Literatura



124 dias sem chover aqui em Brasília.

E cem que a cada dia não se passe sem escândalo.

E né que a turma do IBGE, tão volumosa quanto a dos Fichas Limpas (ou não), continua batendo no portão do meu prédio a fim de preencher, numa boa, a taxa de produtividade de cada uma pessoa lá da equipe deles?

Tudo bem.

Alego que não confio mais nas instituições que vazam nosso sigilo, fiscal ou não, mais do que o ladrão da caixa d’água.

– Nós asseguramos que não haverá quebra de sigilo.

– Nós quem, cara pálida?

E o povão do subúrbio, ali representado no provisório agente de recenseamento, mostra-me uma carta ameaçadora, com a lei 5.534, de 14 de novembro de 1968.

Portanto, o IBGE está baseado numa lei do AI-5, da Ditadura Militar, que diz:

– O censo do IBGE é de resposta obrigatória estando o faltoso passível de multa de até cinco vezes o valor do maior salário mínimo vigente no país?

– Mínimo do povo ou mínimo do promotor-juiz-pf-político?

– Num sei não.

– Então me dá aí o envelope lacrado com a senha que depois eu preencho no internet.

E foi assim então que escapei da lei em vigor desde o Ato Institucional Number Five.

 

Primeiro, ide até:

http://questionario.censo2010.ibge.gov.br

Daí, coloque o código de acesso.

Atenção.

Não se trata de uma das 40 senhas em anexo (é, Mané!)

Cinco dias de prazo.

Daí, tem telefone automático.

Depois, o agente volta ao teu domicílio-residência-mansão-barraco-marquise.

Preenchi tudo, no básico, mas errando seis vezes para usar senha, sempre diferente. A cada quadro, uma aposta nova na mega-sena 1218,  que passa dos 63 milhões.

De estalo, depois do sexo, se casado com mesmo ou diferente bitola, empaco na resposta relativa à minha cor. Vou ao espelho, estou meio bronzeado, e volto aos ítens. Duas dúvidas: Pardo (4) e indígena (5) são cores ou raças?

Tem uma coisa que me arrepia todo em preencher, ainda mais nestes tempos hitlerianos  de qualquer agentezinho de merda quebrar meu sigilo.

Preencha a seguir a quantidade, o nome, o sobrenome de cada um dos elementos ditos humanos que moram no teu aparelho. Tem mais. Quanto cada um recebe em dinheiro, benefícios, caixa dois, por fora, bico e por aí foi o meu sigilo.

Finalmente, o IBGE quer saber quantos brasileiros e brasileiras estão morrendo lá fora, no estrangeiro, ralando ilegalmente.

Desculpa, o IBGE diz morando, errei, disse morrendo:

Saiba mais do que o IBGE:

Dois em cada três brasileiros que vivem fora do Brasil estão em situação irregular.

Clique abaixo:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615339,0.php


                        Festival de besteiras que assolam  o Brazil-Cuba-Venezuela-Irã.

                       De um lado, em defesa da liberdade de imprensa, estão os milicos,  reunidos no famoso Clube Militar do Rio de Janeiro, palco de algumas decisões importantes – por que não? – como o lançamento da campanha O Petróleo é Nosso.

                      Do outro, no ataque à liberdade de imprensa, estão os pelegos sindicais,  os sem-terra e os petísticos mamando nas tetas da Viúva,  todos reunidos, e aí que mora o perigo, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, do Vladimir Herzog.

                        E no meio deste fogo cruzado, dentro do túnel  sem vislumbre de luz em qualquer das saídas, o Manifesto em Defesa da Democracia, lido pelos mesmos velhinhos das Diretas Já, Tortura Nunca Mais, Abaixo a Censura, etc e tanto.

                         Este manifesto eu já assinei.

                        Estamos indo, rapidinho, para os 50 mil.

                        Faça o mesmo,  enquanto há tempo.

                       Clique abaixo:

                        http://www.defesadademocracia.com.br/categorias/assinaturas/page/30/

                       Jovem Guarda:

  http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sejamos-gratos-ao-sindicato-dos-jornalistas-censores-ou-aos-jovens-jornalistas/#comments


Cento e vinte dias sem chuva

  as cigarras tontas caladas

 os cantos dos machos

as fêmeas anseiam

 no oco do tronco.

