Brasilia



O melhor, numas férias, é mesmo o não fazer nada.

Por exemplo.

Chaussierstrasse, em frente à estação do metrô U 3 – Oranienburgtor. Ou Tram M1.

Uma mesinha do Café Balzac. Que nem Paris. Mas não é. Logo depois da visita à atual casa do Brecht, no 125.

Daí, no dolce far niente, coloco a máquina em cima da mesa, e a cada saída do metrô, clico.

Dá nisso.

Fazer nada é para quem pode.

Um beijo nas minhas amizades baianas.


Passeio e uma grande surpresa hoje em Berlim. Bem fora do circuito turístico. Friedrichshagen.  Em termos de Rio, só em termos de distância, corresponde a Quintino. em Sampa, a Itaquera, em Brasília, a Samambaia. Mas o trasporte, meu, nem comparação.

Fomos para uma Fest, trodelmark, mercado de pulgas, de rua, tudo misturado, Feira de Ipanema. Achamos seis copos de cristal para aperitivo por cinco euros. Dois tipo moedor de pimenta e sal, de cristal, grandes, um euro cada. E por aí.

 Mais um wurst da Turíngia. Uma cerveja von fass (chopão). Maior programa. Até música ao vivo. Na hora da nossa passada, uma banda com músicas americanas anos 50. E olha a surpresa. O maestro, ninguém menos do que o Andreas, justamente o nosso landlord, o que aluga o apartamento onde estamos.

 Foi tão de surpresa que ele parou de reger, e também tocar, porque é professor de música em Kopenick, para falar com a gente. Depois, apresentou a mãe, o pai, o vizinho, o cachorro. Muito do feliz. A gente também. Parecia até que a gente estava em casa.

Como diz a minha alemãzinha preferida, a Lili, não a Merkel:

SUPA! (superb, legal, demais).


To change the false impression left yesterday, I`m going  today to the Isle of Nicholas, Meadle Age, to eat a einsbein with cachaça, very macho.

Halfway, I`m now stopped by a protest march against blacks screaming Mogadishu, they said, apartheid suffering here in Berlin.

Para mudar a falsa imagem deixada ontem, mudo o programa de hoje e vou até a Ilha de Nicolau, Idade Média, comer um einsbein com cachaça, bem macho.

 No meio do caminho, sou barrado por uma passeata de negros de Mogadício berrando contra, segundo eles, o apartheid que sofrem aqui em Berlim.

(Só para relembrar. Uns anos passados, nos tempos aqui da Alemanha Oriental, a dita comunista, esta Catedral ao fundo não podia ser vista porque tinha o Palácio da República, hoje um gramadão verde na beira do rio. Descobriram, na queda do muro, que o palácio socialista estava bichado, por causa do amianto usado na construção, material comprado do mesmo país africano dos atuais protestantes, então governado por ditadores comunistas corruptos.)

*******

Um den falschen Eindruck zu ändern, ist gestern, habe ich das Programm ändern und gehen heute auf die Isle of Nicholas, mittleres Alter, essen eine einsbein mit Rum, sehr Macho.

Auf halbem Weg dorthin, ich von einem Protestmarsch gegen Schwarze schreiend Mogadischu beendet, sagten sie, Apartheid leiden, hier in Berlin.

A polícia na frente, liberando as ruas, cercando pelos lados, acompanhando pelos fundos os vinte bicho- grilos ongueiros que davam suporte para os trinta neguinhos numa kombi emprestada, com alto falante, e eles na velha toada:

– Companheiros  (em alemão se ouve cológue).  Não aceitem a provocação da polícia. Companheiras, a vida continua!

Enquanto isto, eu fotografando tudo, numa boa, até que uma puliça me aponta a arma. Não tremo, velho companheiro macho que sou. A arma dela? Além da beleza, uma câmara de filmar. Faço pose, beicinho, coço o saco e tal. Daí só escuto um grito da poliçona:

– Polaquinho!!! Você por aqui? Mamzinho, mein querido. Que saudades…

Moral:

Difícil foi explicar a trama para a madame e também para os negos que me pensavam do lado deles, bom companheiro de jornada. E eu, na defesa:

– Gente. Repara no coque do cabelo da loira. E no jeito dela andar. De sorrir para mim. De  me chamar de polaquinho. Nein, neim, neim, mein fraulein. Juro que esta é a primeira vez que eu vejo esta poliça alemã chamada Lili.

– Ah é? E por que ela te chamou de polaquinho?

– Ora, ora. Para os negos eu disse que sou brasileiro. Para ela, que era polaco, bom de fama. Foi ontem, naquele café dos bibas, em Shönemberg.

Final do lero.

