Turismo



Tô eu aqui,  à janela do escritório do meu apartamento,  final de tarde e da Asa Sul, e de repente sou assim presenteado pela Mamãe Natureza que, sei lá o porquê, alhures se enfurece mas, comigo, não, olha só o presente que acabo de ganhar:

 

http://communaute.lachainemeteo.com/communaute-meteo/meteo-brasilia_bresil/phenomenes-optiques/photo-mon-prope-arc-en-ciel-a-brasilia-59682.php


Olha que coisa mais linda que cheia de graça que quando ela passa…

Não. Esta é de Ipanema.

O povo, unido, jamais será vencido!

Foi, mané.

Ah. Bandido, unido, jamais será vencido.

Tanto no Nordeste quanto no Sudeste, o código deles é o mesmo.

Que nem nazista marcando casa de judeu.

Ou goiano o gado  roubado.

Casa que tiver um destes símbolos, o ESCAV passsou antes:


                        Abatido por forte gripe, pior do que levar surra de mulher de malandro, aproveito hoje para, em defesa da democracia arábica, colocar posições antagônicas de dois compadres queridos, presentes em meus links preferenciais.

                         Do compadre Lessa, tem a observação de que o blog dele é pago, ou seja, ele paga 191,40  réis, plural de real,  por ano, de hospedagem, ao contrário do blog da ex-mana Bethânea, que é comprado, ou vendido, entendo pouco deste papo do mercado de valores acima do milhão.

                        Da outra parte, o compadre Turiba, ex-assessor do ministro Gil,  posteia: poeta defende blog de poesia de Maria Bethânia, com a conversa que está havendo um linchamento na internet e coisa e tal.

                      Da minha parte, no meio dos dois compadres, arremato num post na fase pré-Obama: – Carcará, pega, mata e come a Maria Bethânea. Ah… já que sou o mais pobre, porque este blog é de graça, ou seja, não é pago e nem é comprado, uso o famoso contra C contra V do Lessa para esta pérola:

 

 

Ainda em cima desta conversa de amigos, a assessora do deputado Tiririca é outra amiga de casa, a Edith, curitibana que nem eu, ou de alguma terra roxa  lá por perto.

Os três são convidados para minhas doces e disputadas caipirinhas, aqui em casa, sempre dentro do espírito do mestre Mevlana, o santo muçulmano parecido com o meu predileto Chico de Assis, os dois chegados a um transe místico.

Quanto estive em Konya, Turquia, onde o mestre Mevlana está enterrado, era começo de noite, da rodovária peguei o hotel mais próximo, vindo de Istambul e a menina curda da portaria, lindíssima, me perguntou:

– Você veio para o festival dos Sufistas? até o presidente está chegando. É o maior do mundo.

  Fiquei mudo, arrepiado, e ela me conseguiu dois ingressos, eu e mais a gata na minha cola há mais de 30 anos. Outro dia, eu falo disto. Agora, dedico aos três amigos mosqueteiros o que trouxe de lá e, aliás, vive pregado na minha porta de entrada:

Seja bem-vindo

Sejá lá quem for você.

Ateu ou  terrorista, entre.

Esta casa não é dos desesperados.

Come, come, whoever you are.

Unbeliever, fire worshiper, come.

Our way is not one of desesperation.

Even if you break your vows a hundred times.

Mesmo que tenha me traído umas mil vezes.

Come. Come again, and again.

(Mevlana Jelaluddin Rumi)

4

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/um-video-satiriza-o-blog-da-bethania/ 

3

http://claudiolessa.com/2011/03/16/donana-de-hollanda-veja-a-fatura-abaixo/16/18/08/

2

http://blogdoturiba.blogspot.com/2011/03/poeta-defende-blog-de-poesia-de-maria.html

1

https://mamcasz.wordpress.com/2011/03/17/carcara-pega-mata-e-come-a-maria-bethania/

 


Mister Obama and family já estão em Brasília.

