como fêmea mas, logo que cheguei a ser fêmea, acabei com as coisas de fêmea.

 E adentro por ora, minha completa estagiária:

 PASSEI A SER MENINO, MENINA !!!

 Portanto, Manezinha, por seres a minha estagiária, com olhão de camelo perdido  no deserto do Saara, espalho teu blog aos ventos deste deserto cultural em que vivemos.

 Moral:

Ide, meu povo:

 http://alemdasparedes.blogspot.com/


                      Ontem, recebo o elogio reservado da minha chefinha carola.  Ela  agradece minha “atenção, disponibilidade e comprometimento com a Rádio Nacional e os ouvintes .”
                      Hoje, trago (???) o Cd duplo de Raul Seixas no sovaco e falo (???) que penso nela ao ouvir este trecho:

                      Caí na tua teia, serei a tua ceia …

                     – Ah Mamcasz, deixa  eu ouvir, deixa …

                    A letra é de Panaróia (não consigo falar Paranóia – esta é uma). Acontece que me distraio na hora e dou pra ela ouvir  o Cambaleche:

   O que não chora não mama,
Quem não rouba é um imbecil,
Já não dá mais. Força que dá
Que lá no inferno  vamos nos encontrar.


                        Depois de uns tempos, volta minha chefinha carola e me devolve o CD:

                       – Mamcasz, o mundo é bom. As  pessoas é que estragam ele:

Photo Mamcasz by Mamcasz

                     Na mesma hora eu sinto meu mijo fora do centro da meta. 

                    Mas me consolo porque, no fundo, no fundo, minha chefinha Carola tem mais é que escutar o Metrô Linha 743:

Um gritou:
Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos cornos.

Eu disse:
Claro, pois não, mas o que é que eu fiz? Se é documento eu tenho aqui…

Outro disse:
Não interessa, pouco importa, fique aí! Eu quero saber o que você estava pensando…

                       Moral: 
                       Mesmo com a pérola jogada pra porca, na saída o estagiário Manero me vê com o Raul Seixas e  conta que adora ele e conversamos e chegamos à conclusão que Deus é mesmo um puto por ter levado ele e deixado o Paulo Coelho no lugar. E discutimos quem é o melhor: Cazuza, pra mim,  Renato Russo, pra ele.
                      Quando chego em casa, no elevador entra a vizinha Atéia, do segundo andar – minha fêmea ainda continua sumida em Paris – e ela me vê com o Raul Seixas, então ela me agarra e me abraça e me beija e me arrasta pra beber todas as letras até porque ela é professora e me mostra deveras que tem tudo na ponta da língua:

http://vagalume.uol.com.br/raul-seixas/metro-linha-743.html

 


                       Na sexta, postei “ A puta loira da Uniban. E se fosse negra?”

                      Aliás, no plantão de Finados, alertei três colegas,  mulheres,  jornalistas,  diplomadas,  que falavam mal da estudante que foi com vestido curto para a aula na Uniban.

                     Diziam, eufóricas, em uníssono:

                      – Uma puta mesmo.

                    Daí eu tive que, meio assim deseducadamente,   lembrar que ela tinha ido de ônibus, 40 minutos em pé, sem qualquer problema, antes de chegar à faculdade de merda, a UNIBAMBI.

                    Então, completei:

                    – Vocês mulheres devem tomar mais cuidado quando atacam uma mulher deste jeito. Parece até que estão defendendo os bandeirantes (homens e mulheres) que partiram pro estupro coletivo.

                      – Não, Mamcasz, qué isso.

                     Moral.

                     Uma das três, concursada nova,  jornalista iniciante, já desanimada da vida, apesar de jovem,  é formada nesta tal de Uniban.

                    Mas, prosseguindo.

                   No post de sexta, 30 de outubro, lá pelas tantas falei, e repito  aqui pras meninas da Rádio Nacional que defendem o estupro moral da menina da Uniban:

                    ” Bons tempos os meus quando, na universidade, a gente brigava era mesmo para fumar unzinhos, paquerar à vontade, até surubar, mas sem ficar vidrado, tomar banho de rio todo mundo pelado, topar topless na praia e, de vez quando, até se meter na política, discutir Sartre, Levi-Strauss e os escambaus. “

                      Pois não é que no sábado o diabo do Claude Lévi-Strauss morreu, aos cem anos de idade? Parece até fantasma …

                      Em 1934, ele passou três anos no Brasil, viajando e dando aulas na USP (atenção, eu disse USP, não disse UNIBAMBI).

