Tô eu aqui, à janela do escritório do meu apartamento, final de tarde e da Asa Sul, e de repente sou assim presenteado pela Mamãe Natureza que, sei lá o porquê, alhures se enfurece mas, comigo, não, olha só o presente que acabo de ganhar:
24/03/2011
Tô eu aqui, à janela do escritório do meu apartamento, final de tarde e da Asa Sul, e de repente sou assim presenteado pela Mamãe Natureza que, sei lá o porquê, alhures se enfurece mas, comigo, não, olha só o presente que acabo de ganhar:
24/03/2011
Olha que coisa mais linda que cheia de graça que quando ela passa…
Não. Esta é de Ipanema.
O povo, unido, jamais será vencido!
Foi, mané.
Ah. Bandido, unido, jamais será vencido.
Tanto no Nordeste quanto no Sudeste, o código deles é o mesmo.
Que nem nazista marcando casa de judeu.
Ou goiano o gado roubado.
Casa que tiver um destes símbolos, o ESCAV passsou antes:
23/03/2011
Abatido por forte gripe, pior do que levar surra de mulher de malandro, aproveito hoje para, em defesa da democracia arábica, colocar posições antagônicas de dois compadres queridos, presentes em meus links preferenciais.
Do compadre Lessa, tem a observação de que o blog dele é pago, ou seja, ele paga 191,40 réis, plural de real, por ano, de hospedagem, ao contrário do blog da ex-mana Bethânea, que é comprado, ou vendido, entendo pouco deste papo do mercado de valores acima do milhão.
Da outra parte, o compadre Turiba, ex-assessor do ministro Gil, posteia: poeta defende blog de poesia de Maria Bethânia, com a conversa que está havendo um linchamento na internet e coisa e tal.
Da minha parte, no meio dos dois compadres, arremato num post na fase pré-Obama: – Carcará, pega, mata e come a Maria Bethânea. Ah… já que sou o mais pobre, porque este blog é de graça, ou seja, não é pago e nem é comprado, uso o famoso contra C contra V do Lessa para esta pérola:
Ainda em cima desta conversa de amigos, a assessora do deputado Tiririca é outra amiga de casa, a Edith, curitibana que nem eu, ou de alguma terra roxa lá por perto.
Os três são convidados para minhas doces e disputadas caipirinhas, aqui em casa, sempre dentro do espírito do mestre Mevlana, o santo muçulmano parecido com o meu predileto Chico de Assis, os dois chegados a um transe místico.
Quanto estive em Konya, Turquia, onde o mestre Mevlana está enterrado, era começo de noite, da rodovária peguei o hotel mais próximo, vindo de Istambul e a menina curda da portaria, lindíssima, me perguntou:
– Você veio para o festival dos Sufistas? até o presidente está chegando. É o maior do mundo.
Fiquei mudo, arrepiado, e ela me conseguiu dois ingressos, eu e mais a gata na minha cola há mais de 30 anos. Outro dia, eu falo disto. Agora, dedico aos três amigos mosqueteiros o que trouxe de lá e, aliás, vive pregado na minha porta de entrada:
Seja bem-vindo
Sejá lá quem for você.
Ateu ou terrorista, entre.
Esta casa não é dos desesperados.
Come, come, whoever you are.
Unbeliever, fire worshiper, come.
Our way is not one of desesperation.
Even if you break your vows a hundred times.
Mesmo que tenha me traído umas mil vezes.
Come. Come again, and again.
(Mevlana Jelaluddin Rumi)
4
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/um-video-satiriza-o-blog-da-bethania/
3
http://claudiolessa.com/2011/03/16/donana-de-hollanda-veja-a-fatura-abaixo/16/18/08/
2
http://blogdoturiba.blogspot.com/2011/03/poeta-defende-blog-de-poesia-de-maria.html
1
https://mamcasz.wordpress.com/2011/03/17/carcara-pega-mata-e-come-a-maria-bethania/
06/03/2011

and
03/03/2011

27/02/2011
Who gets the Oscar this year, Brazil or England?
Answer in the bush: the English, of course.
Vick Muniz or Banksy?
Neither competes.
The films are about them and not “theirs”.