Aliás, Michelle chegou num vestidinho de chita, vermelho com bolinhas, muito do lindo.

Enquanto Brasil e Obama, em Brasília, fingem que não tem nada com a Líbia …

Aliás, Brasil se abstém da exclusão aérea em Tripoli e aceita aqui. Pode?

Brasília, Brazil, tudo OK para a chegada da Família Obama. Até as pedras,  na Esplanada dos Podres Poderes, colocadas em frente ao Palácio do Planalto, estão prontas para serem lançadas quando ele aparecer ao lado de Dona Dilma, no Parlatório.

Na Esplanada dos Mistérios, em frente à Catedral do ateu Niemeyer, os garis limpam os últimos detritos da podridão, mãos sujas, corrupção, tudo ladrão, será que o Obama sabe disso? Welcome ao país da hipocrisia, quer dizer, da utopia.

Ainda na Esplanada, líbios e iranianos, vindos de ônibus, direto da Tríplice Aliança, no Paraguai, se juntam aos outros manifestantes em apoio ao Obama: MST, UNE, PT, CUT, Cufa, Margaridas and all. Ah… mais venezuelanos e cubanos, todos hermanos. Preste atenção na cor das bandeirolas e no cartaz  da ONU.

Em cima da Catedral de Brasília, um atirador de elite se prepara para a passagem do Obama (Cia? FBI? Alkaida? PF? Kadaffi? Hugo Chaves? Fidel Castro? Superman? Ou seria o Lula?)

Muita festa na passagem de Mr Obama por Brasília, com ruas enbandeiradas, parece Copa do Mundo, mas preste atenção na segunda bandeira da foto abaixo. É a bandeira oficial de Chicago, terra oficial do Obama. South Chicaco, hello!

Enquanto isto,no Rio de Janeiro, onde Obama visita o Complexo do Alemão e a Cidade do Diabo, a festa acontece tem mais de uma semana,  com a Cinelândia toda engalanada de bandeiras tupiniquins, colocadas pela turma do Flamengo, só podia ser, além dos de sempre: PT, CUT, MST, UNE et caterva. Tudo que cantava Gringo, Go Home. And now, de quatro, já!

Entonces, Mister Obama, thank you, very much, viste, acá em Buenos Aires, capital de Brasil, líder da América Latrina, quintal da América da Morte,  né, Mr Black? Aliás, por aqui,  tudo acaba em Carnaval mesmo. Abaixo, as duas bandeiras, lado a lado, Brazil & USA. Tipo,  assim,  Aliança para o Progresso, do teu espelho, o Kennedy. Yes, nós temos J.K.

E para terminar, o povo unido na Esplanada, conduzido por MST-PT-UNE-CUT,  saúda efusivamente Mister Barack Bin Ozama pela invasão da Líbia. Tomara que tenham o mesmo sucesso do Vietnan, Coreia, Iraque e Afganistão.

IN GOD WE TRUST, bicho!

Make Peace not War.

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A bouquet for Columbine

 &

International Women’s Day 

 

  

Para Amarilis – flor orgulhosa:

  

Um beijo em ti, Mulheraça!

Tu mostras os peitos,

Alimentas a Vida

Imensa, na fome

… de Amor. 

 

 

   

Para Anêmona – flor persistente:

  

 Dois beijos em ti, Mulheraça!

Tu suas as ancas,

Geras o fruto

Doído, és chefe

… da Família.  

 

 

Para Prímula – flor jovem:

 

 Três beijos em ti, Mulheraça!

Tu levas um murro,

Devolves sussurro

Na cama,  pétala

… de Flor.

 

 

Para Açucena – flor angustiada:

 

 Mulheraça!

Tu sustentas filho, marido,

 Cachorro, e o papagaio

Ressoa no espelho:

 Ainda és a mulher mais bonita

… do Mundo?

 

 

Para Beladona – flor sincera:

  

Neste teu Dia Internacional,

Mulheraça!