Para acabar a confusão, que entrou no microfone da kombi dos negos, foi preciso uma conferência entre polícia, ongueiros e neguinhos, até liberarem o polaquinho e a passeata seguir em frente, sem graça nenhuma. 

– Gigolô! Mein polaquinho!

– Psiu, fraulein. Continua filmando que depois a gente revela.

E assim recupero minha imagem de polaco macho aqui em Berlim.

 Só teve um negócio. Madame, como sempre, deu a última palavra:

– Lá em casa, florzinha, na Pariser Strasse,você não passa esta noite. Vá dormir com esta tua alemã da poliça.

Quem conhece a madame pode confirmar. Quando ela manda, o melhor é obedecer.

– Péra um cadinho só, Lili, que a gente já recomeça otra veiz, tá, mein lieben.

– Faz beicim, polaquim, prá mim…

Tchuss prá vocês.


My day, today, here in Berlin, was only to follow my   madame around the gay piece, since the days of Uncle Adolf, Hitler, at Shönemberg. And this post goes to the major of now Berlin, Klaus Wowereit, assumed gay. He says that this city is poor but very sexy. This is true. And very beautiful.

 O dia hoje cá em Berlim foi de apenas acompanhar madame no pedaço gay, desde os tempos do tio Adolfo, o Hitler, em Shönemberg. Este post é oferecido ao prefeito de Berlim de hoje, Klaus Wowereit, um gay assumido. Ele diz que esta cidade é pobre mas muito sexy. É verdade. E muito bonita.

 Mein Tag, heute, hier in Berlin, war nur zu meiner Frau um den Homosexuell Stück folgen, seit den Tagen von Onkel Adolf, Hitler, an Shönemberg. Und dieser Beitrag geht an den Bürgermeister von Berlin nun, Klaus Wowereit, angenommen Homosexuell. Er sagt, dass diese Stadt sehr arm, aber sexy ist. Dies ist wahr. Aber so schön.

Na condição de um mero simpatizante, segui dona Cleide, mudo, só olhando, primeiro o bar que o casal David-Igor frequentava nos anos 70, então bibas pobres (só tô repetindo). Quem? David Bowie e Iggy Pop, meu.

Depois, madame me conduz pela mão até a casa onde nasceu a diva deles todos deles e delas, porque o pedaço é de gays e lésbicas, muito bonitos por sinal (ih…). Ah. Falo da diva Marlene Dietrich. Que pernas … um anjo, inda que azul.

Marlene Dietrich está enterrrada aqui perto, túmulo florido, simples, mas a coisa mais liiinnnndaaaaa do Universo todo, neste pedaço dos gays em Berlim, quem já viu Cabaret? – coitados, foram quase exterminados, que nem os judeus e os ciganos, pelos nazistas. Sobreviveram. Os bandidos, não. Quer dizer, tem skinheads e neonazistas voltando lá das bandas de Pancow.

 Mas, continuando que acaba de passar por mim um casal germânico musculoso, madame que me aponta, e o que mais me chama atenção são, realmente, os bicipes da dupla, que, anoto, não combinam com a minúscula e chique bolsinha de presente comprado na butique ao lado. Mas, enfim, tudo bem, eles é que estão carregando. E o peso deve estar enoooooorme que resolvem parar para mais um cafezinho. E eu também…

Ah… só para fechar.

Madame me leva de novo pela mão até um bar, vamos lá que é o máximo, diz ela, e se chama Sorgenfrei, tudo dos anos 50, mobília, som ambiente, mesas de fórmica, caixas de som…

Peço de cara  um pedaço de torta daquelas quadriculadas, chocolate e marzipan, ein stuck nugatmarzipan, e engato uma conversa com o musculoso atendente, simpático, sim, bonito, adianta madame, e pergunto para ele, em inglês, o que significa, em alemão, o nome do bar, Sorgen, porque frei eu sei que é de graça, livre, à vontade, só falta então o tal de Sorgen. E a biba, bem sério, me olhando nos olhos:

– Polaco, sorgen é a mesma coisa que salame, salsicha, tá sabendo?

– Num tô não, corto o papo, como a torta, mais gostosa do muuuunnnnddooooooo, numa mesa muito da chiquerrézima, saca só as fotos, mané, e sem qualquer  comentário, tá?

 

And now, minha  madame, a dita florzinha, que me levou pela mão por este pedaço gay chique de Berlim,  dizendo tchuss=beijinhos (mas fazendo beicinho, em alemão).

–  Eu não! Nein!

– Florzinha!!!