                      No meu tempo de universitário, na ECO-UFRJ, no Rio, nos fundos do Pinel, na Praia Vermelha, o máximo era fumar unzinho, agarrar umas minas mas sem grudar, ter barba largada mas sem ser petista que nem existia, o lance mesmo era ser Libelú (???) e levar no sovaco um velho livro do Lévi-Strauss chamado “Tristes Trópicos”.

                     tristes tropicos - capa 

                    Então, em homenagem aos Strauss e escambaus, aconselho ao estulto aí  ler este trecho do livro Tristes Trópicos pensando nos energúmen@s da UNIBAMBI que detestam mulher bonita de vestido curto.
                    Assim falou Lévi-Strauss sobre a nudez das brasileiras nhambiquaras:

                   ” Povos que vivem completamente nus não ignoram o que chamamos de pudor: deslocam seu limite. Entre os índios do Brasil,   este parece se situar não entre um grau e outro de exposição do corpo, mas, de preferência, entre a tranquilidade e a agitação”  .   

                      Puta que pariu.

                      Está na página 270 na edição da Companhia das Letras.
                      E só pra fechar o caixão do Lévi-Strauss de vez,  escute este trecho de uma antiga canção, também intitulada Tristes Trópicos, com letra e música do grande negro Itamar Assumpção (quem? porra, dá licença, mano!):

” O trópico tropica

Emaranhado no trambique

A treta frutifica

E tritura todo o pique

A trapaça trina e troa

E extrapola cada dique. “

                       Outra vez:

                      Puta que pariu. 
 

https://mamcasz.wordpress.com/2009/10/30/a-puta-loira-da-uniban-e-se-fosse-negra/


 Deixa eu sumir no tempo porque os desencarnados antigos estão enchendo meu saco dizendo que eu só falo deles na Rádio Nacional de hoje.

Clube dos Fantasmas.

Este é o nome do programa na Rádio Nacional, década de trinta (antigo assim tá bom?).

Lamartine Babo, Noel Rosa, Almirante, João de Barro.

Pô, fantasmas deste naipe, tudo junto, aí é covardia.

Aliás, Lalá, o Rei do Carnaval, com O Teu Cabelo Não Nega, em 1941 ganhou o prêmio do pior trocadilho do ano. Foi quando disse a respeito de alguns artistas da Rádio Nacional:

“A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um …

Uns desejam ir ao céu … 

já que só atuam no éter … “

Éter, naquela época, é o exctasy de hoje.

Aliás, era tanto éter que os Irmãos Padilha, de Pernambuco, ganharam, na Justiça, o direito de serem parceiros da música do cabelo da nega, que tinha sido mandada por eles com o nome de Mulata. Daí, o seu Lalá mudou o nome. Da música e do autor.

Coisas da Rádio Nacional.

 ” Mulata

Tens um sabor

Bem do Brasil

Tens a alma cor de anil

Mulata, mulatinha, meu amor

Fui nomeado teu tenente interventor.”

 Quer saber mais?

Volte pra escola, estulto.

Fuja da UNIBAMBI.

Vá pra USP:

 http://www.radio.usp.br/programa.php?id=37&edicao=090405


 If I need to list The Ghosts of  National Radio, from the thirties of the last century, you’ll could build a building just for them. Good. Today is All Souls (Finados) and I never went to visit the tomb of my father, mother, grandmother, uncle, brother, colleague, acquaintance, friend and enemy. And in my case, everything is already set. On the appointed day for the uncertain, I do not want cry or sailing, or wake, or shit. Send me imediately to incinerator and goes by with the ashes.

Se a gente fosse enumerar Os Fantasmas da Rádio Nacional, desde a década de trinta,  no século passado,  dava para construir um prédio só para eles.

Bom.

Hoje é Finados, nunca fui desta história de visitar túmulo de pai, mãe, avó, tio, irmão, colega, conhecido, amigo e inimigo.