Um Beijo

Do tamanho da tua precisão –

Correto,

Dado e passado,

Presente e futuro.

  

 

Para Tulipa – amor perdido

e

 Para Acácia – amor secreto

  

 

 Do sempre: 

Eduardo Mamcasz

 Poeta Quase-Zen

08/03/2011

  

*****

 

Ouça-me:  

http://snd.sc/hCOnmF

  

*****

 1

To Amaryllis  – a proud flower:

 One kiss, Super Woman! 
You show your breasts,
And aliments the Life,
Immense , in your hunger
… Of Love.

2

To Anemone – a persistent flower:  

Two kisses, Super Woman!
You perspires on hips,
To reap the fruit, 
Hurt, you’re a boss
… Of the Family.

3

To Primrose – a young flower:

Three kisses, Super Woman!
You take a punch,
Devolves whisper
In the bed, petal
… Of Flower.

4

To Azucena – an anguished flower:
 
Super Woman!
You support son, husband,
 Dog, and the parrot
Resonates in the mirror:
 Are you still the most beautiful woman
…Of the World? 

To Belladonna – a honest flower:  
In this your  day,
Super Woman!
A kiss
From the size of your accuracy –
Correct,  
Given past,
Present and future.
Eight of March.
International Women’s Day. 

  To Tulip – a hopeless flower

and

To Acacia – a secret love

 From:

Eduardo Mamcasz
Almost Zen-Poet 

 **** 

Hear me (brazilian language only): 

http://snd.sc/hCOnmF

 

 

 

 


We are in the spree with the bribes, dirty and clowning.

Anything it’s ok, even a man with woman, girl, girl.

You can throw the baby into the stream of sewage.

You have to kill daughter´s six years old lover.

You can shoot the player’s mother Roger.

It´s all right if you run over cyclists.

You can even die in the flood.

But you have to get to dry.

Live in this Carnival.

Anything goes.

Give!

 

 

  

 

Já estamos na farra: propina, sacanagem, palhaçada.

Vale tudo, até homem com mulher, mocinha, menina.

Pode jogar o recém-nascido no córrego do esgoto.

Vale matar filha de seis anos do velho amante.

Pode atirar na mãe do jogador Roger.

Vale passar por cima dos ciclistas.

Pode até morrer na enchente.

Tem que chegar  na seca.

Vivo pro Carnaval.

Vale tudo.

Dê!


 Who gets the Oscar this year, Brazil or England?

Answer in the bush: the English, of course.

 Vick Muniz or Banksy?

 Neither competes.

The films are about them and not “theirs”.

* * *

Quem leva o Óscar deste ano, o brasileiro ou o inglês?

Respondo na bucha: o inglês, lógico.

Vick Muniz ou Banksy?

Nenhum dos dois concorre  a chongas.

O filme é sobre eles e não “deles”.

Primeiro,  o filme Through The Gift Shop, da Inglaterra.

Fala do grafiteiro anônimo, o  Banksy. Um artistão.

 

 

Do outro lado, tem o  brasileiro Vic Muniz.

O filme que fala dele,  e que concorre ao Oscar, é:

Waste Land, de Lucy Walker, da Inglaterra.

Faz sucesso em Nova Iorque e tal.

Saiu do lixão da baixada carioca.

Ainda bem que não parou no Presídio de Bangu. 

 

 

Última palavra:

Waste Land está sendo traduzido como Lixo Extraordinário.

Vá ser otimista assim no Reino do Carvalho.

Waste Land quer dizer

 TERRA   DESTRUÍDA.


                        Ao contrário da assessora da Dilma, que só a conhece pela Internet, já passei umas quatro vezes por Toritama, a caminho de Santa Cruz da Capiberibe ou Nova Jerusalem

                      Entreposto de venda   de sulanca, roupas de péssima qualidade, mas baratas, feitas na região, sem impostos porque expulsaram, literalmente, o caminhão da Receita estadual.