Mais detalhes deste incrível bar em:

http://www.sorgenfrei-in-berlin.de/

 

Mais detalhes deste incrível bar em:

http://www.sorgenfrei-in-berlin.de/


Friedrichshain, the Communist side, and Kreuzberg, the capitalist side, both dominated by the victors in Berlin, therefore, were free of judgment at Nuremberg (Siberia, Hiroshima, etc.). Both, however, remain together before and after. But are its days numbered. The invasion of artists gives rise to the bourgeoisie. Join them migrants, Slavs, Turks, Asians, Africans and Latinos. This is Berlin.

Friedrichshain, do lado comunista, e Krfeuzberg, do lado capitalista, os dois na Berlim dominada pelos vencedores que, por isso, ficaram livres do julgamento em Nuremberg (Sibéria, Hiroshima,etc). As duas, no entanto, continuam juntas, antes e depois. Mas estão com os dias contados. A invasão dos artistas dá lugar à burguesia. Juntam-se eles aos migrantes, eslavos, turcos, asiáticos, africanos e latinos. Das  ist Berlin.

Acontece que , em função da invasão burgueza que acontece em Berlin, expulsando os hippies e alienados, primeiro do Norte Kreuzberg, depois de Prezlauemberg, agora de Friedrichsain, amanhã ninguém mais sabe onde, porque nos subúrbios os doidos serão rechaçados, não pelos alemães, mas pelos eternos imigrantes. Mas voltemos às mudanças que acontecem, hoje, no ex-bairro operário pobre comunista, nem todo mundo era proletário:

Um exemplo forte da recuperação do bairro sempre largado para escanteio em Berlim, desde os tempos dos nazistas, depois comunistas, Friedrichshain, é a recuperação que está sendo feito ao redor da Knoorpromenada, uma pequena rua que hoje completa 100 anos, tinha até um mini-portão de Brandeburgo, prédios com fachadas trabalhadas e tudo e que agora, ressurge depois de décadas de cinzas. Ei-lo o que será:


No meio do Grosser Stern (Grande Estrela), cinco caminhos cruzam o Tiergarten de Berlim. No meio do meio, uma estátua chamada de  Goldeslse. Na verdade, é a Coluna da Deusa da Vitória (da Alemanha, então Prússia, no século XIX, contra Dinamarca, Áustria e França).

Ne verdade mesmo, a deusa Vitória foi retirada, em 1938, pelos nazistas do local original, em frente ao Reichstag, para dar espaço ao grande tombo da Germânia.

 Na verdade, verdade, mesmo, a estátual é conhecido em todo mundo como O Anjo. Depois da cena dele sair voando por sobre Berlim no começo do filme do Win Wenders, 1985, Asas do Desejo.

Mas que esta estátua da deusa Vitória, uma Anja Ariana, provoca desejos, lá isto provoca.


May Day in Berlin. The stick broke in Weding, working-class neighborhood. In Kreuzberg, migrants, the greater show. In Pankow, the neo-Nazis, all calm. The police ended up not having fun.

May Day in Berlin. Der Stock zerbrach in Weding, Arbeiterviertel. In Kreuzberg, Migranten, desto größer ist Show. In Pankow, die Neonazis, die alle ruhig. Die Polizei endete keinen Spaß.

Primeiro de Maio em Berlim.  O pau quebrou no Weding, bairro da classe operária. No Kreuzberg, dos migrantes, maior show. Em Pankow, dos neonazistas, tudo calmo. A polícia acabou não se divertindo.

 No Portão de Brandebourg, principal palco de Berlim, o PDG, tipo  CUT da Europa, fez um comício. Tinha de tudo. Até samba abraçado a saudosos comunistas. Em alemão e logo em seguida, em espanhol, tendo que ouvir:

– Companheiros e companheiras.

De bom que no lugar da cachaça 51, o chope espumoso, as companheiras mais gostosas, enfim, maior visual.

Viva o Primeiro de Maio em Berlim.


May Day here in Berlin. I’m in this, man. Feast for 25 years. In Kreuzberg. Subdivision of the Turks, and other rogues among them are Brazilians. Party that? From when the first Bloody May 1. Since then, it is always the same. In the middle, the Polizei. They say she says she also has to have fun. On the south side, the turcaiada, say, migrants. On the north side, coming from Pankow, skinheads, Nazis. And even if the stick breaks. It comes as a Night of Crystal, but …

Primeiro de Maio cá em Berlim. Tô nessa, meu. Festa de 25 anos. Em Kreuzberg. Bairro dos Turcos, e outros ladinos, entre eles, os brasileiros. Festa de que? De quando houve o primeiro primeiro de maio sangrento.   De lá para cá, é sempre o mesmo. No meio, a Polizei. Dizem que ela diz que também tem que se divertir. Do lado sul, a turcaiada, digo, os migrantes. Do lado norte, vindo de Pankow, os skinhead, os nazistas. E o pau quebra mesmo. Não chega a uma Noite do Cristal, mas…