  

 

 

Cento e vinte escândalos cá na ilha

não conseguem acordar as cigarras

das satélites dos entornos do plano

onde a grama se confunde na terra

vento levanta a micro saia marrom

da minha prima  vera  persistente.

  

 

  

Cento e vinte pessoas

na poeira da seca de esperança

vencida pelo apático medo demográfico

não falam não enxergam não ouvem mais nada

nem o debate do peixe fora do leito seco sem água da vida.

  

 

Neste entre ato  entre meio  entre tudo entre tanto

chega minha prima  vera   mais bonita que  minha Brasília

 me aconselha no aconchego da cigarra fêmea inda que da família

vai  Mamcasz distribua mil beijos varonis na primavera  verão e outono

antes que chegue o descanso do guerreiro no inverno tal qual a cigarra macho

pronto para cantar a melodia da atração da fêmea natureza com quem copularás

até o instante do gozo eterno plantado no oco do tronco com que serás abatido  

por não teres mais o mínimo sentido da máxima utilidade reprodutiva de todas as vidas.

 

 

Assim é que a mamãe natureza  qual cigarra fêmea

administra a renovação da vida

na tal da democracia ladina

que precisa de outono

verão e  inferno

é primavera

te canto!

 

 

 

 


Reprodução via Folha de São Paulo (Divulgação)

                   Apenas reproduzo aqui duas fotos de divulgação do que mais se debate na atual  Bienal de Artes de São Paulo – de 25 de setembro a 11 de outubro de 2011.

                 Até porque estou de olhos, beiços e ouvidos bem vendados por conta de uma acirrada vigilância que se interpôe entre este escrito e o teu  visto pelo metade.

                Pois vamos às opiniões sobre esta  série “Os Inimigos”, do pintor-artista-pernambucano Gil Vicente.

               Além de Lula e FHC, entram na dança a rainha da Inglaterra, o presidente do Irã, o papa alemão dos católicos ocidentais, etc e tal.

                Moacir dos Anjos:

“ Fica patente aqui, portanto, o cansaço do artista com os modos de representação política vigentes e uma desilusão profunda com a possibilidade de mudanças através de lideranças formalmente constituídas.”

              Walquiria Farias:

“O realismo cruel de cada cena entre esses dois personagens é indicativo do destino fatal que um terá.”

             José Cláudio:

 “A mão do homem Gil segura pelo cabelo e degola o homem Lula; sente que está sendo cruel e que ser obrigado a isso o repugna mas não abdica de fazê-lo, envolvendo-se fisicamente na matança.”

            Roberto Ploeg

“Gil Vicente desenha uma metáfora para expressar o grau de sua indignação e desilusão. A imagem que usa e intensifica é a triste, reprovável e, infelizmente, conhecida cena espetacular da televisão e da internet.”

           Maria do Carmo Nino:

“Penso que a sua rejeição se dá contra as instituições e as convenções do poder no nosso mundo, do qual estas figuras são emblemáticas. E a esse sentimento de não–aceitação ele se entrega e sucumbe. Dá-se por vencido. O seu ato não é heróico, não é nem mesmo um ato de sacrifício, é um ato de desistência.”

            Moral deste treco todo:

             Se for para censurar, que nem a dita Santa Inquisição (da medieval Igreja Católica) ou das fogueiras dos jovens hoje velhos do Hitler, a gente teria que proibir Shakespeare (tem um tal de parricídio, ou seja, de quando se faz preciso matar o próprio pai) ou até o Édipo (comeu a mãe, com quem teve um filho, que matou o pai, cruzes…)

Autor:

http://gilvicente.com.br/

Bienal:

http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=88


Não tenho filhos, nem cachorros e nem plantas.

Zero zero neles.

Mais em:

http://www.anarkismo.net


                         No final da Ditadura Militar, no limiar da Nova República, aqui em Brasília reinava um movimento de rua, dito cultural, chamado Projeto Cabeças.

                         Era fruto de música (do Liga Tripa a Cássia Eller), de poesia (de Chico Alvim a Porretas), de circo (Ari Parraraios), de artes plásticas (de Hermuche a Paulinho).

                         Tinha Grande Circular ( ônibus e revista), Porretas (coletânea de poetas), Ministéricas e muito mais.

                        Trinta anos depois, as meninas estão avós, os tios se foram, e um telefone continua muito pouco para o Renato Matos.

                      Pois hoje,   no Parque da Cidade, onde ele findou, acontece uma ressurreição, inda que passageira, do Projeto Cabeças.

                         Logo abaixo, pode-se ouvir o programa ET NA ATLÂNTIDA FM, 1986, com a participação do Liga Tripa, conjunto mambembe,  com Ita Catapreta e Toninho.

                        Edição (a la Glauber Rocha) e apresentação minha (Eduardo MAMCASZ).

                        Participação de dois sobrinhos então com nove anos de idade: Thiago Turiba (professor de Física) e Felipe de Oliveira (fotógraf0).

                        São 30 minutos de maluquice pura de uma época (1986) em que a gente acreditava que a democracia tinha voltado para valer.

                       Neste programa, aparecem palavras típicas daquela época, hoje morta:

                     Pacotão, Tancredo Neves, Liga Tripa S.A, João Figueiredo, Granja do Torto, Tancredo Neves, Trem da Alegria, Sucuruji no Lago do Paranoá, Viva Maria de Godard, A gata da Brigite Bardot, Clementina de Jesus-85 anos, Ortega, Alfonsin, Sanguinetti, Grande Circular, Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Batata, Nova República, Clube do Ócio, Greve no Vaticano, Tango do Tancredo.

                    Para ouvir  clique abaixo:

http://podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

Comente abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/09/18/brasilia-30-anos-depois-%e2%80%93-cade-voce-hein/#respond

 


Ele parecia que estava sempre de mau … humor.    

 Talvez porque não bebia.    

  Deixava que o copo cheio ficasse olhando para ele.               

 Mesmo que fosse uma boa cachaça.   

 Talvez porque adorasse um jazz.    

 E eu, amigo antigo, sou do blues, de um alambique, da destilada.               

 Mas a gente sempre se entendia.  

 Falávamos  na linguagem dos livros de que ele tanto gostava.

Desde quando a gente era setorista no Palácio do Planalto, ele pelo O Globo, eu pela Folha de São Paulo, sucursais de Brasília.         

  Até que a gente, na segunda, discutiu:             

 – Arraes, se não me trouxer esta cachaça especial que tu ganhaste de presente, e que vale uma grana, é melhor não falar mais comigo.       

 Nesta terça, ontem, ele me trouxe a bela Seleta de Salinas,  que  ele havia me hipotecado desde meu aniversário, em janeiro, em minha casa.        

  Ainda brinquei:                

 – Está fechada, com selo e tudo?                

 Foi uma provocação (a última de centenas) porque ele nunca aceitou garrafa de cerveja trazida à mesa  pelo garçom sem ser aberta  na frente dele.               

 E por que este lero-lero todo?  

Pelo seguinte.     

Acabo de receber o telefonema.                

O Arraes morreu.                

 O corpo está sendo guardado.      

 Logo mais, vira cinzas, nada mais.         

Ah. No teu velório, hoje à tarde, sequei,  com outros amigos e amigas, a garrafa da linda cachaça.        

O copinho sujo, só para te chatear, passou de boca em boca, enquanto contávamos piadas mais ou menos leves.        

Então, seu Arraes (Antonio Roberto Arraes).    

Continues um chato, tá?     

Principalmente com este pessoal que foi antes da gente.               

 Um abraço neles.               

 Do teu amigo, o outro (chato) ainda vivo,               

 Mamcasz                

          

                                                                         

Leia:            

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=3&_56_groupId=19523&_56_articleId=1042896    

     

From Cruvinel:    

” Todos nós, da EBC, fomos tomados pela tristeza e pelo espanto  esta manhã, com a notícia de que Antonio Arrais morrera durante a noite, vítima de um infarto fulminante.  Como muitos de nós, conheci  Antonio Arrais há mais de 20 anos atrás, e com ele convivi  em muitas oportunidades,  desde quando éramos repórteres de política de O Globo, no final do regime militar, até os dias de hoje, quando presido a EBC que, pela incorporação da Radiobrás,  passou a ter entre seus quadros jornalistas como Arrais, dedicados à profissão e à causa da comunicação pública.
Em minha gestão, convoquei-o para ajudar na implantação da área de comunicação social, na qual ele acumulou experiência quando serviu à Procuradoria Geral da República, cedido pela Radiobrás.  Arrais prontamente atendeu, e quando outra necessidade surgiu, na Agência Brasil, com a saída de uma editora, valemo-nos também dele para suprir a lacuna. 
Posso dizer, em nome de todos os colegas da EBC, que Antonio Arrais foi um cidadão de seu tempo e um jornalista exemplar, pautado pela verdade e o interesse público no ato de informar.
Fiquemos todos com seu exemplo, compartilhando nossa dor com Thelma, sua mulher, com os filhos Leonardo, Daniela, Marcelo e Rodrigo e todos os amigos, pedindo a Deus que nos dê força e resignação para atravessar este momento. “
Tereza Cruvinel
Diretora-presidente
 (EBC)

*** 

Casos do Arrais
From Wilson Ibiapina (direto do velório)
“Como repórter correu o Brasil e o exterior fazendo coberturas, acompanhando presidentes. No velório, Roberto Stefanelli lembou a viagem que fizeram a Mato Grosso, acompanhando o presidente Figueiredo. Beto pela Folha e Arrais pelo Globo. Depois de um dia corrido de cobertura chegam exaustos ao hotel, pedem a conta e a nota fiscal, exigida pela tesouraria do jornal na hora de prestar contas dos gastos da viagem. Em nome de quem? Tira em nome de O Globo, diz Arrais. Já estavam voando de volta a Brasília quando Arrais resolve conferir as notas fiscais. Tudo OK, perfeito, só um porém. A nota mais alta, fornecida pelo hotel, estava em nome de Hugo Lobo, no lugar de O Globo. Fazer o que com aquele funcionário do hotel que não compreendeu suas palavras?
Rejane Limaverde, que morou no apartamento dele quando chegou do Ceará, lembra que ele era cheio de mania. Por exemplo: mesmo atacado pela gota não abria mão de um pedaço de carne no almoço. No restaurante Beirute tem um prato batizado de Filé do Arrais. Outra mania: detestava quando alguém pegava no copo em que estava bebendo. Mandava trocar na hora. Um dia, tirou as lentes de contato e colocou num copo com água. Segundo ele, para não ressecar. Era época de baixa umidade do ar, como agora. E cochilou o suficiente para o Emerson de Souza esconder o copo com as lentes e colocar outro no lugar . Ao despertar, flagrou o Emerson simulando que estava bebendo a água. Arrais, já irritado, gritou desesperado “cuidado com as lentes no copo” . Quando descobriu a brincadeira do colega ficou mais zangado.
Apesar de ser metódico e mau humorado era muito querido pelos amigos que se divertiam com o seu jeito de ser. Apaixonado por livros e CDs, era fã da voz de Gal Costa. Dizia que se ela gravasse um “reclame” da Coca-cola, ele comprava.
Sua última promessa foi paga na manhã em que morreu. Levou para o colega Mamcasz a garrafa de cachaça velha que havia prometido. Mamcasz ainda brincou: -Está fechada, com selo e tudo? A provocação tinha sentido. Arrais nunca aceitou garrafa de cerveja trazida à mesa aberta pelo garçom sem ser na frente dele .
Na noite daquela mesma terça dia 14, em casa, ao lado da mulher Thelma, foi traído pelo coração, que resolveu parar bem na hora do jantar. Deixou além da viúva, quatro filhos.: Marcelo, Rodrigo, Leonardo e Daniela. O corpo cremado, vira cinza. Suas histórias, como na literatura de cordel vão passar de boca-em- boca. Vão se espalhar mantendo viva a sua memória. Um jornalista “tolerância zero” que gostava de música, da família, de comer carne, dos amigos, de livros, da vida.”

http://conversapiaba.blogspot.com/2010/09/o-adeus-antonio-arrais.html  

 


Tu estás en viaje e en silencio, solo mirando las nubes por la ventana.
De repente, un barco gigante aparece entre las nubes y se ocupa de corte con el avión.
Todos los pasajeros entran en pánico, gritando y crendo que van a morir.
Así que, piensa   tu en insano juicio,  todo el mundo está viendo lo mismo que tu, solo piensan de modo contrario.
El barco luego lanza una especie de túnel, abre la puerta del avión y usted reconoce algunos de los invasores que eran  amigos de otros lugares (otras ciudades, casas, trabajo, etc).
Entonces tu es la única  a que ellos llaman  y dicen que necesitan que tu se una a la tripulación.
Todo el mundo te mira con la cara plana de la WTF, y aun así, usted decide ir.
El barco navega a continuación, por las nubes y  el avión desaparece en silencio.
Moraleja:
Usted vive otros diez años hasta que un día recibe un disparo de tu nave en el combate.
Y tu simplemente muere.
Punto final.

A foto acima é minha, no trecho Curaçao-Brasília, ao passar por cima do Rio Amazonas e outros compadres.

Quanto às palavras, achei-as ao vento, na Internet, mas não sei de quem são.

Mas tem mais.


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Image via Wikipedia

1895, Brazil.
With the word, the priest gaucho Landell de Moura:
“My inventions can ensure communication with any point on earth, however distant they are from each other. Eventually, my appliances are used even for interplanetary communications. “
Priest Landell de Moura, 115 years ago, tries to register some inventions. Among them:
1 – what he calls CALEÓFANO. Imagine. Wireless Phone
2 – what he calls EDÍFONO. Through him, the voice can be reproduced.
And best, I mean, worse for him. This voice, recorded, can be transmitted from one point to another without wires, using electrical currents.
Results:
The inventor of the Radio in Brazil, Priest Landell de Moura, has just admitted to a hospice, labeled a completely mad, bad head, lelé of the brain.

1895, Brazil.

Com a palavra, o padre gaúcho Landell de Moura:

Minhas invenções podem garantir a comunicação com qualquer ponto da Terra, por mais afastados que eles estejam um do outro. Futuramente, meus aparelhos servem até mesmo para as comunicações interplanetárias.”

O padre Landell de Moura, há 115 anos, tenta registrar alguns inventos. Entre eles:

1 – que ele chama de CALEÓFANO. Imagine só. Telefone Sem Fio.

2 – que ele apelida de EDÍFONO.  Através dele, a voz pode ser reproduzida.

E o melhor, quer dizer, pior para ele. Esta voz, gravada, pode ser transmitida de um ponto a outro, sem fio, através de correntes elétricas.

Resultado:

O inventor do Rádio no Brazil, padre Landell de Moura,  acaba internado num hospício,  taxado de completamente maluco, ruim da cabeça, lelé da cuca.

This post goes to:

– First voice transmission in Brazil, the September 7, 1922, by President Pessoa ;
– Inauguration of the first Radio in Brazil, the April 20, 1923, the Society of Rio de Janeiro, by Roquette Pinto and Henry Morize;
– Birth, on September 12, 1936, the Company’s National Radio, the PRE-8, by the newspaper A Noite, Beach Maua,  in Rio de Janeiro.

Este post vai para:

– Primeira transmissão de voz no Brazil, a 7 de setembro de 1922, pelo então presidente Epitácio Pessoa (tenho este áudio);

– Inauguração da primeira Rádio no Brazil, a 20 de abril de 1923, a Sociedade do Rio de Janeiro, do Roquete Pinto e do Henry Morize;

– Nascimento, a 12 de setembro de 1936, da Sociedade Rádio Nacional, a PRE-8, do jornal A Noite, na Praia Mauá, no Rio.

 Alô, alô ouvintes…

“Wenn Sie Radio hören, denken über die Bedeutung von Menschen mit einer wunderbaren Dokumentation Werkzeug, das es möglich macht für wahre Demokratie zu töten menschlichen Denkens für alle zugänglich und erwecken die nations aus ihrer Lethargie.”

 

 

Albert Einstein, 1930, auf der IFA (Funkausstellung  Internationale).

 

 

 

Fünf Jahre nach Deutschland floh er dominiert von onkel Hitler (Adolf), die das Autoradio verwendet in seiner schlimmsten form von staatlicher Propaganda.

*

“Quando você ouvir rádio pense no significado das pessoas possuírem um instrumento de documentação tão maravilhoso que torna possível a verdadeira democracia, ao colocar o pensamento humano ao alcance de todos e por despertar as nações de sua letargia”. 

Albert Einstein, 1930, na IFA (Exposição Internacional de Rádio). 

Cinco anos depois ele foge da Alemanha dominada pelo tio Hitler (Adolfo) que usa o veículo rádio na sua pior forma, de propaganda governamental. 

 


 

Esta foi a  maior porrada já levada pelos Estados Unidos, em todos os tempos. Bem no intestino. Foi aquele tiro que não mata na hora,  para que o EGO COLETIVO sofra por um bom tempo. Aconteceu há nove anos. Mas parece que foi ontem. Onze de Setembro, inclusive, é uma data fático-fatídica. Para sempre. E onde estavas naquele dia (aqui no Brasil, eram 11 da manhã)? Na época, eu ainda trabalhava na Rádio Nacional, no programa Revista Brasil. Siga o relato do que aconteceu a partir daquele que parecia ser um simples aviãozinho batendo, por acidente, nas Torres Gêmeas. Até parecia. Não foi.

Clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/09/10/september-11-2001/

 

 

Há dois anos, no final do  MBA da Fia/Bovespa/BM&F, estive hospedado no Milleniun Hilton, em Nova Iorque, com a janela virada justamente para este famoso MARCO ZERO, ou seja, o que sobrou das Torres Gêmeas de Nova Iorque (WTC- World Trade Center). Eu me lembro que de manhã, antes do café e do primeiro compromisso, desci sozinho, fui até o buraco e lá me concentrei mentalmente até que surgisse alguma coisa na minha cabeça. E, de repente, veio. Ouvi, no completo, John Lennon, assassinado a alguns quarteirões dali, cantando Let it be. Daí, então, segui em frente. Que nem os gringos e os migrantes ilegais a caminho do metrô. Cantarolando comigo mesmo : Let it be, mano.

Mas tem gente, nos Estados Unidos, que ainda não se conforma com a maneira como o assunto foi investigado.

Clique abaixo para ver/ouvir o  9/11- The Truth Movement.

Acompanhe as falas no original (inglês) e na tradução (tupiniquim).

 http://video.answers.com/learn-about-the-september-11-truth-movement-alternative-motives-38364800

 Script in tupiniquin:

 –         Este foi um crime! Um hambúrguer servido muito do rápido!

–         É o maior crime da história americana! Repito. Nunca teve  crime igual.

–         Falando no jeito americano, foi como   sentar na sala e ouvir o locutor gritando:   Deite-se com as armas ao lado e apenas   adormeça.  Acontece que a nossa forma americana é de dormir em pé porque estamos sentindo    que o nosso governo está se tornando tirânico. Estamos agora no top para fazermos a mudança.

–         …  perguntas existem  mas eles não respondem, eles se recusam a responder o porquê! Por quê? É porque eles estão com medo de que saibamos a verdade! Nós sabemos o que aconteceu com aqueles edifícios!

–         Nós fomos atingidos e me deixem contar tudo.  Fomos até o Congresso dar nosso testemunho e sabem o que eles disseram?  Eu até me senti como se eu é que estivesse sendo julgado.   Eu bem que tentei dizer   o que estava acontecendo! Eu estava lá! Tentei falar sobre as explosões múltiplas. Tentei dizer-lhe a verdade e fizeram de mim um criminoso e me botaram para fora.  Agora me escutem, um grande  crime exige uma investigação criminal e o que isso quer dizer? Significa que nós estamos intimidados,    que   nós jogamos a nossa imunidade no  ventilador.     Trata-se de uma fraude completa! Todo mundo sabe que, de fato, mesmo os defensores do relatório da Comissão 11 de Setembro   dizem  que tem que começar pela maior evidência. Precisamos de uma nova investigação. Os membros da família dos mortos exigem …

 Script  in english:

 –         This was a crime! This was fast burger! Thank you.

–         And the biggest crime in American history has never! I repeat never had a criminal.

–         To the American way is to just to sit back and listen to the media to the caller man. Lay down arms in that and just fall asleep. The American way is to stand up or we feel that our government is being tyrannical. It is up top to stand to make a change..

–         … questions but they have not answered, they refuse to answer why! Why? Because as they are scared that—we know the truth! We know what happened to those buildings!

–         We are fired and let me catch you all. We went down to testify 2004 for the Congress. You know what he said?! He said I felt like I was on trial! I try to tell him what was going on! I was there! I tried to tell him about the multiple explosions. I tried to tell him the truth and they made a criminal out of me and so I left. Now listen, the biggest crime needs a criminal investigation, what does that mean? That means, we subpoena people; that means, we give whistler blower immunity. That means we actually dulge in to the fast. We do not have a under funded, unbudgeted. 9/11 commissions that is full of holes that I can try that bust throw.It is a complete fraud!Everybody knows it,in fact,even the proponents of the 9/11Commission report said they have to get the evidence. They were people or basically filtered the evidence to them, and so we need a new investigation. The family members wanted …


                        Ferreira Gullar faz  80 anos de vida nesta sexta,  10 de setembro.

                        Singela homenagem:

                       Esta minha foto-montagem em cima das mãos dele ( original de Murillo Meirelles, da Folha de São Paulo, em capa da exposição The Hand of the Poet).

                      Original Manuscripts by 100 Masters, Center for the Humanities, The New York Public Library, onde estou em 96 e, à porta da exibição, leio o seguinte, de Kay Boyle, e que se aplica, hoje e aqui, para o Ferreira Gullar:

  

“Poet, remember your skeletons.

In youth or Dotage.

Remain as Light as Ashes.”

  

 

 

                          Por estas mãos de Ferreira Gullar,   durante oitenta vívidos anos,  passam palavras e parábolas que na mente dele nascem apenas letras mas que,  depois de ordenhadas, voam assim para todo e sempre:

 

” Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena

como teus olhos são claros
e a tua pele, morena

como é azul o oceano
e a lagoa, serena

como um tempo de alegria
por trás do terror me acena

e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena

sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena

mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.”

  

                           Qual parabéns, ouça as mesmas letras mas agora  evocadas guturalmente na voz do próprio Ferreira Gullar.

 

 Clique abaixo:

 

http://soundcloud.com/mamcasz/dois-e-dois-quatro-by-ferreira-gullar

 

 

 


Gente.
Por ser patriota (tem jogo da seleção?),  coloco hoje, Sete de Setembro de 2010,  a  Ana Carolina reproduzindo Elisa Lucinda.
Acho a melhor ação para este Dia da Pátria que Me Pariu.
Primeiro, um trecho esparso para quem souber ler (e entender):
1- In English:
“They say:
It is useless, everyone here in Brazil is corrupt, since the first man who came from Portugal.
I say:
I don’t admit, my hope is immortal.
I repeat, do you hear me?
I – MMOR – TAL ! ! !”
 2 – Now, in Tupiniquin:
 “ Eles dizem:
É inútil, todo mundo aqui no Brazil é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal.
Eu digo:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
I – MOR – TAL ! ! ! ”
Por isso, repito  o título do post deste 7 de setembro de 2010:
– Só de sacanagem:
  • Independência ou Morte?
  •  
Agora, a imagem para quem souber ouvir.
Clique:

http://www.youtube.com/watch?v=_xIyS0Dathw&feature=related

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A Fome e o Brado (Hunger and Clamor), 1947, do artista pernambucano Abelardo da Hora.

Está na exposição Amor e Solidariedade. Simplesmente o máximo.

Agora, pare, olhe, escute e passe o  abaixo porque tem tudo a ver com o Viva o Povo Brasileiro (João Ubaldo).

O texto  é de Cleide Canton.

Que usa um trecho de Rui Barbosa, de  1892:

Estou cansado de ver triunfar tanta nulidade …

Interpretado, e bem, por   Rolando Boldrin.

Depois de ouvir, faça que nem eu.

Desabafe alto:

PUTA   QUE   PARIU!

Então, preste muita atenção e clique abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=Lo1gPVsKp5E


                                      Por eu também ser preto e branco que nem meu glorioso Botafogo, então hoje  me junto aos porcos e aos peixes na homenagem aos cem anos de criação de um time cujos torcedores são os campeões na chatura.

                  Eles são fiéis e só empatam na chatura com os flamenguistas.

                 Acontece que  menguistas e corintianos são gente fina, ou seja, aceitam qualquer tipo de ironia, nunca a levam ao plano pessoal, até porque não aceitam ser usados e nem se curvam de quatro, joelhos no chão.

                 E  vale  até  na derrota nunca aceita de pleno acordo, mas isto é de lei, faz parte do jogo. 

                Estou falando, lógico, do centenário que se comemora hoje (só para ajudar, não sei porque hoje não é feriado nacional), do Corinthians (escreve-se com TH, sei lá porque, meu), com 33 milhões de sofredores espalhados pelo rincão tupiniquim, a partir de um bairro paulista chamado ITAQÜERA (eu só falo assim, no quiéra), escondido porque tem as melhores mulatas do Brasil, já fui lá conferir com meu amigo paulista chamado Róger Gel, que me ofereceu um caminhão cheinho delas, só não aceitei porque seria muita areia, sô, e acabei trazendo só meia dúzia e pouco aqui para casa e me arrependi porque devia ter aceita mais algumas.

                Então, bom botafoguense, espírito mais ameno, també dou meu grito hoje:

                SALVE O VELHO CORINTHIANS, MEU.

               Só tem um negócio. Se beber, não dirija e se fumar, não dê vacilo porque o Ministério da Saúde adverte:

                Corinthiano é tudo um bando de louco. Tudo GavEão.

                Por isso,fica aqui o aviso para o fato mais importante do século:

Eu não sou louco … é pouco (Do Eu).

Inté e Axé.

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Fui.       


Lindo

Tão lindo

Tá tudo lindo

Tá tudo tão lindo

Tô tão tudo lindo

Tá todo mundo lindo

Tô  tão gente e  lindo

Tão todos tudo tão lindo

Tão bem que eu tô lindo

Também sempre foi assim tudo aqui tão lindo

Talvez amanhã  até fique no muito  mais  lindo

Até porque estou indo mais uma vez para a minha Paris

Onde tudo é mais lindo ainda do que aqui está tão lindo

Acontece que eu não sei chorar lamenta   Cartola lindo

Por isso estou indo lindo  para me decidir lindo em Paris

Se vou para cá lindo se vou para lá num mais ainda lindo

Num caminho  livre lindo leve lindo solto lindo não findo

De gritar lindo sussurrar lindo esbravejar é lindo no lindo

A verdade é que vou me sentir em Paris muito mais lindo

 

                      Namore moi qu’un jour je vais vous emmener a Paris.

                     Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses  et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers  les boulevards de la capitale.

                   Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

                  “Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital.

                 Trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite.

                   Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture.

                C’est alors seulement que j’aurais le courage de vous demander:

              – Veux-tu m’épouser?

             Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos , subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, eu te chamo a atenção para um detalhe – ainda é a mesma cama onde Monet sente os amores e adormece sonhando com os quadros que um dia há de pintar no amarelo.

               Só então eu tenho a coragem de te perguntar :
               – Você quer casar comigo ?

                   O convite é feito há trinta anos e até hoje Madame não me responde.

                  Mesmo assim, calado insisto, não desisto, existo.

                 Por isso, continuamos juntos e sempre voltando a Paris.

                 Quem sabe numa dessas idas …

                Então,  até daqui a uns dez dias.

                Sei lá.

                Este tão lindo aqui já está me cansando.

                Au revoir.

 

 

 

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