                        Ninguém tem Simples nem Complicado, nem carteira assinada ou CNPJ, porque quem não recebe a aposentadoria rural do INSS tem a bolsa esmola do governo, ou as duas.  

                       Agora,   Ibotirama, esta fica na Bahia, na estrada para Brasília, no meio da plantação de soja dos paulistas que adentra o Piauí, deixando todos sorrindo sem dentes na boca.

                       Pois é esta Toritama,  horrível, maior lixão nas nascentes do rio Capiberibe, que provocou a primeira bronca em público, sem finesse, por parte da presidente Dilma.

                 “Dilma falava sobre a importância de fomentar cooperativas e pequenos negócios de acordo com a vocação de cada região. Resolveu citar uma cidade de Pernambuco com experiências bem-sucedidas na área de confecção de roupas.

               “Ibotirama?”, disse em tom de dúvida e olhou para o governador pernambucano, Eduardo Campos. “Toritama”, assoprou o colega de bancada.

                “Eu falei para vocês que não era Ibotirama!”, explodiu a presidente. “Vocês vejam o que é uma ótima assessoria”, continuou, em uma tentativa de ironia. “E eles acharam esse Ibotirama sabe onde? Na internet.”

                (Carolina Freitas, de Barra dos Coqueiros – SE)”

               Ah. Ibotirama, ops, Toritama fica no agreste de Pernambuco, na mesma região de Caetés, esta com certeza tu conheces de ouvir falar, isn’t, visse, cabra da peste?


Se viva estivera, hoje seriam 117 anos.

Só desta passagem terrena.

Porque ela está em outra.

Feliz de quem a sente na pele.

De qualquer forma, ouça abaixo.

 Um bom trabalho radiojornalístico (EBC).

José Carlos de Andrade.

Yara Selva.

Messias Melo.

 Três experts no assunto.

Clique:

http://snd.sc/eUlm3J

 


 Acordo  no banheiro.

Abelha me zoa no sexto andar.

Passa para a luz.

Prefere a minha.

Vem zuando faceira.

Levanto-me mui lento.

Abaixo a tampa do vaso.

Ela pousa desligada.

Tasco a mão aberta do braço direito:

 

P Á ! ! !

 

Mais uma abelha morta na face da Terra.

Mundo imundo mas não me chamo Raimundo.

Todo animal pensa ser gente que nem a gente.

Mas minha felicidade tem um leve porém.

A morta é  abelha zangada, esperta, inteligente.

No último milésimo de segundo

No átimo de tempo ela se vira para mim:

 

MAMCASZ, TU TÁ FERRADO ! ! !

 

Me ferra mesmo:

Alérgico a abelha zangada,

inflamo no ato,

infecciono o tendão,

corro para o socorro meio que pronto,

cortam minha mão.

 

Moral:

 

Amarro caneta big com fita dorex no cotoco do meu braço.

Com ela escrevo esta mensagem:

 

Tác … tác …. tác …

 

Cadê o resto das palavras?

A abelha comeu.

Comeu um ova.

 

Abaixo a censura!!!

 

Perco a mão mas não perco a cabeça.

Inté o próximo post.

Axé.


De volta ao lar, amigos.

Olho vivo, a partir da fama.

Em homenagem a vocês, estou  num arroz carreteiro.

Caipirinha. Farofa. Salada de tomate. Dedo de moça.

Estamos servidos?

Ao meu lado, o novo representante dos funcionários da BBC.

Eu disse dos “funcionários”.

Carlo Barcelo, do Contestado.

Belo sorriso, manus:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/tivemos-medo-de-morrer-dizem-jornalistas-detidos-no-egito.html


 Minha última passagem pelo Egito foi a camelo.

 

Até porque eu  sempre fui muito vigiado de perto.

 Afinal, foi uma semana depois do atentado terrorista.

 Tinha matado uma porção de gringos na sombra das pirâmides.

Mas deu para escapar, junto com uns primos,  numa visita paralela.

 Fui então conhecer a maior favela do Oriente Médio.

Fica  num enorme cemitério num subúrbio do Cairo.

Isto mesmo. Um cemitério milenar. Aqueles túmulos suntuosos.

 E o povão miserável passou a morar lá, tipo sem teto e sem terra.

Lógico que isto a imprensa capitalista não vê. Nem a sionista.

Muito menos a nossa tupiniquim. Não vê nem aqui …

Moral:

É justo esta turma da Rocinha do Cairo que ninguém está vendo nesta briga.

Fica parecendo que só tem  os  dois lados brigando.

 Falta é o povo de verdade sair deste cemitério onde ele se esconde à noite.

 

 

وتذكرتي في مصر للسياحة.
كما يجري عن كثب. بعد كل ما كان بعد اسبوع من التفجير الذي قتل عددا من الاجانب في الأهرامات. وبالمثل، لم أستطع الهروب إلى زيارة موازية لأكبر الأحياء الفقيرة في منطقة الشرق الأوسط، في مقبرة ضخمة في احدى ضواحي القاهرة. هذا صحيح.

 

 

My ticket to Egypt was for tourism. Being watched so closely all the time.

After all it was a week after a bombing that had killed several foreigners in the pyramids.

Likewise, I could escape into a parallel visit to the Middle East’s largest slum, in a huge cemetery in a suburb of Cairo.

That’s right. A cemetery. The people becamed miserable go to live there, like homeless and landless.

 Of course it does not see in the capitalist press. Neither in  the zionist. Much less in the tupiniquim.

Your attention, please.

Just this class of poor people of the Rocinha  Favela Egyptian.

This people I am not seeing in the fight from two sides by changing the dictator of the desert.

 

 

(Esta foto foi tirada ontem da janela do Hotel Hilton, no Cairo, Egito,

de onde a imprensa capitalista está sendo expulsa

 pela malta de funcionários pagos do ditador apoiado por Israel e Estados Unidos) 

* * *

Mas como eu comecei dizendo, fui ao Egito a camelo.

Pirâmides. Luxor. Navio pelo Rio Nilo, de Sul a Norte.

Aquela tempestade de areia, 44 graus e eu no déqui.

Deserto de verdade. Oásis de tâmaras. Mesquitas.

Viagem de trem. De camelo. A pé pelo Souk.

* * *

Bem diferente de quando fui a Bagdá, Iraque.

Primeiro, pela lide poética.

Festival Internacional de Poesia de Mirbad.

Fiz meus contatos.

* * *

Depois, a serviço jornalístico.

No meio da besta guerra contra o Irã.

O Iraque financiado pelos Estados Unidos da Morte.

Avião noturno com as janelas fechadas e pouca luz interna.

Os contatos preliminares com os primos.

Das embaixadas daqui e de lá.

A Irmandade (brasileira) árabe.

A conversa do câmbio paralelo.

Os presentinhos e tal.

As fotos escondidas dos canhões em cima dos prédios.

Enfim. Todos os cuidados ainda são poucos.

Não sei quais foram tomados no caso do meu amigo Corban Costa.

Foi apanhado entre o aeroporto de chegada e o hotel.

No táxi do primo policial na primeira barreira.

Ainda bem que a foto dele pode aparecer aqui sorridente.

Merece. Gente Boa. Diria ingênuo. Sem ofensa, tá.

 Axé de volta,mano.

Mais ligado!!!

 

 

Repórteres da EBC são detidos e vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=53FCEDFFE94D573CF389AFEC24B52CBD?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3180792


Banksy (Thierry Guetta ou Mr. Brainwash).

É um grafiteiro de rua na Inglaterra.

Pode levar o Óscar de melhor documentário.

Pena para os “recicladores” do Grande Rio.

Com o documentário Lixo Extraordinário, do Vick Muniz.

Na verdade, só o lixo é brasileiro.

O dinheiro para o filme, veio da Inglaterra.