May Day hier in Berlin. Ich bin in diesem Menschen. Fest für 25 Jahre. In Kreuzberg. Unterteilung der Türken und andere Schurken unter ihnen sind Brasilianer. Partei, dass? Ab wann der erste blutige 1. Mai. Seitdem ist es immer das gleiche. In der Mitte, die Polizei. Man sagt, sie sagt, sie hat auch Spaß zu haben. Auf der Südseite, die turcaiada, sagen wir, Migrantinnen und Migranten. Auf der Nordseite, aus Pankow, Skinheads, Nazis. Und selbst wenn der Stick bricht. Es kommt als Night of Crystal, aber …

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Ah… ainda tem um puta show de música eletro. De adianto, está aí o aviso geral, dado pela polícia. Nada de garrafa quebrada, tá gente? Té parece que adianta. Tô lá e depois eu conto cá, tá? Só inda tô na dúvida se fica no lado dos skins ou dos turcos. Em cima do muro, em Berlin, never. Tchuss…

http://www.youtube.com/watch?v=lXWefm6ygwY&feature=player_embedded#!


Heil, tupiniquim people. Berlin, Domingão 30 degrees, sun six o’clock to ten o’clock. First day in earnest after months of angry winter, rain, cloudy days, and people. Hence, the festival has ever seen, right?

***

Heil, people tupiniquim. Berlin, domingão 30 graus, sol das seis da manhã às dez da noite. Primeiro dia para valer depois de meses de inverno brabo, chuva, dias e pessoas nubladas. Daí, já viu a festa, né?

***

Heil, Tupiniquim Menschen. Berlin, Domingão 30 Grad, Sonne von 06.00 bis 10.00. Erster Tag im Ernst nach Monaten der böse Winter, regen, bewölkten Tagen, und die Menschen. Daher hat sich das Festival je gesehen, nicht wahr?

Outro grande costume em Berlim, aos domingos, além do brunch, café das 10 às 15 horas, come-se o quanto puder, por dez euros, é passear pela porçào de mercados de ruas, flee market, flormarkt, mercado de pulgas, de antiguidades, de coisas passadas e presentes, de um a 50 euros, pode ser um vaso bonito, um sapato, um relógio londrino antigo ou mesmo um colete moderno baratinho. São muitos os locais dominicais perenes.

 

https://www.facebook.com/#!/photo.phpfbid=265680423528259&set=a.110180592411577.17404.100002589112491&type=1


Gente. Compartilhe urgente isso.

 Estou comemorando meus 30 anos de casamento com minha Flor do Agreste e a AIR FRANCE me apronta essa. Coloca a gente viajando separado. Depois de tudo acertado, desde janeiro. Sacanagem. Salvem a viagem do polaco. 

People. Share this urgently.
I’m celebrating my 30 years of marriage with my flower. And  AIR FRANCE puts we couple traveling separately. After all settled since January. Slutty. Save our lovely trip.  

Personne. Partager cette urgence.
Je célèbre mes 30 ans de mariage avec ma fleur e l’Air France   met nous amoureuses personnes en voyagent séparément. Après tout réglé depuis Janvier. Salope. Sauve notre voyage. Ah. Merci, tá ?

Personne.
Je meurs d’envie de prendre une pause ce pays qui est le nôtre Brèsil Tupiniquim. Latino comme l’Air France de le sicilienne Sarkozy. Je utilise  l’Air France depuis dans des siècles. J’ai fait jusqu’à la fin de la Concorde, Sénégal-Rio. La plus belle andouilette de le ciel.

Je utilise l’Air France quand elle, madame,  a eu une menace de bombe,  Septembre 11, New York.
Je utilise  l’Air France quand elle a eu une grève générale. Beaucoup de fois, bien sur, né mané ?

Dans l’autre occasion, l’attention, dans um petit  peu de temps après cette goutte d’étrange, il y a   de  l’avion d’Air France, plein de brésiliens, de le ciel au fond de l’ocean Atlantique, question non résolue jusque  aujourd’hui.

Eh bien, maintenant, enfin, 2012, May, dans ma voyage de 30 ans de mariage, l’ Air France prêt à moi-même pour une entreprise, par exemple, de Tiers-Monde.

J’ai acheté tous sur l’Internet, comme le font plus de dix ans. J’ai paié religieusement. Dans les jours. Sièges acceptée. Les demandes spéciales, non pas créé, mais a offert.