E no meu caso, já está tudo acertado.

No dia aprazado pelo incerto, não quero choro nem vela, nem velório, nem porra nenhuma. Manda logo pro incinerador e some com as cinzas.

Mesmo assim, fica aqui a homenagem especial a todos os funcionários da Rádio Nacional que se foram para outras bandas.

A lista seria enorme.

Então, que continuem o que estão fazendo, mesmo que nada.

Ressurecturis - photo by Mamcasz

Aos que hão de ressuscitar ...

Ressurecturis.

Era assim que estava escrito na porta do cemitério no seminário dos capuchinhos onde estudei, no interior do Paraná.

Aos que hão de ressuscitar.

Pelo sim, pelo não, abaixo os que se foram mas ficaram as placas:

finados faustofinados gilvanfinados octavio bonfimfinados chicao

Quer dizer.

Agora, meus amigos, pode tudo.

Até fumar.

Abss para:

Jonas,Chicão, Jardim, Heleninha, Nonato, Fausto, Bonfim, Nonato, Gaierski, Osman, William, Silva Diniz… 

É só o começo da lista.

Para mais informações, visite o Ofertório deste blog:

https://mamcasz.wordpress.com/fim


Esta saiu no Painel da Folha de São Paulo:

“Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula (aquele do top-top, se fuderam – grifo meu), saía da sede da TV Brasil (junto com a Rádio Nacional e Agência formam a EBC – grifo meu) quando deu de cara com um homem que usava um chapelão igual ao do presidente deposto de Honduras (aquele MST bananeiro que invadiu a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (???)- grifo meu)”.

 – E aí, Zelaya, como vai? – brincou.

 O dono do chapéu era ninguém menos que Eriberto França, o motorista que ajudou a derrubar Fernando Collor, em 1992.”

utopia-de-merda-photo-by-mamcasz2

Os babacas do caseiro do Palloci e do motorista do Collor fazendo turismo em Brasília, a Capital da Utopia de merda

Mais coisa sobre esses dois detalhes históricos, estulto, procure na escola básica.

 Graças ao simples motorista do Collor, houve o impeachment de um presidente no Brasil.

 Depois, teve que arranjar um empreguinho na EBC para sobreviver.

Já o dito deposto, que nem o Zelaya, hoje, bom, clique o post abaixo para saber de novo, tá, inclusive sobre os destinos do caseiro e do ministro.

 Sobrou pra quem?

 Adivinha?

 Para ter a resposta, clique aqui, ó:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/08/


Quem mora em Brasília, à cata do ouro, ou não, conhece uma figurinha chata que neste final da seca enche o saco da gente.

Hoje, vésperas de Finados, comemorei a data estraçalhando um casal que entrou no meu quarto, nesta madrugada,  cantando esgarniçadamente.

Estou falando da doida da cigarra.

Ela fica dormindo na seca toda, grudada num pau seco de árvore velha, e acorda no começo da chuva.

Quer dizer. Quem acorda  é a nova criatura que está dentro dela. Que sai faceira para o Novo Mundo.

É sempre assim. Na vida e no trabalho. Uma morre, outra nasce.

Aliás, me dei mal, noutro dia, no email que mandei pra minha chefinha. No final, escrevi:

– Aqui se faz, aqui se paga …

Pra feder de vez, acrescentei:

– Quanto antes, melhor …

Continuando … Tem bicha, então, que acaba de trepar e logo mata o macho. Natureza tem cada coisa. Prefiro o sintético.

Então, neste caso da cigarra, ela uiva, penso eu, por causa da dor do parto. Por isso que tod@ adolescente grita:

– “Parto que nos pariu” .

Mas foi a mãe quem sofreu. Duas vezes. No parto e agora, na partida da filha para um braço qualquer.

Casal de cigarras -Photo by Mamcasz

O grito de uma cigarra chega até aos 120 decibéis. Faz mal pra caralho, quer dizer, pro ouvido, não só dos homens mas, principalmente, dos cachorros, que ficam loucos, nesta época do ano. Começam a uivar que nem lobos e a trepar com qualquer cadela.

Acontece que acabo de saber, com uma ex-amiga veterinária, que me trocou por um viado:

– Mamcasz, você está ficando doido com o grito das cigarras, pelo seguinte. Preste atenção e pare de encher o saco de quem abre este teu blog e vê torto as coisas que são cor-de-rosa.

 Ouço:

– O zumbido ensurdecedor é da cigarra macho trepando com a cigarra fêmea.

Falo:

 – E sempre assim. A fêmea  fica muito da quietinha mas, no além do clitóris, só gostando…

– Por isso que te troquei por um cachorro, seu Mamcasz.

– Ué. Não foi por um viado?

Mas continuando a prosa:

– O escarcéu da cigarra é produzido pela vibração das membranas inferiores do abdômem do macho.

– Tudo bem, minha preta, mas e como é que fica então a orelha da cigarra fêmea com esta gritaria toda do macho?

– Simples, seu Mamcasz. A fêmea tem um membrana especial que se dobra para proteger os tímpanos. Mesmo assim,  tem vezes em que  umas fêmeas chegam a explodir com a gritaria do macho.

– Ah, entendi…

– Entendeu o que, seu Mamcasz?

– Contigo, eu sempre fui que nem mineiro. Silencioso, comendo pelas beiradas, devagarinho … por isso que você me trocou por um cigarro.

Moral:

Tem fêmea, e  conheço de perto, que literalmente explode de gozo. Basta  o macho  dar uns gritos.

Bela historinha para esta véspera de Finados.

Na verdade, acho que deveria ter deixado o casal de cigarra ter terminado a trepada. Só depois, então, te-lo-ia mandado para a lista dos Finados. E então, voltaria a dormir sonhando com uma  anjinha, de asas soltas, vibrando, vindo pra cima de mim, cantando, sorrindo e trepando.

Amém, Jesus.

Deus te ouça.


Hoje, 31 de outubro, é dia da bruxa.  Eu quero mais é que ela se foda.

Lá … na América da Morte, não aqui, na América Latrina.

Mas é o seguinte:

Apesar deste meu nome de gringo, alva pele, polaco de nascença, sou tão brasileiro quanto o mais negrinho, embora não tenha uma gota de sangre africano.

Explico:

Fui batizado com galho de arruda, no interior do Paraná,  no olho d’água de Mãe Iara (Iemanjá, no distante mar) e sempre me caguei de medo do Saci Pererê (Curupira, nas Amazônias).

Entonces, hoje, Dia da Bruxa, Halloween, que é uma festa bonita, já estive em mais de uma, lá nos USA (Iu- Es- Ei), mas antes veja esta foto, leia a pergunta, à moda de Glauber Rocha, que entrevistei aqui na Rádio Nacional, trazido pelo Macalé, junto com o Nelson Pereira dos Santos e a minha ex-vizinha em Santa Teresa, no Rio, a Tizuka Iamazaki, os dois saídos do Golbery, que foi o Zé Dirceu do Geisel, é tudo a mesma merda (sorry, estulto) e me arresponda, com coragem:          

 saci perere - reprodução

 

 – Você prefere ser um anjo torto na vida ou um diabo lindo de morrer?

 

Halloween in Utah-USA-Photo by Mamcasz
Dois meninOs em Utah,USA, no Dia das Bruxas-futuros combatentes na Coréia, Vietnã, Iraque, Afganistão, Irã e Amazônia

Assunto:

Pauta – Dia do Saci Pererê

Rádio Nacional

No dia do Saci Pererê, 31 de outubro, o Sacizal dos Pererês realizará, pela segunda vez, um evento em comemoração ao negrinho traquino. Oficinas, brincadeiras, contadores de estórias fantasiados, filmes e muito mais divertirão crianças e adultos. O esforço do Sacizal dos Pererês é para que as lendas e mitos nacionais sejam retomadas nas escolas, festas, brincadeiras, desenhos animados e etc. O Sacizal pretende se unir a outras entidades espalhadas pelo país que lutam pela mesma causa, para que o Dia do Saci (31 de outubro) se torne Lei Federal.
  
Oficinas:
·         Fazendo brinquedos reciclados;

·         Desenho e pintura sobre o folclore;

.         Plantando sementes do cerrado;

.         Minhocário ( ???!!!) .

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