Que nem quando Napoleão invade Portugal.

O rei casado com a rainha louca se manda.

Chega ao Rio com todo o lixo político.

Com dinheiro da Inglaterra.

 

 

Sempre que eu viajo pelo mundo tiro fotos de muros pixados.

Aliás, já fui dos…

Tempos do Libelu:

Acalanto provoca Maremoto.

A dita-dura achava que era mensagem.

Nós, poetas marginais, seríamos subvervisos.

Sem direito, hoje, a pensão vitalícia, meu.

Fora da lei ontem, hoje e amanhã.

 

 

As duas pixações acima são do tal Banksy.

Hoje elas valem ouro se saírem de cima do muro.

Quer dizer, ele se deu bem.

Que nem eu, nesta última ida a Paris.

Na Rua da Esperança, Butte aux Cailles.

Encontro duas minas na esquina.

Uma no muro.

Outra assim, só vindo para cima da minha lente.

Por conta da estática, o fogo avoou.

Tenho um galho  em Paris.

Só no peguéti.

Uh-lá-lá!

 

 

 


Quando vejo São Paulo, alguma coisa acontece no meu coração.

É que sempre me lembro dos heróicos bandeirantes.

Com indômita bravura, eles desbravam os sertões.

 

“Na longa caminhada até São Paulo,

os bandeirantes chegam a cortar os braços de alguns índios

 para com eles açoitarem os outros.

Os índios velhos e crianças que não conseguem mais caminhar,

eles matam e dão de comida aos cachorros”

( Padre Pedro Correa, jesuíta )


–  Ninguém vai bater no meu povo, não !!!

Um padre anônimo.

No faroeste de Goyaz.

Ao vivo na Globo.

Corre à porta da igreja.

Destranca os cadeados.

Abre a porta do templo.

Antes de tocar o único sino

Na amena torre qual Cristo

Ele proclama ao rebanho:

–  Ninguém vai bater no meu povo, não !!! 

– Podem entrar!

Entramos.

A cena não é roteiro de cinema não.

É real.

Acontece no  Velho Oeste do Brazil.

 Santo Antônio do Descoberto.

Goyaz.

Entorno do Distrito Federal.

O rebanho obra o dia inteiro em Brasília, a 50 km.

E se aboleta de noite, passada a ponte esburacada.

Fronteira México-Estados Unidos.

Tão  Inferno.

Quão perto do Céu.

Esplanada dos Mistérios.

Praça dos Podres Poderes.

Hoje, o pau quebra.

De um lado o povo.

No meio, a praça.

Do outro, os meganhas goianos  dão porrada.

O prefeito David Leite provoca na rádio comunitária:

É coisa de meia dúzia …

É gasolina de otário.

O secretário de Insegurança de Goyaz, à distância, 150 km, inflama: 

– Isto é desobediência civil!!! 

Melhor que ele leia antes Henry David Thoreau (1849). 

DESOBEDIÊNCIA  CIVIL  JÁ  !!!

http://thoreau.eserver.org/civil.html

P.S.

No final do dia, o padre Marcelo Freitas, este é o nome dele,  do Santuário Santo Antônio, com a negra batina, agora um ser midiático nacional, fala o seguinte ao G1:

 

“Pedi negociação,

 pedi para conversar e dialogar com a polícia.

 Disse que se eles quisessem fazer algum ato,

mesmo que fosse de direito do Estado,

que não fosse dentro do terreno da igreja

 porque eu não dava essa autorização”.

 

Bem no estilo dos falecidos padres dominicanos na época da repressão, dos finados  freis Beto e Leonardo Boff,  dos bispos Evaristo Arns, Helder Camara e outros ex-santos teólogos da libertação. É, não se faz mais PT como antigamente.

Para ver o padre do faroeste brasileiro, clique abaixo:

 http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/01/nunca-tinha-visto-uma-guerra-diz-padre-sobre-conflito-em-cidade-goiana.html

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