Et maintenant, la déception à peu près certain d’un voyage qui est sur le point de commencer: Brasilia-Sao PauloParis-Berlin.
Laissons les faits, messieurs du jury.

Un moment, si vous plait parce quoi je vaudrai parlez un peu de bresilien, tá bem ?

Gente.

Tô doido para dar um tempo deste país nosso Brasil tupiniquim. Latino que nem a Air France do siciliano Sarkozy.

 Uso a Air France faz um tempão. Já fiz até o falecido Concorde, Senegal-Rio. Usei quando teve ameaça de bomba, pós 11 Setembro, New York.

 Usei quando teve greve quase que geral.

 Usei, preste atenção, logo depois daquela queda estranha, no fundo do oceano, do avião da Air France, Rio-Paris, cheio de brasileiros, assunto não resolvido até hoje.

Usei desde os tempos da falecida Varig quando a Air France também usava talheres de verdade.

 Pois agora, finalmente, na viagem de 30 anos de casamento, bodas de que mesmo, a Air France me apronta uma de empresa,digamos, Terceiro Mundo.

Comprei tudo pela Internet, como faço há mais de dez anos. Pago religiosamente. Em dia. Assentos aceitos. Pedidos especiais, não feitos, mas oferecidos. E agora, a quase certa decepção de uma viagem que está para começar: Brasília-São Paulo-Paris-Berlim.

Vamos aos fatos, senhores jurados.

1 – Comment a été réglé tout:
1 – Como estava tudo acertado:

2 – Agora, como chegou no email final confirmando a viagem:

2 – Au maintenant, comment le dernier courriel de confirmation de votre voyage:

3- Au maintenant sur Facebook, la réponse. Je veux dire, mon premier stage.

3 -Agora, no Facebook, a resposta. Quer dizer, primeiro a minha colocação .

04 – Au maintenant, oui, ufa, l’équipe d’intervention d’Air France sur Facebook.        

04 – Agora, sim, merde, com direito a muxoxo, bem francês, a resposta do time Air France do Facebook.

Moral.

Est-ce que la confusion sur le plan de masse sur le terrain, toujours avec lui, je veux dire, ma femme et moi là-haut, de 11 heures de voyage, seul le tronçon SP-Paris?
Priez pour nous. Et aussi par Air France

Será que esta confusão em terra, avião no solo, continua com ele, quer dizer, eu e minha mulher, lá em cima, 11 horas de viagem, só no trecho SP-Paris?

Orai por nós. E também pela Air France.

Amem.

A bem da verdade e pela justiça do fato acabo de conseguir, nesta manhã de terça, 17-04-12, pelo fone final 9955, da Air France, voltar ao assento original. Já a volta, que estava OK, mudou um e ficou o outro, que passou a ser restrito. Nem o atendende resolve. Mas primeiro vamos embarcar. Aliás, o atendente LEONARDO foi muito competente no atendimento. Au revoir, então.

 

People. I don`t speak north-american. Only south. And so…

Now it is a early morning of Friday,  13. I’m just fine. The moon, ass down, flirting with me. I swear. A cat barking downstairs. Who? I know not. And if it were a dog loose in the morning? His problem. I’m stuck here in the basket, ops, on the sixth floor of the Fantasy Island. Translation. On brazilian language, cesto is basket, and sexto, is sixth. Let`s go ahead, gringo.

 I`m so  good. I swear. And the photo below, other than at the bottom and also below, I’m not down more, I is a square in Alabama, USA, where just a nigger much more important than the current Ozama went to Washington with a bunch of people suddenly saying do not walk over the bus, we walk, the bourgeoisie stinks, capitalism explodes, occupies Wal Street, okay with me this one in the morning of Friday the 13th, loser?

 After the mad I am. Polish madman is superfluous, even mano.Mas what I was looking at, ah, butt moon, not talking, here, oh, I do not sacanea, I’m in control, oh, the moon, naked, in half-devoid pseudo I know not, since then, a good Friday the 13th, ah, tamém’m reading, the moon, of course, this piece of poem Alen Ginsberg, HOWL, to beat fellow, Kerouac, listen, camel, Bukowsky, the title Malest cornifici tuo Catullo, at this Google`s translation, I don`t undestand, meu, ok, mané?

“It’s hard to eat shit, without visions, when they look at me, to me is paradise”.

Gente.

Uma da manhã desta sexta-feira, dia 13. Eu estou numa boa. A lua, com a bunda para baixo, me paquerando. Juro. Um gato late lá em baixo. De quem? Sei não.  E se fora um cão solto na madrugada? Problema dele. Eu estou preso aqui no cesto, ops, no sexto andar da Ilha da Fantasia. Numa boa. Juro. E a foto mais acima, diferente de em baixo, e também de embaixo, não me abaixo mais, é eu numa pracinha em Alabama,USA, justo donde um neguinho muito mais importante que o atual Ozama partiu para Washington com uma porrada de repente cidadãos dizendo não andamos mais de ônibus, vamos a pé, a burguesia fede, o capitalismo explode, ocupe Wal Street, tá me acompanhando nesta uma hora da madrugada desta sexta-feira dia 13, mané? Depois o doido sou eu. Polaco doido é pleonasmo, mano.

Mas o que mesmo eu estava olhando, ah, a bunda lua, não, falando, aqui, ó, não me sacanea, tô no controle, ai, esta lua, nua, pela metade, pseudo-carente, sei não, pois então, uma boa sexta, dia 13, ah, tamém estou lendo, para a lua, lógico, este pedaço de poema do Alen Ginsberg, UIVO, para os colegas beat, Kerouac, ouça, camelo, Bukowsky, o título Malest cornifici tuo catullo:

“É duro comer merda, sem ter visões; quando eles me olham, para mim é o Paraíso.”

Ah. O neguinho que falo na pracinha em Birmighan, Alabama, USA, era o pastorzinho início de vida, chamado MARTIN LUTHER KING. Me arrepio…


Today, Saturday Halelluya, is the day of vengeance, hatred overflowed, the lynching of a man called Judas, one of the twelve apostles of Christ beloved, who betrayed him. Judas, in fact, is not the devil, but an angel. Not the sinner but a saint. There is a traitor, then he, the treasurer of the group of fishermen judios subversivs of Nazareth. Happy Easter, St. Jude.

Hoje, Sábado de Hallelluya, é dia da vingança, do ódio extravasado, do linchamento de um cara chamado Judas, um dos doze amados apóstolos do Cristo, a quem traiu. Judas, na verdade, não é o diabo, mas um anjo. Não é o pecador, mas um santo. Não é o traidor, logo ele, o tesoureiro do grupo de pescadores judios subversivos de Nazaré. Boa Páscoa, Santo Judas.

 Heute, Samstag Hallelluya, ist der Tag der Rache, Hass übergelaufen, das Lynchen von einem Mann namens Judas, einer der zwölf Apostel von Christus geliebt, der ihn verriet. Judas in der Tat, ist nicht der Teufel, sondern ein Engel. Nicht der Sünder aber ein Heiliger. Es ist ein Verräter, dann ist er, der Schatzmeister der Gruppe von Fischern Judios subversivs von Nazareth. Frohe Ostern, St. Jude.

 Pintura de Debret, Malhação de Judas,  no Rio Colônia, anos 1800.

 Vestibulum dignissim Hallelluya, dies ultionis, odio inundaverunt et viri lynching vocabatur Iudas unus de duodecim apostolos Christi dilecti, qui et tradidit illum. Iudas enim non diaboli est angelus. Sed non peccat, sanctus. Est proditor ille, arcarius globo piscatores judios subversivi Nazareth. Beatus Pascha, sanctus Jude.

 Leo, Jumamosi Hallelluya, ni siku za adhabu, chuki ukifurika, lynching ya mtu aliyeitwa Yuda, mmoja wa wale kumi na wawili wa Kristo mpendwa, ambaye alimsaliti Yesu. Yuda, kwa kweli, si shetani, lakini malaika. Si mwenye dhambi lakini saint. Kuna msaliti, basi, mweka hazina wa kikundi cha wavuvi judios subversivs wa Nazareti. Furaha ya Pasaka, St Jude.

Judas beijando Cristo na boca para identificar o “elemento” aos meganhas judio-romanos, maior balela. O “cara”, dito Jesus, filho de Maria, casado com outra, a Madalena, cheio de irmãos de vários pais, era conhecido por demais no pedaço, não precisava de beijo coisa nenhuma.

E por que então esta fama de Judeu Maldito na costas só do Judas Iscariotes?

Simples. Quer dizer, agnóstico. Ops. GNÓSTICO. ‘It`s so different, babe. Ou seja, complicado para mentes primárias. Judas é o escolhido por Jesus para que, mesmo às custas da salvação eterna, as profecias sejam cumpridas, ele se desfaça do corpo carregado e voltasse à divindade, depois de passar pela prisão, tortura e morte que nem bandido comum, na cruz.

Portanto, Judas é o escolhido de Cristo. No livro, depois filme, a Última Tentação de Cristo, ouve-se a “conversa”entre criado e criador, tirado, aliás, do Evangelho de Judas, descoberto no deserto:

– A mim coube a parte mais fácil, Judas – diz Cristo – que é a de ser crucificado, mas a ti coube a mais difícil, que é ser o traidor, por isso te confio esta missão, pois és um cara iluminado.