* * *
Quem leva o Óscar deste ano, o brasileiro ou o inglês?
Respondo na bucha: o inglês, lógico.
Vick Muniz ou Banksy?
Nenhum dos dois concorre a chongas.
O filme é sobre eles e não “deles”.
Primeiro, o filme Through The Gift Shop, da Inglaterra.
Fala do grafiteiro anônimo, o Banksy. Um artistão.
Do outro lado, tem o brasileiro Vic Muniz.
O filme que fala dele, e que concorre ao Oscar, é:
Waste Land, de Lucy Walker, da Inglaterra.
Faz sucesso em Nova Iorque e tal.
Saiu do lixão da baixada carioca.
Ainda bem que não parou no Presídio de Bangu.
Última palavra:
Waste Land está sendo traduzido como Lixo Extraordinário.
Vá ser otimista assim no Reino do Carvalho.
Waste Land quer dizer
TERRA DESTRUÍDA.
22/02/2011
Ao contrário da assessora da Dilma, que só a conhece pela Internet, já passei umas quatro vezes por Toritama, a caminho de Santa Cruz da Capiberibe ou Nova Jerusalem
Entreposto de venda de sulanca, roupas de péssima qualidade, mas baratas, feitas na região, sem impostos porque expulsaram, literalmente, o caminhão da Receita estadual.
Ninguém tem Simples nem Complicado, nem carteira assinada ou CNPJ, porque quem não recebe a aposentadoria rural do INSS tem a bolsa esmola do governo, ou as duas.
Agora, Ibotirama, esta fica na Bahia, na estrada para Brasília, no meio da plantação de soja dos paulistas que adentra o Piauí, deixando todos sorrindo sem dentes na boca.
Pois é esta Toritama, horrível, maior lixão nas nascentes do rio Capiberibe, que provocou a primeira bronca em público, sem finesse, por parte da presidente Dilma.
“Dilma falava sobre a importância de fomentar cooperativas e pequenos negócios de acordo com a vocação de cada região. Resolveu citar uma cidade de Pernambuco com experiências bem-sucedidas na área de confecção de roupas.
“Ibotirama?”, disse em tom de dúvida e olhou para o governador pernambucano, Eduardo Campos. “Toritama”, assoprou o colega de bancada.
“Eu falei para vocês que não era Ibotirama!”, explodiu a presidente. “Vocês vejam o que é uma ótima assessoria”, continuou, em uma tentativa de ironia. “E eles acharam esse Ibotirama sabe onde? Na internet.”
(Carolina Freitas, de Barra dos Coqueiros – SE)”
Ah. Ibotirama, ops, Toritama fica no agreste de Pernambuco, na mesma região de Caetés, esta com certeza tu conheces de ouvir falar, isn’t, visse, cabra da peste?
10/02/2011
Se viva estivera, hoje seriam 117 anos.
Só desta passagem terrena.
Porque ela está em outra.
Feliz de quem a sente na pele.
De qualquer forma, ouça abaixo.
Um bom trabalho radiojornalístico (EBC).
José Carlos de Andrade.
Yara Selva.
Messias Melo.
Três experts no assunto.
Clique:
09/02/2011
Acordo no banheiro.
Abelha me zoa no sexto andar.
Passa para a luz.
Prefere a minha.
Vem zuando faceira.
Levanto-me mui lento.
Abaixo a tampa do vaso.
Ela pousa desligada.
Tasco a mão aberta do braço direito:
P Á ! ! !
Mais uma abelha morta na face da Terra.
Mundo imundo mas não me chamo Raimundo.
Todo animal pensa ser gente que nem a gente.
Mas minha felicidade tem um leve porém.
A morta é abelha zangada, esperta, inteligente.
No último milésimo de segundo
No átimo de tempo ela se vira para mim:
MAMCASZ, TU TÁ FERRADO ! ! !
Me ferra mesmo:
Alérgico a abelha zangada,
inflamo no ato,
infecciono o tendão,
corro para o socorro meio que pronto,
cortam minha mão.
Moral:
Amarro caneta big com fita dorex no cotoco do meu braço.
Com ela escrevo esta mensagem:
Tác … tác …. tác …
Cadê o resto das palavras?
A abelha comeu.
Comeu um ova.