Aliás, o mago Paulo Coelho, antes de trair o Raul Seixas, com ele fez a letra na boca do Judas:

– Se eu não tivesse traído/ morreria cercado de luz/ e o mundo não teria/ a marca da cruz/ e para provar que me amava/ pediu outro gesto de amor/ pediu que o traísse com um beijo / que minha boca então marcou.

Tem mais ainda. O mestre Chico Xavier, no espírito de Humberto de Campos, confirma o fato e completa com o ato reprimendatório:

– Há muitos séculos Cristo está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços e em todos os padrões de ouro amoedado, com a única diferença de que os novos negociadores cristãos não se enforcam depois de vendê-lo.

Pois terminemos então com a malhação do Santo Judas Iscariotes. Costume trazido pelos portugas e seguidos por aborígenes e negros escravos.

 Na verdade, a malhação de Judas vem da Santa Inquisição, da Santa Madre Igreja. Na Idade Média, a maior fonte de pecado, na forma de torturas  inimagináveis. Sem contar os genocídios cometidos pelos Santos Cruzados.

E por que a malhação do boneco de palha que acaba queimado na fogueira?

Simples, meu Santo Mané.

Na Santa Inquisição, quando acontecia de um Santo Herege dar no pé, escapulir, o Santo Padre o Papa, em nome do Santo Cristo, mandava queimar, no lugar do verdadeiro, um boneco de infiel na fogueira. Só para o povo pensar, quer dizer, Zé Povinho não pensa coisa nenhuma, mas, terminando, só para o povinho pensar que Judas na verdade é uma traidor e merece morrer na Santa Fogueira.

Pintura anônima do século XII 

E antes de sair malhando hoje  um desafeto qualquer por aí, veja e ouça a Elegia ao Santos Judas, com Paulo Coelho e Raul Seixas:

http://www.youtube.com/watch?v=zL51SCxMvYQ

Boa Páscoa.


Atenção. Um dia depois deste post e  da má repercussão no Facebook, a tecnocracia reconhece:

Alertado por redes sociais, Banco Central vai incluir o nome de Cora Coralina em moeda comemorativa.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-31/alertado-por-redes-sociais-bc-vai-incluir-nome-de-cora-coralina-em-moeda-comemorativa

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

Votos do Banco Central – Reunião de 29/03/2012

Voto: Lançamento de moeda comemorativa da cidade de Goiás

“O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento de moeda comemorativa em homenagem ao centro histórico da cidade de Goiás.

Pelo conjunto arquitetônico barroco, que se preservou sem alterações significativas desde o século XVIII, o centro histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.

A moeda faz parte da série numismática Cidades, Patrimônio da Humanidade no Brasil, juntamente com as moedas já lançadas de Brasília e Ouro Preto.”

Agora vamos aos fatos.

Que bunito, né? Pois então olhe outra vez para a photo acima. O Mané aí está vendo o nome de Cora Coralina? Pois a poesia é dela, a Aninha da ponte da Lapa, a menina que se dizia feia.
Isto se chama ROUBO, ASSALTO, FURTO, 171.
Está lá, ó tecno-burocrata larápio.

Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.  Minha Cidade. Edição número 14. Página 47:

“Eu sou estas casas

Encostadas

Cochichando umas com as outras.”

 

 

“Todas as vibrações

De minha sensibilidade de mulher.

Têm, aqui, suas raízes.”

“Eu vivo nas tuas igrejas

E sobrados

E telhados

E paredes.”

“Goiás, minha cidade …

Eu sou aquela amorosa

De tuas ruas estreitas.”

“Eu sou o caule

Dessas trepadeiras sem classe,

Nascidas na frincha das pedras.”

Abandonada …Cora, Coralina, mas não tem nada.

Nesta Semana Santa, os faracocos, meia noite de quinta, vão sair com as tochas acesas, à procura do artista burócra que não colocou o nome da Cora na moedinha numinsmática de cinco réis.

Quando encontrado, o artista co Banco Central vai ter que cunhar na moeda, o dedão em brasa do fogo, o nome profundo de

Cora Coralina…

“a mulher roceira.

– Enxerto da terra,

meio casmurra.

Trabalhadeira.

Madrugadeira.

Analfabeta.

De pé no chão.

Bem parideira.

Bem criadeira…”

https://www.facebook.com/eduardo.mamcasz


Photo by Tonicesa Badu

Domingo (ontem)

Caminhares quádruplos deste polaco bípede.
Inauguro o novo Parque da Asa Sul, cá na Ilha da Fantasia, na luta pelo IMC médio, ótimo não fora o cheiro de bosta do Centro de Tratamento da Caesb, confirmando a máxima do Cazuza:
– A burguesia f…ede!!!
Na saída, pego a 414/415 Sul, à procura de uma estimulante farmácia, pois hoje é domingo, quando se me depara uma quádrupla escolha, ó Céus, ó Vida:
1 – A farmácia em si, dita da Vida.
2 – À direita, Bolos da Vovó, ditos do Prazer.
3 – À esquerda, a lojinha dita de Serviços Póstumos.
Acelero o passo, fôlego ainda bom, o suor pressionado, para me quedar na quádrupla chance, aí já estou na verdade estirado mesmo:
4 – Tenda dos Milagres, toda quarta, das 18 às 19 horas.
Moral: Será que aguento bípede até lá?

Photo by Francisco Mendes 

Segunda-feira (hoje)


Jeito muito chato de começar a semana no local de trabalho.
– Gente, a Bia morreu!!!
Bia Reis, gente boa, produtora musical, longas conversas musicais, aquele jeito corporal esguio dela. Direto na mente. Enfim, já deve estar batendo papo com o João Lennon, noutro patamar, com o nosso Joaquim Jardim. Maior sucursal da Nacional FM lá no céu. Junto com a Heleninha, então. Maior programa.

https://mamcasz.wordpress.com/mortos/

 Homenagem da Rádio

http://www.radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-03-19/homenagens-para-apresentadora-e-produtora-musical-bia-reis


Script para o Dia Internacional da Mulher

8 de março de 2012  

Tec/ Vinheta Abertura – Trocando em Miúdo – Eduardo Mamcasz

 Loc/ Oito de março de 1857. Nova Iorque. Operárias entram em greve numa fábrica de tecidos.  

 Loc/ “Nós, mulheres unidas, exigimos: redução  imediata  de dezesseis para dez horas de trabalho  por dia.”

 Loc/ O governo chega. A polícia tranca a fábrica. Tasca fogo.  E queima, vivas, cento e vinte e nove mulheres resistentes.

Clique Abaixo e Ouça 

 http://snd.sc/wieMe3

Tec/ sobe/desce bg tambor africano.

 Loc/ Cento e dezoito anos depois da greve, a ONU decreta: Dia Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher.

Tec/sobe/desce  bg coro africano.

 Loc/ E aqui, no nosso Brasil? 1932. A mulher brasileira, finalmente, consegue votar. Um ano depois,  na  Assembléia Nacional Constituinte, o povo elege duzentos e treze deputados … e apenas uma  mulher.

Loc/ Então,  um viva para a paulista Carlota de Queiroz.

Tec/ bg aplausos

Loc/ 1822. A regente interina, Maria Leopoldina, escreve ao imperador e exige:

Loc/  “Amado esposo, Pedro primeiro. Sejas homem: Independência ou Morte!”

Tec/ bg coro africano.

Loc/ Independência ainda distante de milhares de mulheres. Elas recebem menos do que os homens, no mesmo tipo de trabalho. E tem mais. A Organização Internacional do Trabalho informa:

Loc/ A mulher negra recebe vinte e cinco por cento menos do que a mulher branca, no mesmo tipo de trabalho.   Então,  neste Dia Internacional da Mulher, um viva para Anastácia, princesa africana, nascida num navio negreiro e futura escrava no Brasil.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/ Um viva para Aqualtune, filha do rei do Congo, avó de zumbi dos Palmares, a comandante  de dez mil querreiros.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/ Um viva para Francisca, minha rainha, líder da revolução dos negros muçulmanos, em Salvador da Bahia, em 1814.

Tec/Sobe/desce bg palmas.

Loc/  Falta muito para esta data  ser comemorado de verdade.

Loc/ Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão confirma: metade da população brasileira conhece  uma mulher  que já foi … ou está sendo …  espancada pelo companheiro.

Tec/ Trecho do spot chega de calar diante da violência.

Um beijo em ti, Mulheraça!

Tu mostras os peitos

e alimentas a vida

na imensa fome

… de amor. 

* 

Dois beijos em ti, Mulheraça!

Tu suas as ancas,

colhes o feijão do dia,

e em casa és a chefe

… de família.

*

Três beijos em ti, Mulheraça!

Tu levas um murro

e devolves sussurro

no berço onde és pétala

… de flor.

*

Mulheraça!

Tu sustentas filho, marido, cachorro.

Mas Tu te lembras da  imagem

de mulher mais bonita

… do mundo?

Neste teu Dia internacional, Mulheraça,

Um beijo

Do tamanho de tua precisão.

*

( De Brasília, Eduardo Mamcasz,  Poeta Quase-Zen )

 

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