Abaixo a censura!!!
Perco a mão mas não perco a cabeça.
Inté o próximo post.
Axé.
28/01/2011
Banksy (Thierry Guetta ou Mr. Brainwash).
É um grafiteiro de rua na Inglaterra.
Pode levar o Óscar de melhor documentário.
Pena para os “recicladores” do Grande Rio.
Com o documentário Lixo Extraordinário, do Vick Muniz.
Na verdade, só o lixo é brasileiro.
O dinheiro para o filme, veio da Inglaterra.
Que nem quando Napoleão invade Portugal.
O rei casado com a rainha louca se manda.
Chega ao Rio com todo o lixo político.
Com dinheiro da Inglaterra.
Sempre que eu viajo pelo mundo tiro fotos de muros pixados.
Aliás, já fui dos…
Tempos do Libelu:
Acalanto provoca Maremoto.
A dita-dura achava que era mensagem.
Nós, poetas marginais, seríamos subvervisos.
Sem direito, hoje, a pensão vitalícia, meu.
Fora da lei ontem, hoje e amanhã.

As duas pixações acima são do tal Banksy.
Hoje elas valem ouro se saírem de cima do muro.
Quer dizer, ele se deu bem.
Que nem eu, nesta última ida a Paris.
Na Rua da Esperança, Butte aux Cailles.
Encontro duas minas na esquina.
Uma no muro.
Outra assim, só vindo para cima da minha lente.
Por conta da estática, o fogo avoou.
Tenho um galho em Paris.
Só no peguéti.
Uh-lá-lá!
26/01/2011
Quando vejo São Paulo, alguma coisa acontece no meu coração.
É que sempre me lembro dos heróicos bandeirantes.
Com indômita bravura, eles desbravam os sertões.
“Na longa caminhada até São Paulo,
os bandeirantes chegam a cortar os braços de alguns índios
para com eles açoitarem os outros.
Os índios velhos e crianças que não conseguem mais caminhar,
eles matam e dão de comida aos cachorros”
( Padre Pedro Correa, jesuíta )
24/01/2011
– Ninguém vai bater no meu povo, não !!!
Um padre anônimo.
No faroeste de Goyaz.
Ao vivo na Globo.
Corre à porta da igreja.
Destranca os cadeados.
Abre a porta do templo.
Antes de tocar o único sino
Na amena torre qual Cristo
Ele proclama ao rebanho:
– Ninguém vai bater no meu povo, não !!!
– Podem entrar!
Entramos.
A cena não é roteiro de cinema não.
É real.
Acontece no Velho Oeste do Brazil.
Goyaz.
Entorno do Distrito Federal.
O rebanho obra o dia inteiro em Brasília, a 50 km.
E se aboleta de noite, passada a ponte esburacada.
Fronteira México-Estados Unidos.
Tão Inferno.
Quão perto do Céu.
Esplanada dos Mistérios.
Praça dos Podres Poderes.
Hoje, o pau quebra.
De um lado o povo.
No meio, a praça.
Do outro, os meganhas goianos dão porrada.
O prefeito David Leite provoca na rádio comunitária:
É coisa de meia dúzia …
É gasolina de otário.
O secretário de Insegurança de Goyaz, à distância, 150 km, inflama:
– Isto é desobediência civil!!!
Melhor que ele leia antes Henry David Thoreau (1849).
DESOBEDIÊNCIA CIVIL JÁ !!!
http://thoreau.eserver.org/civil.html
P.S.
No final do dia, o padre Marcelo Freitas, este é o nome dele, do Santuário Santo Antônio, com a negra batina, agora um ser midiático nacional, fala o seguinte ao G1:
“Pedi negociação,
pedi para conversar e dialogar com a polícia.
Disse que se eles quisessem fazer algum ato,
mesmo que fosse de direito do Estado,
que não fosse dentro do terreno da igreja
porque eu não dava essa autorização”.
Bem no estilo dos falecidos padres dominicanos na época da repressão, dos finados freis Beto e Leonardo Boff, dos bispos Evaristo Arns, Helder Camara e outros ex-santos teólogos da libertação. É, não se faz mais PT como antigamente.
Para ver o padre do faroeste brasileiro, clique abaixo: